4. BÖLÜM: SESLİ GÖRÜNTÜLÜ BİLİŞİM SİSTEMİ (SEGBİS)
4.1. Ses ve Görüntü Bilişim Sistemi (SEGBİS)
4.1.6. Türkiye Barolar Birliği Başkanlığı SEGBİS Yönetmeliğinin
As algas marinhas são diariamente expostas a altas concentrações de sais e oxigênio, além da exposição à luz ultravioleta (UV) proveniente dos raios solares (ZACHER, 2014). A presença destes fatores implica em um ambiente no qual há uma alta produção de radicais livres nas células da alga, e por consequência a alga necessita de mecanismos de defesa a essa condição adversa (KUMAR et al., 2014). Sendo assim, as algas sintetizam moléculas que possuem atividade antioxidante no intuito de neutralizar o efeito desses radicais livres, dentre essas moléculas com provável ação antioxidante inclui as vitaminas, compostos fenólicos e mais recentemente foi descoberto polissacarídeos sulfatados também faziam parte desse arsenal (HOYER et al., 2002; ROCHA et al., 2007; COSTA et al., 2014).
Há vários trabalhos que reportam a atividade antioxidante de polissacarídeos sulfatados extraídos de algas marinhas (WANG et al., 2008; WIJESEKARA et al., 2011; SHAO et al., 2014). Porém, os estudos que
avaliaram a atividade antioxidante de PS extraídos de algas vermelhas foram reportados apenas recentemente, a partir dos últimos 10 anos. Um dos primeiros trabalhos avaliou a atividade sequestradora de radicais superóxido e inibidora da peroxidação lipídica in vitro de três galactanas (F1, F2 e F3) extraídas da alga vermelha Phorphyra haitanesis (ZHANG et al., 2003a). Em sequência deste trabalho, o mesmo grupo de pesquisa administrou essas três galactanas em ratos e fez uma análise referente ao aumento da capacidade antioxidante total no sangue e alguns órgãos do animal e a produção de enzimas antioxidantes (superóxido desmutase e glutationa peroxidase), constatando assim atividade antioxidante ainda mais potente in vivo (ZHANG et
al., 2003b; ZHANG et al., 2004). Além disso, ZHANG e colaboradores (2006)
observaram que a atividade antioxidante das galactanas extraídas de
Phorphyra haitanesis dependia da massa molecular desses polissacarídeos – a
atividade antioxidante aumentava a medida que a massa molecular da galactana era menor (ZHANG et al., 2006). Por fim, modificações químicas como sulfatação e acetilação nessas galactanas também aumentavam seu potencial antioxidante (ZHANG et al., 2009).
Também pertencente ao gênero Porphyra, PS presentes na alga Porphyra
yezoensis apresentam potente atividade sequestradora de radical superóxido e
hidroxila, além de uma moderada atividade antioxidante para o teste de DPPH (LIU et al., 2008). Somado a estas atividades in vitro, LIU e colaboradores (2007) também constataram em ensaio ex vivo a capacidade desses PS reduzirem a hemólise provocada pelo peróxido de hidrogênio nas hemácias. Também analisando os PS da alga Porphyra yezoensis, ZHOU e colaboradores (2008) relataram que quando esses PS tiveram sua massa molecular reduzida por ultrassom apresentaram melhor capacidade antioxidante. Porém, os autores não fizeram maiores caracterizações estruturais a fim de caracterizar melhor este aumento de atividade (ZHOU et
al., 2008).
Polissacarídeos sulfatados de outros gêneros de algas vermelhas também foram estudados no que se refere a seu potencial antioxidante. Galactanas sulfatadas das algas Eucheuma spinosa, Eucheuma cottonii, Gigartina
acicularis e Gigartina pisillata apresentaram-se como potentes agentes nos
com relação aos polissacarídeos sulfatados da alga Gloiopeltis tenax foi registrada uma excelente atividade antioxidante para o ensaio de DPPH, atividade essa mais potentes inclusive que o controle positivo utilizado no teste, ácido ascórbico, outros ensaios antioxidantes com PS de Gigartina acicularis não foram ainda avaliados (LIM & RYU, 2009; COSTA et al., 2014).
Para o gênero Gracilaria, encontrou-se que galactanas sulfatadas da alga vermelha Gracilaria caudata apresentavam potente atividade doadora de elétrons (através dos testes de Capacidade Antioxidante Total e Poder redutor), estabilizando assim os radicais livres, além de serem capazes de quelar metais, impedindo assim a formação de novos radicais livres e possuírem atividade antioxidante sequestradora de radicais hidroxila (COSTA, 2008), outro ensaio avaliado com PS de Gracilaria caudata foi o sequestro de íons superóxido, entretanto, não foi detectada atividade antioxidante (COSTA, 2008). Outro estudo, agora com um extrato rico em polissacarídeos sulfatados da alga Gracilaria birdiae demonstrou que este apresentava atividade antioxidante detectável pelos testes de CAT, DPPH, sequestro de radical superóxido e quelação de ferro e cobre (SOUZA et al., 2012; OLIVEIRA, 2014). Outros ensaios antioxidantes não foram até o momento avaliados (SOUZA et
al., 2012; COSTA et al., 2014; OLIVEIRA, 2014).
Xilogalactanas sulfatadas foram extraídas da alga vermelha Corallina
officinalis, sendo observada atividade antioxidante positiva para os ensaios de
sequestro de radical hidroxila, sequestro de radical superóxido, poder redutor e DPPH. Essas xilogalactanas quando dessulfatadas perdiam totalmente suas atividades antioxidantes, indicando assim que a presença dos grupos sulfatado era crucial para a atividade antioxidante de PS de Corallina officinalis (YANG et
al., 2011).
Recentemente, Costa e colaboradores (2014) publicaram uma revisão referente a atividade antioxidante de polissacarídeos sulfatados de algas, mostrando também as atividades antioxidantes relatadas para polissacarídeos sulfatados encontradas em algumas algas vermelhas, conforme apresentado na tabela 2.
Tabela 2 – Atividade antioxidante de extratos de polissacarídeos sulfatados de algas vermelhas. CAT – Capacidade Antioxidante Total; PR – Poder Redutor; DPPH – Sequestro de DPPH; OH – Sequestro de radical hidroxila; O2- – Sequestro de íons superóxido; QF – Quelação Férrica; PL –
peroxidação lipídica.
Alga Atividade Antioxidante Referência
Porphyra haitanensis DPPH; OH; QF; PL ZHANG et al., 2009 Porphyra yezoensis PR; OH; O2-; QF LIU et al., 2008; ZHOU
et al., 2008
Eucheuma spinosa OH; O2-; PL SOUZA et al., 2007
Eucheuma cotonni OH; O2-; PL SOUZA et al., 2007
Gigartina acicularis OH; O2-; PL SOUZA et al., 2007
Gigartina pisillata OH; O2-; PL SOUZA et al., 2007
Gracilaria caudata CAT; PR; OH; QF COSTA et al., 2010 Gracilaria birdiae CAT; DPPH; OH; QF SOUZA et al., 2012;
OLIVEIRA, 2014
Gloiopeltis furcata DPPH; OH; O2- SHAO et al., 2013
Gloiopeltis tenax DPPH LIM & RYU, 2009 Corallina officinallis PR; DPPH; O2- YANG et al., 2011
FONTE: COSTA et al., 2014