II. Çerçeve Reklamların Gelişimi
5. Televizyonların Öz Tanıtımlarının Çerçeve Reklam veya Bölünür Ekran Olarak Nitelendirilmesi
ESCOPO
O presente capítulo pretende refletir sob o escopo dos comportamentos de risco à saúde, mais precisamente em adolescentes. A reflexão sobre essa temática se torna relevante diante da necessidade de caracterizar os principais comportamentos de risco à saúde e identificação do contexto de grupos mais vulneráveis. Desta maneira, propõe-se refletir sobre monitoramento dos níveis de saúde da população jovem, auxiliando dessa forma, na elaboração de políticas públicas e ações de intervenção para esta população.
CARACTERIZAÇÃO E CONCEITUAÇÃO
Os comportamentos de risco e proteção para a saúde contribuem para as principais causas de morbidade entre jovens e adultos. Muitos destes comportamentos se iniciam durante a infância e adolescência, estão inter-relacionados e são evitáveis (FARIAS JR., et al., 2009; Da SILVA; HARDMAN; BARROS, 2015).
Segundo Rothman e colaboradores (2011), o risco usualmente é utilizado como sinônimo de probabilidade, assim como sinônimo de perigo. Sendo assim, os autores definem o risco como a probabilidade de um evento ocorrer durante um período de tempo específico. Para Schenker e Minayo (2005), risco é uma consequência da livre e consciente decisão de se expor a uma situação na qual se busca a realização de um bem ou de um desejo, em cujo percurso se inclui a possibilidade de perda ou ferimento físico, material ou psicológico. Já para Almeida Filho, Castiel e Ayres (2013), é uma terminologia polissêmica e há controvérsias quanto a sua origem, no idioma português. Pode ter originado do latim riscu, risicu, como do espanhol risco-penhasco escarpado. Na época medieval, o termo significava “penhasco”, “perigo do oculto”, o que poderá explicar o significado utilizado na teoria epidemiológica.
Entende-se por fatores de risco as condições ou variáveis associadas à possibilidade de ocorrência de resultados negativos para a saúde, o bem-estar e o desempenho social. Gasparotto e cols. (2013) afirmam que os estudos sobre comportamentos e fatores metabólicos de risco à saúde, direcionados à população jovem, são necessários para detectar precocemente sintomas ou irregularidades fisiológicas, tendo em vista que estes sintomas, muitas vezes, são agudos, mas em longo prazo desenvolvem doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT). Estes fatores se referem a características dos indivíduos; outros, ao seu meio microssocial; outros, ainda, a condições estruturais e socioculturais mais amplas, mas, geralmente, estão combinados, quando uma situação considerada social, intrapsíquica e biologicamente perigosa se concretiza. Por exemplo, no caso de dirigir em alta velocidade, o adolescente pode aumentar a probabilidade de ter um acidente, e também sofrer sanções legais, conflitos com os pais, perda de interesse na escola ou culpa e ansiedade.
Existem diversas formas de se colocar em risco, danificando ou podendo vir a prejudicar a saúde física e psíquica dos adolescentes. Os principais comportamentos de risco são: abuso de substâncias tóxicas e de bebidas alcoólicas; vivência de uma sexualidade não controlada ou com relações de risco, com uso ineficaz dos métodos contraceptivos; adoção de comportamentos mais arriscados tornando o adolescente propício a distrações ou acidentes e alteração súbita de peso, como atividade física ausente ou insuficiente (COUTINHO, et al., 2011; ROSA; GONÇALVES; ANTUNES, 2012).
Nos Estados Unidos, um estudo realizado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicou que muitos estudantes do ensino médio tiveram, nos últimos 30 dias antes do estudo, comportamentos de risco à saúde associados às principais causas de morte entre pessoas com idade entre 10 e 20 anos. Entre os principais comportamentos estão consumo de álcool, utilização de maconha, violência física e tentativa de suicídio, entre outros (MMWR, 2012).
