2. YAŞLANMANIN POLİTİK EKONOMİSİ VE AKTİF YAŞLANMA
2.1.3. Yaşlanmanın Feminizasyonu
Evidenciou-se que o professor tem acesso à lei menorista, e que mesmo aqueles que não tiveram contato durante a formação inicial procuraram de alguma forma se inteirar do conteúdo legal, principalmente em razão da exigência do trabalho docente. Esse acesso revela que a lei apresenta reflexos no processo formativo do docente. Agora, cumpre analisar se ele bem compreende o seu conteúdo e qual a relação que se firma com a sua atuação docente.
É certo que 98,58% dos professores pesquisados leram o Estatuto da Criança e do Adolescente (Gráfico 09). Eles atestaram, em sua grande maioria, que o ECA é uma legislação de fácil manuseio e compreensão. Nesse sentido responderam 57,14% dos professores. A compreensão relativa da lei foi representada por 32,02% dos professores, enquanto 9,36% não consideram a lei de fácil manuseio e compreensão (Gráfico 11).
0% 20% 40% 60% 80% 100% Total (%) 57,14% 9,36% 32,02% 1,48%
Sim Não Mais ou menos Não entendi a
pergunta
Gráfico 11 – Distribuição dos professores quanto a compreensão do ECA e o fato de ser de fácil manuseio.
Fonte: Questionários aplicados nas escolas Base: 212 questionários respondidos.
A facilidade de compreensão da lei predomina entre os professores, independente de sua faixa etária, havendo maior incidência entre os professores com mais de 46 anos de idade (Quadro 5).
Quadro 05 – Distribuição conjunta da freqüência relativa à compreensão do Estatuto da Criança e do Adolescente e o fato de ser de fácil manuseio, segundo a faixa etária dos professores investigados.
Fonte: Questionários aplicados nas escolas. Base: 212 questionários respondidos.
Uma parcela pequena dos entrevistados (9,36%) entendeu que o ECA não é de fácil manuseio e compreensão, justificando tal afirmação mediante os seguintes argumentos:
a) Linguagem da lei: Usa muitos termos complexos; tenho uma certa dificuldade, devido à linguagem jurídica; há determinados conceitos jurídicos que dificultam o entendimento dos princípios; existem artigos que não são de fácil entendimento e são obscuros em seu conteúdo, não tendo muita clareza; ele possui muitos termos técnicos; alguns artigos são de entendimento confuso.
b) Falta de contato com a lei: Pois as leis não são do dia-a-dia e, como ele é uma lei, fica complicado, tornando-se uma leitura cansativa; Depende do nível de escolaridade de quem lê; teria de ser mais específico; Poderia ser mais bem elaborado, com as partes principais mais destacadas e de fácil encontro.
c) Ausência de divulgação quanto aos deveres das crianças e dos adolescentes: Na minha opinião, deveria ser um documento mais divulgado, para que toda sociedade tivesse acesso, principalmente as crianças que sabem só dos seus direitos; Falta clareza quanto às limitações da criança e do adolescente, que acredito serem mal interpretadas; consigo visualizar bem nele os direitos das crianças e dos adolescentes, porém, os deveres não me parecem muito claros, para quem o manuseia; embora encontre os deveres das crianças e dos adolescentes nesse documento, parecem-me bem mais evidenciados os direitos.
d) Lei defeituosa: Em certos critérios existem contradições; em alguns artigos existem lacunas; apresenta itens confusos.
De certa forma, têm razão os professores quando justificam a dificuldade de compreensão da lei em face da sua linguagem ou da ausência de familiaridade com a terminologia jurídica.
A questão revela a necessidade de o ECA estar contemplado na sua formação, possibilitando melhor contato com a sua terminologia, seus princípios, enfim, uma melhor compreensão para a aplicação diária, pois os reflexos dela serão sentidos quando da atuação profissional. Haveria necessidade
de uma análise da lei, não no aspecto jurídico, mas no pedagógico, quando se evidenciassem os pontos de confluência entre o que foi normatizado e o que ocorre na escola e na sala de aula.
É importante frisar que, se 98,58% dos professores entrevistados leram a lei (Gráfico 09) e 57,14% bem compreenderam o seu conteúdo (Gráfico 11), haveria poucas dificuldades em relação à sua aplicação na atuação docente. Em outros termos, a atuação do professor na sala de aula deve ter como um dos referenciais o objetivo traçado para a educação quanto ao preparo do aluno para o exercício da cidadania. Quando se aborda a questão da cidadania, analisa-se, também, a questão dos direitos e deveres dos alunos, bem como o princípio que deve nortear toda ação pertinente à criança e ao adolescente. Logo, pode-se estabelecer como síntese que, se o professor leu e compreendeu o Estatuto terá uma atuação eficiente ao seguir tal orientação, cumprindo o seu papel de agente de mudança social.
No entanto, quando se analisam as questões seguintes, referentes aos direitos e deveres das crianças e dos adolescentes e do princípio legal adotado pelo ECA não é esta a conclusão a que se pode chegar, ocorrendo um comprometimento da atuação do professor frente ao objetivo traçado para a educação.
3.2. Os direitos e deveres das crianças e dos adolescentes e a atuação do professor.
Direitos e deveres tem uma importância fundamental quando analisados frente à atuação docente, em face das considerações já expostas, no sentido de integrar o conceito de cidadania e o fato de o preparo do aluno para o
seu exercício ser um dos objetivos traçados pela Constituição Federal para o direito à educação.
Por outro lado, representa um tema pelo qual o ECA é freqüentemente lembrado, como sendo uma lei que só estabeleceu direitos e esqueceu de prever os deveres e obrigações das crianças e dos adolescentes.
Diante destas assertivas: sabem os professores quais são os direitos e deveres que interferem na sua prática docente?
Quanto aos direitos, 39,62% dos professores afirmaram conhecer, enquanto 60,38% declararam que os conheciam superficialmente (Gráfico 12). 0% 20% 40% 60% 80% 100% Total (%) 39,62% 60,38%
Sim Mais ou menos
Gráfico 12 – Distribuição dos professores quanto ao conhecimento dos direitos das crianças e dos adolescentes previstos no ECA.
Fonte: Questionários aplicados nas escolas Base: 212 questionários respondidos.
Observa-se, da análise das respostas, que os professores, de certa forma, conhecem os direitos das crianças e dos adolescentes, posto que nenhum respondeu de forma negativa. É certo, também, que a indagação se
limitou aos direitos previstos no estatuto menorista e não em qualquer lei, de tal forma que, mesmo os professores que não leram, ou não tiveram acesso ao Estatuto, conhecem, de alguma forma, os direitos nele previstos.
A indagação em análise permitiu aos professores descrever os direitos das crianças e dos adolescentes. As respostas foram agrupadas em categorias para a análise mais completa de seu conteúdo.
01. DIREITOS EFETIVAMENTE PREVISTOS NO ECA