• Sonuç bulunamadı

C. Sorumluluğa İlişkin Sebeplerin Yarışması

III. Tazminat Davaları

Na última questão, em que se buscava investigar como esse aluno pesquisado vê o papel da arte na escola, pois sua formação está voltada para que ele desempenhe o papel de professor de arte nesta escola que ele descreve.

Diante da questão “Para você qual é o papel da arte na escola?”, as respostas foram muito diversas, mas se concentram nas funções descritas abaixo, aparecendo como fator de desenvolvimento para:

• O Conhecimento e a cultura;

• A Criatividade e a liberdade de expressão e • A Sensibilidade .

Para a maioria dos sujeitos pesquisados o papel da arte na escola está em desenvolver o conhecimento do aluno e ampliar a sua cultura. Para eles, por meio da arte, é possível fazer com que o educando passe a refletir, a observar e analisar o mundo que o circunda. Declaram que o papel da arte é, por exemplo:

Trazer culturas, artes, de outros lugares para cada vez ter mais conhecimentos. É aproximar a educação da cultura. A meta da arte na educação é: conheça, aprecie e produza arte. O papel arte na escola, e tentar passar um pouco de conhecimento, cultura, o fazer artístico entre outras coisas...

Tais posicionamentos mostram uma preocupação que estes alunos de arte têm com o desenvolvimento dos educandos e da importância da arte no contexto escolar. Revelam um sentimento de responsabilidade e compromisso

frente à tarefa de ensinar arte e ampliar o universo cultural dos alunos, pensamento este que considera que:

Não podemos entender a cultura de um país sem conhecer sua arte. Sem conhecer as artes de uma sociedade, só podemos ter conhecimento parcial de sua cultura, Aqueles que estão engajados na tarefa vital de fundar a identificação cultural não podem alcançar um resultado significativo sem o conhecimento das artes. (BARBOSA, 1998, p.16)

Um dos sujeitos explicita o seu entendimento do papel do arte educador, defendendo que:

O papel do educador de arte é levar aos seus alunos conhecimentos, vivenciando uma situação, reproduzindo imagens, constituindo códigos de comunicação autônomo e expressivo, exercitando pensamento através da música, da dança, do teatro, desenvolver mecanismo de percepção crítica. (sujeito pesquisa)

Muito próximo do índice das respostas anteriores, é possível constatar os alunos que acreditam ser o papel da arte na escola, aquele que se relaciona ao desenvolvimento da criatividade e da possibilidade da liberdade de expressão. Seus discursos revelam uma ligação da arte na escola com a importância do momento de liberdade de criação e expressão, fazendo ligação dessa expressão com o sentimento:

Transformar a visão de arte, não condicionar o aluno às criações restritas, impostas pelo professor. Fazer com que o aluno pinte suas obras da cor que lhe parecer cabível. Não “podar” sua criatividade e imaginação. Estimular a representação dos sonhos num papel e fazer com que a arte seja um motivo de alegria, de expressão de sentimentos. É levar estes alunos a conhecer o seu potencial, sua liberdade da expressão, pensamentos e desejos. A arte exerce um papel muito importante na vida da criança.

Com certeza é o papel principal, com arte as crianças tem a liberdade para se expressar, tanto no desenho, na dança e música, também no teatro.

A concepção que estes alunos evidenciam sobre o ensino de arte como forma de se expressar livremente para desenvolver a criatividade e de liberação emocional são aspectos importantes na arte-educação, mas merecem uma atenção especial, pois podem condicionar a ação dos professores a uma atividade espontaneísta como bem lembra Barbosa (2002, p.21):

Aqueles que defendem a Arte na escola como meramente para liberar emoções devem lembrar que podemos aprender muito pouco sobre nossas emoções se não formos capazes de refletir sobre elas. Na educação, o subjetivo, a vida interior e a vida emocional devem progredir, mas não ao acaso. Se a arte não é tratada como conhecimento, mas somente como um “grito da alma”, não estaremos oferecendo uma educação nem no sentido cognitivo, nem no sentido emocional. Por ambas a escola deve se responsabilizar. (BARBOSA, 2002, p.21)

