• Sonuç bulunamadı

3.2. Değişken Teslim Zamanı Durumunda DSKP ( , )

3.3.2. Talep tahmini süreci

Delineado cada sistema (“conjuntura tecnicista” de 1960 a 1980 e “conjuntura atual” de 1990 a 2000), para os quais a ME e o STI constituem respectivamente materializações representativas, foi aplicado a eles o modelo de análise, abrangendo conjuntura, sistematização pedagógica, recursos tecnológicos e sua realização. Assim:

Concepção

A identificação da concepção desenvolveu-se pela análise das conjunturas onde se inscrevem a IP/ME e o STI, abrangendo diretivas de políticas educacionais e os princípios pedagógicos dominantes em cada uma delas.

Especificação

Quanto à especificação, foram identificados os requisitos oriundos da concepção, ou seja, a partir da associação das diretivas políticas e orientações pedagógicas observados em cada sistema.

Projeto

O projeto é entendido como uma solução tecnológica para atender às especificações relacionadas à sistematização pedagógica coerente com as orientações de determinados princípios científicos e aderente ao contexto onde se inscreve. Assim, o projeto pode ser descrito como um modelo pedagógico sistematizado a partir dos princípios de uma determinada teoria do conhecimento. Inscrito numa conjuntura, esse modelo pedagógico deve ser aderente às diretivas de políticas educacionais ali localizadas. Dessa maneira, o projeto referente ao sistema da “conjuntura tecnicista” é identificado com o modelo pedagógico da instrução programada, sistematizado a partir dos princípios da Psicologia Comportamental. Na “conjuntura atual” o projeto é inexistente para a teoria construtivista, mas considerado tacitamente determinado no processo de síntese do STI (enquanto sistema). Este trabalho realiza sua identificação por meio do exame do STI, sob o ponto de vista pedagógico, a partir do levantamento de conceitos centrais e recorrentes de ambas as tecnologias em foco.

São eles:

a) Homem: a partir do conceito de IP/ME e STI, identificar como o homem é entendido nessas vertentes: produto do meio? sujeito cognoscente? ou uma página em branco onde são impressos todos os aspectos que determinam o que e quem ele é? É autônomo? É responsável? Até que ponto? Como se dá o seu desenvolvimento, a sua evolução? Como esse conceito aparece/embasa as propostas das tecnologias IP?ME e STI ?

b) Mundo: nas propostas metodológicas da IP/ME e do STI, o que é a realidade? É um fenômeno subjetivo ou objetivo? O meio pode ser manipulado? Qual a sua interferência no processo educativo? Como se caracteriza a relação entre homem e mundo, entre o ser e seu ambiente do ponto de vista de seu processo educativo/desenvolvimento? De que maneira este conceito está presente nas referidas propostas ?

c) Sociedade/cultura:

- contexto: surgimento e evolução das tecnologias em foco, respectivo panorama social, político, econômico e científico (principais aspectos e conceitos) servindo às propostas tecnicista ou “tecnologista” (considerando

as políticas e discursos relativos ao contexto da Sociedade da Informação e do Conhecimento), assim como ao desenvolvimento tecnológico dos respectivos períodos.

- conceito: nas perspectivas tecnológicas estudadas, como estão entendidas a sociedade e a cultura? Qual a sua relação com o processo educativo? Como esse(s) conceito(s) de sociedade e de cultura fundamenta(m) e caracteriza(m) as propostas metodológicas aqui consideradas?

d) Conhecimento: nas propostas IP/ME e STI, o que é conhecimento? Como “é obtido” ou acontece? Como esse conceito fundamenta/gera/caracteriza as metodologias em estudo?

e) Educação: na concepção da IP/ME e do STI como está compreendida ou subtendida a Educação? Qual seu objetivo, seu processo, suas estratégias? Como se desenvolve o processo educativo? Como esse conceito e suas implicações metodológicas baseiam/caracterizam/geram as propostas tecnológicas em estudo?

f) Escola: nas perspectivas estudadas, como é entendida a escola e/ou a educação escolar? Qual seu exercício, como se processa/organiza em termos educativos? Como esse conceito e suas implicações metodológicas baseiam/caracterizam/geram as propostas da IP/ME e do STI?

