• Sonuç bulunamadı

Soru 3: Yerel/bölgesel bağlam bilgi, öğrenme ve yenilik süreçlerine nasıl etki etmektedir? Yerel gömülülük ve mekânsal dinamikler yakınlığın farklı boyutlarını

2.3. Yeniliğin Coğrafyası

2.4.1. Ekonomik Coğrafya ’da Yeniliğe Dayalı Mekânsal Modeller

2.4.2.2. Yakınlıklar

O Método de Análise Hierárquica (MAH) foi desenvolvido por SAATY (1991), para apoiar a tomada de decisão sob critérios múltiplos, na qual todos os fatores do problema são dispostos em uma estrutura hierárquica. A tarefa mais difícil e criativa assumida no método está em relacionar os fatores relevantes e organizá-los numa hierarquia. O MAH é útil para formular problemas, incorporando conhecimento e julgamento, de forma que as questões envolvidas sejam claramente articuladas, avaliadas, debatidas e priorizadas. Esse método facilita a incorporação de considerações qualitativas e subjetivas dentro de enfoques quantitativos para o processo de tomada de decisão. É uma estrutura ampla e completa, elaborada para lidar com aspectos intuitivos, racionais e irracionais, no trabalho com múltiplos objetivos, critérios ou atores, com ou sem a

certeza em relação ao número qualquer de alternativas. Organiza, também, a racionalidade básica, por meio da subdivisão do problema em suas partes constitutivas menores, e então realiza julgamentos simples de comparações paritárias, em esquemas matriciais, para que sejam desenvolvidas prioridades em cada elemento da hierarquia. O nível mais baixo da hierarquia contém as alternativas competitivas, por meio das quais o objetivo final deve ser atendido. A questão central refere-se ao peso com que os fatores individuais dos níveis mais baixos da hierarquia influenciam o fator no nível mais elevado, ou seja, o objetivo geral. Para construir uma hierarquia, devem ser incluídos detalhes relevantes suficientes, de forma que: 1) o problema seja representado da forma mais completa possível, embora não tão completamente a ponto de perder a sensibilidade a mudanças em seus elementos; 2) o ambiente no qual o problema está inserido seja considerado; 3) os aspectos ou atributos que contribuem para a solução sejam identificados; e 4) os participantes associados com o problema sejam identificados. O uso do MAH consiste nas etapas: 1) desenvolvimento de uma estrutura hierárquica para o problema de decisão; 2) determinação dos pesos relativos de cada alternativa com relação às características e subcaracterísti-cas na hierarquia; 3) realização de julgamentos comparativos para estabele-cer prioridades para os elementos da hierarquia, determinando o escore geral de prioridades para cada alternativa; 4) determinação dos indicadores e da consistência na realização de comparações paritárias das características e alternativas; e 5) tomada de decisão final com base nos resultados obtidos. Depois de construir a hierarquia, o tomador de decisão deve realizar um procedimento de comparações subjetivas, para determinar o peso de cada fator em cada nível da hierarquia. Essas comparações consistem em julgamentos verbais com relação a critérios de importância, preferência ou prioridade, definidos de acordo com o problema, variando de igual a extremo (igual, moderadamente superior, fortemente superior, muito fortemente superior e extremamente superior). Esses julgamentos verbais correspondem a uma escala de julgamentos numéricos (1, 3, 5, 7 e 9) e a compromissos entre esses valores. Geralmente, diferentes conjuntos de números são usados para estabelecer a

escala de julgamentos para as alternativas, sob diferentes critérios (SAATY, 1991).

SOUZA (1995) usou o método de análise hierárquica como suporte em trabalho de pesquisa operacional, que envolveu a abordagem de análise de decisões multicriteriais na avaliação de diferentes tecnologias agrícolas, quanto aos seus efeitos sócio-econômico-ambientais. Uma das limitações constatadas foi a indefinição sobre em que fase do processo de decisão as opiniões da comunidade poderiam ser efetivamente absorvidas. Salientou, entretanto, as vantagens do processo decisório sob a ótica multicriterial: 1) possibilidade de utilizar tanto dados quantitativos quanto qualitativos, em que uma escala de comparação pode ser construída para atribuição de medidas às alternativas sob consideração, sendo esta atribuição feita pelo próprio decisor, de acordo com seu julgamento pessoal; 2) modelagem de processo decisório bem mais próximo da realidade do que os processos decisórios unicriteriais, que, predominantemente, são usados nos dias atuais; 3) capacidade que os mesmos têm de levar em consideração, simultaneamente, todos os diferentes aspectos que se relacionam aos diferentes critérios escolhidos para análise; e 4) sendo uma avaliação “ex-ante”, uma vez bem conduzida, constitui um elemento auxiliar básico ao processo de tomada de decisão, visando o melhoramento de qualidade e produtividade de uma organização, de forma que em articulação com uma contínua avaliação “ex-post”, também abrangente, será o pilar sobre o qual se dará a gestão organizacional.

