2.2. Gayrimenkul Değerleme
2.2.10. Türkiye’de Değerleme Raporu Hazırlama Aşamasında Yapılan
2.2.10.1. Tapu Sicil Müdürlüğü’nde Yapılan İnceleme
Neste capítulo será apresentado o desenho da pesquisa, explicado que se optou por uma pesquisa qualitativa devido, entre outras razões, a esse tipo de pesquisa ser mais rica em termos de detalhes. Além destas informações são apresentados ainda dados referentes à população e à amostra, à caracterização da empresa, informações sobre a coleta de dados, métodos de análise e limites deste trabalho.
A presença do pesquisador na empresa e em contato direto com os participantes foi importante para que os trabalhos pudessem ter sido desenvolvidos sem grandes atropelos e possibilitasse uma real visão do que estava acontecendo por lá. Algo, talvez, que não fosse possível, caso um auxiliar, que não possuísse o referencial teórico e a vivência, tivesse sido contratado apenas com esse fim.
Em cada encontro, um acordo informal foi firmado. Nele, além das apresentações pessoais, foram esclarecidos alguns pontos como a instituição a qual o pesquisador estava ligado, a razão do trabalho, a razão do encontro, o modo de escolha do participante, a questão da confidencialidade, aspectos ligados à ética profissional e à confiança. Outros detalhes estavam ligados ao retorno e à contribuição do trabalho para a categoria profissional deles. O pesquisador solicitou ainda a autorização para a gravação dos diálogos.
Foi esclarecido que as respostas não seriam discutidas ou criticadas e que não haveria limitações e que o pesquisador estaria ali para perguntar e ouvir livremente o que eles teriam a dizer. Destaca-se que, na atividade que envolveu o grupo não aconteceram situações de conflito entre os participantes ou de discórdia entre as opiniões.
O pesquisador teve a preocupação de observar a maneira de falar e de olhar, bem como os gestos dos participantes, sem que nada pudesse ter sido merecedor de destaque.
3.1 – Desenho da pesquisa
O desenho de pesquisa direciona o planejamento e implementação de um estudo para que se possa responder a perguntas colocadas para investigação. No entanto, para responder questões adequadamente, os pesquisadores devem ter um bom entendimento de desenhos de pesquisa, alerta Driessnack et al (2007).
Figura 2 – Passos deste trabalho
Fonte: Driessnack (2007), adaptado pelo pesquisador (2008)
A figura 2 mostra o percurso do trabalho, desde a análise das abordagens sobre satisfação até as apresentações dos dados e conclusões.
3.2 – Delineamento da pesquisa
Nesta seção serão abordados assuntos ligados ao tipo de pesquisa utilizado neste trabalho, conceitos e razões da escolha. São apresentados a população e amostra, a caracterização da empresa e informações sobre a coleta e processamento dos dados obtidos.
Todos estes dados serão descritos detalhadamente a seguir. Análise das abordagens sobre satisfação Elaboração de instrumento de coleta de dados baseado no JDS Coleta no grupo focal Coleta entrevistas individuais Análise e interpreta- ção dos dados coletados Trabalho com resultados / Conclusões
Para dar maior subsídio à resposta da pergunta de pesquisa, optou-se por uma pesquisa qualitativa. Richardson et al (2007) comentam que esse tipo de pesquisa pode ser caracterizado como a tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos. Martins (2002) acrescenta que os dados coletados são predominantemente descritivos.
Apesar de apresentar um número maior de detalhes, são poucas as menções sobre as pesquisas qualitativas nos estudos sobre gestão de pessoas. No entanto, Zanelli (2002) destaca que o potencial para a utilização dos procedimentos qualitativos nas pesquisas dos temas da área, tem sido evidente.
A pesquisa qualitativa faz um corte transversal na observância de preceitos e normas, campos e assuntos. Denzin & Lincoln (2000) afirmam que um complexo de termos, conceitos, e suposições cercam o termo pesquisa qualitativa. Estes incluem as tradições associadas com o pós-estruturalismo, e as muitas perspectivas qualitativas de pesquisa, ou métodos, conectados a estudos culturais e interpretativos.
