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Yönetim ve denetim kurullarına ilişkin hükümlerin özetleri:

2. RİSK FAKTÖRLERİ

3.3. Esas Sözleşmeye İlişkin Bilgiler

3.3.7. Yönetim ve denetim kurullarına ilişkin hükümlerin özetleri:

O número de simulações realizadas até o momento foi demasiadamente pequeno para explo- rar todas as possibilidades do modelo ou mesmo para obter qualquer correlação estatisticamente significativa entre parâmetros iniciais e resultados.

O fato dos agentes se manterem mais próximos de amigos do que de inimigos é um indicador de os agentes estarem minimamente conseguindo formar pequenos grupos cooperativos. Entre- tanto, mais informações são necessárias para determinar se estão sendo formadas comunidades constituídas por meio da fusão e fissão de pequenos grupos. Em futuras simulações do modelo, deverão ser coletadas estatísticas sobre o número de membros dos grupos de migração, o que permitirá verificar se os grupos migratórios são constituídos por cerca de 3 a 10 agentes, corres- pondendo ao tamanho dos grupos que constituem as comunidades de chimpanzés e bonobos. É

preciso, ainda, elaborar um algoritmo de análise dos dados que revele o padrão de distribuição dos conhecidos e estranhos (amigos e inimigos).

Os resultados foram modestos em relação à evolução da cooperação, mas foram surpreen- dentes quanto ao que se pode considerar evolução da paz. Valores negativos para vingatividade podem parecer estranhos porque implicam que os agentes terão lembranças positivas de quem se negou a lhes fazer bem e de quem lhes fez mal, mas em algumas simulações os agentes seguiram esse caminho para evitar os custos dos conflitos.

A alta propensão dos machos para doar comida para as fêmeas e a evolução da paz indicam que o modelo está mais próximo de uma comunidade de bonobos do que de chimpanzés.

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Conclusão

No modelo que proponho, procuro colocar em prática a minha visão de que devemos tentar superar os obstáculos à integração de diversas áreas de conhecimento. Ao modelar características cognitivas e emotivas de agentes (Psicologia) sujeitas a evolução por seleção natural (Biologia) e capaz de os levar à formação de alianças (Sociologia e Política) num mundo virtual (Ecologia), estou tentando integrar conhecimentos oriundos de diversas ciências.

Uma preocupação constante na elaboração do modelo apresentado no Capítulo anterior foi a criação de agentes e de um ambiente interpretáveis como experimentalmente relevantes para a compreensão da evolução da cooperação entre nossos ancestrais. Outra preocupação foi manter a flexibilidade no estabelecimento das características do mundo e atribuir aos agentes apenas possibilidades de evolução e não características fixas das quais eles não conseguiriam se livrar durante a simulação.

A escolha dos parâmetros iniciais relativos à vegetação deixa o pesquisador com grande liberdade na elaboração de seus experimentos. É possível, por exemplo, não criar nenhuma árvore, apenas vegetação rasteira não sujeita a nenhuma espécie de sazonalidade ou, pelo contrário, combinar o número de árvores de cada espécie, o número de frutos produzido por cada árvore de determinada espécie, o valor energético de cada fruto, o período do ano em que os frutos são produzidos e o número aproximado de árvores de cada aglomerado. É possível, ainda, definir quantos dias possui cada ano e quantas horas possui cada dia. Em síntese, a combinação adequada de parâmetros iniciais permite simular uma grande variedade de habitats. Dentre os modelos apresentados na literatura revisada, nenhum era capaz de representar a vegetação com o mesmo grau de realismo e flexibilidade.

Conforme o plano de trabalho exposto no final do Capítulo 3, fiz uma revisão da literatura sobre antropóides atualmente existentes e sobre nossos ancestrais já extintos. Os antropóides virtuais apresentados no Capítulo 6 apresentam as características cognitivas e emotivas que imaginei como sendo as necessárias para a emergência de comportamentos semelhantes aos descritos no Capítulo 4.

