3. KAMU POLİTİKASI ÖRNEĞİ: TURİZM POLİTİKASI
3.2.2.1.2. Analitik (Çözümsel) Aşama
Este capítulo aborda a construção da obra do Lar Fabiano de Cristo e investiga como é compreendida, por seus mais antigos participantes, a natureza de sua relação entre o que é de ordem espiritual junto ao plano físico, em sua materialidade.
Referi-me antes à minha história e devo dizer que em um primeiro momento de minha formação em Direito busquei os elementos conceituais das teorias, dos grandes temas da justiça, e com todo esforço percorri a trajetória de minha formação na academia, tentando fazer parte de um universo familiar de pessoas ligadas à este mundo profissional. Durante toda a minha formação, contudo, atuava com educação junto a crianças, em um centro espírita, mantendo uma vigilante pergunta pela educação do ser enquanto Espírito.
Houve um momento em que me vi profundamente ocupada com a produção de sentido existencial e espiritual, junto às crianças, e passei a questionar não só a ciência do Direito, em seu silêncio atual quanto à filosofia e à religião, mas meu próprio movimento formativo.
Nesse tempo, passei a considerar meu caminho interior que a tudo ouvia e dava sentido, sem querer dar lugar pequeno ao eu vivia e aprendia com as crianças, mas amplificando suas vozes e perguntas até me dar conta que eu estava olhando também daquele modo para o Direto. Nesse momento passei a refletir sobre o conhecimento e sua transmissão – por que o sujeito se alienava da dimensão espiritual e suas questões, se na vida isso era presente de uma maneira que nunca se conseguiu calar na história? Haveria contextos sociais onde estas dimensões – a espiritual e as questões éticas, que se articulam com o Direito, se entrecruzam?
As raízes pessoais de minhas escolhas, que se queria dizer de modo sensível, sem descuidar da dimensão espiritual, no trato deste objeto de estudo, remontam, pois, a uma antiga e sempre permanente parceria do Direito com a Educação. Eu achava, quanto mais estudava, que não deveria escolher entre o Direito e a Educação, vista numa perspectiva que queria repor a Espiritualidade como questão que media estas duas áreas do pensamento e da ação humanas. Os espaços de Educação são também espaços de participação e construção da cidadania? E são também espaços onde se busca o sentido da vida em meio a outros? O
sentido da vida – eu via – remetia sempre a uma dimensão, em algum momento, que fazia verter meu olhar, deslocado, do plano espiritual ao físico – e não só ao contrário, como se faz também.
Em um trabalho voluntário que eu fazia no Lar Fabiano de Cristo, surgiu o desejo de dar corpo a minhas indagações, que pude mencionar antes com mais detalhes e que envolviam, torno a dizer, a pergunta pela educação e espiritualidade no devir dos direitos da criança. Como isso se configurava no Lar Fabiano de Cristo?
Assim, eu tentava escutar a sabedoria dos que vivem a pergunta e o esforço do trabalho coletivo pela construção da justiça, desde a escuta à criança que faz sua educação no Lar Fabiano de Cristo, entre outras agências educativas de que participam. Começava na criança uma educação do ser que traria seu melhoramento, como humanidade?
Como observava Pestalozzi, em seu livro ―Como enseña Gertrudes a sus hijos‖, em seu ensaios pedagógicos:
Em uma palavra, he llegado, por la impresión producida em mí por todo lo que he visto y por los resultados invariables de mis experiências, a recuperar de nuevo la creencia que com tanto ardor habia alimentado em mi espíritu desde el principio de mi carrera pedagógica, pero que casi había perdido en ele curso de ella, bajo el peso del arte y los expedientes de la pedagogia da época: la creencia en la posibilidad del mejoramiento de la espécie humana (PESTALOZZI, 1954, p. 94).
A crença na possibilidade de melhoramento humano, que tem nutrido meu olhar de esperança, neste estudo cria um movimento de escuta e observação que vai dar um lugar ao saber experiencial dessa obra – como se vai percebendo. E, antes, a uma ideia do ser da educação, que agora trazemos não apenas como sujeito no campo físico, social, cultural e psicológico, mas também espiritual.