Para uma aplicação adequada da pesquisa qualitativa, deve haver também interesse do pesquisador na maneira como as pessoas espontaneamente se expressam sobre o que é importante para elas e como elas pensam sobre suas ações e as dos outros e por obter informações mais subjetivas, amplas e com maior riqueza de detalhes do que os métodos quantitativos (BAUER ET AL, 2002).
Complementando informações sobre o uso da pesquisa qualitativa, Bauer et al (2002) dizem que a comunicação informal possui algumas poucas regras explícitas, pois as pessoas podem se comunicar da maneira que queiram. De uma forma geral, os métodos qualitativos são menos estruturados, proporcionam um relacionamento mais longo e flexível entre o pesquisador e
os entrevistados. Os pesquisadores lidam com informações mais subjetivas, amplas e com maior riqueza de detalhes do que os métodos quantitativos (DIAS, 1999).
Não existe um modo ótimo de fazer pesquisa social. Entretanto Bauer et al (2002) afirmam que o melhor caminho pode ser encontrado através de uma consciência adequada dos diferentes métodos, de uma avaliação de suas vantagens e limitações e de uma compreensão de seu uso em diferentes situações sociais, diferentes tipos de informações e de diferentes problemas sociais.
Neste trabalho, foi realizado um estudo de caso, que é uma abordagem técnica de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Martins (2002) comenta que este pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida, como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa ou uma unidade social. E visa a conhecer o seu “como” e os seus “porquês”, evidenciando a sua unidade e identidade própria. É uma investigação que se assume como particularística, debruçando-se sobre uma situação específica, procurando descobrir o que há nela de mais essencial e característico.
Trata-se de um tipo de pesquisa que tem sempre um forte cunho exploratório e descritivo. Ao aplicá-la, o pesquisador não pretende intervir sobre a situação, mas conhecer tal como ela lhe surge. Para tanto, pode valer-se de uma grande variedade de instrumentos e estratégias. No entanto um estudo de caso não tem que ser meramente descritivo. Segundo Martins (2002), pode ter um profundo alcance analítico, pode interrogar a situação, pode confrontar a situação com outras já conhecidas e com as teorias existentes. Pode ainda ajudar a gerar novas teorias e novas questões para futura investigação. As características ou princípios associados ao estudo de caso se superpõem às características gerais da pesquisa qualitativa e enfatizam a interpretação em um contexto, pois, para melhor compreender a manifestação geral de um problema, deve-se relacionar as ações, os comportamentos e as interações
das pessoas envolvidas com a problemática da situação as quais estão ligadas.
Os estudos de caso buscam retratar a realidade de forma completa e profunda, procuram representar os diferentes pontos de vista presentes numa situação social e os relatos utilizam uma linguagem e uma forma mais acessível do que os outros relatórios de pesquisa (MARTINS, 2002).
Como trabalho de investigação, o estudo de caso nesta pesquisa é descritivo já que há amadurecimento teórico sobre a o respectivo objeto de interesse que é a influência das chefias na satisfação dos motoristas de ônibus.
Definido o tipo da pesquisa, o passo seguinte é determinar a população e a amostra.
3.3 – População e amostra
População é o conjunto total de unidades elementares de pessoas, objetos ou coisas sobre as quais se quer obter informações e amostra é um subconjunto de unidades elementares selecionadas de uma população. Lapponi (2005) destaca que se deve ter presente que nem sempre um censo oferecerá melhores resultados do que uma amostra. Em muitos casos, a obtenção de informações de uma amostra da população é mais adequada, pois ela é mais rápida de ser aplicada, concluída, obter e utilizar os resultados e, consequentemente, de ter custo menor. Os erros possíveis de serem cometidos na realização de uma amostragem podem ser evitados ou corrigidos aplicando-se técnicas adequadas.
Na empresa pesquisada a população é de cento e sessenta motoristas, cujo perfil é apresentado no tópico 4.1 – dados demográficos dos motoristas pesquisados, disponível no capítulo IV – Análise e discussão.
Assim, optou-se por trabalhar com uma amostragem nesta pesquisa.