g) Ensino-aprendizagem: nas perspectivas da IP/ME e dos STI como se compreendem o ensino e a aprendizagem? Qual a relação entre ambas? Como ocorre o fenômeno? É um processo? Qual a sua finalidade/objetivo? Como esse conceito e suas implicações metodológicas baseiam/caracterizam/geram as propostas em foco?

h) Instrução Programada/ME e ensino tutorado artificialmente: o que são instrução programada, máquina de ensinar e sistemas tutores inteligentes? Qual a relação

entre elas? O que hoje se entende por programação de ensino no que se refere à metodologia STI e seus paradigmas12 ?

i) Professor- aluno: nas perspectivas em foco, como está caracterizada a relação entre o professor e o aluno? Qual o papel do professor e da tecnologia em face da mediação no processo de ensino-aprendizagem? Como esse conceito e suas implicações metodológicas baseiam/caracterizam/geram as propostas da IP/ME e do STI?

j) Metodologia: nas propostas tecnológicas estudadas, como se configura a questão da metodologia? Como se relacionam os fundamentos teóricos e ideológicos em termos de construções metodológicas a programação/planejamento do ensino? Que tipos de estratégias decorrem daí? Como se organiza e realiza o processo de ensino e aprendizagem? Quais materiais ou recursos didáticos se ajustam às referidas propostas? Que tipo de relação se estabelece entre estes materiais/recursos e o processo de ensino e aprendizagem? Como este conceito baseia/caracteriza/gera as tecnologias em foco?

k) Avaliação: na perspectiva da IP/ME e do STI como é entendida a avaliação? É um processo? O que “mede”/”analisa”? Em que se baseia? O que determina ou implica? Para que serve? Como ocorre? Como esse conceito e suas implicações metodológicas baseiam/caracterizam/geram as propostas estudadas?

.

Durante o levantamento e tratamento desses conceitos, emergiram também:

1. mediação: conceito recorrente distinguível em cada sistema estudado de acordo com as seguintes definições:

• - quem é o mediador do processo de ensino-aprendizagem em cada caso, seus atores e papéis (professor, programador, aluno e “tecnologia”/”instrumento”);

• - modalidades de mediação: pedagógica, tecnológica etc.

12 Mídia capaz de registrar informações do usuário; processamento automático de informações, ação responsiva

• - tipos de mediação proporcionada pela IP/ME e pelo STI em relação a:

i. sujeito-conhecimento (prof/aluno – conhecimento) ii. sujeito-sujeito (professor – aluno)

iii. sujeito-tecnologia (aluno/prof – “maquina de ensinar”)

iv. tecnologia-conhecimento (máquina de ensinar. – conhecimento) v. Onde está centrada tal tecnologia?

vi. O que ela “coloca” no centro do processo educativo? (sujeito, objeto de conhecimento, “máquina”/”tecnologia”, habilidade?/capacidades?)

• elementos para verificar se existem diferenças conceituais e quais seriam nos dois períodos (relacionados aos fundamentos declarados nos resultados de pesquisas e aplicações); resultando em que tipo de mediação fundamental? Considerando, por exemplo, a possibilidade de uma tendência da tecnologia em focar-se no objeto, tirando de cena a mediação do professor.

2. Individualização e personalização: remete à possibilidade de distinção conceitual entre um ensino individualizado por um lado que, ao contemplar as especificidades do estudante, implica o isolamento do aluno no processo de ensino e de aprendizagem e, por outro lado, um ensino personalizado que, contemplando as características individuais não implica um processo ou um instrumento isolador, dada a sua inerente capacidade de promover diferentes formas de interação entre sujeitos. Dessa maneira, enquanto a definição de “ensino individualizado” pode remeter à compreensão de práticas de ensino adaptativo (ou ajustável) individualistas, a definição “ensino personalizado” pode remeter a práticas de ensino adaptativo colaborativas;

a. Flexibilidade: remete à relação entre a adaptabilidade do sistema de ensino ao aluno (podendo ser ou não autônoma) e a responsividade (implicando um sistema autônomo de ajuste, o seja, um sistema auto-ajustável, e, com isso, mais dinâmico);

b. Previsibilidade e realimentação: implica, por um lado, uma pré- programação pedagógica e, por outro, uma programação por realimentação (desenvolvida

pelo mecanismo de auto-ajuste contínuo determinado e ao mesmo tempo co- determinante13 da dinâmica do processo de ensino e de aprendizagem);

c. Planejamento e programação: remete à distinção entre o projeto pedagógico e o “projeto tecnológico” (projeto do “instrumento”/”dispositivo instrucional”);

Implementação

A implementação foi identificada, em cada sistema, pela seleção de duas realizações tecnológicas representativas das conjunturas consideradas, como sejam, das diretivas educacionais tecnicistas e posteriormente das diretivas com aproximações construtivistas.