Assim é que o. Lar Fabiano de Cristo, lócus dessa pesquisa, é uma instituição espírita cujo lema principal é: ―Assistir é educar. Educar é orientar na direção do bem‖. Na instituição, a educação é a ferramenta básica que orienta todas as atividades da obra. Mas não qualquer educação.
Para os idealizadores desse modelo educativo de promoção social, somente a educação baseada em valores e que considera o humano na sua multidimensionalidade é capaz de promover transformações libertadoras. E nesse sentido, é a educação do Espírito que se faz no Lar Fabiano de Cristo, que ejeta o movimento de realizar estes objetivos que incluem uma visão transcendente do ser que se educa. E que impele à chegada do sujeito na condição de assumir as transformações de sua própria história coletiva, bem como das
condições reais de sua história pessoal, como podemos ver na assertiva do presidente da instituição:
César Reis: As ações educativas são direcionadas para melhoria da qualidade de vida, para a saúde, para a necessidade de valorizar o ser humano, integrando saberes e buscando contextualizá-los com a cultura e com o tempo presente, sempre com ludicidade e respeito pela criança. Nesse sentido, a educação do Espírito é o carro chefe de toda a obra. Por isso, todas as nossas ações educativas são direcionadas para motivar os sujeitos assistidos a se reconheceram capazes de superar a realidade que os oprime, tendo a certeza que podem mudar as condições reais de sua própria história. Para isso é necessário existir como cidadão.
Pensando em termos de Educação do Ser, como veremos em todos os opúsculos que se sustentam no saber experiencial da instituição, temos que para mudar as condições de sua história real e as condições históricas de seu tempo, o sujeito deve ―existir como cidadão‖ – observa o educador do Lar Fabiano de Cristo. E o que seria isso?
A Cidadania é um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, constante no art. 1°, inciso II, da Constituição brasileira:
Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania; II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político.
Para José Afonso da Silva, ser cidadão é ter direitos civis, bem como participar do destino da sociedade, votar, ser votado e ter direitos políticos:
Cidadania qualifica os participantes da vida do Estado, é atributo das pessoas integradas à sociedade estatal, atributo político decorrente do direito de participar no governo e direito de ser ouvido pela representação política. Cidadão, no direito brasileiro, é o indivíduo que seja titular dos direitos políticos de votar e ser votado e suas consequências (SILVA, 2013, p. 348/349).
No mesmo sentido, nos ensina Jorge Miranda (1988, p. 89), que a cidadania é um direito fundamental das pessoas. Consiste na faculdade de poder participar da vida jurídica e política do Estado, bem como de se beneficiar pela defesa e promoção dos direitos que ela concede.
Já para Hannah Arendt (1993, p. 299), trazendo um conceito mais amplo, a autora afirma que a cidadania se refere ao fato de se pertencer a uma comunidade capaz de lutar
pelos direitos de seus integrantes - como o ―direito de ter direitos‖. Essa ideia de cidadania trazida pela autora tem sido espaço para o confronto de movimentos de diversas utopias críticas e nos remete à perspectiva da cidadania como caminho para a igualdade social e econômica.
Pimentel (apud MATOS, 2014; p.443) sobre o assunto, afirma:
[...] a cidade em sua essência é o lugar do cidadão e onde ele se realiza espiritualmente, como diz Hanah Arendt (2003; p. 65) os homens ingressavam na esfera pública por desejarem que algo seu, ou algo que tinha em comum com outros, fosse mais permanente que as suas vidas terrenas. No pensamento de Arendt, a experiência vivida no espaço público é práxis, a ação humana que se viabiliza pelo diálogo, possibilitando um espaço comum e nele os interesses coletivos que podem traduzir-se por cidadania ativa.
