OYUNCULUK YÖNTEMLERİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR
2.3. CHEKHOV OYUNCULUK YÖNTEMİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR
A construção de sistemas de classificação de enfermagem surge como uma necessidade de uniformizar e padronizar uma linguagem técnica, de modo que o profissional de enfermagem a utilize no seu processo de trabalho. Esse sistema é constituído de vocabulário especial com termos inerentes à profissão e expressem o mesmo significado. Nesse sentido, durante o 19º Congresso Quadrienal do Internacional Council of Nurses (ICN), realizado em 1989, em Seul-Korea, foi apresentada uma proposta de classificação internacional dos elementos da prática de enfermagem. O documento tinha como justificativa a inexistência de um sistema que conduzisse o (a) enfermeiro (a) a uma linguagem específica para a profissão (NÓBREGA et al., 2003; NÓBREGA; GUTIÉRREZ, 2000).
Desse congresso, surgiu a Classificação Internacional para a Prática da Enfermagem (CIPE®), em cujo processo de desenvolvimento foram elaboradas várias versões. Em 1996, o CIE publicou a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem - Versão Alfa: um marco unificador, com a Classificação de Fenômenos de Enfermagem e a Classificação de Intervenções de Enfermagem, com o objetivo de estimular comentários, observações, críticas e recomendações de
ajuste, bem como iniciar um processo de retroalimentação com vistas ao seu aperfeiçoamento. Nesta evolução, em 1999, foi divulgada a CIPE® Versão Beta, durante as comemorações do centenário do CIE.
Nesse caminhar no ano de 2001, lançou-se a CIPE® Versão Beta 2; e em 2005, a CIPE® Versão 1.0. Em maio de 2011 o ICE apresentou a versão CIPE® 2011 (GARCIA; NÓBREGA, 2009; ICN, 2011). O ICN anunciou, em 2013, o lançamento de uma nova versão da CIPE®. Nesta, houve um aumento de 15% em relação a 2011 no que diz respeito a diagnósticos e demonstrações de resultados, bem como um aumento de 50% relativo às intervenções. Até o momento, a CIPE® já foi traduzida em 14 idiomas (OE, 2013).
A CIPE® é um instrumento de informação que representa a prática de enfermagem em linguagem universal, possibilita a comparação de dados entre populações, estimula a realização de pesquisas, influencia a educação em Enfermagem, bem como as políticas de saúde. Assim sendo, faz-se necessário empregar termos que possam reproduzir um universo único de conhecimentos, propiciando desse modo uma comunicação clara, precisa, objetiva, e bem compreendida pelos profissionais que compõem a equipe de enfermagem (NÓBREGA; SILVA, 2009). E ainda contribui no gerenciamento dos elementos críticos durante a documentação da prática de enfermagem (CIE, 2007).
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a CIPE® é a única classificação de enfermagem aceita como relacionada com a família de classificação da CID. Esta vem sendo utilizada em diversos países, com a finalidade de proporcionar o estabelecimento de uma linguagem comum, que represente os conceitos e os cuidados da prática de enfermagem. Diversos países têm desenvolvido projetos com a missão de apoiar o desenvolvimento contínuo da CIPE® e promover o seu uso na prática clínica, na educação e na pesquisa em enfermagem. Essa empreitada visa ao fortalecimento e à ampliação dos propósitos da profissão na assistência, na educação e na pesquisa (NÓBREGA, 2011).
Convém ressaltar que, no contexto dessas contribuições, a ABEn, entre os anos 1996 e 2000, desenvolveu o Projeto de Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva no Brasil - CIPESC®. Esta proposta está em consonância com a versão beta da CIPE®. O documento é umacontribuição brasileira à CIPE® e teve como resultado um inventário vocabular no campo da Saúde Coletiva. É um instrumento que visa apoiar a sistematização da prática
assistencial, gerencial e de investigação do (a) enfermeiro (a). Também é reconhecido pelo potencial pedagógico na formação e qualificação de enfermeiros (as) comprometidos (as) com o SUS. A CIPE® possuitermos que podem expressar as práticas de enfermagem ancoradas na compreensão do processo saúde-doença, resultante da forma de como a sociedade e os grupos sociais se organizam em termos de suas condições de trabalho e de vida(CUBAS; EGRY, 2008; NÓBREGA, 2011; NICHIATA et al., 2012).
Esta iniciativa teve como ponto de partida a preocupação com a invisibilidade do trabalho da Enfermagem decorrente da inexistência de dados que expressem claramente - no coletivo e no individual - os objetos do trabalho profissional. O projeto CIPESC® teve como propósitos: estabelecer a classificação da prática de enfermagem em saúde coletiva no Brasil; revisitar as práticas de enfermagem em saúde coletiva no país, diante da implantação do SUS; construir um sistema de informação da prática de enfermagem em saúde coletiva que permita a sua classificação, troca de experiências e interlocução nos níveis nacional e internacional (ALBUQUERQUE; CUBAS, 2005).
A CIPESC® é precursora na documentação da prática da Enfermagem na atenção básica de saúde. No entanto, sua aplicabilidade e estruturação da SAE dependem do envolvimento do profissional na realização de cuidados no cotidiano do serviço. Soma-se a isso a solução dos problemas mediante as necessidades biológicas, psicológicas e sociais do indivíduo, família e da coletividade (NÓBREGA; GARCIA, 2005; BARROS; CHIESA, 2007). Frente a diversidade dos termos utilizados na Enfermagem, acredita-se que a CIPESC®, por ser um instrumento para a padronização da linguagem de Enfermagem em Saúde Coletiva, contribui com a sistematização da assistência na atenção básica (NICHIATA et al., 2012).
É esperado na utilização da CIPE® que os profissionais de enfermagem consolidem suas práticas nas diretrizes e ações desenvolvidas no SUS. Além disso, possam identificar, validar a linguagem de enfermagem, bem como disseminar as informações acerca da prática profissional com qualidade nos serviços de saúde (TANNURE; PINHEIRO, 2011).
A quantificação dos resultados obtidos na assistência de enfermagem, embora se faça presente, não é realidade no cotidiano do (a) enfermeiro (a). Porém, a partir de sistemas informatizados, é possível evidenciar a qualidade da assistência, como também as informações reunidas e interpretadas que respaldam o processo
decisório das instituições. Tais decisões dirigem o quadro de funcionários e determinam os custos com relação aos cuidados prestados aos pacientes/clientes. Adotar uma linguagem universal trará, portanto, benefícios para a Enfermagem, como visibilidade na equipe de saúde, melhoria na qualidade da assistência e reconhecimento profissional.
Fonte: Amanda Greavette (2011)