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Veraset Sistemi ve Veliaht Şehzadelik Statüsü

II. BÖLÜM

19. YÜZYILDA ŞEHZADELİK KURUMU

2.1. Veraset Sistemi ve Veliaht Şehzadelik Statüsü

O processo de qualificação contribui para a qualidade das atividades realizadas na B.E. Afinal, o professor conhecendo a literatura, os processos de mediação e seleção das obras, terá condições de desenvolver habilidades que resultarão na formação de leitores críticos e reflexivos. A esse respeito, Santos e Souza (2009, p. 101) asseveram:

Conhecendo a literatura, o professor bibliotecário pode entrar em sintonia com a criança e aumentar o conhecimento e a compreensão dela. [...] Quando os professores bibliotecários nutrem consistentemente o interesse de seus alunos pela literatura, por meio da leitura em voz alta de livros bem selecionados, dando às crianças tempo para que elas possam ler e discutir

esses exemplares em grupos, a capacidade delas de apreciação pela qualidade da literatura vai aumentar.

É possível afirmar que as políticas educacionais voltadas aos PROB’s em Londrina buscam alcançar os aspectos mencionados por Santos e Souza (2009), o que além de favorecer os alunos, também auxilia na qualificação dos docentes.

Outra ação importante voltada aos PROB’s e para todos os professores da rede municipal, é a Biblioteca do Professor, que funciona na região central da cidade com um acervo variado voltado para temáticas da docência, e composto também por obras literárias e gêneros diversos. Todos os professores da rede municipal têm livre acesso aos livros, e, em especial, os professores que atuam nas B.E’s, onde podem utilizar o espaço da Biblioteca do Professor para aprimoramento cultural e lazer. Nesse sentido, Campos e Bezerra (1998, p. 82 – 83) destacam: “Os professores precisam contar, em seu local de trabalho, com materiais de apoio e consulta. [...] O acervo deve contemplar as necessidades de lazer e de trabalho do professor”. É fundamental a existência de espaços como a Biblioteca do Professor para que o docente tenha condições de aprimorar seu capital cultural tão debatido por Bourdieu (2003), e ampliar seus conhecimentos e suas práticas de leitura.

Também é importante destacar, que a coordenação de B.E procura sempre despertar os gestores escolares a participarem das atividades desenvolvidas pelos PROB’s. Sabe-se que a gestão deve perpassar por todos os setores da escola, dos aspectos mais simples aos mais complexos, como planejamento junto com o corpo docente, tarefas administrativas, tomadas de decisões, definições técnico-pedagógicas, acompanhamento e fiscalização financeira da escola e muito mais. Assim, diante de tantas questões de cunho administrativo e pedagógico, na maioria das escolas no Brasil, é possível notar certo distanciamento da gestão junto aos programas da B.E.

Porém, em Londrina, há escolas que vêm se utilizando da ideia de processos de gestão escolar democrática24

, que foi reconhecida por diversos pesquisadores e professores como a base fundamental para a organização e estabelecimento de unidade de processos educacionais, e, também, em prol da mobilização das pessoas que buscam se voltar para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade do ensino.

24A LDB de 1996 (Lei nº 9.394/96) remeteu aos sistemas de ensino a definição das “normas de gestão

democrática do ensino público na educação básica”, estabelecendo como diretriz nacional a “participação

Com essa nova postura de gestão escolar, na qual a qualidade do ensino deve ser alvo permanente dos gestores, torna-se fundamental o envolvimento da gestão junto às atividades da B.E. Nesse contexto, Luiz (2013, p. 162) ressalta:

Quando pensamos em uma esfera maior (no caso, a escola), é lícito que o diretor também integre a comunidade leitora. A gestão da unidade de ensino refletirá suas opções políticas, epistemológicas e, principalmente, culturais. Daí a preocupação exaustiva com a sua equipe no que tange às intervenções interdisciplinares no trabalho com a literatura; daí o investimento em projetos de leitura a serem implantados e organizados nas reuniões pedagógicas; daí o cuidado na escolha do local adequado da biblioteca e na seleção do acervo a ser adquirido.

Diante dessa premissa, vale afirmar que dentro de uma nova postura de administração escolar, é salutar que o gestor desenvolva meios que contemplem a B.E, e, tenha uma visão da biblioteca como espaço de apropriação de discursos e de intervenção do trabalho com a literatura.