Repare-se que Hanah Arendt mostra-nos a cidadania como derivando de uma necessidade de permanência, quando o sujeito se lança na esfera pública desejando algo de mais seu nesse lugar em comum com os outros. Arendt assinala até mesmo que nenhuma política fica mais possível sem esse potencial de imortalidade, observando que a esfera pública não seria possível sem essa dimensão da transcendência. Nas palavras de Arendt: ―Sem essa transcendência para uma potencial imortalidade terrena, nenhuma política, no sentido restrito do termo, nenhum mundo comum e nenhuma esfera pública são possíveis.‖ E afirma Arendt, em seu estudo sobre a condição humana:
O famoso trecho de Aristóteles – ―ao considerar os negócios humanos não se deve... considerar o homem como ele é nem considerar o que é mortal nas coisas mortais, mas pensar neles (somente) na medida em que têm a possibilidade de se tornarem importais‖ – ocorre, muito adequadamente, em uma de sua obras políticas. Pois a pólis era para os gregos, como a res publica para os romanos, em primeiro lugar a garantia contra a futilidade da vida individual, o espaço protegido contra essa futilidade e reservado à relativa permanência, senão à imortalidade, dos mortais (ARENDT, 2001, p. 65-66).
Arendt mostra que a ―objetividade‖ da esfera monetária, do dinheiro circulante, que parece o grande denominador comum de todas as necessidades humanas, nãos satisfaz a identidade humana e sua constituição, feita a partir da diferença do olhar da diversidade que cada um traz:
Em contraste com esta ―objetividade‖, cuja base única é o dinheiro como denominador comum para a satisfação de todas as necessidades, a realidade da esfera pública conta com a presença simultânea de inúmeros aspectos e perspectivas nos quais o mundo comum se apresenta e para os quais nenhum medida ou denominação comum pode jamais ser inventado. Pois, embora o mundo comum seja o terreno comum a todos, os que estão presentes ocupam nele diferentes lugares, e o mesmo lugar de um não pode coincidir com o de outro, da mesma forma como dois objetos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Ser visto e ouvido por outros é
importante pelo fato de que todos vêem e ouvem de ângulos diferentes (ARENDT, 2010, p. 66-67).
Retoma Arendt, como vemos, o sentido de convivência na esfera pública, que coloca como constitutivo da identidade humana, em seu desejo de compor a heterogeneidade do mundo e, essencialmente, ver e ser visto, ouvir e ser ouvido cada um em sua singularidade. Continuando nesse raciocínio, Pimentel ressalta que também vem desde a pólis (cidade) grega a ideia de cidade e amor no conceito de cidadania, aspectos que Aristóteles já frisava e que a autora coloca em seu estudo, uma proposta de uma ―etnografia do amor‖ na cidade, senão vejamos:
A cidade é originalmente um espaço de convivência. Em sua dupla dimensão, urbe e polis, é impossível pensar a cidade sem admitir a essência política integradora e caótica ao mesmo tempo. No pensamento de Aristóteles a felicidade só existe na convivência dos homens na cidade, que se expressa como amor filia (amizade) traduzindo-se em força política que possibilita a própria vida no espaço público e no bem comum. [...] O amor é, portanto, um sentimento humano que se realiza para o outro, ele encontra a sua existência no convívio e nunca fora dele, e, desse modo, distingue-se da noção de amor romântico, que está sempre centrado em si mesmo. A sua concretização ocorre na tolerância, na convivência e na aceitação do outro, convertendo-se como diz Aguiar (2010) em amor mundi, um amor próprio dos homens nos interesses comuns (PIMENTEL apud MATOS, 2014, p. 443).
Outro aspecto que vemos no pensamento sobre cidadania é o do diálogo como condição de uma cidadania ativa. E se faz no espaço público, para adquiri a cidadania esta característica de aprendizagem e práxis - prática refletida. Pode-se perguntar, porém: para alcançar protagonizar uma cidadania ativa o sujeito teria de ser educado para isso?
De acordo com o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966), artigo 13, temos que a educação deve ser esse caminho onde se pode capacitar todas as pessoas para participar efetivamente de uma sociedade livre. A participação, nesse sentido, é conditio sine qua non para o exercício da cidadania.
