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Madde 3 (Tanımlar) Bu Kanunda geçen;

Vacinas representam um grande triunfo da medicina moderno sendo um ponto importante na luta entre patógenos e humanos (Plotkin, 2008) Apesar do saneamento básico e antibiótico terem salvado vidas, vacinas ainda são as formas mais rentáveis com este intuito. As vacinas podem ser classificadas em dois grupos. O grupo compreendendo vacinas vivazes atenuadas, com versões enfraquecidas do patógeno (vacinas contra catapora, febre amarela, rubéola). Podem induzir forte

resposta celular e produção de anticorpos a partir de uma única imunização. O segundo grupo inclui vacinas de subunidades (vacina recombinante contra hepatite B), vacinas toxóides a partir de toxinas inativadas (vacinas contra difteria e tétano), vacinas a partir de carboidratos do patógeno (Vacina contra pneumococcus) e vacinas conjugadas, como as vacinas contra Haemophilus influenzae tipo B (Plotkin, 2008). Essas vacinas geralmente apresentam adjuvantes em sua fórmula para ampliarem a qualidade da resposta imune (Siegrist, 2012).

Funções imunológicas são de extrema importância para se observar as respostas especificas ao agente induzidas pela vacina. Essas funções são divididas em resposta humoral, respostas por células B de memória, respostas por células TCD4+ auxiliares ou células TCD8+. Na resposta humoral há a secreção de

anticorpos (IgG, IgM e IgA secretora). Células TCD4+ auxiliam células B e células

TCD8+ combatendo células infectadas (Siegrist, 2012). Na sua maioria, as vacinas

induzem produção de anticorpos no soro ou na mucosa bloqueando a adesão dos agentes patogênicos as células epiteliais ou interferindo a invasão microbiana a corrente sanguínea (Pichirero, 2013). Para que ocorra proteção os anticorpos induzidos devem ser funcionais contra o agente e devem auxiliar o sistema imune a partir de opsoninas, ou se o agente exercer efeitos por alguma toxina os anticorpos devem ser capazes de neutralizá-la (Plotkin, 2008).

Para que ocorra a produção de células B de memória é necessário que aconteça um processo de seleção caracterizado por afinidade e maturação (Andersson et al., 1998). Após a vacinação os antígenos vão se tornando cada vez menos disponíveis, com isso, ocorrem mutações aleatórias nos genes de imunoglobulinas e as células B passam a expressar anticorpos de alta afinidade em sua superfície para o antígeno da vacina que está diminuindo persistirem como células B de memória (Siegrist, 2012) Vacinas induzem a produção de células de memória a partir da rápida produção de anticorpos como IgG; pelos altos níveis de anticorpos após a exposição primária ao antígeno; e pela produção de anticorpos de alta afinidade (avidez) contra o antígeno (Pichirero, 2013).

A medida da eficiência de uma imunização depende da medida da imunidade produzida. A produção isolada de anticorpos é uma medida factível e simples, mas nem sempre é proporcional a imunidade protetora desejada (Zorgi et al, 2011). A medida de anticorpos pode ser feita por técnicas simples como ELISA, aperfeiçoada pela mensuração da maturação da afinidade dos anticorpos, medida pela avidez dos

anticorpos (Schmidt et al., 2013). A qualidade de um anticorpo depende tanto de sua especificidade, mas também da afinidade com que o anticorpo reage com seu epitopo específico, o que é uma medida indireta da qualidade da imunização. Em geral, uma maturação de afinidade depende de sinapses mais complexas no centro germinativo que envolve cooperação celular maior do que a mera ativação de células B antígeno especifica (Siegrist, 2012). A vacinação deve gerar respostas celulares de memória, tanto para o lado das células efetoras CD8+ como para o lado

de células CD4+ auxiliadoras e células B de memória. Em camundongos, estas

células se concentram em vários órgãos linfoides, mas o maior deles é o baço, onde a resposta imune sistêmica pode ser analisada. A quantificação pode necessitar de quimeras proteicas antígeno-especificas, chamados tetrâmeros, limitados apenas para um epítopo e de difícil construção (Frickel el al, 2008.). Uma alternativa surgiu recentemente a partir da incorporação inócua de um marcador fluorescente às células imunes, seguidas de exposição ao antígeno, que pode ser até um extrato bruto. As células que respondem com proliferação vão dividir este composto fluorescente para as células filhas, permitindo sua identificação por citometria de fluxo, permitindo a fenotipagem de superfície destas células e assim identificar quais células responsivas ao antígeno proliferaram na cultura na presença de antígeno (Lyons, 2000). Esta abordagem permite definir se há uma estimulação ou bloqueio inespecífico pelo antígeno, afetando a proliferação inespecífica de células tanto dos imunizados como dos controles, o que ocorre em extratos destes agentes (Feng, Sher, 2010).

