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1.4. Araştırmanın Amacı

2.1.2. Müzik Eğitiminde Çağdaş ÖğrenmeYöntemleri (Oyun, Dans, Müzik Bileşeni)

2.1.2.3. Suzuki Yönteminin Eğitimsel Felsefesi

No Brasil, podemos destacar os trabalhos pioneiros de Quirino e Xavier (1987), Fernandes e Becker (1988) e Moraes e Kilimnik (1989), que fizeram importantes pesquisas e colaboraram para a introdução do tema e seu enriquecimento teórico como tema de pesquisa.

Ao longo da década de 90, vários trabalhos foram realizados, merecendo destaque para aqueles conduzidos pelos centros de pesquisa na Universidade Federal do Rio Grande do Sul38 e na Universidade Federal de Minas Gerais39. Utilizando diversas abordagens e metodologias, as pesquisas procuraram enriquecer o tema, por intermédio de trabalhos junto a várias categorias profissionais, visando adaptações e validação para a realidade brasileira, além de correlações diversas entre outras variáveis, como o estresse e o comprometimento.

Apesar de esses vários trabalhos e de o tema QVT ser razoavelmente conhecido nos meios acadêmicos, ainda há muito que se estudar sobre o assunto, principalmente no Brasil. Ao longo do tempo, a QVT demonstrou ser uma abordagem apropriada para a verificação e intervenção no que se refere à satisfação no trabalho, aumento da produtividade e da qualidade.

No caso brasileiro, além da busca de validação de instrumentos, principalmente o Job Diagnostic Survey de Hackman e Oldham (1975), o mais importante tem sido a análise da QVT na realidade brasileira, nas suas empresas, profissões e regiões geográficas.

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Esse centro encontra-se, atualmente, desativado.

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E, a despeito de ter nascido sob o escopo de um modelo taylorista-burocrático, hoje, com o advento das novas tecnologias organizacionais40, a QVT deve ainda ser utilizada como metodologia de diagnóstico e intervenção. Na verdade, ela aparece com força renovada para verificar o que realmente está acontecendo em nossas empresas nesses momentos de mudanças tão radicais e profundas.

Nesse sentido, podemos citar o trabalho recente de Fernandes (1996), propondo uma Auditoria Operacional de Recursos Humanos para Melhorar a QVT. A autora, dentro de uma linha de Qualidade Total e sua preocupação com o cliente, afirma que “não se pode falar em qualidade de produtos e serviços se aqueles que vão produzi-los não têm QVT” (FERNANDES, 1996: 13).

Além desses, podemos citar outros trabalhos ligando QVT a temas atuais, como cisão e privatização (HONORIO, 1998), uso de tecnologia de informática (ALMEIDA, 1996), novas tecnologias administrativas, como o Just-in-time (SANTOS, 1999), novas formas de gestão e enfraquecimento da representação dos trabalhadores (SANT’ANNA, 1997), Qualidade Total (VIEIRA, 1996; MONACO, 1999) etc.

O QUADRO que será apresentado a seguir, extraído de Moraes et al (2000), mostra um resumo das principais pesquisas realizadas no Brasil.

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QUADRO 3 – Características metodológicas de pesquisas brasileiras sobre QVT (continua)

PESQUISA FENÔMENO ESTUDADO CATEGORIA

OCUPACIONAL MODELO TEÓRICO DE QVT MÉTODO UTILIZADO LOCAL DA PESQUISA INSTRUMENTOS UTILIZADOS Macedo (1990) Satisfação e motivação de empregados de áreas de processamento de dados e atendimento ao cliente Técnica e gerencial Hackman e Oldham (1975) Estudo de caso quantitativo

Banco do Brasil SA Análise de documentos e questionário

Moreno (1991)

QVT de profissionais bibliotecárias Técnica e administrativa

Idem Survey Bibliotecas univ. estaduais do Paraná Questionário Moraes et al (1992) Estresse e QVT de ocupantes de cargo de chefia

Gerencial Idem Survey Empresas mineiras

públicas e privadas Questionário Ruschel (1993) Satisfação de empregados do ramo imobiliário Diversos níveis hierárquicos WestleY (1979)

Estudo de caso Empresas gaúchas do ramo imobiliário

Entrevista estruturada e questionário

Tannhauser (1994)

Papel dos profissionais de psicologia organizacional na gestão de RH e melhoria da QVT

Profissional Walton

(1973)

Estudo de caso Empresas gaúchas Entrevista

em profundidade e questionário Ramos

(1995)

QVT de médicos e enfermeiros que prestam assistência direta ao paciente

Profissional Westley

(1979)

Estudo de caso Hospital público de Belo Horizonte, MG Questionário e entrevista semi-estruturada Moraes et al (1996)

Inter-relações entre QVT, estresse e comprometimento Gerencial, técnica e administrativa Hackman e Oldham (1975)

Estudo de caso Empresas privadas mineiras

Questionário

Vieira (1996)

QVT na gestão da qualidade total Gerencial, profissional, técnica e operária.