A preocupação com o desenvolvimento da sensibilidade, também, aparece entre as respostas dos alunos, que dizem ser a formação de um individuo sensível o papel da arte na escola. Esta idéia aparece muitas vezes relacionadas a uma visão de mundo, de humanização e do desenvolvimento da emoção:

A arte tem o papel de sensibilizar, desenvolver a criatividade e levar as crianças a pensarem sobre o seu mundo

Humanizar, sensibilizar, se redescobrir e fazer uma releitura objetiva de sua vida, adquirir e produzir cultura.

É formar cidadãos compreensíveis, mais humanos e sensíveis, olhar o próximo com um ser igual, onde independente de raça, cor ou credo

Os posicionamentos destes sujeitos defendem uma educação que se oriente, também, para a faculdade de sentir é buscar humanizar o processo educacional, que pode ser efetivado pela estética como uma forte aliada para o desenvolvimento de um conhecimento que considere a sensibilidade e a experiência com a beleza, pois é preciso recuperar:

[...] esse caráter primordial da beleza, esse entregar-se de corpo e alma (principalmente de corpo inteiro) ao saber das formas que nos chegam ininterruptamente desde a realidade circundante. Sentir a vida antes de a recuperarmos enquanto signo, enquanto significado (DUARTE JR, 2003, p.156)

Esses preceitos podem servir como fundamento de um processo educacional, que, segundo Duarte Jr (2003, p.157) extrapola os níveis elementares da educação das novas gerações, se estendendo até a vidsa adulta, colaborando para a qualidade de vida das pessoas e, de maneira mais abrangente, da sociedade como um todo.

Dessa forma, sob essa concepção, a educação estética ganha um espaço significativo no contexto escolar, o que pode ser desenvolvido pelo ensino de arte, pois:

O conhecimento dos sentimentos e a sua compreensão só podem se dar pela utilização de símbolos outros que não os lingüísticos; só podem se dar através da consciência distinta da que se põe no pensamento racional. Uma ponte que nos leva a conhecer e expressar os sentimentos é, então, a arte, e a forma de nossa consciência é através da experiência estética (...) Na arte são-nos apresentados aspectos e maneiras de nos sentirmos no mundo, que a linguagem não pode conceituar (Duarte Jr, 2002, p.16)

Embora todos os ramos possam ser trabalhados no viés da estética, é a arte que, por sua própria especificidade, tem uma força interna para que uma educação estética seja contemplada, o que pode ocorre por meio das suas diversas linguagens.

Finalmente aparecem respostas, como sendo papel da arte na escola, a preocupação com a perspectiva de mudança social, e sua função de participar do currículo escolar apenas por ser arte, por ser bela e para ser apreciada. Curiosamente, alguns sujeitos se referiram ao papel da arte descrevendo atividades que aplicam ou tecendo criticas a posturas pedagógicas adotadas por outros professores.

Depende do professor que trabalha. Lá temos professores que só sabem fazer varais de “tranqueiras” no pátio e ter idéias absurdas, e outros que fazem o aluno enxergar o que é realmente arte e entende-la no mais profundo dela. Por isso é meio dividido.

Seu papel é principal, igualado ao da Ed. Física, pois em meio à este desespero que vejo, consigo nas minhas aulas fazer com que participem. Os alunos só têm prazer em artes e esporte.

É possível concluir que, quando se reportam ao papel da arte na escola, grande parte dos sujeitos têm uma visão crítica sobre a importância do ensino de arte do papel do professor de arte no desenvolvimento dos educandos.

Finalmente para uma análise mais geral, foi elaborado um quadro (Anexo C) que reuni as sínteses de cada uma das questões anteriormente descritas e que foi utilizado para indicar o caminho para as considerações finais.