Por ser uma pesquisa qualitativa, trabalhou-se com uma amostragem não probabilística, na qual os elementos do trabalho são selecionados com o auxílio de especialista, no caso, um dos chefes da empresa, e amostras compostas por voluntários. A amostra deste trabalho foi constituída por dezenove motoristas da empresa. Não foi definido um número de participantes preliminarmente. A coleta foi acontecendo até que as informações começaram a ser repetidas. Assim, devido à saturação dos dados a coleta foi interrompida. Destes doze estiveram presentes no grupo focal e os demais foram entrevistados individualmente. Em ambos os casos, os trabalhos foram realizados nas dependências da empresa.
No tópico a seguir serão apresentadas informações sobre a empresa onde a pesquisa foi realizada.
3.4 – Caracterização da empresa
A empresa na qual foi realizada a pesquisa é responsável pela ligação de uma cidade da região metropolitana ao Recife. Atua, portanto, como empresa de transporte urbano de passageiros.
Na sua estrutura, conforme organograma (figura 3) abaixo, apesar de aparecerem três gerências, oficialmente os motoristas são ligados à chefia do setor 2. A chefia do setor 1, por fatores como respeito, carisma e bom relacionamento, conquistou junto aos motoristas um lugar que efetivamente não era seu, mas que se consolidou. Apenas essas duas chefias apresentam contato mais freqüente e interferem diretamente na atuação dos motoristas. A última chefia (a do setor 3) se restringe aos aspectos burocráticos.
Fonte: Empresa (2008)
A empresa elaborou um programa no qual os motoristas que atingem as metas de passageiros transportados e/ou de redução de custos, principalmente no tocante a economia com óleo diesel e pneus – as maiores despesas das frotas - são premiados mensalmente com valores em espécie. O programa está aberto a todos que atingirem os objetivos e é realizada uma solenidade para entrega dos prêmios. O fato de não haver um número limitado de contemplados faz com que não haja competição, mas sim cooperação entre os participantes, pois os motoristas buscam ajudar e incentivar os colegas para que estes também atinjam as metas. Mensalmente é emitido um relatório no qual os colaboradores podem verificar o seu desempenho.
A empresa tem como hábito aproveitar os colaboradores que são admitidos em outras funções, mas que almejam seguir a carreira de motorista. Por essa razão, estruturou dentro da própria empresa uma escolinha de formação de motoristas.
Um detalhe importante é que a empresa possui uma das mais antigas frotas em circulação na região e é a que apresenta o menor índice de retorno dos veículos com problemas que interrompam o transporte de passageiros. Tal fato, constatado pelo órgão regulador, pode denotar que os colaboradores são
PRESIDÊNCIA DIRETORIA CHEFIA DO SETOR 3 CHEFIA DO SETOR 2 CHEFIA DO SETOR 1 MOTORISTAS
comprometidos com as suas atividades e se esforçam para realizar as suas atividades com comprometimento, apesar das limitações encontradas. Tudo graças à satisfação encontrada.
Outro ponto importante para uma pesquisa científica é a instrumentação das variáveis, cujo detalhamento será analisado a seguir.
3.5 – Instrumentação das variáveis
O modelo de Hackman e Oldham (1974) foi adaptado por Moraes e Kilimnik. A validação se deu através de um trabalho que se propôs a relatar procedimentos e resultados de validação de escalas destinadas à mensuração do construto satisfação no trabalho.
O título da pesquisa que concretizou a validação é “Competências Individuais, modernidade organizacional e satisfação no trabalho: um estudo de Diagnóstico Comparativo” (KILIMNIK, MORAES e SANT´ANNA, 2005), que envolveu 654 profissionais da área da Administração.
Tabela 1 - Análise de confiabilidade das escalas
Fatores Alfa de Cronbach Coeficiente Satisfação com fatores associados ao
trabalho em si 0,84 Satisfação com fatores organizacionais 0,87 Satisfação com a gerência 0,70 FONTE – Kilimnik et al (2005)
Kilimnik et al (2005) destacam que, a partir dos resultados da tabela 1 se verifica que todas as medidas ficaram dentro do nível (0,70) recomendado por Hair Jr. et al (1998) e Nunnaly e Bernstein (1994) e que, com esses cálculos foi possível considerar como fidedignas as escalas propostas para a mensuração dos construtos alvo daquele estudo.
