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What women’s co-operatives want

6 Support Programs for Women’s Co-operatives

6.1 Main support programs: Availability and usability .1 Availability

6.1.3 What women’s co-operatives want

As ações de vigilância e promoção à saúde do servidor visam ao acompanhamento e à prevenção dos agravos à saúde detectados, avaliar ambientes e processos de trabalho e seus impactos na saúde do servidor, assim como detectar precocemente doenças relacionadas ou não ao trabalho por meio de exames clínicos, avaliações ambientais com base nos denominados riscos (físicos, ergonômicos, mecânicos, psicossociais, entre outros), a que estão expostos os servidores em suas atividades laborais.

As atividades de vigilância e prevenção à saúde estão sendo fundamentadas e reguladas pela Norma Operacional de Saúde do Servidor (Noss), com diretrizes e metodologias que orientam as avaliações e intervenções na saúde.

Assim, a Noss nortear-se-á pela universalidade e equidade, beneficiando a todos que trabalham nas instituições públicas federais (servidor público) - pela integralidade das ações articuladas, potencializando as ações de promoção, prevenção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde e o acesso à informação e repasse aos servidores, sobretudo as relativas aos riscos e resultados de pesquisas sobre a saúde, por meio da criação de canais de comunicação interna:

 Participação dos servidores: como um direito de participar de todas as etapas do processo de atenção à saúde;

 Regionalização e descentralização: as ações de saúde, para o servidor, devem ser planejadas e executadas pelos serviços de saúde dos órgãos e entidades da APF, ou pelas unidades de referência do Siass, segundo as prioridades e as necessidades dos servidores de cada estado ou região, valendo-se do sistema de referência e contra referência.

 Embasamento epidemiológico: os estudos epidemiológicos deverão subsidiar o planejamento, a operacionalização e a avaliação das ações de promoção e vigilância à saúde;

 Transdisciplinaridade: as equipes de saúde devem pautar suas práticas numa abordagem de compartilhamento de saberes em busca da compreensão da complexidade humana, considerando os múltiplos fatores que influenciam a condição de saúde dos servidores públicos federais em suas relações com o trabalho;

 Pesquisa-intervenção: o conhecimento e a percepção que os servidores têm do processo de trabalho e dos riscos ambientais deverão ser considerados para fins de planejamento, metodologia e execução das ações de vigilância e promoção à saúde, por meio de análise e decisões coletivas, dando à comunidade participante uma presença ativa no processo, permitindo que o conhecimento se construa com a integração do saber científico e do saber do trabalhador.

Não se trata, aqui, apenas de nomear as diretrizes da Noss que norteiam as ações de saúde, mas observar as semelhanças com normas e diretrizes padronizadas na PNSST, o que demonstra a interface com a Pass, e que pode levar à superposição de algumas ações e à desarticulação entre as políticas de saúde do trabalhador, a Pass e os ministérios e unidades de saúde em todas as instâncias.

Conforme diz o coordenador da Cogss:

(...) a rede com os outros Ministérios, não está articulada. Nesse momento, estamos articulando essa rede, identificando a legislação, fazendo operações na legislação e nos apropriando muito das experiências que existem para a iniciativa privada (...) Mas estamos a um passo atrás em relação ao que está organizado para o trabalhador da iniciativa privada. No entanto, é uma referência para nós (...) é uma referência técnica e legal do ponto de vista das normas. Ela é uma referência na forma de organização. Para nós, é uma referência de ponto de vista organizacional da política, dos recursos, da legislação (...) Então, estamos nos apropriando um pouco dessa experiência (COGSS, apud ANDRADE, 2009, p. 53).

A política social de saúde para o servidor, assim como nos moldes gerais da política social, é tardiamente implantada e o próprio coordenador reconhece, ao dizer que estamos um passo atrás em relação à política de saúde para o trabalhador de iniciativa privada.

À medida que adentrarmos na análise e construção da Pass, vamos identificando outros parâmetros legais, técnicos e organizativos semelhantes à PNSST e verificando as especificidades e particularidades do servidor público que possa justificá-la.

Atualmente, vem se concretizando as estruturas das organizações sociais aprovadas no fim do mandato do governo Lula, para administração e reposição de pessoal nos quadros dos hospitais universitários tendo como base as relações de trabalho estabelecidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com essa outra modalidade de vínculo trabalhista, teremos a PNSST junto com a Pass atuando no aparelho do Estado? Por exemplo, as normas de licenças e de

afastamentos, entre outras, são diferentes do setor privado, regidas pela legislação do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Diz o coordenador da Cogss que muitas vezes não se sabe o que fazer com essas situações:

(...) há peculiaridades e particularidades da organização disso no serviço público, mas que do ponto de vista filosófico e conceitual não se separa ao trabalhador que precisa de tratamento e apoio específico. Estamos tentando estabelecer esses elos para que não se faça essa diferença entre o servidor e o trabalhador (COGSS, apud ANDRADE, 2009, p. 54).

Ou seja, do ponto de vista filosófico, conceitual, das diretrizes, os conceitos e princípios não se separam em ambas as políticas, mas a efetivação da Pass necessita urgentemente arquitetar suas ações que contemplem esse sistema dual de contratação e vínculo com o Estado: o RJU e a CLT. As particularidades e especificidades não são antagônicas; as diferenças não são motivo de desarticulação, mas de aproximação de nossas conquistas e defesas dos direitos sociais e saúde, especificamente a saúde do trabalhador.

As políticas de saúde, no caso a do trabalhador, enquanto espaço de interesses e necessidades divergentes, entre as classes dos trabalhadores e dos empregadores, espera-se que a classe que vive do trabalho público ou privado – RJU/CLT – façam alianças para concretizar uma política de saúde na integralidade, universalidade, e que seja equânime em sua totalidade das ações para todos os trabalhadores, independentemente de vínculos.