A proliferação especifica após cultura na presença de antígenos mostra as populações celulares responsivas específicas a um extrato bruto, o que é mais pertinente do que a medida isolada de proliferação a um tetrâmero que pode ser dependente do repertório de receptores de células T (Frickel et al, 2008). A proliferação de linfócitos de memória envolve três tipos celulares, a saber, células T auxiliadoras, células T efetoras e células B de memória. As células T auxiliadoras proliferadas podem ser identificadas pelo seu fenótipo CD3+, CD4+, CD8- enquanto

as células efetoras podem ser identificadas pelo seu fenótipo CD3+, CD4-, CD8+high.

(Siegrist, 2012) Os linfócitos B de memória proliferados são identificados pelo seu fenótipo CD19+, antes de seu comprometimento para plasmócitos. Esta abordagem

simples pode ser mais efetiva na quantificação de células responsivas ao antígeno, ao invés das detecções em cultura com diluições e ELISPOTs para IFN (Cole, 2005).

3.2.1 Adjuvantes

Adjuvantes foram descritos pela primeira vez por Ramon (1924) como uma substância utilizada em combinação a um antígeno específico que produz uma resposta imune mais potente que o antígeno sozinho. Diversos compostos foram avaliados como adjuvantes incluindo sais minerais, produtos antimicrobianos, emulsões, saponinas, citocinas, polímeros, micropartículas e lipossomas (Guy, 2007). Para desencadear respostas imunes os adjuvantes apresentam alguns mecanismos de ação como: liberação gradual do antígeno no local da imunização, aumento na regulação de citocinas e quimiocinas desencadeando respostas de células T, recrutamento de células imunes até o sítio de imunização, aumento da absorção de antígenos e apresentação para células apresentadoras de antígeno (APCs) (Brito et al., 2013). Após o reconhecimento do antígeno as células ativadas irão migrar até órgãos linfóides locais onde irá ocorrer o desenvolvimento da resposta imune especifica. (Fraser et al., 2007; Hoebe et al., 2004).

De acordo com a sua classificação adjuvantes podem ser: imuno-estimulantes ativos, caracterizados por aumentar a resposta imune ao antígeno; transportadores apresentando as proteínas imunogênicas com ajuda de células T; adjuvantes de veículo, como óleo emulsões ou lipossomas, servindo de matriz para estimulo da resposta imune pelo antígeno. Apesar dos progressos na identificação de mecanismos de ações adjuvantes o único adjuvante destinado a uso humano ainda é o alúmen (Clapp et al., 2011). Embora diversos adjuvantes venham sendo propostos ao longo dos anos estes ainda não foram bem sucedidos para seres humanos, devido a sua toxicidade, estabilidade e custos. Devido às mudanças de tamanho, carga elétrica e hidrofobicidade geradas a partir da incorporação de proteínas em formulações adjuvantes ainda é difícil prever qual adjuvante funcionará melhor junto a proteínas ou peptídeos específicos (Brito et al., 2013).

O sucesso do uso de um adjuvante está associado com sua segurança, tolerância, simplicidade, baixo custo, capacidade de processamento pelo hospedeiro e facilidade de associação com antígenos proteicos (Brito et al., 2013). Apenas alguns adjuvantes lipídicos foram aprovados para uso humano, tanto na forma de adição a alúmen ou na forma de lipossomas transportadores sintéticos (Brito et al., 2013), mas no momento, existem poucas exceções aprovadas pelos órgãos reguladores, o único adjuvante aceitável para uso humano é o alúmen, desde que

administrado em pequena dosagem para evitar a eventual toxicidade do alumínio adsorvido (Mitkus et al., 2011).