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Stratejik Planlamada Dikey Entegrasyon ve ĠBB Stratejik Planı Bağlamında Genel

BÖLÜM 4: STRATEJĠK PLANLAMA SÜRECĠNDE DĠKEY ENTEGRASYON

4.2. Stratejik Planlamada Dikey Entegrasyon ve ĠBB Stratejik Planı Bağlamında Genel

Nesta seção, é apresentada uma análise sobre a capacitação para o PDP na indústria de alimentos de acordo com os casos estudados.

6.3.1 Discussão Comparativa entre Empresas

As empresas alimentícias pesquisadas vêem o processo de capacitação para o desenvolvimento de uma forma limitada. De uma maneira geral, tanto a visão da capacitação quanto da sua construção se restringe a cursos e treinamentos que trazem novos conhecimentos sobre o processo de desenvolvimento. Sendo assim, outros meios de construção são excluídos.

Na literatura, CLARK e WHEELWRIGHT (1992) apresentam como meios para a construção da capacitação a aprendizagem ao longo dos projetos, da implantação de novas ferramentas e técnicas, revisões periódicas de suas abordagens de

desenvolvimento, foco em seus recursos, além do desenvolvimento de capacitações de pessoas.

Provavelmente, por não terem familiaridade com o termo “capacitação”, quando questionadas sobre o que é feito nas empresas onde trabalham para o desenvolvimento da capacitação para o PDP, as pessoas lembram logo de cursos e de treinamentos. Não existe a consciência, nas empresas pesquisadas, de que a experiência e a aprendizagem ao longo dos projetos contribuem para a construção da capacitação. No entanto, a experiência é valorizada no momento da contratação, podendo ser um fator de decisão entre a contratação de um ou outro funcionário, como ocorre na empresa 3.

Entre as opções “a desejar”, “satisfatório”, “em desenvolvimento”, e “mais do que satisfatório”, todas as empresas pesquisadas classificaram a sua equipe de PDP quanto a suas habilidades técnicas na terceira opção, ou seja, todas consideraram que a sua equipe de PDP está “em desenvolvimento”.

Com relação a suas habilidades gerenciais, a classificação que predominou foi a de “satisfatório”, somente uma das empresas (caso 1) classificou a sua equipe de PDP como “em desenvolvimento”. Os entrevistados, por trabalharem no departamento de desenvolvimento, lidando assim mais com a área técnica do desenvolvimento, têm maior segurança em classificar de forma positiva as suas habilidades técnicas.

6.3.2 Discussão Comparativa entre Instituições

Muitas das deficiências e características do PDP apontadas pelas instituições são encontradas nas empresas de pequeno porte. De uma forma geral, são essas as empresas que não possuem conhecimento e uma estrutura física adequada ao desenvolvimento de produto. Sendo assim, procuram por serviços de apoio. Como resultado, ao entrevistar um pesquisador ou consultor, é percebido que por lidar com empresas desse porte, suas respostas estão relacionadas ao PDP dessas empresas.

No caso do ITAL, o serviço oferecido às empresas consiste em todo o desenvolvimento técnico do produto, o que indica que os conhecimentos necessários a essa fase do PDP não são de fácil obtenção, e que adquiri-los requer estudo (esforço pessoal) e investimento financeiro. As empresas maiores buscam no ITAL cursos e

treinamentos, ou a solução de problemas que surgem ao longo do PDP. Essas mesmas demandas, tanto em relação às pequenas quanto às grandes empresas, são verificadas nas demais instituições pesquisadas.

Não foram encontrados pontos em comum em relação às atividades de treinamento necessárias ao desenvolvimento da capacitação nas respostas dadas pelos diferentes instituições. Foi percebido apenas que cada um citou os cursos e os treinamentos que são oferecidos pelo próprio instituto.

Em relação à formação básica indicada para as pessoas que trabalham com o desenvolvimento, também não houve consenso. A empresa de consultoria citou que não existe uma formação básica mais indicada. Já para a pesquisadora do ITAL, são indicadas as formações em engenharia de alimentos e áreas afins. Já o entrevistado do SENAI citou que pelo menos um curso técnico é necessário e, se possível, a pessoa que trabalha com desenvolvimento deve fazer uma especialização na sua área de trabalho. O mais indicado, porém, de acordo com o entrevistado, é o curso superior relacionado à área de atuação de cada um.