A literatura especializada defende que a identificação e mudança de determinados comportamentos podem contribuir para a prevenção de algumas doenças ou retardar seu aparecimento (FEIJÓ; OLIVEIRA, 2001; PALMA; ABREU; CUNHA, 2007). Para estes autores, o risco se apresenta como algo que surge no presente, com força para predizer o futuro e, assim, decidir sobre o que é (ou seria) desejável. A expressão “comportamento de risco” pode ser definida como participação em atividades que possam comprometer a saúde física e mental do adolescente. Muitas dessas condutas podem iniciar apenas pelo caráter exploratório do jovem, assim como pela influência do meio (grupo de iguais, vídeo clipes, relatos da mídia de celebridades e a família); entretanto, caso não sejam precocemente identificadas, podem levar à consolidação destas atitudes com significativas consequências nos níveis individual, familiar e social. Ainda segundo esses autores, para uma avaliação de comportamento de risco na adolescência, é necessário entendimento da dimensão psicossocial na qual o jovem está inserido. Vivemos um período de intensa pressão socioeconômica, no qual os adolescentes integram uma população ativa profissionalmente, muitas vezes, com parte de contribuição na renda familiar.
Uma abordagem de resiliência fornece uma estrutura para entender porque alguns jovens não se envolvem em tais comportamentos. O apoio e a comunicação entre pais e filhos e monitoramento parental são exemplos de características de proteção que reforçam a resiliência do adolescente. O papel da família na previsão de adoção de comportamentos de risco dos jovens tem sido enfatizado, incluindo o mau acompanhamento parental e apoio e má comunicação entre pais e filhos. O grau de tomada de risco pelos adolescentes pode ser visto como o resultado de uma interação complexa entre fatores de risco e fatores de proteção (ALWAN et al., 2011). Por exemplo, uma criança de uma família monoparental (fator de risco) é menos propensa a se envolver em comportamentos de risco na presença de bons pais (fator de proteção).
Sobretudo quando se trabalha com adolescentes, o conceito de risco, tal como visto pela epidemiologia, não é suficiente, pois nessa ótica é entendido, apenas, segundo suas consequências negativas. No exemplo anterior está claro que um adolescente que dirige em alta velocidade, a princípio, busca prazer e não vir a ter dor e sofrimento. Em geral, está em busca de extroversão, prazer, novas sensações, compartilhamento grupal, diferenciação, autonomia, dentre outras coisas. E nessa procura não se considera o cálculo do perigo a que se expõe.
Determinados comportamentos de risco podem ser precedidos por outros, assim como dois ou mais comportamentos de risco podem coexistir, o que comprova existir uma inter- relação entre eles. Estudo demonstrou, por exemplo, que consumir bebidas alcoólicas aumenta em 15 vezes a chance de um adolescente ser fumante (FARIAS JR.; MENDES; BARBOSA, 2007). Outro estudo, realizado entre os jovens da população de Uruguaiana (RS), comprovou que 20% dos entrevistados apresentaram dois ou mais comportamentos de risco simultâneos em análise (COUTINHO, et al., 2011). A proporção de adolescentes expostos a comportamentos de risco à saúde é alta, principalmente ao considerar a exposição simultânea a diferentes comportamentos.
Apresentaremos, a seguir, alguns dos fatores de risco à saúde prevalentes em adolescentes, a partir da contribuição de estudos que apontam essas situações como preocupantes e alarmantes pelo crescente número de casos entre jovens.
VIOLÊNCIAS, ACIDENTES E CAUSAS EXTERNAS
Na atualidade, o impacto da morbimortalidade por causas externas (violências e acidentes) constitui um dos maiores desafios no âmbito da Saúde Pública Mundial (MS/ SVS, 2013). Os profissionais que atuam na prevenção precisam saber desse outro lado da questão, sob pena de não desenvolverem uma compreensão suficientemente ampla e profunda do fenômeno. Uma preocupação essencial da educação para a saúde seria, pois, discutir com os adolescentes os riscos associados aos comportamentos nos quais se engajam, mas tendo o cuidado de não desconhecer o lado prazeroso desse engajamento.
Este incremento da mortalidade por violência e acidentes, assim como o número de sequelas devido a tentativas de homicídios e acidentes de transporte terrestre, tem contribuído significativamente para a redução da expectativa de vida de adolescentes e jovens e da qualidade de vida da população.
Bannink e colaboradores (2014), em estudo randomizado longitudinal, investigaram o impacto de um programa de desenvolvimento juvenil em Hong Kong, sobre comportamentos de risco atuais, incluindo a delinquência, uso de diferentes tipos de drogas e suas intenções de participar em comportamentos de risco no futuro. Os resultados demonstraram que adolescentes que receberam as intervenções do programa exibiram aumentos significativamente mais lentos em comportamentos delinquentes e uso de substâncias em comparação com os participantes do controle. Durante dois anos, após a conclusão do programa, as diferenças nos comportamentos de risco de jovens dos dois grupos ainda existiam. Estes resultados sugerem que as ações têm efeito em longo prazo na prevenção dos comportamentos de riscos em adolescentes, pela promoção da Saúde na adolescência.
