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Taxonomy Development Efforts in Electronic Records Management Systems

4. EBYS’lerde Taksonomi Geliştirme Çabaları

Dois foram os procedimentos de análise dos dados. Os indicadores de Alfabetização Científica derivam do trabalho de Sasseron (2008) e Sasseron e Carvalho (2008) com o acréscimo de dois novos indicadores: Argumento e Listagem de materiais. Os critérios de desambiguação entre Explicações e Argumentos foram construídos a partir do referencial teórico anteriormente apresentado e são tanto procedimentos de análise como resultados deste trabalho.

O acréscimo do Argumento como um indicador se justifica com os apontamentos feitos pelo trabalho de Osborne e Patterson (2011 e 2012) que pressupõe ser importante a desambiguação entre Argumentos e Explicações, o que para estes autores, quando não diferenciados, consistiria uma fragilidade nos trabalhos na área de ensino de Ciências de até então. Assim, da concordância, e com a intenção proposta pelos autores supracitados, propusemos o acréscimo do indicador de alfabetização científica, Argumento, à lista de indicadores propostos por Sasseron (2008) e Sasseron e Carvalho (2008) e também uma procedimento de desambiguação entre Argumentos e Explicações.

O indicador Listagem de materiais surgiu durante as análises dos relatórios quando se verificou que em grande parte dos relatórios (24 de 29 relatórios) os materiais utilizados para a montagem do experimento de crescimento da população de Lemnas sp eram listados. Inicialmente as marcas que apresentaram esta lista de materiais foram classificadas como Seriação de informações, mas este indicador, de acordo com Sasseron (2008) e Sasseron e Carvalho (2008), “...está ligado ao estabelecimento de bases para a ação

investigativa... uma lista ou uma relação dos dados trabalhados ou com os quais se vá trabalhar...” – e como essas listas de materiais tinham uma função diferente, não eram usadas

como bases para a ação investigativa, nem eram dados retomados nas interpretações dos resultados, não poderiam ser classificadas como Seriação de informações. Desta forma a apresentação dos materiais, que é prática comum nos trabalhos científicos, e que se fez presente em 24 de 29 relatórios, não apresentava nenhum indicador correspondente e assim, para não ignorar uma prática presente no fazer Ciência e que se fez presente no fazer escola, criamos um indicador, a Listagem de materiais.

Para facilitar a leitura e interpretação das análises, os indicadores de Alfabetização Científica, incluindo aqueles adicionados por nós, Argumento e Listagem de materiais,

foram escritos em negrito e com a primeira letra maiúscula. Os elementos do Argumento do layout simplificado de Toulmin (2006), apresentado em nosso referencial teórico, estarão sempre grafados também em letra maiúscula, com negrito e com a sigla referente a este elemento em letra maiúscula, negrito e entre parênteses após o elemento – exemplo: Dado (D), Conclusão (C). Isso para diferenciar estes elementos do Argumento de seu uso comum na linguagem escrita. O fenômeno a ser explicado em uma Explicação será chamado de

explanandum , definido como a característica do fenômeno a ser explicado e muitas vezes é

formulado como uma pergunta (OSBORNE; PATTERSON, 2011 e 2012), que por se tratar de palavra de língua estrangeira e constituir-se em elemento da Explicação será grafado em itálico e negrito, assim como os elementos causais, modelos e representações da realidade que se relacionam ao fenômeno (explanandum) da Explicação, chamados de explanans. Posteriormente, para análise, trechos manuscritos pelos alunos foram digitados, usando-se fonte; MamãeQueNosFaz. Os erros originais de ortografia e gramática foram mantidos.

5.1 Procedimentos

O primeiro procedimento de análise consistiu na leitura na íntegra do relatório a ser analisado. Esta leitura visava o entendimento do relatório como um todo e durante ela não se buscou a identificação dos indicadores de Alfabetização Científica ou a identificação de Argumentos ou Explicações: a intenção aqui era familiarizar-se com o relatório. Os relatórios começam sempre com um pequeno cabeçalho, que pode apresentar diferentes ítens, mas não necessariamente todos eles (nome da escola, disciplina a qual se refere, nome e número dos integrantes dos grupos e data). Nesta primeira leitura das unidades de análise as marcas eram assinaladas. Definimos nossa unidade de análise como marca(s), que pode se referir a um parágrafo, quando se tratava de um texto corrido, a um gráfico, a uma tabela, a um conjunto de fotos e suas legendas, a um desenho, ou a um quadro construído pelos alunos. Como os relatórios se constituem de inscrições literárias variadas, os parágrafos, que de início supúnhamos ser as unidades, não se demonstraram as únicas possibilidades. Foi uma decisão pragmática assumir que cada parágrafo, assim como cada gráfico, tabela, desenho ou conjunto de fotos constitui uma marca. Estas marcas foram identificadas nos relatórios.