Todas as instituições pesquisadas (ITAL, SENAI e empresa de consultoria) relatam que, em pequenas empresas, existe deficiência no conhecimento técnico necessário para o desenvolvimento de produto alimentício. Outra deficiência encontrada nas empresas de alimentos que é citada com unanimidade pelas instituições é a falta de conhecimento gerencial em pequenas empresas. O ITAL, por exemplo, cita que nas pequenas empresas existe deficiência ou mesmo falta de planejamento para o PDP. Essas empresas desenvolvem novos produtos de acordo com a demanda do mercado e, assim, acabam diversificando muito o seu mix de produtos e diluindo esforços.

O ITAL e o SENAI destacaram como deficiência relacionada ao PDP a resistência à mudança. As pessoas que trabalham com desenvolvimento e que não possuem conhecimento técnico, desenvolvem produtos baseando-se apenas em sua experiência prática. Como trabalham dessa forma há muitos anos, resistem a mudar e negam que o conhecimento técnico possa substituir de maneira eficiente o trabalho baseado na “tentativa e erro”.

6.3.3 Discussão Comparativa entre Empresas e Instituições

Neste trabalho, as empresas de alimentos selecionadas são empresas grandes e que possuem o PDP estruturado, possibilitando assim uma discussão sobre a capacitação para o processo de desenvolvimento de produto alimentício. No entanto, foi constatado pelas entrevistas nas instituições, que as empresas que procuram auxílio para desenvolver produtos são as médias e pequenas. Com isso, os resultados sobre capacitação nas empresas de alimentos se referem a um grupo de empresas, já os resultados sobre capacitação de acordo com as instituições se referem a outro grupo de empresas. As grandes empresas também procuram as instituições de apoio à indústria de alimentos, porém essa procura é mais rara e limita-se à solução de um problema enfrentado ao longo do PDP, como, por exemplo, uma análise microbiológica ou físico- química.

É possível, no entanto, perceber semelhanças na visão do que é a construção da capacitação. Com exceção do SENAI, assim como as empresas de alimentos, as demais instituições vêem a construção da capacitação limitada a cursos e treinamentos, desconsiderando outros fatores como a aprendizagem ao longo dos projetos. O SENAI destaca a importância de experiência anterior em desenvolvimento de produto para a construção da capacitação. Tanto empresas quanto instituições destacam também a necessidade da habilidade de trabalhar em grupo e de integração com outras funções.

O conhecimento técnico também é destacado por empresas e instituições na capacitação para o PDP. Todas as empresas pesquisadas citaram cursos no ITAL e uma delas, no SENAI, como atividades relacionadas à capacitação para desenvolvimento de produto.

O reconhecimento da importância do conhecimento gerencial fica mais restrito às instituições, provavelmente por terem uma visão mais ampla do processo de desenvolvimento de produto, desde a definição da estratégia do produto à retirada do mesmo do mercado. No caso do ITAL, por exemplo, esse reconhecimento ocorre na prática, uma vez que mesmo uma pesquisadora da área técnica, ao lidar com as empresas, percebe a deficiência no PDP causada pela falta de um planejamento para o desenvolvimento.

Nas empresas de alimentos, por outro lado, as pessoas que trabalham com o desenvolvimento do produto conhecem as atividades das macro-fases de pré- desenvolvimento e pós-desenvolvimento, mas não relacionam muitas dessas atividades ao desenvolvimento do produto. Por exemplo, uma pessoa que trabalha no departamento de desenvolvimento de uma empresa de alimentos sabe que antes da geração e seleção de idéias ocorre a definição da estratégia do produto, porém, não relaciona estratégia de desenvolvimento e gestão de portfólio como conhecimentos gerenciais importantes ao PDP. Sendo assim, destacam como importantes apenas algumas ferramentas que são utilizadas na própria macro-fase de desenvolvimento, como APPCC, MS project (citados pela empresa 2), ou destacam apenas habilidades importantes, como a de trabalhar em grupo, citada pela empresa 3.

6.4 Análise Crítica do Processo de Capacitação para Processo de Desenvolvimento