2.6. Agroecossistema

Um agroecossistema é um subsistema de uma propriedade rural, que conta com pelo menos um povoamento com valor agrícola e que tem características de estrutura e de função similares a um ecossistema natural. A comunidade biótica interage com o ambiente físico, e ocorrem fluxos de materiais e de energia que entram e saem de diferentes subsistemas do agroecossistema (HART, 1985).

Como agroecossistema, pode ser considerado o conjunto dos subsistemas de áreas de exploração (agrícola e, ou, silvicultural e, ou, pecuária),

com áreas de preservação (flora e fauna nativas, em meio abiótico protegido). De modo geral, considera-se que os principais recursos dos agroecossistemas que são afetados pela sua forma de exploração seriam: água potável, biodiversidade, nível de emprego, demanda por energia e por produtos com “inputs” energéticos e solo (ALTIERI, 1989).

Segundo o autor, os aspectos que determinam os níveis de sustentabilidade de agroecossistemas mais estudados são: produtividade, estabilidade, resiliência e eqüidade, em que:

- Produtividade é entendida como proporção entre o volume físico de produção e as unidades dos fatores de produção mais escassos (área, água, matéria orgânica, fósforo, energia, corretivo, mão-de-obra e outros) ou dos fatores mais abundantes, ainda subutilizados.

- Estabilidade é entendida como a capacidade de os índices de produtividade permanecerem estáveis ao longo do tempo, apesar das pressões e dos estresses aos quais o agroecossistema é constantemente submetido.

- Resiliência é entendida como a velocidade com que o agroecossiste- ma é capaz de retornar aos padrões originais de equilíbrio, após um impacto tolerável.

- Eqüidade é entendida como a capacidade de o agroecossistema distribuir, de forma equânime, os benefícios, produtos e serviços gerados, garantindo padrões mínimos de qualidade de vida aos seus usuários.

Os agroecossistemas conduzidos de forma sustentável funcionam como um conjunto de processos em equilíbrio dinâmico, no qual seus mecanismos homeostáticos ativos funcionam como um poder tampão diante das agressões, permitindo o autocontrole ou a reharmonização automática (ANDRADE, 1995).

Pessoas, governos e instituições, em todo mundo, vêm sistematica-mente alertando sobre os riscos da redução das bases genéticas dos materiais de propagação agrícola, da erosão genética e da perda de biodiversidade nos agroecossistemas onde se praticam esses modelos industriais de produção (RITCHIE, 1993).

Odum (1984), citado por HECHT (1991), descreveu quatro características principais dos agroecossistemas da agricultura modernizada:

- Os agroecossistemas incluem fontes auxiliares de energia, como a humana, animal e dos combustíveis, a fim de aumentar a produtividade de organismos, em particular.

- A diversidade pode ser bastante reduzida, ao compará-la com a dos ecossistemas naturais.

- Os animais e as plantas dominantes estão mais sob seleção artificial do que natural.

- Os controles dos sistemas são, na maioria das vezes, externos, e não internos, via subsistemas de “feedback”.

Uma das características mais importantes dos agroecossistemas é a sua diversidade. Hoje se sabe que, quanto maior o número de espécies presentes em um determinado ecossistema, maior será o número de interações simbióticas, tróficas ou alimentares entre os seus componentes e, conseqüentemente, a estabilidade de processos da comunidade tenderá a aumentar (EHLERS, 1996).

Um dos conceitos importados da biologia, que tem grande sintonia com a sustentabilidade de agroecossistemas, é que a chave para a sobrevivência da espécie humana é a diversidade cultural, pois esta pode manter a biodiversidade (CARVALHO, 1993b).

O seguinte conjunto de princípios ecológicos serve de referencial dos novos paradigmas, que dão um entendimento mais claro dos agroecossistema, segundo CAPRA (1992):

- Interdependência: todos os membros de um ecossistema estão interligados numa teia de relações. Nessa teia, todos os processos vitais dependem uns dos outros. O sucesso do sistema como um todo depende do sucesso de seus indivíduos. Ao mesmo tempo, o sucesso de cada membro depende do sucesso do sistema como um todo.

- Sustentabilidade: a sobrevivência, a longo prazo, de cada espécie depende de uma base de recursos limitada. A terra é finita.

