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C. YÖNETMELİKLER

4. Yönetmelik Çıkarma Yetkisi

Passados quase sete anos da aprovação da última contrarreforma da Previdência Social, em dezembro de 2003, já houve períodos de intensas discussões sobre uma nova contrarreforma da Previdência. Afinal, a configuração atual da Previdência brasileira, ainda, está longe do modelo pretendido pelos organismos internacionais e empresas que lucrariam com a sua privatização ou constante redução.

No final do primeiro mandato de Lula, já se ouvia algumas discussões, embora, fosse somente especulação. A mídia, por sua vez, foi uma grande propagadora da necessidade de mais alterações na Previdência, ainda com base no falacioso déficit na Previdência Social.

Giambiagi et al (2004) realizaram um estudo intitulado ―Diagnóstico da Previdência social no Brasil: o que foi feito e o que falta reformar?‖ sob a premissa de que muitas mudanças, ainda, precisam ser feitas no sistema previdenciário brasileiro. Em suas palavras:

Este texto parte do suposto de que a reforma previdenciária discutida no Brasil em 2003 [PEC (2003)] e aprovada no final daquele ano foi apenas um passo de um longo processo de reformas no setor, que teve início na gestão de Fernando Henrique Cardoso e que deverá ter continuidade em algum momento futuro indefinido com novas mudanças das regras de passagem à inatividade no INSS. Resumindo, o problema central é que o Brasil está muito longe de ter regras de aposentadoria que sejam consistentes com o equilíbrio do sistema previdenciário. Em que pese a circunstância de que a sucessão de reformas alimente em parte da opinião pública a idéia de que ―os aposentados estão sempre sendo prejudicados‖, o fato é que o país continua tendo regras muito benevolentes de aposentadoria. A rigor, em termos comparativos, as sucessivas reformas brasileiras foram muito tímidas vis-à-vis a intensidade das regras vigentes na maioria dos países.

Para esses autores a Previdência pública brasileira necessita de novas mudanças, ressalta-se, de cunhos neoliberais, para que possam se assemelhar a maioria dos países. Para eles, as contrarreformas já realizadas no Brasil foram muito tímidas precisando continuar até à inatividade do INSS, tendo em vista que segundo eles o sistema, ainda, tem regras muito ―benevolentes‖.

De acordo com esses teóricos apesar das mudanças efetivadas nas contrarreformas dos Governos FHC e Lula alguns problemas são remanescentes, quais sejam: ausência de idade mínima no regime geral; aposentadoria precoce das mulheres; aposentadoria precoce dos professores; vinculação entre o piso previdenciário e o salário mínimo; e programas assistenciais com despesas crescentes.

Assim, foi com base nesses supostos problemas, que persistem na Previdência Social, que Giambiagi et al (2004) propuseram uma ―reforma paramétrica‖58, segundo eles, mais adequada para o momento. Essas mudanças

incluiriam, no âmbito da Previdência Social

Adoção de uma idade mínima para aposentadoria no âmbito do INSS; elevação gradual dessa idade mínima ao longo do tempo, com extensão dessa elevação ao caso dos servidores; redução da diferença entre homens e mulheres referente aos anos requeridos para aposentadoria; redução gradual, até a sua eliminação, da diferença existente entre professores e não-professores referente aos anos requeridos para aposentadoria; redução gradual do bônus concedido às mulheres e aos professores para efeito de contagem do tempo de serviço no cálculo do ―fator previdenciário‖, cujo valor passaria a refletir, ao longo do tempo, essa diminuição gradativa do bônus; e desvinculação do piso previdenciário do salário mínimo. No âmbito da assistência social, defendem-se as seguintes mudanças: aumento para 70 anos da idade de concessão para novos Loas; e adicionalmente, poderia ser examinada a possibilidade de redução, de 100% para um percentual inferior (por exemplo, 70% ou80 %) da proporção do benefício assistencial em relação ao piso previdenciário) dos novos benefícios assistenciais do Loas [sic].

Como apreendemos dessas propostas os principais prejudicados com essa mudanças seriam as mulheres, os professores e os usuários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da LOAS.

58 A reforma paramétrica é diferente da reforma estrutural. Enquanto nesta a transformação ocorre na

própria estrutura, no alicerce do sistema, como seria, por exemplo, a transformação de um regime de repartição por um regime de capitalização, naquela o sistema mantém basicamente sua natureza original, mudando apenas alguns de seus parâmetros de funcionamento como, por exemplo, o aumento do tempo de contribuição (GIAMBIAGI et al, 2004).