Dos modelos baseados em agentes revisados no Capítulo 3, apenas o modelo de Premo (2005) revela uma preocupação de adequação aos dados empíricos produzidos pela antropologia e primatologia. Mas mesmo o modelo de Premo me parece excessivamente simplista. Os agentes, por exemplo, são simplesmente grupistas ou egoístas, sem comportamentos intermediários. Também não são exploradas habilidades cognitivas ou emotivas que levem ao comportamento altruísta ou egoísta. Vários outros modelos ainda mais simples com os quais me deparei durante a revisão de literatura não foram sequer mencionados ao longo da tese porque eles seguiam o princípio da máxima simplicidade e não contribuíram diretamente para elaboração do meu próprio modelo. Não consegui encaixá-los na linha de raciocínio desenvolvida no Capítulo 3.

Como antecipado na Introdução, este trabalho não diz como foi a evolução da cooperação entre seres humanos. Pode-se, entretanto, considerar alcançado o objetivo básico de construção de um modelo realista que pode ser manipulado para testar algumas idéias a respeito da evolução da cooperação. Em nenhum momento, características globais foram modeladas. Pelo contrário, fenômenos sociais como a formação de alianças são inteiramente dependentes de decisões individuais dos agentes. As alianças, por exemplo, não existem como entidades autônomas às quais os agentes se afiliam. Isso seria certamente mais fácil de modelar, mas sem dúvida não corresponderia aos processos que estão na origem da cooperação humana. Ninguém sabe o que exatamente se passa na mente de antropóides como os chimpanzés quando eles formam alianças políticas para manter o poder no interior da comunidade ou constituem grupos de patrulha para defender o território. Assim, o algoritmo de formação de alianças que desenvolvi serve como uma hipótese sobre como se formam essas alianças testável por meio de experimentos virtuais. Curiosamente, embora eu tenha me baseado principalmente no comportamento dos chim- panzés para elaborar o algoritmo de formação de alianças e para modelar as situações de conflito e cooperação, o resultado das poucas simulações estão mais próximas do que se observa numa comunidade de bonobos. Certamente foi determinante desse resultado o fato de as fêmeas escolherem os parceiros sexuais. Para um trabalho futuro, seria interessante desenvolver um algoritmo de reprodução em que os machos disputariam o direito de acesso às fêmeas. Isso demonstra que é imperativo que os estudiosos da evolução da cooperação fiquem mais atentos a um fato extremamente relevante e não considerado nos modelos revisados no Capítulo 3: seres humanos se reproduzem sexualmente. Não vejo necessidade de incluir em novas simulações do modelo a opção de reprodução assexuada. Parece ser mais produtivo testar mundos de diferentes dimensões e formatos, diferentes distribuições de vegetação e diferentes valores iniciais para as características genéticas dos agentes.

Outra característica do modelo que precisa ser repensada é a excessiva irracionalidade dos agentes. Embora, como vimos no Capítulo 5, nossos ancestrais tenham permanecido com cérebro

pequeno por milhões de anos após se tornarem bípedes e a linguagem altamente simbólica que usamos hoje tenha evoluído há poucas dezenas de milhares de anos, para versões do modelo com pretensão de representarem estágios da cooperação mais próximo dos humanos modernos, seria adequado uma maior freqüência de ações racionais por parte dos agentes. Durante as simulações, os agentes realizam milhões de cálculos, mas em geral eles estão usando suas propensões emotivas para avaliar outro indivíduo ou uma célula. Eles não decidem o que fazer orientados pelo provável resultado da sua ação e sim por valores e sentimentos formados no passado. Não são ações orientadas a um fim e, portanto, não podem ser qualificadas como estratégicas. Uma exceção é a escolha do vizinho a quem pedir comida: o escolhido é o agente que, de acordo com os cálculos do pedinte, tem maior probabilidade de fazer a doação.

Nesta tese não apresento um produto acabado. O modelo proposto apenas retrata um momento de um processo que por enquanto não pode ser continuado. Para prosseguir no desenvolvimento do modelo seria necessário mais recursos do que atualmente estão à minha disposição. Um resultado ainda esperado é a evolução de sociedades de fissão e fusão como as dos antropóides reais e, em certa medida, de humanos vivendo de caça e coleta. Com tantos conflitos nos reinos animal e humano, a evolução da paz já foi um resultado inesperado, mas somente a continuidade do desenvolvimento do modelo revelaria quais surpresas ainda estão guardadas.

APÊNDICE A -- Parâmetros fixos por toda a