Assim sendo, definem-se:

- no tecnicismo: as máquinas de ensinar como sistemas instrucionais regulados por dispositivos automáticos e fundamentados na metodologia da instrução programada com base na abordagem pedagógica comportamental – (IP/ME); - no período atual: sistemas tutores inteligentes como tecnologias aplicadas aos

procedimentos didático-pedagógicos por meio computadores, com anunciada aproximação das abordagens construtivistas do ensino (STI);

Cabe ressalva de que, sendo o foco os STI, investigado sob o aspecto do conjecturado refluxo tecnicista, não se trata de uma análise comparativa das tecnologias educacionais (STI e IP/ME), mas dos sistemas, mais abrangentes, nos quais elas se inserem como um dos elementos – lembrando que nesses sistemas estão inscritos a conjectura referida, diretivas políticas, influências de princípios de abordagens pedagógicas, requisitos de aplicação e a avaliação de sua implantação, onde os STI e as IP/ME são exemplares representativos.

A determinação do STI como exemplar representativo também leva em consideração:

- dentre o que se considera no conjunto das novas tecnologias educacionais, quais recursos representam potencial inovador em relação a metodologias de ensino-aprendizagem; Cabe considerar os paradigmas tecnológicos assim relacionados (Monaco et al., 2005):

. Mídia capaz de registrar informações sobre o usuário, como tempo dispendido, itens consultados, percurso de leitura etc;

. Processamento automático de informações compreendendo a compilação e interpretação dos dados obtidos do usuário;

. Ação responsiva auto-adaptativa e contínua correspondendo à autonomia decisória dinâmica e à resposta ajustada ao usuário;

. Comunicação interusuários correspondendo ao potencial de utilização da mídia para estratégias de aprendizagem colaborativa.

- e a questão: se as máquinas de ensinar tecnicistas são engendradas a partir do conceito de instrução programada, os STI, no campo pedagógico, podem ser compreendidos como engendrados no conceito de tutoria baseada em práticas construtivistas?

Os exemplares de STI e IP/ME analisados foram selecionados com base nos seguintes critérios:

- possibilidade de acesso;

- características capazes de indicar tendências de ideário pedagógico nos sistemas em estudo (observadas com base em análise preliminar dos exemplares encontrados).

Pretendeu-se com isso identificar e analisar os princípios que caracterizam cada um dos sistemas, considerando:

- ideário pedagógico declarado e identificado14;

- embasamento científico dominante em cada contexto, políticas de incentivo/exigências e respectivas diretivas, exemplares representativos das referidas tecnologias e documentos a eles referentes (projetos, publicações de artigos, dissertações, teses etc.).

14 O ideário declarado é aquele explicitado por documentos e depoimentos dos construtores das tecnologias. O

Avaliação

A averiguação de conformidade com expectativas, em cada caso, compreendeu:

- a verificação: se a implementação é correspondente à especificação. Assim, se a ME realiza a IP e se o STI realiza o projeto que compõe a sua síntese.

- a validação: se o produto final atende às necessidade especificadas. Desse modo, se a ME

atende às diretivas tecnicistas e se o STI atende às diretivas construtivistas.

Implantação

Dado que se identificaram inconsistências em “fases” anteriores, há pouco interesse neste trabalho em abordar a implantação (colocação do sistema no ambiente final, abrangendo instalação, treinamento, utilização).

Com os dados obtidos, foi possível identificar elementos consistentes para a prova da tese, respondendo à questão de pesquisa e respectivo objetivo, conforme desenvolvido e apresentado no Capítulo 4 (Resultados) e no Capítulo 5 (Conclusões).

Benzer Belgeler