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2.4. TUTUKLAMA

2.4.1. Tutuklama Şartları

Alguns doutrinadores ambientalistas fazem uma confusão homérica entre “licenciamento” e “licença”; fazem uma misturada que demanda perspicácia para o entendimento.

Precisamos nos valer, sem sombra de dúvidas, de doutos administrativistas.

Deve ser entendida a licença ambiental como um instrumento hábil; em outras palavras, um ato administrativo necessário para estabelecer condições, restrições e medidas de controle ambiental a todo aquele – pessoa física, jurídica, pública ou privada – que for instalar, ampliar e operar empreendimento ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental ( art. 1º, II, da Resolução Conama, n. 237/97).

2.1 Instrumentos de controle ambiental.

Condicionamentos, os mais variados, são exigidos pelas atividades humanas, cujo principal objetivo é o de proteger a qualidade do meio ambiente. A tutela dessa qualidade é obtida através de estratégias legislativas por parte das autoridades públicas.

As atividades devem ser controladas; e, para o nosso desiderato, interessa o estudo da licença, da autorização e da permissão, porque são os atos administrativos que mais se adéquam aos misteres do direito ambiental; e porque não dizer, também, o estudo de impacto ambiental, já visto anteriormente.

Há de entender-se que a licença, a autorização e a permissão são atos administrativos (repita-se) negociais. Contudo, esses institutos se apresentam de maneira díspares, isto é, cada um tem a sua finalidade precípua.

O direito administrativo prevê a “licença” como elemento de caráter definitivo, só podendo ser revogado por interesse público relevante, quando, então, deverá o interessado ser indenizado.

Por outro lado, o mesmo não acontece com as autorizações e as permissões, que são atos administrativos concedidos a título precário, podendo serem revogados “ad nutum”, não cabendo indenização. Enquadram-se esses dois últimos institutos no campo da discricionaridade (conveniência e oportunidade).

Enquanto que a licença é definitiva no campo administrativo, no ambiental essa qualidade não é verificada; apresenta prazo pre- estabelecido, que deve ser observado, podendo, no entanto, ser renovado.

Sabemos que, com fulcro no Direito Administrativo, a autorização e a permissão podem ser revogadas a qualquer tempo; a licença também pode, desde que seja constatada que a empresa está causando degradação ao ambiente. Por uma questão de bom senso e, até, de justiça, sendo revogado o contrato de licença ambiental, o contratante deve ser indenizado, tendo em vista que a sua atividade demandou um custo e, por essa razão, não por bel prazer a administração pública, de súbito, desfaz o contrato, ou não o prorroga. Deve arcar com as conseqüências indenizatórias; do contrário pode ser considerado, o ato odioso, como um enriquecimento ilícito ou uma simples usurpação de um bem.

2.2 Competência na outorga das licenças ambientais

O Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA – é integrado por órgãos das esferas de governo; e estes têm competência para outorgar as licenças ambientais, cabendo estas ao IBAMA, em se tratando de atividade potencialmente degradadora do meio ambiente92.

Esclareça-se que, no caso de instalação de usinas nucleares, só à União tem competência para tanto93.

2.3. Permissão, concessão e autorização ambientais

Certos doutrinadores e, até, normas legislativas, não raro, confundem o instituto da permissão com o da autorização. Costumam dizer: “é permitido”, “não será autorizado”, etc, quando deveriam dizer: “é autorizado”, “não será autorizado”, vejamos:

2.3.1. Permissão94

É o ato administrativo negocial, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo, ou o uso especial de bens públicos, a título gratuito ou remunerado, nas condições estabelecidas pela Administração.

Tal instituto não há de confundir-se, nem com o da concessão, nem tão pouco com o da autorização.

93 Art. 21, XXIII, a, b, c, da CF/88

2.3.2. Concessão95

A concessão é ato administrativo bilateral; não discricionário, porque não se trata de precariedade. Por esse ato, contrata-se um serviço de utilidade pública e, não é revogável, salvo necessidades públicas ou o não cumprimento do contrato pela contratada; e mesmo assim, cabe indenização, posteriormente aos competentes estudos da administração pública96.

2.3.3. Autorização

É um ato negocial, administrativo, precário, discricionário (com emprego da oportunidade e da conveniência).

Por esse instituto, o Poder Público consente uma atividade de interesse exclusivo ou predominante do particular.

Daí, é óbvio que a “permissão” a que se refere o art. 26, b, do Código Florestal ( Lei n. 4.771/65), trata-se, na verdade, de uma autorização, porque esse dispositivo considera contravenção penal “cortar árvore em florestas de preservação permanente, sem

95 MEIRELES, Hely Lopes. Direito Administrativo, p. 126 96 Idem

permissão da autoridade competente”. Diz o art. 1º, § 1º, da Lei 5.197/67 ( Proteção da Fauna), in verbis: “se peculiaridades regionais comportarem o exercício da caça, a permissão será estabelecida em ato regulamentar do Poder Público Federal”.

No caso acima é enquadrado como autorização, embora, em alguns casos, possa entender-se como permissão, no sentido do uso do bem público (exemplares da fauna ). O art. 3º da mesma lei é mais complicado, porque proíbe o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem sua caça, perseguição, destruição ou apanha.

De acordo com o acima explanado, e, tendo em vista princípio do direito, no caso de haver uma proibição geral é que ninguém tem direito subjetivo ao exercício de dita atividade. Aí, trata-se de autorização.

Mas, o § 2º do art. 2º da citada lei, diz, in verbis:

“Será permitida, mediante licença da autoridade competente, a apanha de ovos, larvas e filhotes, que se destinem aos estabelecimentos acima referidos (...criadouros devidamente legalizados”), bem como a destruição de animais silvestres considerados nocivos à agricultura ou à saúde pública”.

Acorde-se para o que disse o dispositivo: “ permissão mediante licença”. Se é permissão, não é licença, e vice versa. Na verdade, permissão mediante licença é pura confusão terminológica. Poderia o legislador falar em “autorização” , que não estaria a merecer, com a devida venia, qualquer crítica. Em suma, deveria dizer: “Será autorizada pela autoridade competente (...)”.

3. Espécies de licenças ambientais e prazos de validade das