Em 2007, novas discussões vieram à tona. Foi instituído um Fórum Nacional de Previdência Social (FNPS) – hoje, segundo o site do Ministério da Previdência Social, paralisado – composto pelo governo, trabalhadores, empregadores e aposentados59, no qual o debate sobre a necessidade de novas mudanças na

Previdência se fortaleceu. Esse Fórum, segundo a ANFIP (2007) estava elaborando uma proposta, que seria efetivada em longo prazo – 20 ou 30 anos – e que teria efeito sobre as futuras gerações de segurados. Naquela época, o Ministro da Previdência Social assumiu o discurso de que a contrarreforma da Previdência em estudo visava garantir o pagamento de benefícios para as próximas gerações.

Nesse período durante as reuniões do Fórum uma versão foi apresentada pelo economista e técnico do Instituto de Economia Aplicada (IPEA), Fábio Giamgiagi.

As principais propostas, todas voltadas para o Regime Geral de Previdência Social, são as seguintes: 1) idade mínima (60 anos para homens e 55 para mulheres), 2) aumento progressivo da idade mínima, 3) aumento da aposentadoria por idade para 67 anos, 4) aumento do período contributivo, 5) redução de 70% para futuras pensões, 6) redução da diferença entre homem e mulher para dois anos, 7) fim da aposentadoria rural, 8) fim do regime especial para professores, 9) a futuros beneficiados da LOAS – redução do valor do benefício para 75% do piso (salário-mínimo) do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e 10) a futuros beneficiados da LOAS – idade mínima de 70 anos com 10 anos de transição (ANFIP, 2007, p. 9).

Tais propostas como apreendemos, mais uma vez, restringiam os direitos previdenciários, dificultando, cada vez mais, o acesso à proteção social dos

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Segundo o Artigo 2o do Decreto nº 6.019 que instituiu o FNPS, ele seria composto por

representantes indicados pelos seguintes segmentos: do Governo Federal, representado pelos seguintes órgãos: Ministério da Previdência Social; Casa Civil da Presidência da República; Ministério do Trabalho e Emprego; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Ministério da Fazenda; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República. Dos trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas, representados pelos seguintes órgãos: Central Autônoma de Trabalhadores - CAT; Central Geral dos Trabalhadores - CGT; Central Geral de Trabalhadores do Brasil - CGTB; Central

Única dos Trabalhadores – CUT; Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos -

COBAP. Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG; Força Sindical - FS;

Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST; e Social Democracia Social – SDS. Dos

empregadores, representados pelos seguintes órgãos: Confederação Nacional da Agricultura e

Pecuária do Brasil - CNA; Confederação Nacional do Comércio – CNC; Confederação Nacional das

Instituições Financeiras - CNF; Confederação Nacional da Indústria - CNI; e Confederação Nacional do Transporte - CNT.

trabalhadores, que teriam que permanecer, ainda mais tempo em atividade, perdendo muitas de suas conquistas.

Esse período passou. Contudo, como ficar tranqüilo se pensarmos nas inúmeras restrições anteriores, que foram concretizadas nos direitos previdenciários, com objetivos semelhantes? Recentemente a mídia voltou a abordar a necessidade de uma nova contrarreforma da Previdência Social. Contudo, como estamos às vésperas de uma eleição presidencial sabemos que essa discussão ficará adiada, pelo menos até o próximo Governo. Não há como não temer a proposição de novas mudanças na Previdência pelo novo governante.

Embora não saibamos quando uma nova contrarreforma será proposta pelos nossos governantes, precisamos ficar atentos, pois, cedo ou tarde, ela poderá surgir, para mais uma vez atender os interesses dos organismos internacionais, ameaçando concretamente os direitos previdenciários, visto que, na conjuntura atual tem permanecido a lógica de corte de direitos para resolução de problemas financeiros. Na opinião de Benedito Marcílio, ―não se vê intenção de corrigir distorções como as aposentadorias que estão defasadas, tampouco a revogação de critérios perversos como o fator previdenciário, nem de corrigir os proventos dos aposentados de maneira uniforme‖ (apud ANFIP, 2007, p. 9).

Neste sentido, é essencial que os trabalhadores, tanto do setor privado, quanto do setor público e também os aposentados e pensionistas se mobilizem em movimentos de pressão ao Estado para que tais propostas restritivas não sejam propostas pelo Governo e se forem, não sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.