Dentro do cenário apresentado nota-se que há políticas voltadas para os PROB’s em Londrina, ações estão sendo desenvolvidas com o objetivo de qualificar os professores por meio de cursos, oficinas, eventos, e, além, é claro, do suporte permanente da coordenação de B.E há mais de uma década.

3.6 As Bibliotecas Escolares de Londrina: Formação de Leitores Aliada a Prática Pedagógica

Visando a formação de leitores críticos e reflexivos, a B.E tem como função conduzir o aluno à compreensão, à reflexão das ideias do texto e ao desenvolvimento das habilidades do gênero, dentro de um contexto social. Segundo Bakhtin (1999), é pertinente que o ensino se volte para as características sociais de usos da leitura e escrita, e comece a direcionar suas práticas para o desenvolvimento de métodos, que viabilizem a compreensão e comunicação nas esferas sociais. Porém, para que a biblioteca venha cumprir sua função de formar leitores com habilidades de compreensão e voltados para as esferas sociais de leitura tão discutidos por Bakhtin, é importante que a B.E organize suas atividades pautadas num plano pedagógico. “A biblioteca, como qualquer outro equipamento escolar, deve atuar em conexão com o

plano pedagógico da escola. Para isso é imprescindível contar com a participação dos professores”. (CAMPOS; BEZERRA, 1998, p. 92)

Nas três bibliotecas trabalhadas em Londrina, pude constatar que desde a implantação do Projeto “Palavras Andantes”, elas têm pautado suas atividades dentro de um planejamento pedagógico e didático bem estruturado, em que os resultados dessas práticas podem ser vistos por meio da evolução dos alunos na leitura e escrita. Mas, para alcançar a tão almejada formação do leitor, vários processos entram em jogo, dentre eles, a mediação adequada. Quanto a isso, observei que nas atividades de mediação, há nas bibliotecas pesquisadas uma preocupação em ativar os conhecimentos prévios das crianças, apresentando os objetivos da atividade e discutindo a leitura realizada, o que contribui para a compreensão do que foi lido e a apropriação do discurso do outro (BAKHTIN, 1999). Quanto a essa postura de mediação, Kleiman (2011, p. 154) reforça que:

Uma maneira adequada de ativar o conhecimento prévio da criança consiste em fornecer um objetivo à leitura. A criança deve aprender a adaptar suas estratégias de leitura e de abordagem ao texto aos seus próprios objetivos. Daí a dupla validez de uma prática em que o professor define, antes da leitura, os objetivos da mesma, assim modelando uma atitude importante de acesso ao texto.

Ativar o conhecimento prévio é levar o aluno a fazer conexões com sua vida, é mostrar ao leitor que seu conhecimento de mundo, suas experiências e vivências contribuem e são importantes para a apropriação de novas ideias. “Quando nós lemos, pensamentos preenchem nossa mente. Nós podemos fazer conexões com nossas vidas” (GIROTTO e SOUZA, 2010, p. 45). Verifiquei também que as atividades realizadas na B.E buscavam interagir os alunos, ou seja, as crianças liam, discutiam, ouviam, investigavam, escreviam e desenhavam, sem nenhuma cobrança. Desse modo, o ensino da leitura é realizado utilizando o letramento ativo, o que resulta em alunos entusiasmados e interessados com as atividades de leitura.

Os resultados de uma mediação planejada, pautada em aspectos didáticos são excelentes, segundo os PROB’s, o número de livros emprestados aumentou significativamente, tendo bibliotecas que chegam a emprestar mais de 100 livros diariamente a alunos que procuram o espaço de forma espontânea. A exemplo disso, na Escola Vinícius de Moraes, um único aluno leu 86 livros durante o ano, o que comprova o grande interesse pela leitura. Ainda, segundo os professores, há fatos positivos

relacionados à produção textual, como crianças que tinham dificuldades para escrever e que, atualmente, apresentam habilidades na escrita e na argumentação das ideias.