No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio de sua Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), implantou o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), constituído por dois componentes: a) Vigilância de violência doméstica, sexual e/ou outras violências interpessoais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Viva/SINAN); e b) Vigilância de violências e acidentes em unidades de urgência e emergência (Viva Inquérito). Considerando que as violências e os acidentes exercem grande impacto social e econômico, sobretudo no setor Saúde, e que intervenções pautadas na vigilância, prevenção e promoção da saúde são fundamentais para o enfretamento desse problema (MS/SVS, 2013). O objeto de notificação do Viva/Sinan é a violência doméstica, sexual e outros tipos de violência (psicológica/moral; financeira/ econômica; tortura; tráfico de pessoas; trabalho infantil; negligência/abandono; intervenção por agente legal) contra mulheres e homens de todas as
idades. Nos casos de violências interpessoais e de violência urbana, excetuam-se homens adultos (com idade de 20 a 59 anos). A notificação é compulsória, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), e se justifica em situações de violência envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e idosos, conforme determinado pelas Leis de número 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), número 10.741/2003 (Estatuto do Idoso). Em adolescentes brasileiros, a violência física (65,3%) é o tipo de violência mais comum na faixa etária de 10 a 19 anos de idade. A maior parte dos atendimentos envolve um amigo ou conhecido como provável autor da agressão (20,0%).
SENTIMENTOS DE TRISTEZA E INTENÇÃO DE SUICÍDIO
O suicídio é um tema complexo que envolve várias áreas de investigação, fatores biológicos, genéticos, psicológicos (conscientes ou inconscientes), sociais e culturais. As definições variam e focam diferentes aspectos; entre elas o ato humano de provocar a cessação da própria vida, ou seja, uma ação auto-infligida que provoca a morte (VILAS BOAS, 2011).
Alguns jovens, frente à procura da saída de um problema ou crise, apresentam um sofrimento intenso, associado às necessidades frustradas, sentimentos de desesperança e desamparo, conflitos entre um estresse intolerável e a sobrevivência, de maneira que provoca uma percepção vaga do futuro e poucas opções para sair dessa crise, onde o sujeito percebe a necessidade de escapar.
Segundo Benincasa e Rezende (2006), o suicídio e suas tentativas são a segunda causa de internações na população de 10 a 19 anos do sexo feminino na rede SUS. Os autores acrescentam que o sentimento de tristeza é considerado um comportamento de risco quando associado ao suicídio. Algumas situações cotidianas como discussões dos pais, solidão e traição de amigos e ou namorado(a) foram apontadas como fatores de risco para tristeza entre adolescentes. Nesta situação, um fator de proteção poderia ser alguém confiável para conversar ou oportunizar espaços de escuta em programas de proteção à saúde e à vida.
USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS
Sabe-se que o consumo de álcool é um dos importantes problemas de saúde pública do Brasil e do mundo, já que, além de afetar a saúde física da pessoa que utiliza, também afeta o relacionamento familiar, social e as condições de trabalho. Sabe-se também que o uso precoce
de álcool e de outras drogas entre os jovens vem aumentando, o que traz consequências psicossociais diversas.
Segundo Rosa, Gonçalves e Antunes (2012), o tabaco está associado a problemas relacionais, comportamentais e emocionais. Os mesmos autores, com base em estudos realizados nos Estados Unidos com jovens, afirmam que aqueles que já experimentaram tabaco e os consumidores regulares consideram-se menos felizes, possuem mais sintomas de mal-estar físico e psicológico, têm uma alimentação menos saudável, fazem mais dietas e expressam maior desagrado com a imagem corporal.
Esses altos índices de consumo precoce de álcool entre jovens são demonstrados em diversos estudos realizados, como a pesquisa feita em 2009, com alunos do nono ano (idade entre 14-15 anos) do Ensino Fundamental das diversas capitais brasileiras, que mostrou que 71,4% dos entrevistados já experimentaram bebidas alcoólicas alguma vez na vida (MALTA, et al., 2011).
Segundo Strauch e colaboradores (2009), entre os fatores de risco para esse crescente consumo de álcool pelos jovens podem ser citadas a facilidade de acesso e a fiscalização ineficaz, a pior condição socioeconômica, a alta permissividade, a influência familiar negativa que leva os jovens ao contato com o álcool e à presença de propagandas massivas sobre bebidas na mídia (BAUS; KUPEK; PIRES, 2002; VENDRAME, et al., 2009).
