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YILLAR Tarhiyat Önces

3.5. Vergi Denetimi Konusunda Öneriler

3.5.8. Uzlaşma Müessesesi Açısından

por computadores?

A partir da investigação dos dados coletados e da discussão dos temas e da primeira pergunta de pesquisa, foi possível elencar três perspectivas pedagógicas que poderiam se constituir em componentes curriculares de um curso de Letras voltados para o ensino e aprendizagem de LE mediada pela tecnologia. Seguem abaixo estes impactos e alguns excertos dos dados que julgo fundamentarem esta resposta.

(1) Teoria e prática de ensino e aprendizagem de línguas colaborativa

As sessões de orientação de teletandem podem trazer uma fundamentação teórica e prática sobre ensino e aprendizagem colaborativa muito relevante para o curso de Letras e para a formação do professor de LE inserido no paradigma tecnológico atual, já que “a tecnologia e a internet favorecem a construção cooperativa e colaborativa” (MORAN, 2000, p.138):

“(...)Para as sessões de orientação teórica eu preparei um slide com um conteúdo assim bem básico

sobre o teletandem falando o que é o contexto tandem, falando dos princípios, as definições teóricas, do contexto, do princípio de autonomia, da reciprocidade, do uso separado das línguas, a explicação para cada um desses princípios, a estrutura de uma sessão de interação, que é conversação, feedback e reflexão no final, a estrutura, os possíveis problemas que eles teriam, a importância do feedback para diferenciar o teletandem de um chat, então, a gente frisa muito na questão da diferenciação do

teletandem com um chat, frisa que eles são autônomos e que eles têm que aproveitar o contexto do teletandem..ah..para aprender e estruturar essa aprendizagem, salvando os dados, gravando as interações e refletindo sobre eles, aí ao final, eles levantaram questões, que eram questões mais

práticas, assim e é basicamente isso.” (SMOMaísa1−19−58-69)

“(...)tem uma parte em que eu mostro alguns exemplos de feedback como de que eu tirei de algumas

das minhas interações mesmo de como ocorreu o feedback, é...que como...de como...que poderia ter

sido mais rico(...)” (SMOMaísa1−21−72-79)

“(...)eu vou explicando alguns conceitos, tento relacionar com a minha experiência de teletandem .

Então, eu já falo que eu sou praticante de teletandem, que eu já fiz por um tempo, então, relacionando os conceitos da teoria com a minha experiência e com situações que eles possam passar.” (SMOLilian1−20−396-404)

(2) Mediação em contextos de ensino e aprendizagem de línguas colaborativos mediados pela tecnologia

Como já é defendido nos estudos de LA, a aprendizagem colaborativa típica da aprendizagem mediada pela tecnologia requer uma outra postura do professor: a postura de facilitador ou mediador do conhecimento, como aponta Teixeira (2009):

As novas tecnologias aliadas ao professor na transmissão do conteúdo intermediam também na interação com outras pessoas, principalmente se a tecnologia utilizada for a internet, na qual o professor deve ser o mediador do conhecimento. (TEIXEIRA,2009, grifo meu)

Considerando este pressuposto, compreendo que as sessões de orientação de teletandem auxiliam no processo de internalização da mediação em contextos de ensino e aprendizagem colaborativos mediado pela tecnologia:

“(...) Não queríamos que os alunos ficassem apenas ouvindo o tempo todo, mas pensávamos em

apresentar situações problemas para que o aluno, utilizando sua autonomia pudesse refletir em como

agiria em determinadas situações na interação com o parceiro.(...)” (BMaísa−38−93-96)

“(...)embora eu precisasse orientar os alunos, era necessário também que eu o deixasse reconhecer o

que realmente era importante pra ele. Ao mesmo tempo, eu precisava colocar as orientações, não de maneira diretiva, mas de uma maneira que ele entendesse o real sentido da proposta e não ferisse sua

(3) Reflexão sobre a prática pedagógica em um contexto de ensino e aprendizagem de LE mediado pela tecnologia

Acredito que as sessões de orientação possam auxiliar o futuro professor a refletir e visualizar a prática pedagógica condizente a um contexto de ensino e aprendizagem de LE mediado pela tecnologia:

“(...)o primeiro recurso que a gente pensou foram os slides, mas deu para perceber que a gente poderia deixar

mais...ah...mais dinâmico se a gente trouxer por exemplo uma gravação de...de vídeo, de uma interação em que tenha um conflito ou alguma dificuldade na explicação de alguma palavra assim para refletir junto como que

poderia ser resolvido e assim.”(SMOMaísa1−53−82-88)

“(...) nós acrescentamos umas dicas para os alunos utilizarem dicionários eletrônicos durante as sessões, são

coisas que os alunos realmente não usam durante a sessão e com isso desperta mais a atenção deles para

melhorar as interações.” (SMOMaísa1−56−94-104)

Considerando todas as questões, os temas e os dados discutidos nesta pesquisa sobre as sessões de orientação e a formação inicial do professor de LE, bem como os momentos convividos com os alunos-orientadores no laboratório de teletandem e a experiência deste trabalho de mestrado em geral, gostaria de apresentar as reflexões finais sobre esta narrativa.