Outro ponto que merece destaque e que vem contribuindo para que a B.E utilize aspectos didáticos para a formação de leitores são os projetos realizados nas diferentes épocas do ano letivo. A esse respeito, o PROB Leandro da escola Vinícius de Moraes analisou:

No mês de abril nós trabalhamos a semana de Monteiro Lobato, estudamos a biografia, algumas obras, e eles (os alunos) levaram os livros de Lobato para casa. Após essa etapa realizamos um teatro, algumas crianças se caracterizaram, alunos que gostam de desenhar fizeram a caricatura do autor, e percebi que após essa atividade eles se interessaram ainda mais pelas obras de Monteiro Lobato. Percebo que eles fazem leituras prazerosas ao ponto de lerem um mesmo livro do autor várias vezes. (Entrevista – 2013)

Por meio dessa atividade, foi despertado nos alunos o interesse em se aprofundar nas obras de Monteiro Lobato, proporcionando-lhes uma leitura fascinante e prazerosa, leitura essa tão discutida por Barthes (2004, p. 20), ou seja, “Texto de prazer: aquele que vem da cultura, não rompe com ela, está ligado a uma prática confortável da leitura”.

Através de projetos como esses, é possível visualizar com clareza a relação pedagógica da B.E na formação de leitores, o que, segundo Eco (1986), com o passar do tempo poderá constituir um conjunto de condições de êxito, textualmente estabelecidos, que deverão ser satisfeitos, para que um texto seja plenamente atualizado em seu conteúdo potencial, encaminhando-se, assim, a um leitor modelo.

O prazer dos alunos em estarem na B.E, o comprometimento dos professores, as boas práticas de mediação e os projetos comprovam que as bibliotecas em Londrina têm contribuído, de forma direta, no processo de formação de leitores. Esse conjunto de fatores evidencia ainda mais a importância das bibliotecas para a comunidade escolar, e me remete as ideias de Chartier (1998, p. 125). Para ele (1998), “As bibliotecas, sejam elas nacionais, públicas ou universitárias, tornam-se um recurso absolutamente indispensável.” Assim posto, nota-se o quanto esses espaços precisam ser valorizados. E, em Londrina, a atenção deve ser redobrada, principalmente pelo poder público, no sentido de ter políticas, que não só mantenham, mas que busquem um nível cada dia mais elevado, para que não corra o risco desses projetos se enfraquecerem, ou caírem no perigo da rotina.

CAPÍTULO IV

O PAPEL DA BIBLIOTECA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO: PROPOSITURAS DEMOCRÁTICAS E COLETIVAS PARA AS BIBLIOTECAS

ESCOLARES DE RIO VERDE - GO

Após realizar, nesta pesquisa, um levantamento histórico das B.E’s no Brasil, abordar a realidade das B.E’s de Rio Verde-GO e apresentar os programas de biblioteca em Londrina-PR como parâmetro de B.E’s bem sucedidas, o presente capítulo tem como premissa: levantar apontamentos possíveis e compatíveis com a realidade de Rio Verde-GO, almejando dinamizar e propor um programa de B.E ativo na rede municipal de ensino.

Sabe-se que o principal objetivo da escola é proporcionar aos alunos o acesso ao conhecimento, uma educação de qualidade e integrar os estudantes à sua realidade, transmitindo-lhes as informações necessárias para a assimilação de novas teorias e construção do próprio conhecimento. Nesse processo de aquisição de novos conhecimentos, é imprescindível que a escola ofereça aos alunos possibilidades para que eles desenvolvam suas potencialidades. Todavia, para isso, é importante que sejam disponibilizados recursos que contribuam no processo de aquisição dos saberes.

Dentre as possibilidades que a escola pode disponibilizar, a biblioteca é um espaço que merece atenção especial. Afinal, de acordo com Antunes (2006), a B.E, quando bem conduzida e com propostas coerentes, torna-se num centro dinâmico de informação na escola, caracterizando-se como lugar vivo, atraente e instigante. Assim, inserir a B.E no processo de ensino é ofertar para a comunidade a possibilidade real de adquirir e ampliar seus conhecimentos por meio de uma variedade de livros, e atividades que desenvolvem o gosto pela leitura e informação. Essa situação me remete a Furtado (2008), quando destaca a importância da B.E dentro do processo educacional de um país, principalmente como elemento integrante no sistema de informação, contribuindo na constituição de um leitor crítico e reflexivo.