Os desafios são muitos para as classes trabalhadoras. Desafios de romper com 20 anos de neoliberalismo que impactaram, não somente, as políticas sociais e, consequentemente, os direitos sociais, mas também contribuíram para um verdadeiro descenso dos movimentos sociais e sindicais, perdendo muito do seu caráter reivindicativo e propositivo, especialmente com a chegada de Lula à Presidência da República. Segundo Boschetti e Behring nos apontaram, em 2003, mas que ainda é muito atual, indispensável e urgente é a

[...] defesa dos direitos, nas ruas, fazendo passeatas e mobilizações, posicionando-nos na imprensa de forma articulada. Outro caminho é o da construção de canais setoriais de diálogo, fortalecendo os segmentos comprometidos que lá estão, e tensionando o Governo, no sentido de uma efetiva reforma democrática, da qual é elemento fundamental a implementação das políticas de seguridade social, a partir de seus

princípios constitutivos e com ampliação de direitos (2003, p. 20).

Tal desafio é sobremaneira grandioso para CUT que a partir da década de 1990 passou a agir de modo mais propositivo e cada vez menos combativo. Como analisamos anteriormente, as ações não tem conseguido atender sequer os interesses imediatos – exceto uns poucos.

De fato com a mudança de direcionamento da CUT nos anos 1990, de combativa à participativa e propositiva, ela passou a se pronunciar sobre temas que estavam sendo colocados na ordem do dia pelo Governo.

Um bom exemplo disso foram as tentativas de inserirem nas contrarreformas da Previdência propostas que representassem os interesses das classes trabalhadoras. Nesse período a CUT tratou de enviar ao Congresso e à Câmara Nacional discussões e propostas de dispositivos para serem considerados no processo de contrarreforma, porém, salvo poucas exceções, não somaram a essa ação uma atuação mais combativa e reivindicativa que viesse a derrubar a própria contrarreforma e/ou que pressionasse para o atendimento dos interesses reais dos trabalhadores.

Segundo Boito Jr. (2005, p. 100)

A CUT apresenta suas posições como se as classes populares integrassem o bloco no poder. Às vezes apresenta ao governo propostas visivelmente inaceitáveis para as classes representadas pela equipe governamental, como é o caso da proposta cutista de reforma da Previdência Social. Alimenta, assim, ilusões quanto à natureza de classe do governo e desvia o movimento sindical da luta contra a política neoliberal. Porém, nas propostas da CUT o que tem predominado é o ‗realismo político‘: procura-se elaborar propostas que possam, no entender da corrente Articulação Sindical, ser assimiladas pelo bloco no poder. É a lógica dos fóruns tripartites: ela pressiona na direção de uma discussão ‗realista‘ e produtiva com o governo e com os grandes capitalistas.

Foi nessa lógica que a CUT enviou suas propostas para serem analisadas pelos governantes. Elaboraram propostas que pudessem, aparentemente, ser aceitas pelo Governo, dentro do possível, contudo, poucas foram suas ações além delas.

Apesar de Boito Jr. ser incisivo na contrariedade das ações baseadas na formulação de propostas que enfatizam o caráter propositivo da CUT. Acreditamos e

defendemos aqui que as contrapropostas60 seriam pertinentes se além delas

somassem-se movimentos mais amplos de combate à retirada de direitos. Movimentos que pressionassem a derrubada das contrarreformas previdenciárias ou mesmo pela inserção de proposições, que no mínimo, refletissem as necessidades históricas dos trabalhadores.

Constituiu-se, também, num grande desafio para CUT, que muitas vezes obstacularizou suas ações, as divergências de posicionamento existentes em seu interior. Diferenças essas, que enfraquecem a luta e dividem os trabalhadores entre segmentos a favor ou não do governo e, principalmente segmenta os setores que compõem a Central, especialmente entre o público e o privado. Isso sem falar na não inserção nas reivindicações dos trabalhadores temporariamente fora do mercado do trabalho, os desempregados, ou de quaisquer outros segmentos não filiados à Central. Agindo assim, as lutas perdem o propósito de beneficiar as classes trabalhadoras, para tratar de interesses que beneficiam apenas algumas categorias.

Além do que, de modo mais amplo, as ações da CUT não tem extrapolado os limites das lutas imediatas por direitos, apesar de seus fundamentos, presente em seu Estatuto desde sua criação no Artigo 2º, sejam:

O compromisso com a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, a luta por melhores condições de vida e trabalho e o engajamento no processo de transformação da sociedade brasileira em direção à democracia e ao socialismo.

