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2.4. Yönetimde Değişim ve Değişim Dinamikleri

3.1.2. Yönetişim

A história da educação brasileira registra uma evolução marcada pelas desigualdades no seu atendimento, além de uma origem elitista. A educação superior surgiu no Brasil tardiamente em relação aos outros países da América Latina. Como a colonização portuguesa foi de exploração, não era de interesse dos portugueses criarem instituições de educação no País, muito menos universidades. Para Trindade (2002), na ausência das universidades, a formação das elites brasileiras era realizada na universidade de Coimbra, sobretudo, na Faculdade de Direito, que desempenhou um papel estratégico na formação de uma elite nacional civil. Essa iniciativa foi comprometida pela diferença entre o povo europeu e o brasileiro, tendo sido alvo de constantes mudanças desde o seu nascedouro. O que se presenciou, inicialmente, foi uma considerável resistência entre os dois países: pelo lado de Portugal, era o reflexo de sua política de colonização; pelo lado brasileiro, não se visualizavam razões para a criação de uma instituição desse gênero, entendendo, ainda, que as elites, para quem eram criadas as universidades, poderiam se dirigir às universidades europeias para realizar seus estudos (FÁVERO, 2006).

Segundo Bottoni et al. (2013, p.19), a universidade brasileira tem sua criação [...] por iniciativa de D. João VI, com a vinda da família real para o Brasil, que fundou as primeiras instituições do País a partir de 1808: a Escola de Cirurgia da Bahia (atual UFBA), que, segundo Fávero (2006), foi criada nessa data, por decreto, em 05 de novembro deste ano, exatamente no ano de transmigração da família Real para o Brasil. E, em 05 de novembro do mesmo ano, no Hospital Militar do Rio de Janeiro, criou-se a Escola de Anatomia, Cirurgia e Medicina (atual UFRJ). Seguindo o percurso histórico, criaram-se cursos jurídicos em 1827,

que, segundo Fávero (2006), passaram a ter significativa importância no que dizia respeito à formação de elites e, consequentemente, na mentalidade política do Brasil Império. Assim, em 1º de março de 1958, o Brasil recebeu duas Faculdades de Direito, uma fundada na cidade de São Paulo, no convento de São Francisco, e outra na cidade de Olinda/Pernambuco, instalada no convento de São Bento, em 15 de maio deste mesmo ano. A autora complementa que, no Império, outras tentativas de criação de universidades não lograram êxito e que, depois de proclamada a República em 1889, aconteceram outras tentativas. Chama ainda a atenção para o fato de que, “[...] pela Constituição de 1891, o ensino superior é mantido como atribuição do Poder Central, mas não exclusivamente” (FÁVERO, 2006, p.21).

No entendimento da autora, de 1889 até 1930, o ensino superior no Brasil passou por várias alterações por ocasião da promulgação de vários dispositivos legais, e, num contexto da influência positivista na política educacional (Benjamim Constat, de 1890 a 1891), atrelada à Reforma Rivadávia Corrêa, em 1911, institui-se também o ensino livre.

A esse respeito, Bottoni et al. (2013, p. 20) relatam:

Em 1911 a lei orgânica de Rivadávia Correia estabeleceu a educação fundamental, superior e o ensino normal, retirando do estado o poder de interferência no setor educacional, mas em 1915, a lei do ministro Carlos Maximiliano reviu essa política e reoficializou o ensino no País.

Dando destaque à citação, Fávero (2006, p. 21) argumenta que “somente em 1915 pela Reforma Carlos Maximiliano, por meio do Decreto nº 11.530, que dispõe a respeito da instituição de uma universidade, determinando em seu art. 6º”, o Governo Federal, à medida que fosse julgando oportuno, reuniria em universidade as Escolas Politécnicas, Técnicas e de Medicina do Rio de Janeiro, incorporando a elas uma das Faculdades Livres de Direito, ofertando gratuidades, bem como liberando de taxas. Em 7 de setembro de 1920, mediante o Decreto nº 14.343, o Presidente Epitácio Pessoa instituiu a Universidade do Rio de Janeiro (URJ), tendo sido a primeira instituição universitária, apesar das inúmeras restrições acerca de sua criação, a ser legalmente criada pelo Governo Federal (FÁVERO, 2006). Tal ganho para a educação brasileira, mediante as discussões levantadas sobre sua criação, instigou a intensificação do debate em torno do problema universitário no país.

No período da segunda República (1934 a 1937), a educação no Brasil passou por um período de reestruturação do seu sistema oficial, influenciada pela difusão de diferentes ideologias estrangeiras e aprofundamento da crise mundial Pós-Primeira Guerra Mundial, que culminou com a depressão nos anos 1930. Nesse entendimento, Fávero (2006, p. 23) coloca que:

O Governo Federal elabora seu projeto universitário articulando medidas que se estendem desde a promulgação do Estatuto das Universidades Brasileiras (Decreto- lei nº 19.851/31) à organização da Universidade do Rio de Janeiro (Decreto-lei nº 19.852/31) e à criação do Conselho Nacional de Educação (Decreto-lei nº 19.850/31).

Corroborando com as ideias de Fávero (2006), Botttoni et al. (2013) acrescentam que, em 1934, passaram a funcionar os Conselhos Nacional e Estadual de Educação, e, em 1946, uma nova constituição foi promulgada, durante o governo de Eurico Gaspar Dutra. Nesse mesmo ano, surgiu o projeto de Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional, que só conseguiu ser aprovado em 1961, sob a forma de um substitutivo.

Em face ao exposto, Fávero (2006) argumenta que muito já se falou sobre Universidade no Brasil nos últimos anos, por meio de várias interpretações e impasses, ressaltando, no entanto, o desafio maior, que é o de transformá-la. Esta autora (p.18) chama a atenção, alertando que, “Para tanto, faz-se necessário ter conhecimento de sua realidade, criação e organização, como funciona e se desenvolve, quais as forças que podem ser mobilizadas a fim de empreender as mudanças almejadas”.

Para Fávero (2006, p.18), deve-se destacar que:

[...] o ponto de partida para qualquer discussão sobre universidade não poderá ser, portanto, ‘o fenômeno universitário’, analisado fora da realidade concreta, mas como parte de uma totalidade de um processo social amplo, de uma problemática mais geral do país.

Nesse sentido, podemos inferir que a educação superior no Brasil não pode ser discutida desconsiderando seu contexto, ou mesmo demarcando tempo e espaço de sua inserção. É necessário, para tanto, proceder a análises desde seu surgimento até a realidade atual e, sobretudo, considerar a realidade brasileira. Segundo Stallivieri (2014), deve-se considerar que o Brasil está localizado na América Latina, envolto num cenário de pobreza, visto ainda como um continente de muitas desigualdades, de ordem social e territorial e que esse cenário tem repercutido na configuração do seu sistema educacional. Dessa forma, é significativo considerar as ideias de Fávero (2006), quando se refere à impossibilidade de se discutir o ensino superior fora da realidade concreta do país e de se adotarem modelos impostos por organismos multilaterais, que ignoram não somente as características nacionais, como a própria constituição e a normatização desse nível de ensino.

2.2 Primeiras iniciativas de normatização do ensino superior: a Lei de Diretrizes e

Benzer Belgeler