Porém, para que essa B.E transformadora e impactante seja uma realidade na sociedade, em especial na cidade de Rio Verde-GO, é importante que haja planejamento estratégico para inserção de atividades e políticas públicas coerentes desenvolvidas junto a esses espaços, o que contribuirá para um processo de

transformação, fazendo com que a biblioteca, por meio de seus dinamizadores, atue de forma ativa no sistema educacional, cumprindo, dessa maneira, seu papel cultural na sociedade contemporânea.

Diante do exposto, a presente pesquisa visa, neste capítulo, levantar propostas consistentes e coerentes voltadas para as B.E’s de Rio Verde-GO, apontando proposituras possíveis que privilegiem políticas educacionais coletivas para a promoção das bibliotecas do município em que: estrutura física, acervo, mobiliário, qualificação das professoras dinamizadoras, estratégias de formação de leitores, projetos de leitura e o envolvimento do poder público, serão contemplados, no sentido de levantar discussões e propostas que levem melhorias às B.E’s de Rio Verde-GO. Afinal, esta pesquisa objetiva contribuir com as bibliotecas em estudo, no intuito de apontar possibilidades reais de mudanças, tendo como alvo a formação de leitores e a promoção do espaço da biblioteca como ambiente de apropriação e cultura, o que vai ao encontro das proposituras de Andrade (2008, p. 13-14), quando afirma que:

Um bom programa de biblioteca, contando com profissional especializado, equipe de apoio treinada, acervo atualizado e constituído por diversos tipos de materiais informacionais [...] resulta no melhor aproveitamento escolar dos estudantes, independentemente das características sociais e econômicas da comunidade onde a escola estiver localizada.

Com base nessa possibilidade, esta pesquisa busca caminhos a serem trilhados, tendo como fim um programa de biblioteca que se adéque à realidade de Rio Verde-GO, e que contemple a parceria entre comunidade escolar (professores, direção, alunos, pais) e poder público. Pretende-se que meio do envolvimento de todos os pares, propostas sejam levantadas e discutidas, na busca de objetivos em comum: a promoção da leitura e a formação de leitores autônomos e questionadores.

4.1 A Biblioteca Escolar Além dos Modelos: Em Busca de Projetos de Transformação Coletiva

A B.E pode ser o ambiente potencialmente ideal para a realização do trabalho de repensar o mundo, visto que oferece material suficiente para unir o conteúdo dado em sala de aula e a realidade dos fatos científicos e do cotidiano sob variados

pontos de vista. Mas, além disso, a biblioteca pode se tornar o lugar onde, por meio da discussão aprofundada, os alunos sintam-se estimulados a uma postura crítica, analítica e interativa diante daquilo que lhes é dado a conhecer.

Para que a B.E seja de fato esse ambiente de estímulo e apropriação, é importante que ela seja constituída de propostas que a transformem mediante a coletividade, ou seja, por meio da elaboração de um projeto político-pedagógico com vistas a um processo coletivo, envolvendo os diversos agentes que fazem parte da realidade escolar. Segundo Vasconcelos (2004, p. 169), um projeto político-pedagógico pode ser entendido como:

Um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. É um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade. É um elemento de organização e integração da atividade prática da instituição neste processo de transformação.

Assim, compreende-se que um projeto pode nortear os trabalhos nas B.E’s de Rio Verde-GO, por encaminhar ações para o futuro com base na realidade atual e histórica, constituindo-se também um planejamento que prevê ações a curto, médio e longo prazo, intervindo diretamente nas atividades realizadas nas bibliotecas. Vale ressaltar, que as ações destacadas no projeto político-pedagógico devem incluir todos os aspectos que a comunidade escolar compreende que necessita de melhorias e ajustes. Porém, essa busca por uma biblioteca dinâmica e atuante precisa partir do princípio de que os projetos não podem ser impostos. Mas, devem ser construídos coletivamente, com suporte técnico e teórico, pois as atividades desenvolvidas em cada biblioteca necessitam expressar a identidade de uma comunidade escolar, e não de um grupo ou equipe isoladamente, sendo uma necessidade de transformação e não uma obrigação.

Dessa maneira, uma nova biblioteca só será possível, através de discussões e reuniões que envolvam toda a comunidade escolar: professores, alunos, pais, direção e poder público. Todos focados na melhoria dos aspectos que constituem o espaço da B.E, transformando ideias e concepções em movimentos de ações importantes e fundamentais para constituição de bibliotecas dinâmicas e atuantes na comunidade escolar de Rio Verde-GO. Não podendo deixar de dizer, que cada ator desse processo

contribui até determinado ponto para que se construa o coletivo, por isso é preciso formação e conhecimento teórico.

