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TEDARİK ZİNCİRİ SİSTEMİNDE LOJİSTİK YÖNETİMİ 56 

2. TEDARİK ZİNCİRİ YÖNETİMİ 15 

2.18. TEDARİK ZİNCİRİNİN YÖNLENDİRİCİ UNSURLARI VE SÜREÇLERİ 55 

2.18.2. TEDARİK ZİNCİRİ SİSTEMİNDE LOJİSTİK YÖNETİMİ 56 

Desta forma, o governo do estado enxergou na cultura, pela primeira vez, a chance de criar um cartão de visitas para a cidade que, por se dizer moderna, deveria possuir uma orquestra sinfônica também moderna: uma orquestra sinfônica estável, tutelada pelo Estado e que viesse a minimizar o preconceito auditivo ligado a uma educação deficitária, ampliando os horizontes da sociedade como um todo.

O projeto da Orquestra Sinfônica foi traçado para uma cidade acostumada a receber seis óperas por ano, buscando-se preencher o vazio existente na área da cultura. Na ocasião, foi encaminhado para aval do governador Antônio Aureliano Chaves de Mendonça um projeto assinado pela então Diretora Artística do Palácio das Artes, Sra. Norma Graça Silvestre, que previa a dissolução da Sociedade Mineira de Concertos Sinfônicos (SMCS) e a convocação imediata de um concurso público para preenchimento dos quadros de uma nova orquestra. O texto previa ainda que os antigos músicos que não optassem pela participação nas provas fossem aposentados com os benefícios previstos na lei.

Segundo o texto original, o governo autorizava a concessão de auxílio financeiro à Fundação Palácio das Artes para implantação de uma orquestra

sinfônica:27O financiamento revelou-se essencial para a divulgação e realização dos

trabalhos de implantação da nova orquestra, que incluíam dois editais: um para maestro titular e outro para músicos de todos os naipes, com plena divulgação na mídia nacional.

Nesta fase, o primeiro concurso para maestro teve a banca julgadora presidida pelo maestro Isaac Karabtchevsky e integrada pelos maestros Eleazar de

Carvalho e Sebastião Viana, pela professora Norma Graça Silvestre – representando

a administração do Palácio das Artes – e pelo violoncelista Milton Antônio da Cunha.

27 Fonte: PUBLICAÇÃO - MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 03/09/1976 p. 32 COL. 1

Após essa fase, em que o maestro Wolfgang Gröth28 obteve o cargo de regente titular, procedeu-se à escolha dos instrumentistas. O resultado da seleção foi de 30 músicos brasileiros (vários oriundos da Orquestra Sinfônica da Polícia Militar de MG), restando então trinta vagas.

Como acontecera em 1948, iniciou-se uma busca em massa por músicos no exterior, mais precisamente nos EUA e na Europa, onde foram anunciadas audições em escolas de música de excelência, como a Universidade da Julliard School, de Nova York, e a UCLA, de Los Angeles, além dos Conservatórios de Paris, Milão e Munique. Outras audições aconteceram na antiga Tchecoslováquia e na Hungria, onde, porém, as permissões documentais para que os músicos selecionados pudessem viajar fracassaram.

A opção por contratar estrangeiros encontrou opositores, que defendiam a participação única de brasileiros, mas o superintendente do Palácio das Artes, Hélcio Ulhoa Saraiva, afirmou o compromisso do governo de garantir as mesmas condições salariais aos brasileiros e aos estrangeiros, dando prioridade aos brasileiros apenas no preenchimento das vagas (ESTADO DE SÃO PAULO, 1978, p. 2)

Devido ao fato de apenas 46 inscritos do Brasil terem passado nos testes foram admitidos mais 40 estrangeiros. Na época, foi adquirido também, um grande número de instrumentos de relativa qualidade para equipar a orquestra, mediante verba específica do governo de Minas.

O contrato salarial, baseado na CLT, temporário, equivalia a mil dólares para um regime de trabalho de trinta horas semanais, em alguns casos com mais 3 horas de aula semanais para os alunos da Schola Cantorum, do Palácio das Artes, visando a formação de futuros componentes da orquestra. A vinculação do salário à moeda americana beneficiava todos os músicos, mas, poucos meses depois, apenas os estrangeiros passaram a ser contemplados dessa forma, o que causou mal-estar entre os profissionais da orquestra.

28O maestro Wolfgang Gröth faleceu em 4 de novembro de 1998. A notícia repercutiu na cidade

quando um jornal da Suíça publicou uma matéria que informava que Wolfgang Groth, diretor musical substituto do teatro em Kaiserslauten, Alemanha, teria se suicidado (enforcado), deixando uma nota que dizia: "Eu não posso continuar... Estou muito cansado." A matéria relatava, ainda, que os motivos estariam relacionados à sua rejeição pela Kaiserslautern Symphony Orchestra.

Em 16 de setembro de 1976, ocorreu a estreia oficial da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, em concerto oficial no Grande Teatro do Palácio das Artes, com reprise no dia 18. Suas atividades mantiveram-se contínuas desde este dia até hoje. Com 46 músicos efetivos e sob a regência do Maestro Wolfgang Gröth, a orquestra executou a abertura da ópera La Clemenza de Tito, de Mozart, a Sinfonia n.1, de Villa-Lobos, Pavane pour une Enfante Défunte, de Maurice Ravel e a Sinfonia n.1 em Dó Maior, de Beethoven (ARS MEDIA, 1977, p. 2).

A capa do programa de estreia levava estampada a sugestiva imagem das pedras de Minas Gerais, como se representasse a pedra fundamental de uma obra sólida que estava sendo lançada para o futuro (ANEXO E). Na ocasião foi descerrada uma placa como registro da inauguração, com o devido discurso do governador Antônio Aureliano Chaves de Mendonça, no qual deixava estampado um recado para o futuro. Segundo o governador, à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais estavam sendo garantidos recursos que permitiriam o seu pleno desenvolvimento em prol de um trabalho altamente dignificante e sem chances de deixar de ampará-la, dando-lhe condições de permanência no cenário cultural do Estado.

Graças a esse alicerce a atividade da OSMG alcançou, em pouco tempo, o reconhecimento e a adesão do público e da imprensa através de projetos ao ar livre

e gratuitos, como os “Concertos para a Juventude” e “Domingo no Parque” que

tiveram grande repercussão e contribuíram para a popularização da música sinfônica na cidade e para a formação de novas plateias. Apesar do sucesso das apresentações, que levava mais de três mil pessoas a cada evento, os trabalhos foram logo interrompidos devido a mudanças da programação da Orquestra. Na mesma época, a OSMG iniciou viagens itinerantes pelo interior no intuito de levar música de qualidade a todos os cantos do Estado.

Antes do final do ano de 1977, o Palácio das Artes faria a montagem da ópera Um Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi, marcando a participação conjunta dos três corpos artísticos: OSMG, Companhia de Dança e Coral Lírico.

Na época, os recursos humanos da OSMG ficaram constituídos por um gerente, responsável pela organização de um corpo efetivo de 86 músicos e pela logística relativa às apresentações, desde montagem de palco até as viagens da

orquestra para outras localidades, contratação de instrumentistas a cachê quando um maior contingente se fizesse necessário; um secretário de orquestra (espécie de inspetor), encarregado das listas de presença, agenda informativa para os músicos e material da programação para divulgação; uma equipe técnica para montagem de palco e uma seção de musicoteca para preparação, distribuição e arquivamento de partituras.