Também Antônio Joaquim Severino (1993, p. 46), compreende que a educação deve funcionar como mediadora no processo de construção da cidadania, contribuindo para a conscientização política do povo. A educação para a cidadania deve, pois, possibilitar primeiro ―o igual acesso ao Direito - isto é, o conhecimento do ordenamento jurídico das liberdades públicas por parte de todas as pessoas - e então a formação das consciências dos sujeitos sociais para a necessidade de sua afirmação no nível dos fatos, no nível da vida real‖. É nesse contexto de entrelaçamentos, onde cotidiano e história, natureza e cultura se entrelaçam, no deslindar da condição do Espírito, ser espiritual que transcende a destinação
do agora, que situamos questões da educação. Uma educação que, em seu ponto de partida, situamos não só como devir permanente no concerto da evolução do Espírito, e que não só se concretiza como um direito social básico e elementar, mas também pode ser tomada como um caminho para a conquista e exercício da cidadania e de todos os direitos humanos. O Lar Fabiano tem vivenciado esse caminho? – eu me perguntava, indo para o lugar que daí para frente seria campo de extensas horas de pesquisa.
Conforme nos pontua Milton Santos (1993), "a cidadania, sem dúvida, se aprende". Neste sentido é que temos a previsão constitucional, no artigo 205, que estabelece a educação como - direito de todos e dever do Estado e da família -, devendo proporcionar o pleno desenvolvimento da pessoa humana, preparando-a para o exercício efetivo de sua cidadania. Temos aprendido cidadania em educação? – eu me perguntava, indo conhecer uma obra que é parte de uma rede de outras obras e se expande em todo o território nacional, o Lar Fabiano de Cristo.
Nesse processo, a Educação do Ser - como vem a ser chamada nos textos da obra e de suas experiências formadoras as concepções educacionais que sustentam o edifício pedagógico da instituição - é estimulada e se efetiva através do desenvolvimento da dimensão espiritual. Para tanto, o Lar Fabiano de Cristo oferece em suas atividades sócio-educacionais: formação cognitiva, social, psicológica, moral e espiritual, tendo por base uma educação transformadora focada no desenvolvimento do ser como um todo, quer dizer, em suas múltiplas dimensões. Assentado no cultivo de valores humanos, na difusão da ética e da afetividade nas relações sociais, a Educação do Ser, pois, tem como sustentáculo uma compreensão da espiritualidade, orientada, sobretudo, pelo pensamento espírita. É o que se apreende da fala a seguir:
Regina: Toda ideologia da nossa instituição é voltada para a formação de valores ético-morais, com base na interação espírito-matéria, porque nós acreditamos que o homem não é feito só de matéria. Por isso, o Lar Fabiano parte da lógica de que é essencial educar o Espírito, proporcionando que a semente divina que habita em nós desabroche. A gente entende que para isso, temos que buscar o conhecimento gradual de si mesmo e das leis espirituais soberanas que regem a vida. A partir do relacionamento solidário e fraterno na família e na sociedade poderemos implementar uma ética social que nada mais é do que uma reverência pela vida em todas as suas formas.
O contexto educacional do Lar Fabiano de Cristo, portanto, refere-se ao ser que se educa como Espírito imortal, que se situa em um tempo presente e em um contexto social concreto. Nesse sentido, pensa-se que os direitos humanos, ao envolverem o aspecto relacional e o aspecto dos direitos sociais, civis, políticos, culturais e econômicos são
ferramentas para se compreender as tarefas concretas – e que abarcam as transformações do Espírito – postas pelo nosso tempo.
Conforme consta em seu Estatuto, registrado na cidade do Rio de Janeiro, o Lar Fabiano de Cristo é uma ―associação civil espírita, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, prestadora de serviços de assistência social, no âmbito nacional‖ (LAR FABIANO DE CRISTO, 1985, p. 01).