Walton (1973)

Estudo de caso Fabricante nacional de motores elétricos de Santa Catarina Entrevista semi-estruturada Almeida (1996)

Qualidade dos produtos e serviços de software sob a ótica

da QVT Profissional e técnica Hackman e Oldham (1975)

Estudo de caso Empresas de

informática de Belo Horizonte, Curitiba e Londrina

Análise de documentos e questionário

QUADRO 3 – Características metodológicas de pesquisas brasileiras sobre QVT (conclusão)

PESQUISA FENÔMENO ESTUDADO CATEGORIA

OCUPACIONAL MODELO TEÓRICO MÉTODO UTILIZADO LOCAL DA PESQUISA INSTRUMENTOS UTILIZADOS Sant’Anna (1997)

Fatores de pressão e insatisfação de empregados de áreas de teleatendimento e atendimento direto ao público

Profissional e técnica

Idem Estudo de caso Empresa pública

mineira do setor de serviços Análise de documentos questionário e entrevista semi-estruturada Honório (1998)

Qualidade de vida e pressão no trabalho de empregados envolvidos em processos de cisão, privatização e entrada da concorrência.

Gerencial,

profissional e técnica.

Idem Estudo de caso Empresa pública

mineira do setor de telecomunicações Análise de documentos questionário e entrevista semi-estruturada Paiva (1999)

QVT, stress e situação de trabalho de professores.

Profissional Idem Estudo de caso Instituições de

ensino superior pública e privada do Estado de MG Questionário e Entrevista não-estruturada Santos (1999) QVT e estresse de trabalhadores envolvidos com a implantação do Sistema Just in Time

Gerencial e operária

Idem Estudo de caso Indústria do setor

de autopeças localizada em Betim Minas Gerais Questionário e entrevista semi-estruturada Moraes et al (2000)

QVT e estresse de policiais militares Gerencial e técnica Idem Estudo de caso Policia Militar Minas Gerais – região Belo Horizonte

Questionário e entrevista semi-estruturada Oliveira (2001) QVT detetives da policia. Técnica. Walton (1973) Estudo de caso Policia Civil de Minas

Gerais – região Belo Horizonte

Questionário e entrevista semi-estruturada

Como demonstrado no QUADRO 3, os trabalhos buscaram verificar os aspectos relacionados à QVT em diversos ambientes organizacionais e profissões e, muitos deles, buscaram fazer correlações entre variáveis de outros modelos, principalmente os de estresse ocupacional e comprometimento organizacional.

No caso especifico de QVT, podemos sintetizar as principais conclusões das pesquisas apontadas anteriormente conforme Moraes et al (2000):

ƒ Os homens apresentam uma tendência para melhor QVT que as mulheres.

ƒ Empregados de maior faixa etária, geralmente, apresentam preocupação maior com segurança no trabalho na determinação de sua satisfação.

ƒ Empregados com maior tempo no trabalho apresentam maior identificação com a tarefa que realizam

ƒ Gerentes com mais alto nível de escolaridade apresentam menor QVT

ƒ Empregados de nível administrativo e técnico apresentam maior insatisfação com as dimensões ligadas ao uso das potencialidades e autonomia na realização de suas tarefas.

ƒ As variáveis mais críticas, por ordem de importância com relação à QVT foram compensação, feedback extrínseco, segurança, supervisão, possibilidades de crescimento e, finalmente, autonomia.

ƒ A variável mais significativa encontrada com relação aos resultados com satisfação se refere ao grau de inter-relacionamento

Alem disso, conforme Moraes et al (2000), os trabalhos sugerem principalmente:

ƒ A utilização cada vez mais de metodologia qualitativa associada ao trabalho quantitativo.

ƒ Trabalhos junto a profissões menos elitistas.

ƒ Trabalhos de caráter longitudinal para que se acompanhe a evolução de aspectos ligados a QVT.

Além das questões ligadas exclusivamente à administração e às organizações, vale enfatizar que o tema relativo à QVT assume, cada mais, uma importância social. Ela pode oferecer benefícios para a sociedade como um todo, quando se liga a temas atuais de preocupação geral41.

Por outro lado, nesse momento em que se discute qualidade de vida para a sociedade como um todo, não se pode examinar o assunto sem pensar em seu componente correspondente no trabalho. Kilimnik et al (1994) enfatizam esse aspecto lembrando a importância do equilíbrio entre lazer e trabalho na busca de melhor qualidade de vida.

Muitos aspectos sociais extratrabalho na vida do indivíduo como o status, identidade e até relações de poder derivam do seu trabalho, assim considerando a função, a profissão, e até mesmo a empresa onde se trabalha. Como afirma Goulart (1999), apesar dos conceitos de QVT e qualidade de vida serem distintos, eles se interinfluenciam, pois insatisfações no trabalho podem gerar desajustes na vida social global, e, da mesma forma, insatisfações fora do trabalho interferem, trazendo inadaptação no trabalho do individuo.

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Vale destacar que foram realizados recentemente trabalhos de QVT junto a militares e detetives das policias civil e militar de Minas Gerais, pela UFMG, especialmente devido à magnitude que o tema violência assume em nosso país.