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MATRAH FARK

1.7. Vergi Ahlakı

1.7.2. Ahlaki Duygular Teoris

Com o aprimoramento da internet, das tecnologias de informação e dos comunicadores instantâneos, inevitavelmente aprimorou-se também a educação à distância (EAD), baseada nas aprendizagens colaborativa e cooperativa. Com o aperfeiçoamento da EAD, tem se desenvolvido também a orientação à distância, isto é, a orientação pela internet, que opto denominar de orientação online ou virtual, mas que também pode ser denominada por

mediação online (como nesta pesquisa) se apresentar características mediadoras como promover reflexão e autonomia no aluno.

A orientação virtual ou online está cada vez mais presente nas instituições de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, sendo já uma das bases dos cursos de EAD, já que os recursos tecnológicos visuais, como a webcam e os programas de comunicação instantânea, como Skype, e módulos de salas virtuais e teleconferências, como o Acrobat Adobe Connect Professional, que atenuam e suprem a distância física do orientador.

Esta nova modalidade de orientação vai ao encontro dos fundamentos da EAD, isto é, quebrar as barreiras geográficas, físicas e até econômicas, democratizando e tornando o ensino e a aprendizagem acessível a todos em qualquer lugar. A orientação virtual ou online também é totalmente compatível com o processo de ensino e aprendizagem de línguas mediado pela tecnologia, já que, com apenas um comunicador instantâneo como Skype ou MSN, mais uma câmera e um microfone, é possível orientar e acompanhar um aprendiz ou até mesmo um professor de LE

Considerando o fator tecnológico e a natureza colaborativa deste novo tipo de interação entre aprendiz e formador, podemos afirmar que a orientação online está diretamente ligada ao contexto de ensino e aprendizagem de línguas em tandem, principalmente o teletandem.

As vantagens da orientação online no contexto de teletandem são várias, tanto do ponto de vista do aprendiz quanto do orientador. Neste ambiente de ensino e aprendizagem em tandem, quebrar a barreira geográfica entre os interagentes é o primeiro objetivo que a orientação online alcança. Através das tecnologias da webcam e do microfone juntamente com a tecnologia dos comunicadores instantâneos como MSN, Skype Adobe Connect Professional e outros, os participantes são colocados frente a frente e podem interagir, isto é, ensinar e aprender uma LE em tempo real.

A internet não pode ser descartada como uma das ou a maior vantagem da orientação online. Conectados ao World Wilde Web, tanto o orientador quanto o aprendiz tem acesso a um número infinito de materiais para sustentar ou dinamizar sua orientação e sua aprendizagem, como vídeos, músicas, arquivos, aulas e até a possibilidade de interagir de incluir outras pessoas na orientação.

A orientação online assim como a presencial também pode ser gravada através de alguns aplicativos como o Adobe Connect Professional. Essa gravação pode ser trabalhada posteriormente pelo aprendiz em contexto de teletandem, que tem a chance de refletir ou trabalhar melhor o conteúdo discutido na sessão. Com a internet, é possível ir além e “publicar” as orientações online gravadas, permitindo que outras pessoas tenham acesso e desfrutem este conhecimento.

É possível encontrar alguma literatura sobre orientação virtual ou online inserida em pesquisas sobre processos de aprendizagem de LE em ambientes virtuais como Tessarollo (2000) e Marriott (2004), porém, apenas como parte integrante deste ambiente e não como objeto de estudo principal. Podemos, contudo, encontrar diversos trabalhos sobre a orientação à distância na área da Psicologia e Psiquiatria, já que o termo orientação pode ser traduzido de

“counseling”, conforme apresentado na primeira parte deste capítulo.

Mallen, Vogel, Rochlen e Day (2005) também discutem a orientação à distância. Os autores fazem uma revisão muito interessante das pesquisas e discussões da orientação psicológica à distância, começando pela orientação pelo telefone. Dentre as pesquisas sobre a eficácia da orientação por telefone citadas por eles, há estudos que concluíram que, na orientação, “o telefone pode ser uma ferramenta excelente para unir indivíduos para um trabalho a curto tempo” (p. 824).

Mallen, Vogel, Rochlen e Day (2005) também apresentam e discutem trabalhos sobre a orientação à distância mediada pelo computador ou por videoconferência, nas quais há estudos

que demonstram que os participantes envolvidos nestas modalidades de orientação, ao final do processo se sentem apoiados, desenvolvem um senso de comunidade e obtêm êxito nos esforços de auto-reeducação. Segundo os autores outros trabalhos também demonstraram que participantes de orientação mediada pelo computador obtiveram maiores reduções de stress pós-traumático do que pacientes de orientação tradicional (p. 842).

Ao analisar os resultados obtidos até aquele momento e toda a literatura sobre a orientação online consultada, os autores fazem uma ressalva muito relevante e condizente com este trabalho sobre orientação online na formação do professor de LE: “The process of online counseling needs to be further explored in future research.” (p.837).

A partir desta revisão de estudos sobre a orientação virtual, Mallen, Vogel, Rochlen e Day (2005) concluem que os indivíduos podem, sim, oferecer e receber orientação pela internet. Os autores afirmam também que os resultados positivos destes estudos, infelizmente, parecem não ser aceitos pelos profissionais da área, já que, assim como na área de Ensino e Aprendizagem de LE , “the literature related to process variables in online counseling is

sparse.” (p.847).

Considerando estas observações e toda a literatura sobre a área pesquisada, acredito que, na orientação/ mediação online, a interação, isto é, a troca entre aprendiz e orientador parece ser muito mais completa e dinâmica do que na orientação face-a-face. Com colaboração, a velocidade e todos os recursos de áudio, visual e de escrita que a internet de hoje oferece aos participantes, a orientação pode ultrapassar todas as barreiras geográficas e democratizar a reflexão sobre o ensino e a aprendizagem de línguas assim como o projeto TTB objetiva: língua estrangeira para todos.

Todas estas seções teóricas foram de grande auxílio para este estudo, pois embasaram a análise e discussão dos dados e as respostas às duas perguntas de pesquisa. Finalmente, passo à apresentação da fundamentação metodológica que embasou a metodologia deste estudo.

CAPÍTULO II

METODOLOGIA

Este capítulo apresenta os estudos que fundamentaram os procedimentos metodológicos empregados neste estudo, assim como a natureza da pesquisa, os contextos de pesquisa, o perfil dos participantes e os instrumentos utilizados para a coleta dos dados que constituem o corpus. Neste capítulo, discuto também os critérios metodológicos adotados para a análise dos dados.