3. KAMU POLİTİKASI ÖRNEĞİ: TURİZM POLİTİKASI
3.2.2.1.4. Uygulama Aşaması
nossa pergunta de partida da pesquisa, optamos pela constituição de um encontro dialogal onde poderia problematizar com os interlocutores as questões que necessitassem aprofundamento e ampliação, bem como pela possibilidade de, pelos relatos, surgirem questões não apontadas nas entrevistas.
Entendemos também que, por meio do grupo dialogal, possibilitaria discutir se os agentes da Instituição percebem a necessidade de um trabalho educativo que favoreça a participação e colaboração dos servidores e gestores, podendo, ainda, ser apontados pelo grupo os passos necessários para essa conquista de um trabalho educativo de gestão ambiental que considere valores mais afetivos e solidários.
A constituição de um grupo dialogal enseja o compartilhamento de saberes, a reflexão coletiva e o encaminhamento de sugestões que possam contribuir com novas propostas de
ações. Figueiredo (2005, p. 11), a respeito do „círculo dialógico‟, diz que, “ao reconhecer o
diálogo como iniciação e consolidação do ciclo gnosiológico, ao constatar que a criticidade se dá na busca da razão de ser, considero que é por meio da práxis transformadora que a
curiosidade epistemológica se corporifica”.
De acordo com a dimensão relacional, a afetividade potencializa processos educativos nos quais tod@s possam sentir-se incluíd@s, respeitad@s em suas diferentes características, parceir@s de aprendizagens dentro de uma dinâmica na qual a constituição de um grupo-aprendente, de um coletivo que se estabelece como instância fundamental (FIGUEIREDO, 2008, p. 2-3).
Para a composição deste grupo, convidamos 14 dos 20 agentes que participaram na etapa das entrevistas, considerando o que propõe a técnica do grupo focal (BARDIN, 1997) e, para dar melhor qualidade ao trabalho com um grupo menor. O procedimento de escolha foi intencional, por meio de convites às pessoas que durante essa etapa relacionaram de modo mais contextualizado as questões das entrevistas com o ambiente de trabalho, com as suas atribuições profissionais e com o seu cotidiano. Como diz em Almeida & Freire (1997, p. 13),
“na escolha do tipo intencional o grupo de sujeitos é constituído conforme critérios pré-
estabelecidos sobre as características que esses elementos devem ter para pertencerem à
população”.
O encontro do grupo dialogal ocorreu no auditório do Instituto Plácido Castelo, em razão de boa estrutura de multimídia para a gravação e filmagem do trabalho em sua íntegra, e
também pela facilidade de termos acesso a estas instalações. Compareceram 13 pessoas, sendo oito mulheres e cinco homens, de forma que foi possível realizar o trabalho com um número significativo de parceiros, que representou o universo pesquisado. Realizamos o encontro em dois turnos, num total de cinco horas.
No período da manhã, recepcionamos nossos colaboradores com uma dinâmica que, além de haver favorecido a socialização grupal, já contribuiu com a reflexão individual para ser compartilhada com o coletivo no final do trabalho.
A dinâmica foi desenvolvida na seguinte forma: 1) distribuímos cerca de 50 gravuras em um grande tapete, as quais representaram, no nosso entendimento, as seguintes temáticas: a crise ambiental, a ação do homem para com a natureza, a gestão do patrimônio público, ações educativas, a influência da mídia e as respostas da natureza; 2) colocamos em um quadro três temas geradores – Educação Ambiental, gestão ambiental e cultura institucional sob o enfoque da gestão; 3) pedimos para cada participante pensar em um tema e construir uma pequena história; 4) no encerramento do encontro da tarde, os participantes se juntaram e contaram uma só história.
Após essa dinâmica, apresentamos para o grupo as reflexões que nos conduziram à decisão de concorrer a esse mestrado público, mencionando que, de fato o propósito sempre foi querer contribuir, juntamente com os parceiros, com um trabalho educativo a ser disseminado em nossa Instituição. Ressaltamos que acreditamos na contribuição desse trabalho pela importante missão constitucional de nossa Instituição em prestar serviço para a sociedade cearense.
Encerradas essas reflexões, convidamos para iniciarmos as discussões parceiras, entretanto, em razão do grande tempo que levou na dinâmica, trabalhamos até o final da manhã com os seguintes temas geradores: a crise ambiental contemporânea; Educação Ambiental e gestão ambiental. Esses temas foram sendo discutidos e ampliados pelo grupo a partir de algumas falas que mostramos das entrevistas, bem como algumas categorias que já haviam aparecido na fase inicial das entrevistas.
No período da tarde, dialogamos com o grupo as questões da pesquisa que abordaram os temas: compromisso pessoal, profissional e social; as responsabilidades do Tribunal de
Contas de manter uma política de gestão ambiental na instituição e a possibilidade dessa política ser disseminada para outros órgãos de sua jurisdição. Essa discussão, que permeou todo o encontro dialogal, foi pensada e conduzida no respeito pelo saber de cada um dos parceiros.
A última etapa do encontro dialogal foi para contar a história que foi tecida, com um pedacinho composto por parte de cada participante. Essa história se encontra em anexo e, achamos importante destacar que, dos 13 integrantes, 12 escolheram o tema Educação Ambiental, enquanto o outro participante escolheu a gestão ambiental, de forma que a história do grupo trouxe como tema gerador a Educação Ambiental.
Encerramos esse momento, ressaltando que todo o conteúdo presente na história tecida pelo grupo, bem como as contribuições com as reflexões em todas as etapas do trabalho, estarão presentes nas temáticas que comporão o curso de Educação Ambiental que será oferecido para os servidores, colaboradores e gestores do Tribunal, por meio do Instituto Plácido Castelo, a primeira turma prevista para agosto/2010, que contará com a nossa contribuição. Este é um dos frutos deste trabalho.
Esse curso de EA que elaboramos em dois módulos (em anexo) surgiu dos resultados das entrevistas e das narrativas do grupo dialogal. O curso terá carga de 30 horas, com previsão, como adiantamos, de primeira turma para ser realizado em agosto de 2010. No primeiro módulo (24 horas), propomos discussões e reflexões com as contribuições de autores destacados ao longo deste trabalho de pesquisa. O segundo módulo (6 horas) será uma oficina para elaboração de um projeto de gestão ambiental participativo no TCE.
O curso contará com toda a estrutura de multimídia e instalação do Instituto Plácido Castelo, e se destinará aos agentes e colaboradores do Tribunal. Por tal razão não é possível identificar quantas turmas serão realizadas, pois entendemos que cada turma deva ser composta por apenas trinta participantes.
Por meio desse curso de Educação Ambiental participativo, acreditamos que surgirão ideias de como realizarmos um trabalho educativo para ser compartilhado na Instituição e que possa se refletir em ações ecológico-ambientais e solidárias.