OYUNCULUK YÖNTEMLERİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR
2.1. STANİSLAVSKİ OYUNCULUK YÖNTEMİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR
O PE é uma metodologia científica que organiza a prestação do cuidado de Enfermagem. Além disso, favorece a implementação de uma teoria na prática, e sistematiza a assistência de enfermagem (SAE). É um método de trabalho que
organiza, direciona e melhora a qualidade da assistência, trazendo visibilidade e proporcionando segurança para a equipe de enfermagem (MEDEIROS; SANTOS;
CABRAL, 2012, p. 174).
Os estudos sobre a SAE se destacaram no Brasil, após o Decreto-lei 94.406/87, que regulamenta o exercício da profissão de Enfermagem e define como atividade privativa do enfermeiro, entre outras, a prescrição de enfermagem. Entretanto, surgiram inquietações a respeito de como pode o (a) enfermeiro (a) realizar uma consulta sem um método científico e prescrever sem antes conhecer as necessidades do paciente ou cliente (NÓBREGA; SILVA, 2009; TANNURE; PINHEIRO, 2011).
Alguns termos têm sido utilizados ora como sinônimos e ora como diferentes definições para o PE - metodologia da assistência e sistematização da assistência. Considera-se que estes termos têm significados distintos. A SAE é uma
metodologia institucional, na qual a organização das atividades de enfermagem interfere diretamente na implantação e implementação do PE. Vale salientar que o processo é único. Entretanto, pode modificar-se à luz do referencial teórico utilizado. O PE é a metodologia da assistência de enfermagem proposta por cada uma das teóricas de Enfermagem para o trabalho processual (FULY, 2008).
Para Horta (2011, p. 34), o processo de enfermagem é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, cujo foco é prestar assistência ao ser humano. As etapas do PE são representadas graficamente por um hexágono, cujas faces são vetores biorientados. No centro estão o indivíduo, a família e a comunidade (Figura - 1). No que concerne aos seus componentes, Horta propôs seis etapas: histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, plano assistencial, prescrição de enfermagem, evolução e prognóstico (HORTA, 2011). Embora estejam divididas didaticamente, estas fases estão inter-relacionadas e ocorrem concomitantemente (BUB; BENEDET, 2001).
Figura1 - Etapas do Processo de Enfermagem
Fonte: Horta (2011)
Salienta-se que Horta não teve a oportunidade de desenvolver e atualizar seu modelo assistencial. Desde então, o PE passou a ser utilizado de forma parcial por grupos de profissionais e, no decorrer dos tempos, as fases plano de cuidados e prognóstico foram suprimidas. Assim sendo, atualmente contempla cinco etapas: investigação, coleta de dados ou histórico de enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento, implementação e avaliação (CAMPEDELLI et al., 1992; CARVALHO et al., 2007; COFEN, 2009).
Independentemente da metodologia utilizada, o PE é um método científico que proporciona condições para individualizar e administrar a assistência, possibilitando, assim, uma maior integração entre o profissional, o indivíduo, família, comunidade e a equipe de saúde. Como resultado, gera efeitos positivos na melhoria da qualidade da assistência prestada ao cliente/paciente.
Conforme Horta (2011), o histórico de enfermagem, primeira etapa do PE, originalmente chamado de Anamnese de Enfermagem, foi inserido em 1965 na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo e posteriormente substituído por considerar-se a aproximação com a anamnese médica. No sentido de viabilizar essa etapa, é utilizado um roteiro sistematizado para o levantamento de dados do paciente/cliente, o qual fornece condições de identificar os problemas de enfermagem. Este deve ser conciso, individualizado, sem repetições, claro, preciso, além de dispor de informações que possibilitem prestar cuidado ao indivíduo.
Essa etapa inicial do PE é fundamental, pois dela depende todo o planejamento da assistência de enfermagem. Esta fase permite a interação enfermeiro-paciente, leva à pesquisa, conduz ao diagnóstico de enfermagem e determina prioridades, orientações e observações posteriores. Alguns fatores interferem na elaboração do histórico como aqueles relacionados com o paciente/cliente, idade, gênero, cultura, escolaridade, tempo de permanência no hospital e padrões de comunicação. Além desses, existem os fatores que guardam relação com os profissionais como, despreparo da (o) enfermeira (o) no atendimento ao paciente/cliente, necessidade de autoconhecimento e tempo disponível na aplicação do histórico. Quanto à instituição e ao serviço de enfermagem, também são encontradas dificuldades inerentes à filosofia profissional e institucional, a qual deve ser centrada no cuidado do paciente e na quantidade e qualidade do pessoal que presta este cuidado.
O diagnóstico de enfermagem é a segunda etapa do PE. Nesta fase, analisam-se os dados coletados no histórico e são identificados os problemas de enfermagem. Estes levam ao conhecimento das necessidades básicas afetadas. Por ocasião do diagnóstico, é determinado pela (o) enfermeira (o) o grau de
dependência deste atendimento em natureza e extensão. De acordo com a definição da dependência, o profissional toma decisões quanto ao tipo de cuidado de que o cliente necessita.
Segundo o Conselho Internacional de Enfermeiros (CIE), o Diagnóstico de Enfermagem (DE) consiste em um enunciado que representa o estado, problemas, necessidades ou forças tidas como objetos de intervenções de enfermagem (CIE, 2007). A terceira etapa do PE é o plano assistencial. Esta determina a assistência de enfermagem a ser recebida pelo indivíduo mediante o diagnóstico estabelecido. Para tanto, examina-se os problemas de enfermagem, as necessidades afetadas e o grau de dependência.
Dentre as etapas do PE, encontra-se o plano de cuidados ou prescrição de enfermagem. Nessa fase, é elaborado um roteiro diário que coordena a ação da equipe de Enfermagem nos cuidados a serem aplicados ao ser humano em suas
necessidades afetadas. A prescrição deve ser concisa, clara, específica e checada após serem realizadas as intervenções. Como quinta etapa, encontra-se a evolução
de enfermagem, representada por um relatório diário ou periódico das alterações que ocorrem no ser humano enquanto estiver sob a assistência de enfermagem.
De acordo ainda com Horta (2011), o prognóstico de enfermagem é a sexta etapa do PE. É a estimativa da capacidade do ser humano em atender suas necessidades básicas após a implementação do plano assistencial. Consiste em um meio de avaliação da metodologia em todas as suas fases a fim de chegar a uma conclusão.
Utilizando-se da metodologia do PE, a (o) enfermeira (o) desenvolve sua criatividade e sensibilidade, de forma sistemática e contínua. Identifica a quantidade e a qualidade do cuidado de Enfermagem necessário para auxiliar na vivência do processo saúde-doença do indivíduo. Considera-se que no uso do entrelaçamento de diversos saberes, a escolha por este ou aquele cuidado, os passos do PE a (o) remetem para o raciocínio científico, pois demanda do profissional, observação, elaboração de hipóteses, ação e avaliação da assistência (AMANTE et al.,2010).
Em alguns cenários de prática e de ensino da Enfermagem, o PE não é utilizado em virtude do tempo a ser dispensado pelo profissional, bem como a quantidade de informação necessária a sua aplicabilidade. Entretanto, outra forma
de implementar a SAE se deu com a Padronização de um Conjunto Internacional de Dados Essenciais em Enfermagem por meio de enfermeiras norte-americanas. Surgiu a partir da necessidade de informatizar e reunir os dados essenciais dos usuários dos serviços de saúde, sem comprometer a qualidade da assistência prestada.
2.3.2. Padronização de um Conjunto Internacional de Dados Essenciais em