A definição e as razões que levaram a escolha dos instrumentos a serem utilizados na coleta de dados serão apresentados no próximo tópico.
3.6 – Coleta de dados - Instrumento
O instrumento escolhido foi uma entrevista utilizada tanto no grupo focal quanto nas entrevistas individuais, cujo roteiro foi baseado na seção III do Modelo das Dimensões Básicas, que é uma adaptação feita por Kilimnik e Moraes em 1994 do JDS - Job Diagnostic Survey, elaborado por Hackman & Oldham em 1974 e que trata da satisfação no trabalho.
A escolha se deu devido às referências anteriores positivas e ao sucesso que se obtém na aplicação desse instrumento, conforme atestam Sant´anna & Moraes (1999).
O JDS foi elaborado para medir três classes de variáveis: dimensões da tarefa, estados psicológicos críticos e resultados pessoais e do trabalho. Como o objeto da pesquisa é a percepção dos motoristas sobre a influência das suas chefias na satisfação profissional, considerou-se apenas aquela que se refere às reações pessoais dos colaboradores para com os seus trabalhos, ou seja, o aspecto destacado é a satisfação geral no trabalho, que está inserido na variável resultados pessoais e do trabalho. Tal decisão foi devido a mesma, diante das demais, oferecer maiores oportunidades de obtenção de informações específicas para o trabalho.
No questionário da seção III do Modelo das Dimensões Básicas existem catorze aspectos que analisam a satisfação geral no trabalho. Dentre estes se optou por utilizar seis aspectos. O critério de escolha foi a relação direta desse aspecto com o assunto da pesquisa: a influência da chefia na satisfação dos motoristas.
É necessário esclarecer que alguns desses aspectos, como por exemplo, salário e benefícios, independência, etc., que em outras categorias profissionais sofrem influência das chefias, na categoria de motoristas e nesta empresa especificamente, não sofrem interferências por serem controlados por fatores externos. Portanto, não foram consideradas neste estudo.
A pergunta desta seção, que se encontra nos anexos, é: “Quão satisfeito você está com esse aspecto do seu trabalho?” e os aspectos inquiridos são:
crescimento e desenvolvimento; relacionamento pessoal;
respeito e tratamento recebido da chefia; sentimento de realização;
assistência e orientação recebida do supervisor; qualidade da supervisão.
A definição do instrumento é apenas uma parte do processo da coleta de dados. O passo seguinte é mostrar como foi realizado este processo.
3.7 – Coleta de dados - Processo
A coleta foi realizada de duas maneiras. No primeiro momento, foi realizado um grupo focal e, após a análise das informações obtidas, foram realizadas sete entrevistas com outros motoristas individualmente.
Após reunião com dirigentes da empresa, foi marcado o primeiro o primeiro encontro com um grupo de motoristas que foram convidados aleatoriamente, de acordo com a sua disponibilidade de tempo, no horário marcado para a reunião. Esse encontro foi um grupo focal, uma técnica em que se cria uma discussão em grupo, na qual existe alternância direta entre as questões colocadas pelo pesquisador e as respostas dos participantes. Não há a
necessidade de consenso entre os integrantes do grupo sobre as manifestações abertas. Como característica principal, o grupo focal se baseia na interação grupal como produtora de dados e insights. São apresentados tópicos pelo pesquisador e a partir dos mesmos se dá a interação do grupo. Este tipo de técnica permite o acesso a uma grande variedade de dados (VALLE, 2007).
O grupo foi formado com participantes que têm características em comum e foram incentivados pelo moderador a conversarem entre si, trocando experiências e interagindo sobre suas idéias, sentimentos, valores e dificuldades sobre o tema proposto.
O papel do pesquisador foi o de promover a participação de todos, evitar a dispersão dos objetivos da discussão e a monopolização de alguns participantes sobre outros. Tal fato possibilitou um ganho na produtividade na obtenção dos dados.
A razão da escolha foi pelo fato de que a sua utilização tem baixo custo, os resultados são rápidos, pelo seu formato flexível permitir que o pesquisador explore cada pergunta até onde considerar importante, trabalhe perguntas não previstas e além do mais, o ambiente de grupo minimiza opiniões falsas ou extremadas, proporcionando o equilíbrio e a fidedignidade dos dados.