É importante reafirmar que esta pesquisa aponta para uma proposta coletiva e flexível, em que toda a comunidade escolar é ouvida e tem voz. Afinal, ninguém conhece mais as carências e a ausência de investimentos tanto no material quanto no pedagógico, do que a própria comunidade que vivencia essa realidade diariamente. Daí a proposta de um projeto participativo, que abarque aspectos pedagógicos e estruturais das B.E’s de Rio Verde-GO e que se adéque à realidade de cada escola e de cada comunidade, onde as propostas levantadas e executadas serão definitivamente enraizadas nessas bibliotecas, uma vez que foram elaboradas e implantadas pela própria comunidade escolar.

Diante disso, vale ressaltar, que quando o poder público estipula modelos engessados para todas as B.E’s, corre-se o risco desses projetos já nascerem fragilizados, pois, na maioria das vezes, quando se muda as gestões municipais, consequentemente, altera-se o que foi implantado pela gestão anterior. Por isso a importância de não se fazer modelos, mas sim projetos e propostas de transformação coletiva, com a participação de toda comunidade. Já que a escola e seus departamentos não são de propriedade dos dirigentes políticos, nem dos gestores e professores, o que me reporta a Hernádez (2003, p. 25), quando afirma: “A escola não pode ser propriedade dos professores, ela deve incluir toda comunidade no planejamento de suas metas e melhorias”.

Ainda alicerçado nas ideas de Hernádez (2003), na elaboração de um projeto, é importante conhecer a realidade dos alunos da escola, sua história de vida e suas metas para o futuro. Nesse sentido, as atividades voltadas para as B.E’s de Rio Verde-GO precisam incluir toda comunidade escolar, com vistas a: observar, dialogar e compreender a importância da B.E para a vida dos alunos. Dessa forma, na elaboração de propostas que contemplem uma B.E atuante, é fundamental ouvir os estudantes, para que se compreenda a visão que eles têm desse espaço. Uma vez que promover a participação dos alunos nesse processo de mudança, é atestar para eles sua importância, e evidenciar que uma nova biblioteca está sendo constituída, e que a comunidade escolar fará parte dessa transformação, bem como poderá usufruir dos benefícios de um espaço cultural, dinâmico e atuante. Mas, além disso, os alunos precisam sentir o

pertencimento ao espaço, isso só amadurece no cotidiano, com uso pedagógico bem estruturado e com acesso livre à B.E.

Assim, no decorrer deste capítulo, dentre as várias propostas que serão levantadas, objetivando contribuir com as B.E’s de Rio Verde-GO e romper com o isolamento e a individualidade na execução de projetos é uma delas. É importante primar pela participação de todos os envolvidos no processo de consolidação do espaço das B.E’s, o primeiro passo é acabar com o isolamento nas decisões e nos projetos, e a partir disso, resgatar a B.E como espaço democrático, comunitário e público, que procure aproximar a família junto à escola.Esse contexto me remete as ideias de Rigoleto e Di Giorgi (2009, p. 235), quando afirmam: “A escola pode promover eventos que agreguem a família e os alunos na biblioteca [...] o bibliotecário configura-se como o elo entre a família e a escola”.

É válido destacar que a construção de uma B.E participativa e democrática não é tarefa fácil. Afinal, ela implica diversos enfrentamentos pessoais e coletivos, sendo fundamental para o sucesso uma forte equipe articuladora e que não se considere detentora da situação. Assim, com o intuito de B.E’s cada vez mais atuantes em Rio Verde-GO, é importante que os paradigmas do isolamento e da centralidade das ações sejam quebrados, e que se consolide uma construção possível, sendo pautada em dois princípios: o da necessidade de se ter B.E’s que contribuam com a formação de leitores; e o segundo, o de se ter a consciência de que isso é possível por meio do envolvimento e propostas que privilegiem a interação entre B.E e comunidade. Esses aspesctos são muito discutido por Caldeira (2008, p. 48), para ele (2008), “A biblioteca como espaço coletivo, onde os recursos serão compartilhados pela comunidade escolar, oferece excelentes oportunidades para o exercício da cidadania”. Isso reforça a importância de