• Sonuç bulunamadı

4.2. TÜRK TELEKOMÜNİKASYON ANONİM ŞİRKETİ

4.2.1. Türk Telekomünikasyon Şirketi'nin Halkla İlişkilere Yönelik Faaliyetleri

A metodologia de RA consiste no uso intensivo de fontes secundárias, observações in loco, amostras não-probabilísticas (intencionais) e entrevistas semi-

estruturadas com pessoas chaves (empreendedores, políticos, pesquisadores e técnicos). De acordo com Holtzman (1995), neste método são adotados os seguintes procedimentos para obtenções de informações:

• Uma sistemática revisão de literatura e avaliação do conjunto de dados

secundários, que é padrão em pesquisa científica.

• Uma busca de arquivos de dados contábeis ou de registros de controle da

produção que possam ser examinados (muitas vezes estes dados não estão disponíveis devido à pouca organização das empresas ou até mesmo por receio dos empresários em divulgar dados operacionais).

• Uma inspeção e observação “in loco” onde podem ser aplicados

A escolha deste método deveu-se à facilidade para tratar temas complexos; maior flexibilidade para obtenção de informações; possibilidade de aprofundamento de questões com perguntas adicionais e esclarecedoras; e necessidade de direcionar a análise para um grupo específico, de maneira integrada e com restrições de tempo.

Uma das principais vantagens dessa ferramenta é a rapidez como podem ser obtidas as informações sobre a população estudada e suas necessidades. Outra vantagem, citada por Bergeron (2002) são os baixos custos envolvidos na execução da pesquisa, adaptabilidade e diferentes situações e a facilidade de envolvimento do pesquisador com os agentes-chave do sistema, o que pode permitir a exploração de tópicos de difícil abordagem sob outros enfoques ou então dar maior destaque a aspectos qualitativos que podem ter sido negligenciados por outro levantamento. Mas também existem limitações como o risco de generalizar os resultados obtidos, falta de claros procedimentos de validação e susceptibilidade de manipulação por parte dos informantes.

Na realização deste trabalho, além da literatura consultada, foram visitadas 35 agroindústrias distribuídas entre os estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal e ligadas a algum projeto ou programa de promoção de desenvolvimento rural. De uma forma geral, o critério de seleção das agroindústrias dentro de cada programa se deu em função da sua localização (facilidade de acesso) e disponibilidade dos responsáveis pela agroindústria. Foram entrevistadas 33 pessoas envolvidas nas atividades agroindustriais e 27 especialistas de organizações, governamentais ou não, e instituições envolvidas nos programas que apoiavam as agroindústrias visitadas. Buscou-se contactar pessoas que participaram da organização e planejamento dos programas e vinham acompanhando o seu desenvolvimento.

Todas as unidades agroindustriais visitadas consistem em empresas beneficiadas por pelo menos um dos programas descritos neste trabalho. Os programas citados são aqueles nos quais os coordenadores ou pessoas envolvidas propiciaram informações sobre a sua concepção e acesso às agroindústrias beneficiadas. Embora existam muitas outras ações promovidas por ONG’s ou mesmo governos, o acesso nem sempre é possível. Mas o material reunido neste estudo foi capaz de descrever o sistema e propiciar uma visão bastante realista da situação destes empreendimentos, considerando a variabilidade e intensidade das barreiras em diferentes regiões.

Embora a localização da unidade agroindustrial seja de extrema importância para o entendimento do comportamento do sistema que compreende a agroindústria, este não foi um fator de restrição para a escolha das agrondústrias aqui estudadas. O que deve ser extraído nestas considerações é que o futuro dessas comunidades está relacionado cada vez mais com as articulações intermunicipais capazes de diagnosticar as vocações do território que compartilham, formular um plano de desenvolvimento microrregional, e viabilizar seu financiamento com o imprescindível apoio das esferas

governamentais superiores. Assim, a localização da agroindústria não foi considerada um fator restritivo aos dados coletados, uma vez que este fator compõe um cenário alternativo de análise do sistema que pode ser definido por variáveis de entrada.

Também merece ser mencionado que embora os modelos aqui estudados possam ser aplicados em projetos de assentamento, não foi dado enfoque a estas iniciativas, por exigir um conhecimento teórico mais aprofundado nas questões da

reforma agrária e envolver elementos que não serão discutidos nesta pesquisa, mas os resultados deste trabalho certamente poderão ser futuramente estendidos a esta problemática.

Foram utilizados dois roteiros de entrevistas, sendo um direcionado a proprietários ou gerentes de cada unidade agroindustrial, consistindo de 118 questões, o que procurou cobrir amplamente as atividades, procedimentos e processo de tomada de decisões assumidos pela empresa, bem como a sua estrutura organizacional e forma de articulação institucional. Foram utilizadas questões abertas e fechadas, buscando cobrir uma ampla variedade de situações, de forma a capturar as especificidades de cada caso. Dada a diversidade de condições às quais se submetem as unidades agroindustriais, nem sempre foram respondidas todas as questões, nem foi esta a preocupação maior. O questionário serviu apenas como um roteiro para auxiliar na investigação das informações. O outro questionário foi direcionado aos especialistas envolvidos nos programas/projetos agroindustriais. Também trata-se de um roteiro amplo e, durante as entrevistas tentou-se dar um enfoque maior às áreas de atuação de cada entrevistado em particular. A Tabela 4 apresenta a distribuição das entrevistas realizadas:

Tabela 4- Relação das entrevistas semi-estruturadas gravadas

Origem do entrevistado Quantidade

UA

Quantidade de especialistas

Condomínios do sistema Agreco/PVRS/Desenvolver (SC) 16 9

Unidades agroindustriais do Prove Blumenau (SC) 5 2

Unidades agroindustriais da Fábrica do Agricultor (PR) 6 6

Pró-Caxias (PR)16 1 6

Prove – DF 4 2

Complexo DAPAT/CTA-ZM (MG) 3 2

Total 35 27

Observa-se que, além de entrevistas semi-estruturadas e visitas às unidades agroindustriais, também foram coletadas informações através da internet (páginas web

e correio eletrônico). Estes meios muitas vezes responderam plenamente à diversas

16

Participou-se de uma caravana na região de Pró-Caxias reunindo-se com diversas organizações de produtores e representantes do poder público que foi conduzida pela equipe do Sebrae-PR. Não foram usados os roteiros básicos, mas foram gravados alguns encontros e a visita a uma unidade agroindustrial

questões enfocadas nas entrevistas. Também foram obtidas informações juntamente com os técnicos de empresas de extensão rural e de desenvolvimento, que auxiliaram de alguma forma nesta fase do projeto, mas que não estão relacionados na tabela a seguir por não terem sido formalmente entrevistados.

Os dados obtidos não caracterizam uma amostra probabilística das empresas e indivíduos entrevistados. Ou seja, trata-se de uma amostra intencional do universo de programas e experiências agroindustriais ocorridas no país. No entanto, os dados carregam informações necessárias para a representação dos modelos e trazem à luz fatos que ilustram as dificuldades encontradas ao longo do processo de implementação das unidades agroindustriais.