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3.2 Stokların VUK, US GAAP ve TMS 2 Çerçevesinde Değerleme Süreci

3.2.1 VUK, US GAAP ve TMS 2 Çerçevesinde Stokların Maliyet Bedelinin

3.2.1.1 VUK' a Göre Stokların Maliyet Bedelinin Değerlemesi

Durante os “trinta gloriosos” anos, os países mais ricos puderam construir es- quemas de políticas públicas que, com o apoio do “direito de vocação social” (segunda globalização do direito), ofereceram respaldos institucionais aos in- teresses das populações locais. No presente, esses esquemas têm sido recorta- dos e diminuídos para serem redimensionados em função da prioridade política atribuída à preservação dos interesses do comércio e das fi nanças globais. Mas há muito, conforme mostrou Ha-Joon Chang,35 a construção de instituições que

estruturam ações e interações econômicas favoreceram mais o desenvolvimen- to de alguns países e, menos, de outros. Devido em parte a difi culdades no pla- no da capacidade de criação e organização institucional, países menos ricos e comparativamente menos desenvolvidos, como o Brasil, desde sempre se viram compelidos a desempenhar um papel que não corresponde ao seu potencial de crescimento e transformação. Essa difi culdade, que é interna e relacionada com o ambiente internacional, em boa medida decorre de como o direito é concebido, ensinado e praticado localmente. As três globalizações do direito, e a maneira como impactaram o Brasil, não lhe foram favoráveis. Agora, dada à crise que desorganizou diversos mercados mundo afora entre 2007-2009, a confi guração dos astros convida à mudança. Resta saber o que os atores rele- vantes, incluindo governo e dirigentes acadêmicos, preferirão fazer.

Sem dúvida, havendo vontade política, as escolas de direito poderiam ti- rar proveito da demanda hoje existente em favor da criação de um direito da sociedade global e seus modos de vida. Tal direito teria que abranger, simulta- neamente, os interesses de indivíduos e grupos não primariamente engajados em ações estratégicas no contexto de mercados globais, e também enfrentar os desafi os demandados pela necessidade de que sejam corrigidas as injustiças derivadas de estruturas institucionais locais, internacionais e transnacionais, impeditivas da participação efetivamente competitiva de empresas de países menos desenvolvidos na economia global.

Não é difícil imaginar como redes de pesquisa poderiam ser formadas para a fi nalidade. Temas pesquisados e debatidos do ponto de vista jurídico, gerando também material didático jurídico, poderiam incluir, por exemplo, estudos, pes- quisas, seminários e/ou ofi cinas sobre as seguintes áreas: regulação comparada de políticas agrícolas e de segurança alimentar, política de proteção ambiental, políticas sobre reprodução humana, sistemas tributários e de cooperação entre autoridades fi scais, direito antitruste comparado, política global e comparada de saúde, direito da mudança climática, dimensões jurídicas comparadas da go-

vernança corporativa, padrões globais de contabilidade, estruturas comparadas de regulação fi nanceira, regimes alternativos de propriedade intelectual etc.

O aumento das interações acadêmicas nacionais e internacionais para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas e de uma nova pedagogia dedicada à construção de um direito plural da sociedade global poderia e deveria bene- fi ciar-se de novas tecnologias da informação e comunicação (internet). Assim, a formação de redes de pesquisa, referidas a projetos-âncora e subprojetos, poderia ser reforçada por atividades que aproveitassem vários tipos de plata- formas virtuais e recursos como blogs, vlogs, voip, live video streaming etc. A realização de seminários virtuais e outras experiências e inovações pedagógi- cas seriam, naturalmente, bem-vindas.

Nada disso é impossível de ser realizado e já se mostra mais do que uma necessidade para um país como o Brasil. Várias escolas ou faculdades de direito mundo afora, inclusive em países como a Índia e a China, além dos casos óbvios dos Estados Unidos e do Reino Unido, já atuam há alguns anos de maneira cons- ciente na busca de novos caminhos para reorientar o ensino jurídico diante do aumento da interdependência global. Parcerias estratégicas globais entre esco- las ou faculdades de direito no Brasil e outras locais e internacionais, bem como arrojadas inovações pedagógicas, não devem ser vistas, hoje em dia, como um excesso, mas sim como uma conditio sine qua non para que as profi ssões jurídicas no país, inclusive os seus juízes, cumpram o papel que delas espera a sociedade.

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