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Soru 3: Yerel/bölgesel bağlam bilgi, öğrenme ve yenilik süreçlerine nasıl etki etmektedir? Yerel gömülülük ve mekânsal dinamikler yakınlığın farklı boyutlarını

4.3. Evren ve Örneklem

4.3.1. Nicel Veri Toplama Tekniği İçin Örneklem Seçimi

O diagnóstico e desenho (D e D) de sistemas produtivos é uma ferramenta auxiliar em processos de tomada de decisão, desenvolvida para implantação de sistemas agroflorestais, calcada em bases técnicas. Consiste em metodologia sistematizada e interativa para identificação de prioridades e avaliação de alternativas, problemas e potencialidades de uso de um dado sítio, por meio de um conjunto de procedimentos que permitem o diagnóstico e desenho de um sistema, que possa se desenvolver de forma produtiva, sustentável e culturalmente apropriada. A técnica de D e D para sistemas agroflorestais foi desenvolvida inicialmente no ICRAF (International Council for Research in Agroforestry), a partir dos estágios iniciais de desenvolvimento dos paradigmas dos sistemas agroflorestais, criando uma metodologia que aplicava aqueles princípios de forma sistemática para identificar prioridades de pesquisa em agroflorestas. Mais tarde, novos avanços foram conquistados, com maior ênfase ao conceito de análise de escala deslizante e à natureza interativa dos processos de D e D. Mais recentemente, com a melhor sistematização dos conhecimentos das práticas e potencialidades agroflorestais, tem-se dado maior ênfase ao D e D, com o desenvolvimento de critérios heurísticos de tomada de decisão e de linhas mestras para combinar tecnologias agroflorestais, visando diagnósticos específicos para sistemas particulares. A técnica de D e D tem sido considerada em permanente processo de desenvolvimento, graças à colaboração de pesquisadores e trabalhadores de desenvolvimento rural de todo o mundo, sob a coordenação do ICRAF (RAINTREE, 1990).

Esse autor relatou que os critérios para o bom desenho de sistema são basicamente: produtividade, sustentabilidade e adotabilidade, em que

- Produtividade: envolve o potencial de o desenho otimizar, mas nem sempre maximizar, o sistema produtivo em seus indicadores ligados à eficiência dos fatores de produção, especialmente aqueles mais escassos e, ou, aqueles fatores relativamente mais abundantes e menos explorados no agroecossistema, com relação aos volumes

- Sustentabilidade: envolve o potencial de o desenho facilitar a proteção dos mecanismos homeostáticos do agroecossistema, para a estabilidade ou manutenção temporal, em níveis satisfatórios, da eficiência dos indicadores sociais, ambientais, econômicos e técnicos.

- Adotabilidade: envolve o potencial de o desenho ser facilmente compreendido e prontamente adotado para implantação no agroecossistema. Essas características dependem, além da mentalidade do produtor, da forma de definição do D e D, quanto à participação dos interessados e a postura respeitosa e competente dos técnicos, do perfil das inovações previstas no projeto, quanto à violentação da cultura existente, e do seu grau de ajuste ao cenário disponível, condições agroecológicas, comerciais e estruturais da propriedade.

RAINTREE (1990) sugeriu, ainda, um modelo de procedimentos básicos para planejamento de implementação de projetos de diagnóstico e desenho (D e D) de sistemas agroflorestais, contendo cinco estágios, com 14 etapas, a saber:

• Estágio pré-diagnóstico:

- Etapa 1: Planejando o estudo: - Identificar os objetivos.

- Especificar a área a ser coberta.

- Identificar instituições e equipes de colaboradores.

- Selecionar e adaptar os métodos de DeD a serem usados. - Etapa 2: Reconhecimento regional:

- Identificar, mapear e descrever a distribuição da população e as principais unidades de uso da terra.

- Etapa 3: Identificação e descrição preliminar dos sistemas de uso da terra:

- Diferenciar e descrever os sistemas de uso da terra mais destacados.

- Fazer avaliação inicial dos seus embaraços e problemas. - Fazer avaliação inicial do seu potencial produtivo.

- Etapa 4 : Seleção de local:

- Selecionar os sistemas de uso da terra prioritários, com base em: - Severidade dos problemas.

- Potencial produtivo.

- Representatividade regional.