Todas estas reflexões e discussões sobre a mediação dentro da sessão de orientação me conduzem a conjecturar que as sessões de orientação teórica no laboratório de TTB configuram como uma nova modalidade de mediação no ensino e aprendizagem de línguas em tandem e em teletandem. Acredito, portanto, que as sessões de orientação oferecidas neste laboratório de teletandem deveriam ser, na realidade, denominadas sessões de mediação de teletandem.

Esta mudança na denominação que é dada à sessão está fundamentada principalmente no papel mediador que as alunas-orientadoras exercem durante as sessões, descrito por Telles (2009c). O autor afirma que o professor mediador “(...) tem o papel de mediar a aprendizagem dos pares, orientando-os em suas escolhas e usando seus conhecimentos teóricos e

profissionais acerca do ensino/aprendizagem de LE para gerenciar as dificuldades encontradas pelos alunos no teletandem” (TELLES, 2009c, p. 70).

Outra questão que me chama a atenção neste momento é a necessidade e a relevância da experiência de ministrar sessões de orientação/mediação para o professor de LE em formação inicial, principalmente se considerarmos os dados, como estes segmentos: “(...)

julgo que minhas experiências com o teletandem e a orientação foram essenciais para a minha formação.”(BLilian−100−39-40) e “O laboratório foi um espaço muito importante na minha formação e amadurecimento das questões referentes à formação de professores e o papel do professor em contexto teletandem(...)” (BMaísa−101−32-34). Esta importância das

sessões de orientação/mediação parece mais fundamentada quando leio Salomão (2008) que afirma que: “De modo geral, a prática da mediação pareceu ser bastante positiva para a formação reflexiva (...)” (SALOMÃO 2008, p.304).

Refletindo principalmente sobre as questões levantadas na minha segunda pergunta de pesquisa, acredito que a experiência de ministrar sessões de orientação pode ser essencial como uma opção empírica de desenvolvimento da prática pedagógica do futuro professor de LE. Oliveira (2009) retrata a necessidade de experiências como esta: “(...)os estudantes devem obter experiências empíricas no próprio ambiente de formação que os levem a participar ativamente da construção do próprio conhecimento.” (OLIVEIRA, 2009).

Acredito na importância das sessões de orientação/mediação do laboratório de teletandem e do desenvolvimento do caráter mediador no futuro professor de LE defendidos nesta pesquisa, quando leio as seguintes afirmações de Garcia (2010):

“Neste contexto telecolaborativo, o professor pode atuar na área da mediação junto aos pares, participando da parceria, prestando auxílio e esclarecendo dúvidas em caso de necessidade, fornecendo sugestões para que os pares, em conjunto, tomem suas próprias decisões e, fomentando a reflexão nos pares. A partir da análise aqui realizada, fica claro que a atividade de mediação pode ser um dos novos papéis envolvendo professor e aprendiz sob um prisma diferente. A co-construção do conhecimento pode ocorrer, não somente, a partir da parceria, mas envolver o professor rmediador neste processo no contexto telecolaborativo do teletandem. Penso que a observação e investigação deste novo prisma é um campo promissor para estudos. O exercício da prática em Laboratórios de Teletandem também pode assumir novas configurações a partir das novas experiências proporcionadas pela telecolaboração e redefinição de papéis de aprendizes e professores.” (GARCIA, 2010, p.266, grifo meu)

Considerando os dados apresentados, as questões e reflexões emergidas na análise dos dados e nas respostas às perguntas de pesquisa e, principalmente, esta última observação de Garcia (2010) compreendo que este estudo conseguiu demonstrar (ou pelo menos chamar a atenção para) a complexidade dos aspectos e das questões que envolvem e caracterizam a experiência das sessões de orientação no contexto do laboratório de teletandem. Acredito que os dados aqui apresentados e discutidos revelam que o laboratório de teletandem e principalmente, as sessões de orientação e de mediação, podem ser de grande relevância para a formação inicial do professor de LE e, portanto, devem ser mais observadas e estudadas, especialmente, pelo projeto TTB. Estas compreensões do trabalho como um todo conduzem- me às considerações finais deste estudo, que faço a seguir.

CAPÍTULO IV