Nesse sentido, as ações da CUT têm englobado, simplesmente, as lutas pelos diversos direitos sociais e trabalhistas, enquanto que os interesses históricos das classes trabalhadoras e as lutas pela constituição de uma nova ordem societária foram relegados a segundo plano. Nesse momento podemos até recordar as palavras de Marx (2008) quando afirmou que o movimento operário de sua época estava lutando simplesmente por aumento de salários e pela redução da jornada de trabalho, exagerando aos seus olhos os resultados finais dessas lutas diárias, ao fazê-lo o movimento esquecia-se que lutava, apenas contra os efeitos e não contra

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Um exemplo de contrapropostas que defendem os interesses dos principais interessados foram as contrapropostas da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES) para realização de uma reforma universitária que ampliasse e garantisse direitos e não o contrário.

as causas desses efeitos, aplicando medidas paliativas, mas não curando a enfermidade. É isso que acontece quando as lutas por direitos sociais tornam-se o fim último para as classes trabalhadoras.

Ressaltamos que, ainda que as reivindicações em torno dos direitos sejam importantes, não devem configurar-se como um fim em si mesmo. Como abordou muito bem Tonet (2000, p. 01)

A luta pelos chamados Direitos Humanos só adquire seu pleno e mais progressista sentido se tiver como fim último a extinção dos próprios diretos humanos. Portanto, não se estiver voltada para o aperfeiçoamento da cidadania e da democracia, mas para a superação radical da ordem social

capitalista, da qual as dimensões jurídica e política – onde se encontram a

cidadania e a democracia – são parte intimamente integrantes.

A tese de Tonet é importante e interessante quando relembramos que os direitos só têm fundamento numa sociedade desigual e opressora, como a que vivemos, na qual a maioria dos indivíduos não tem as mesmas oportunidades e condições de vida, mas precisam de garantias externas a eles – Estado – para terem um mínimo de bem estar e segurança. Assim, uma vez superada a desigualdade social, os direitos não mais serão necessários porque se darão naturalmente.

Onde algo efetivamente existe por força da natureza das coisas, não pode existir como direito. Por exemplo: onde todos podem apropriar-se da riqueza

universal – porque ela existe em abundância e sob forma adequada a uma

vida humana, historicamente falando, digna – esta apropriação já não

necessita de nenhuma garantia jurídico-política. Deixa de existir o direito à propriedade para existir simplesmente o acesso natural à riqueza. O mesmo se dá em relação a todos os outros direitos (TONET, 2000, p. 13).

Apesar dessa perspectiva utilizada por esse autor, ele não dispensa ou minimiza a luta dos trabalhadores por direitos. Mas, enfatiza que os trabalhadores nessa sociedade precisam fazer uso desse meio, senão acabam cedendo espaço para o capital, pois entende que os direitos conquistados

Se de um lado servem [...] para reprodução da sociabilidade capitalista, de outro lado, eles também possibilitam a defesa e a ampliação do espaço de realização do indivíduo [...]. De modo que a luta pelos Direitos Humanos, como pelo conjunto das objetivações democrático-cidadãs, não só é válida como pode ter um papel muito importante (TONET, 2000, p. 14).

Entretanto, ao se empreender a luta por tais direitos é necessário que os movimentos organizados não encarem tais conquistas como a essência das lutas. É nessa armadilha que a CUT tem caído, pois tais lutas podem ter um caráter revolucionário ou reformista.

Terá um caráter reformista e, portanto, contribuirá para reprodução desta ordem social e desumana se tiver como fim último o aperfeiçoamento da cidadania e democracia. Terá um caráter revolucionário se tiver clareza quanto aos seus limites e se estiver articulada com lutas clara e radicalmente anti-capitalistas (TONET, 2000, p. 14).

Infelizmente, nas lutas travadas nos últimos tempos pelas classes trabalhadoras, especialmente pela CUT, tem predominado a primeira perspectiva, o que tem limitado sua atuação. A CUT quando voltou sua atuação para as lutas imediatas – por direitos – e esqueceu-se das lutas mais amplas pela superação da ordem capitalista – não conseguiu suprimir a opressão, exploração e desigualdade social. Esse aspecto foi agravado pelo fato de que não somente deixou-se de lutar pela construção de uma nova ordem social, mas mesmo as lutas por direitos sociais têm sido levantadas, tendo como base precípua a negociação entre desiguais (trabalhadores, Estado, empregadores).

É importante não esquecer que o direcionamento presente na CUT hoje foi fruto de uma opção política, e como toda opção, podem ser feitas mudanças. Para tanto, o caminho é cheio de desafios que precisam ser superados para que essa entidade volte a representar combativa e autonomamente os interesses das classes que ousou um dia defender.

Entretanto, enquanto esse processo não é travado é essencial que se construam espaços e movimentos – como já tem sidos criados – que não se calem diante das ameaças e que representem legitimamente os interesses das classes trabalhadoras, lutando pela ampliação e consolidação dos direitos e pela transformação dessa sociedade desigual e injusta.