- Selecionar os locais representativos dos sistemas priorizados.

• Estágio diagnóstico:

- Etapa 5: Levantamento diagnóstico:

- Conduzir levantamentos de campo das unidades de manejo representativas para identificar as estratégias e os problemas comuns de uso da terra.

- Levantar os sistemas de produção para identificar os fatores causais e embaraços.

- Investigar as interações entre e nas unidades de manejo e dos processos na paisagem geral.

- Etapa 6: Análise diagnóstica:

- Analisar os dados de campo para identificar os embaraços e os pontos-chave de intervenção para o desenvolvimento do potencial do sistema.

- Avaliar os problemas de sustentabilidade.

- Etapa 7: Especificações para intervenções apropriadas: - Listar especificações dos sistemas:

- Especificações funcionais para intervenções. - Embaraços de desenho.

- Atributos desejáveis das novas tecnologias.

- Estratégia geral de desenvolvimento para o sistema.

• Estágio de desenho tecnológico:

- Etapa 8: Identificação das tecnologias prováveis:

- Listar as tecnologias factíveis que satisfaçam as especificações do sistema .

- Selecionar e priorizar as tecnologias mais promissoras. - Etapa 9: Especificações detalhadas das tecnologias:

- Fazer lista detalhada dos atributos desejáveis de cada tecnologia selecionada (componentes característicos, considerações de manejo etc.).

- Priorizar essa lista diante do total conhecimento do sistema diagnosticado.

- Etapa 10: Desenho tecnológico:

- Detalhar, para cada tecnologia específica, respostas para cada uma das seguintes questões:

- Quais as funções cada intervenção poderia ter?

- Em qual localização da propriedade ou na paisagem geral poderia desempenhar essas funções ?

- Qual componente ou combinação de componentes é a melhor escolha para desempenhar essas funções?

- Quanto de cada componente é requerido para obter as metas produtivas?

- Qual o arranjo preciso dos componentes visualizados? (com detalhes das associações espaciais e temporais dos componentes em um dado local).

- Anotação de todas questões de desenho para as quais a equipe de D e D é freqüentemente incapaz de dar respostas satisfatórias (esses são tópicos para posteriores consultas e pesquisas).

- Síntese dos elementos anteriores, em um desenho integrado para o sistema proposto, que melhor responderam às necessidades e aos potenciais de um sistema de uso da terra existente.

• Estágio de avaliação e redesenho:

- Etapa 11: Avaliação e redesenho “ex-ante”:

- Checar a reação dos usuários da terra ao desenho proposto (levantamento de verificação opcional do D e D).

- Conduzir uma avaliação preliminar do desenho proposto, comparando-o com o atual uso da terra e com outras alternativas, em termos de:

- Produtividade (potencial biológico, eficiência econômica e

diversidade de produção).

- Sustentabilidade (impactos ambientais e conservação de recursos).

- Adotabilidade (auto-suficiência em necessidades sentidas, compatibilidade cultural, distribuição social dos benefícios).

- Retornar às atividades do estágio de desenho para fazer modificações sugeridas pela avaliação preliminar.

- Etapa 12: Classificação de conveniência:

- Sumarizar as avaliações de sistemas, para cada um dos sistemas designados, e desenvolver a classificação de conveniência “ex-ante” para aplicações mais vastas.

- Combinar essas classificações em mapas e tabelas de conveniência, para o estudo de uma área ou região como um todo (definir recomendações preliminares dos domínios).

• Estágio de planejamento:

- Etapa 13: Estado de conhecimento revisto e avaliado ou necessidade de pesquisa.

- Avaliar cada tecnologia designada para extensão direta ou para pesquisa posterior.

- Coletar listas integradas de necessidades de pesquisa, incluindo: - Investigações de pesquisa individual.

- Atividades de extensão.

- Metas e atividades integradas de pesquisa e extensão. - Redes de colaboração em pesquisa e extensão.

• Estágio de implementação:

- Etapa 14: Implementação de pesquisa e desenvolvimento:

- Prosseguir na aplicação da processo interativo de D e D, para refinar o protótipo do sistema em bases de retroalimentação das experiências da pesquisa e da extensão.

- Institucionalizar canais de comunicação entre diferentes componentes do programa (no mínimo realizando encontros periódicos para somar experiências e revisar o plano de ação, diante de nova experiência).