Após a realização do grupo focal, foram entrevistados alguns motoristas, de maneira individual. Para tal, foi elaborada uma entrevista semi-estruturada. Para coletar de dados sobre um determinado tema científico é a técnica mais utilizada no processo de trabalho de campo. Para eles, através desse instrumento, os pesquisadores buscam obter informações, ou seja, coletar dados objetivos e subjetivos. Os dados objetivos podem ser obtidos também através de fontes secundárias tais como: censos, estatísticas, etc. Já os dados subjetivos só poderão ser obtidos através da entrevista, pois eles se relacionam com os valores, as atitudes e as opiniões dos sujeitos entrevistados (BONI & QUARESMA, 2005).
A entrevista semi-estruturada é caracterizada pela preparação prévia das perguntas. O pesquisador tem uma participação ativa, pois, apesar de observar um roteiro, pode fazer perguntas adicionais para esclarecer questões visando a uma melhor compreensão do contexto. A entrevista semi-estruturada difere da entrevista estruturada por não ser inteiramente aberta e não ser conduzida por muitas questões pré-estabelecidas. Baseia-se em poucas questões/guias e nem todas as perguntas elaboradas são utilizadas (MARQUES, 2006). As entrevistas semi-estruturadas utilizam-se de perguntas abertas e fechadas, onde o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto (BONI & QUARESMA, 2005).
A sua escolha foi devido à possibilidade de que o ponto de vista dos entrevistados sejam mais bem expressos em uma situação de entrevista com um planejamento relativamente aberto do que em um questionário, por exemplo. Além do mais, há otimização do tempo disponível, possibilita um tratamento mais sistemático dos dados, permite selecionar temáticas para aprofundamento e permite também introduzir novas questões.
Outras razões para a escolha, foi que esse tipo de entrevista possibilita a delimitação do volume das informações, obtendo assim um direcionamento maior para o tema, intervindo para que os objetivos sejam alcançados. Além do mais, elimina a dificuldade que muitas pessoas têm de responder por escrito, possibilita a correção de enganos que muitas vezes não poderão ser corrigidos no caso da utilização do questionário escrito, colabora na investigação dos aspectos afetivos e valorativos dos pesquisados que determinam significados pessoais de suas atitudes e comportamentos e as respostas espontâneas dos entrevistados e a maior liberdade que estes têm podem fazer surgir questões inesperadas ao pesquisador que poderão ser de grande utilidade em sua pesquisa (BONI & QUARESMA, 2005).
Para a obtenção de resultados importantes para a pesquisa, alguns cuidados precisam ser tomados. Um deles diz que o pesquisador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, que pode ser utilizado em um
contexto muito semelhante ao de uma conversa informal. Outro cuidado alerta para o fato de que o pesquisador deve ficar atento para dirigir, no momento que achar oportuno, a discussão para o assunto que o interessa, fazendo perguntas adicionais para elucidar questões que não ficaram claras ou ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o pesquisado tenha “fugido” ao tema ou tenha dificuldades com ele (BONI & QUARESMA, 2005).
As entrevistas deixaram de ser realizadas quando as informações se tornaram repetitivas. Todo o processo foi gravado em dois tipos de equipamentos (analógico e digital), perfazendo um total de aproximadamente 200 minutos de gravação.
Depois de recolhidos os dados necessários, faz-se necessária a sua análise. A definição do método e a descrição dos motivos da escolha serão apresentadas a seguir.
3.8 – Métodos de análise
Para um maior aprofundamento das falas dos participantes da pesquisa, optou- se pela análise do conteúdo, segundo os procedimentos de Bardin (2006). Trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que visa a obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção dessas mensagens. Segundo Bardin (2006), essas inferências podem responder a dois tipos de problemas: as causas e conseqüências do enunciado. É também um método empírico, dependente do tipo de fala a que se dedica e do tipo de interpretação que se pretende como objetivo.
O que se procura estabelecer quando se realiza uma análise, conscientemente ou não, é uma correspondência entre as estruturas semânticas ou lingüísticas