- Ciclos ecológicos: a interdependência entre membros de um ecossistema envolve trocas de matéria e energia em ciclos contínuos. Estes ciclos agem como circuitos de regeneração.

- Fluxos de energia: a energia solar, transformada em energia química pela fotossíntese das plantas verdes, comanda os ciclos ecológicos, a herbivoria, a decomposição etc.

- Associação: todos os membros vivos de qualquer ecossistema participam de uma interação sutil, por meio de competição e cooperação, a qual envolve inúmeras formas de associação.

- Flexibilidade: ao agirem como circuitos de regeneração, os ciclos ecológicos apresentam tendência à flexibilidade, caracterizada pelas flutuações de suas variáveis.

- Diversidade: a estabilidade de um ecossistema depende muito do grau de complexidade de sua rede de relações; em outras, da diversidade do ecossistema.

- Co-evolução: a maioria das espécies de um ecossistema evolui conjuntamente, por meio da interação entre criação e adaptação mútua. A inovação é propriedade fundamental da vida, e se manifesta nos processos de desenvolvimento e aprendizagem.

A literatura consultada sobre o assunto oferece várias definições de agricultura sustentável, e todas incorporam os seguintes itens, segundo EHLERS (1996):

- A manutenção, a longo prazo, dos recursos naturais e da produtividade agrícola.

- O mínimo de impactos adversos ao ambiente.

- O retorno adequado aos produtores, em termos econômicos.

- A otimização da produção das culturas, com o mínimo de insumos químicos.

- A satisfação das necessidades humanas de alimentos.

- O atendimento das necessidades sociais das famílias e comunida-des, quanto à segurança, ao emprego, à saúde etc.

Portanto, a sustentabilidade de agroecossistemas deve contemplar dimensões ecológicas, econômicas e sociais, envolvendo os aspectos de eqüidade, estabilidade, resiliência e produtividade. Assim sendo, os sistemas freqüentemente identificados como mais sustentáveis têm sido aqueles que

envolvem, basicamente, o estilo produção familiar, pois estes apresentam vantagens, seja pela escala menor, pela maior facilidade gerencial, pela disponibilidade de mão-de-obra, pela flexibilidade e, sobretudo, pela maior aptidão à diversificação de culturas e à preservação da biodiversidade e do ambiente (EHLERS, 1996). Diversas limitações, entretanto, diminuem seu desempenho, como: incertezas diante dos outros sistemas altamente subsidiados; desorganização da produção e dos produtores; desinformação; dificuldades de acesso a recursos; políticas de pesquisa, ensino e extensão alienadas de sua realidade etc.

Ainda de acordo com o autor, em 1993, um grupo de organizações não- governamentais (ONGs) agroambientalistas, reunido num fórum global em Copenhague, definiu agricultura sustentável como um modelo de organização social e econômica com base em um desenvolvimento eqüitativo e participativo. A agricultura é sustentável quando é ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa, culturalmente apropriada e fundamentada em um conhecimento científico holístico.

Cada vez mais se constata a pobreza de adequação das técnicas de uso da terra dos países desenvolvidos, quando aplicadas nos ecossistemas do Terceiro Mundo. É necessário repensar a ecologia da agricultura tropical, visto os efeitos dos projetos de desenvolvimento e da transferência de tecnologias das zonas temperadas nos ambientes e nas sociedades de países em desenvolvimento. O entendimento dos sistemas agrícolas indígenas e camponeses requer noções diferentes de eficiência e racionalidade. São exemplos a eficiência na produção por unidade de trabalho investido, principalmente em épocas de escassez de mão-de-obra, em vez da simples taxa de produção por unidade de área; e o fato de as práticas dirigidas para reduzir riscos poderem ser mais importantes que a maximização imediata dos ganhos (HECHT, 1991).

Os indicadores básicos, necessários para aprofundar os estudos, o manejo e o monitoramento de sustentabilidade dos agroecossistemas, seriam: produtividade, estabilidade, conservação de água, capacidade do sistema resistir a pragas e doenças, ciclagem do carbono, diversidade cultural;

independência de recursos externos e capacidade de geração de receitas (JESUS, 1993).

Uma das características mais importantes da sustentabilidade dos agroecossistemas é a sua resiliência, ou seja, seu processo de retorno ou não às condições anteriores à perturbação. Isto vai depender de múltiplos fatores, como intensidade e freqüência dos distúrbios, condições do sítio à época, diversidade das espécies, complexidade das cadeias alimentares, entre outros. Como desdobramento dessa questão, pode-se colocar: Qual o tempo, em função da velocidade, para a regeneração do ecossistema perturbado pela ação humana? (CARVALHO, 1993a).