Segundo disposição estatutária constante no artigo 2º são finalidades do Lar Fabiano de Cristo:
a) Promover a assistência social pelo enfrentamento da pobreza, com proteção à maternidade, à infância, à adolescência, à família, aos idosos e, por extensão, às comunidades carentes a que pertencem.
b) Profissionalizar pessoas para integrá-las as mercado de trabalho e promover a geração de renda.
c) Incentivar o empreendedorismo nas comunidades carentes.
d) Possibilitar a convivência familiar e comunitária da criança, do adolescente e do idoso.
e) Promover a cultura, o esporte e a arte, sempre em consonância com as suas finalidades (LAR FABIANO DE CRISTO, 1985, p. 03).
Sob essa perspectiva o Lar Fabiano de Cristo surgiu, há mais de cinquenta (50) anos, trabalhando com a promoção de famílias em situação de miséria, tendo como foco o amplo amparo à infância, entendendo que tanto quanto saciar a fome do corpo é essencial educar o espírito, para que as situações de miséria material não tragam a miséria moral e que ambas possam ser superadas por uma cultura de vida. Na concepção da instituição, ―promover pessoas em situação de miséria implica educá-las‖ (LAR FABIANO DE CRISTO, RELATÓRIO ANUAL, 2007a, p. 7).
Nessa perspectiva, promover as famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica torna imprescindível mais do que apenas alimentá-las, já que a compreensão do ser que se educa envolve uma totalidade concreta e transcendente. No cotidiano das crianças e famílias atendidas, vê-se sempre esse objetivo sendo lembrado, quando os sujeitos voltavam para suas casas diariamente e se deparavam com realidade diferente do que viviam nos momentos educacionais partilhados na instituição. Era preciso acolher de maneira mais ampla essas visões e suas faces.
É o que nos explica o Diretor Geral do Lar Fabiano de Cristo:
César Reis: Não bastava dar-lhes uma roupa hoje, uma cesta de alimentos amanhã,
um brinquedo no natal. Indispensável é conhecer as causas da miséria e enfrentá-las, seja no aspecto moral, por meio da formação de hábitos e costumes saudáveis; no social, através das políticas sociais básicas, e âmbito político, obtendo participação
cidadã e econômica, graças ao exercícios de atividades produtivas de trabalho e renda. Nesse sentido, para nós que fazemos o Lar Fabiano, assistir é educar, e
educar é orientar na direção do bem comum. Isto significa atuar diariamente,
desde muito cedo, para a fixação de bons hábitos de saúde física e mental, para aquisição de valores da ética social e pessoal e de habilidades que permitem o exercício profissional.
Nessa medida, a instituição em apreço parece se articular de modo a garantir os direitos humanos e, em especial, o das crianças e o da família, abordando-os, como se pode ver, em um contexto de fraternidade, democracia e consciência social (em marcha para a construção da cidadania) como Educação do Espírito. Vejamos o texto que configura mais dos princípios filosóficos que fundam as diretrizes pedagógicas do Lar Fabiano de Cristo:
Criança: "Nenhuma criança deverá ser retirada do lar por motivo de pobreza‖; Família: "De importância vital para o desenvolvimento da pessoa humana.
Acreditamos que ninguém nasce por acaso numa família,
base da sociedade, e que, como tal, deve ser preservada"; Fraternidade -"É o reconhecimento de que somos todos irmãos, independente de raça,
costumes, religiões, idiomas; é a base da construção da solidariedade. Como tal, é preciso aprender a viver em comunidade"; Democracia – "Antes de ser um sistema político, é um processo de relacionamento humano baseado no respeito aos direitos e no cumprimento das obrigações pessoais e sociais. Jamais existirá democracia sem respeito e sem disciplina"; Consciência Social – "Implica nos reconhecermos como seres responsáveis pelo que fazemos, pensamos e sentimos. Enquanto parte do universo, nossa ação deve garantir a sustentabilidade nossa e de cada um".(LAR FABIANO DE CRISTO, Relatório anual, 2007, a, p. 10).
Também, entre estes princípios se vê o alargamento da visão de sujeito