Segundo os jovens entrevistados em pesquisa realizada em Belém, o consumo de bebida alcoólica está associado, em sua maioria, à diversão, alegria, e também, para alguns, significa um modo de não pensar nos problemas. Identificou-se também que o fato da ingestão ser somente de cerveja, em relação às demais, infere que o indivíduo não é alcoolista, uma vez que, na concepção dos entrevistados, o indivíduo, para ser considerado alcoólatra, não consome somente uma singularidade de bebidas e, sim, um conjunto diversificado delas (Da SILVA; De SOUZA, 2011).
Modelli; Pratesi e Tauil (2008) afirmam que as consequências desse consumo abusivo de álcool ocorrem em curto prazo, com o aumento do índice de acidentes de trânsito, e em longo prazo. Essas situações são fatores de exposição para problemas de saúde na idade adulta, além de aumentar significativamente o risco do indivíduo se tornar um consumidor em excesso ao longo da vida (STRAUCH, et al., 2009).
Para Silva, Dias e Vieira (2010), as consequências desse uso de drogas ilícitas podem ser o surgimento de doenças que afetam a saúde física e mental dos jovens e o estímulo a comportamentos violentos, o que afeta a personalidade do jovem em formação e leva a um ciclo vicioso de mais consumo de drogas e consequentes atos violentos.
O uso de substâncias entre os adolescentes pode levar a uma variedade de consequências prejudiciais. O tabagismo, etilismo e uso de maconha pode aumentar lesões acidentais ou intencionais, crimes, transtornos do humor e mortalidade, e pode complicar o normal desenvolvimento psicossocial. A prevalência de tabagismo, etilismo e uso de maconha é maior nos meninos do que nas meninas e aumenta com a idade. Análises multivariadas ajustadas segundo a idade mostrou que várias características individuais (por exemplo, tentativa suicida e evasão escolar) e características no nível de família (por exemplo, mau acompanhamento familiar) estão associadas com o uso de substâncias entre os estudantes (ALWAN et al., 2011). Os resultados sugerem que os programas de promoção da saúde devem abordar, simultaneamente, vários comportamentos de risco e ter em conta uma vasta gama de características psicossociais dos estudantes nos níveis individuais e familiares.
No Brasil, há jovens em condições de vulnerabilidade social que se envolvem em altas taxas de uso de substâncias e comportamentos sexuais de risco (MORRISON; SMITH; AKERS, 2014). O uso de substâncias como álcool, ecstasy ou metanfetaminas, entre os adolescentes em risco no Brasil, tem sido associado à exposição à violência, crime, negligência, baixa situação econômica e falta de moradia. Além disso, adolescentes que estão expostos à violência em casa ou na sua vizinhança ou que são de origens socioeconômicas baixas são mais propensos a se envolver em comportamentos sexuais de risco.
ALIMENTAÇÃO E TRANSTORNOS ALIMENTARES
Na adolescência, vários fatores podem influenciar na escolha e hábitos alimentares, tais como situação financeira familiar, convivências sociais, imagem corporal, alimentos consumidos fora da casa, aumento do consumo de alimentos semipreparados e influência da mídia. Dietas inadequadas, com elevado teor de lipídico de energia e carboidratos simples, podem ser consideradas fatores de risco para doenças crônicas e obesidade (BERTIN, et al., 2008; CHIARELLI; ULBRICH; BERTIN, 2011). Através de uma avaliação precisa do consumo alimentar e estado nutricional em adolescentes, é possível identificar hábitos alimentares inadequados que levem ao desequilíbrio nutricional desfavorável e ao bom funcionamento do organismo.
A qualidade da dieta dos adolescentes permite obter um parâmetro para fundamentar a elaboração de indicadores de saúde nutricional que possibilitem intervenções precoces e o monitoramento dos principais fatores dietéticos. A alimentação saudável está associada à
redução da ocorrência de mortes prematuras, causadas por doenças cardiovasculares e câncer (WENDPAP, et al. 2014).
Atualmente, o culto a estética, impulsionado pela indústria da magreza e da beleza, proporciona lucros para os mais diversos grupos econômicos, como produtos alimentícios, indústria da moda, tecnologia médica, entre outros. Assim, dá alicerce à adesão de uma sociedade obstinada por um corpo socialmente considerado belo e perfeito, segundo os padrões hegemônicos.