Num segundo momento, para a identificação dos indicadores de Alfabetização Científica, os relatórios eram lidos parágrafo a parágrafo e o seguinte quadro era preenchido, conforme apresentado na marca 1 e com exemplos nas marcas 2 e 3:

M ar ca Subtítulo, divisão ou Item

Texto LM SI OI CI RL RP LH TH J P Exp Arg

1 Título Pergunta Metodologia Resultados Interpretação Conclusão

“Texto transcrito digitado do relatório em letra Bradley Hand ITC em negrito entre aspas com o trecho analisado, figura ou gráfico recortado e colado do original do relatório”

2 Metodologia

(Metodologia) “Ao iniciar o srabalho recebemor tm posinho onde colocamor água, terra e as lemnas, o potinho recebia luz de uma lamparina diariamente. A pesquisa durou 15 dias, de segunda a sexta siramor fosor e consamor sodor or indivjdtor da poptlação.”

X X

3 Resultados (Resultados) Gráfico

A coluna com Subtítulo, Divisão ou Item foi preenchida segundo a seguinte metodologia. Os itens Título, Pergunta, Metodologia, Resultados, Interpretação e Conclusão eram identificados nos relatórios, mesmo que não discriminados pelos alunos. Quando discriminados, seja exatamente com esses nomes ou nomes similares, eram apresentados entre parênteses e com a letra MamaeQueNosFaz. Por exemplo: em 7 relatórios, trechos que nos outros relatórios eram nomeados como Interpretação foram nomeados como análise pelos alunos e desta forma na primeira coluna ficam da seguinte forma: Interpretação (análise). Houve a preocupação de usar o termo mais recorrentemente utilizado; no caso, Interpretação foi utilizado em 12 relatórios.

A presença dos indicadores naquela marca é indicada por um X onde se cruzam as marcas com as colunas dos indicadores de Alfabetização Científica. A identificação dos indicadores obedeceu os critérios e a descrição propostos por Sasseron (2008) e aplicados em seu artigo Sasseron e Carvalho (2008). O próximo ítem apresenta os indicadores de AC propostos pelas autoras citadas, acrescidos dos indicadores por nós propostos.

Havendo a identificação de um trecho, chamado de assertiva, que fosse potencialmente um Argumento ou Explicação, este passava por uma desambiguação para ser classificado como Argumento ou Explicação. A metodologia para diferenciar Argumentos de Explicações é apresentada após a descrição dos indicadores de Alfabetização Científica e é proposta e construída neste trabalho segundo os referenciais teóricos anteriormente apresentados. Para a análise discursiva, os indicadores de alfabetização científica foram escritos em negrito e com letra inicial maiúscula.

5.1.1 Identificação dos Indicadores de Alfabetização Científica Sasseron, em sua tese de 2008, faz uma extensa revisão dos termos Alfabetização Científica, Letramento Científico e Enculturação Científica e seus marcos, e encontra, ademais as particularidades, muitas semelhanças que são tratadas como eixos estruturantes da Alfabetização Científica. Destes eixos, se estabeleceram os Indicadores de Alfabetização Científica propostos em sua tese, que consideraram as

habilidades utilizadas pelos cientistas durante seu trabalho de investigação. Os indicadores propostos mostram o encaminhamento de ações que levam à resolução de um problema de tema científico, e que servem como parâmetros que permitem identificar que a Alfabetização Científica está em processo.

“Estes indicadores são algumas competências próprias das Ciências e do fazer científico: competências comuns desenvolvidas e utilizadas para a resolução, discussão e divulgação de problemas em quaisquer das Ciências quando se dá a busca por relações entre o que se vê do problema investigado e as construções mentais que levem ao entendimento dele.”

Abaixo, o quadro com os Indicadores de Alfabetização Científica propostos por Sasseron (2008) e Sasseron e Carvalho (2008), e sua descrição:

Indicador Descrição (SASSERON, 2008) Descrição (SASSERON;

CARVALHO, 2008)