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İkinci Dönem: Bir Sosyal Politika Sorun Alanı Olarak Nüfus

1. SOSYAL POLİTİKA PERSPEKTİFİNDEN TÜRKİYE’DE

1.3. DEMOGRAFİK EĞİLİMLER: TÜRKİYE NÜFUSUNUN DEĞİŞEN

1.3.2. Türkiye’de Demografik Dönüşümün Tarihçesi

1.3.2.2. İkinci Dönem: Bir Sosyal Politika Sorun Alanı Olarak Nüfus

Diante de um dos objetivos legais estabelecidos para a educação, ou seja, o preparo do aluno para o exercício da cidadania, uma vez conceituado o que vem a ser cidadania, resta analisar como a educação pode preparar o aluno para exercê-la. Nesta análise, enquadra-se o papel do professor e sua atuação.

É correto afirmar que as leis que trataram da questão59 também indicaram os responsáveis pelo preparo ao exercício da cidadania, apontando para o Estado e para a família, em colaboração com a sociedade. Descrevem tal ação como um dever, mas que, na verdade, caracteriza-se como uma verdadeira função, que não se pode transferir, sob pena de imposição de conseqüências jurídicas para os que se negam a executá-la60.

Trata-se, pois, de um direito a ser desenvolvido coletivamente, num processo de descoberta e construção de princípios e valores61. Anota-se que

59 Constituição Federal – art. 205; Estatuto da Criança e do Adolescente – art. 53; e Lei de Diretrizes e Bases da

Educação Nacional – art. 2º.

60 Crime de abandono intelectual – art. 246 do Código Penal: “Deixar, sem justa causa, de prover a instrução

primária de filho em idade escolar. Pena: detenção de 15 dias a um mês, ou multa”. Para os governantes, eventual desídia pode caracterizar ato de improbidade, como não aplicar o percentual estabelecido em Lei na educação.

61 Esclarece Carvalho (2002, p.161/162) que o sentido de coletivo vem dos gregos e foi exposto por Protágoras

o sentido de coletivo é de suma importância, pois, quando um dos responsáveis falha, sobrecarrega os demais, estabelecendo um círculo vicioso que compromete o fim almejado.

Também, implica observar o preparo para o exercício da cidadania em todos os níveis de educação, ou seja, educação básica e superior e em qualquer idade, já que se engloba a educação de jovens e adultos. Ganha destaque o ensino fundamental dada a sua obrigatoriedade e por ser considerado direito público subjetivo.

Entre os responsáveis apontados pela Lei, não há como negar que o Estado exerce papel fundamental, posto ser o detentor de mecanismos e instrumentos, possuindo uma rede organizada e estruturada, para desempenhar esse mister, e, nesse caso, a ESCOLA é o centro de referência da questão, assumindo o PROFESSOR papel de extrema relevância dentro desse contexto.

Não se trata de se recorrer a uma disciplina específica para ensinar cidadania, como se isso fosse possível e suficiente por si mesmo. Como esclarece Carvalho (2002, p. 163) “o trabalho educacional escolar passa pelo ensino de disciplinas específicas, mas está longe de esgotar-se nele”. Envolve um projeto maior, um programa completo e complexo, em que o Professor é o principal referencial e neste caso, sua formação como intelectual crítico reflexivo é de extrema importância, já que a sua ação deve estar voltada para este objetivo referente à cidadania.

Nesse sentido, vale lembrar Pimenta (2000, p. 23):

“desde que a criança compreende o que lhe diz, a mãe, a ama, o preceptor e o próprio pai conjugam esforços para que o menino se desenvolva da melhor maneira possível. Toda palavra, todo ato lhes enseja ensinar o que é justo, o que é honesto e o que é vergonhoso.. o que pode e o que não pode ser feito. Depois, o enviam para a escola e recomendam aos professores que cuidem com mais rigor dos costumes do menino do que do aprendizado das letras e da cítara...”

(a educação) enquanto prática social é realizada por todas as instituições da sociedade. Enquanto processo sistemático e intencional, ocorre em algumas, dentre as quais se destaca a escola. A educação escolar, por sua vez, está assentada fundamentalmente no trabalho dos professores e dos alunos, cuja finalidade é contribuir com o processo de humanização de ambos pelo trabalho coletivo e interdisciplinar destes com o conhecimento, numa perspectiva de inserção social crítica e transformadora.

Essa obrigação também diz respeito à escola privada. Pois, tendo a educação a natureza pública, mesmo quando é prestada por estabelecimentos particulares acabam por realizar um serviço público por delegação, o que implica seguir o mesmo objetivo traçado à educação. Em outras palavras, os estabelecimentos particulares também são responsáveis pela formação do aluno, quanto ao prepara o para o exercício da cidadania.

A educação proporcionada pelo Estado não se constitui, por si só, suficiente para a constituição da cidadania dos alunos. Ela apresenta os elementos indispensáveis para a sua busca e concretização. Nesse sentido, vale registrar os ensinamentos de Ribeiro (2001, p. 65): “A educação, no entanto, não constitui a cidadania. Ela dissemina os instrumentos básicos para o exercício da cidadania”.

Na atualidade, conforme já se disse alhures, o posicionamento oficial quanto ao tema revela semelhante circunstância, no sentido de:

...reforçar a concepção de escola voltada para a construção de uma cidadania consciente e ativa que ofereça aos alunos as bases culturais que lhes permitam identificar e posicionar-se frente às transformações em curso e incorporar-se na vida produtiva e sócio política. Novas tarefas passam a se colocar à escola, não porque seja a única instância responsável pela educação, mas por ser a instituição que desenvolve uma prática educativa

planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas62.

Tendo a escola esse papel, e, sendo os professores os executores do mandamento legal, podem-se fazer as seguintes indagações:

a) Os professores estão preparados para essa tarefa?

b) O sistema atual permite afirmar que os professores preparam seus alunos para exercerem a cidadania?

c) Transmitem exemplos de cidadania? d) A escola é uma “escola cidadã”?

e) Os professores podem contribuir para mudar a sociedade em que vivemos?

Vale registrar que tais questões centram-se no papel do professor, para melhor encaminhamento do tema, mas poderiam também se dirigir àqueles que controlam os destinos da política educacional no Brasil, bem como à família, co-responsável e cúmplice na missão educadora.

A resposta a tais indagações passa, necessariamente, pela questão do professor como fator de mudança social.