A mídia se encarrega de passar e repassar a cultura do belo, que sustenta a ideia de que, por exemplo, uma mulher, para ser bonita e socialmente aceita, precisa ser “muito” magra, levando, especialmente as adolescentes, aos assim denominados “comportamentos e práticas inadequadas para o controle de peso” (VALE; KERR; BOSI, 2011). Os autores afirmam que, entre essas complicações, situam-se os transtornos do comportamento alimentar (TCA), que se expressam em distintas modalidades: anorexia nervosa (AN), bulimia nervosa (BN) e, dependendo da classificação utilizada, o transtorno alimentar não especificado (TANE), no qual se inclui o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP). Outros transtornos relacionados ao comportamento alimentar são também mencionados na literatura, tais como drunkorexia, ortorexia e vigorexia.
No Brasil, o reconhecimento da questão como problema sócio sanitário ainda é recente, sendo escassos os estudos disponíveis, sobretudo epidemiológicos, ainda que se registrem estudos de maior amplitude nos últimos anos, dentre os quais se localizam importantes investigações sobre imagem corporal e TCA em adolescentes e segmentos específicos da população jovem adulta (VALE; KERR; BOSI, 2011).
COMPORTAMENTO SEXUAL
Os adolescentes costumam ser vulneráveis a comportamentos de riscos para aquisição de doenças sexualmente transmissíveis (DST). O Brasil tem uma das mais altas taxas de fertilidade de adolescentes no mundo. A desigualdade de renda tem sido frequentemente ligada à saúde dos adolescentes em geral, mas os estudos que analisaram a sua associação com a fertilidade dos adolescentes têm sido realizados apenas em países desenvolvidos (CHIAVEGATTO FILHO; KAWACHI, 2015).
Os riscos relacionados à atividade sexual, especificamente, são a primeira relação sexual cada vez mais precoce e, como consequência, um número maior de parceiros sexuais e,
desta maneira, maiores riscos de gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e AIDS (MENDOZA, et al, 2012). Segundo estes autores, há evidências que o início da atividade sexual inicie por volta dos 16 anos, com um alto índice de gravidez em adolescentes, assim como o uso indevido de métodos de contracepção. O impacto da gravidez na adolescência é psicossocial e leva à deserção escolar, maior número de filhos, fracasso na relação do casal e menores ingressos pelo resto da vida.
A contracepção de emergência é uma alternativa válida, porém quanto mais distante estiver a ingestão da medicação do ato sexual desprotegido de métodos anticoncepcionaismelhor, pois este método está condicionado ao disciplinamento. As formulações hormonais de progesterona isoladas ou combinadas a estrógenos (método Yuspe), habitualmente usadas para contracepção de emergência, são efetivas quando tomadas decorridas 72h a 120h pós-coito. No entanto, têm maior efetividade quando a primeira dose é administrada nas primeiras 12h, ou na opção de dose única, seguindo o mesmo critério (ARAUJO; COSTA, 2009).
A literatura aponta diferentes comportamentos em relação à utilização de métodos contraceptivos pela população adolescente. Há adolescentes que utilizam a contracepção como regra, enquanto outros negligenciam este meio de prevenção. Segundo Chelhond- Boustanie e colaboradores (2012), o conhecimento dos métodos de contracepção e uma conscientização sobre o risco em adolescentes poderia melhorar os problemas de saúde sexual e reprodutiva na adolescência. São funções dos profissionais da saúde promover o conhecimento dos métodos contraceptivos, as vantagens da sua utilização e as consequências de uma vida sexual sem prevenções.
O motivo pelo qual alguns adolescentes não usam anticoncepcionais, não parece ser a falta de informação sobre a necessidade de se utilizar métodos contraceptivos nas relações sexuais. O que ocorre é que a informação não se traduz em comportamento efetivo para programar um comportamento contraceptivo adequado. Mesmo quando existe conhecimento suficiente e acesso a algum método contraceptivo, pode existir ambivalência quanto ao uso, pois utilizá-lo implica assumir e expressar a sua sexualidade, o que pode ser algo difícil para os adolescentes, especialmente do sexo feminino (SOUSA; GOMES 2009). As moças esperam que o parceiro tenha o preservativo na hora de usá-lo, pois não consideram responsabilidade sua. Isto aumenta a vulnerabilidade feminina em relação às doenças sexualmente transmissíveis (TAQUETTE, 2005). Por outro lado, existe ainda o mito de que um ato sexual sem proteção é considerado mais romântico.
possuírem um bom nível de conhecimento sobre métodos contraceptivos, não utilizaram