OYUNCULUK YÖNTEMLERİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR
2.2. GROTOWSKİ OYUNCULUK YÖNTEMİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR
Com o avanço científico e tecnológico, a Enfermagem tem ampliado sua prática, partindo do cuidado individual dos seres humanos nas clínicas, enfermarias até a administração dos serviços de saúde em todos seus níveis de complexidade. Porém, enfrenta desafios para estabelecer uma base sólida de conhecimentos. Enquanto prestador de serviço à população, a (o) enfermeira (o) depende de informações exatas e em tempo real para organizar e administrar o cuidado ao paciente/cliente com qualidade. Por sua vez, a informação é gerada por dados, indispensáveis na elaboração e registro do PE (MARIN, 2005; 2006; 2007).
Todavia, a inexistência de um consenso sobre quais dados devem ser coletados favoreceu a utilização de instrumentos extensos e volumosos. A esse respeito, Marin, Barbiere e Barros (2010, p. 252) dizem que, “nem sempre a premissa dado coletado é dado tratado” tem sido utilizada. Além do mais, as
instituições de saúde coletam e depositam amplo volume de subsídios em bancos, arquivos e base de dados. Assim sendo, desconhece-se o quanto dessa informação é processado e retorna à prestação do cuidado na perspectiva de dirigir a tomada de decisão do profissional. Relativo ao sistema de informação admitem que sua utilidade dependa do acesso aos dados e consequente interpretação desses.
Tais sistemas constituem um conjunto de ferramentas que apoiam a assistência de enfermagem, servindo de base para avaliar, planejar e implementar as ações da (o) enfermeira (o) no contexto da assistência. Porém, nem sempre a documentação está disponível, embora haja o reconhecimento da importância de definir os dados e determinar a informação útil que garanta a continuidade da assistência. Esta ausência de dados específicos pode estar relacionada com a falta de um acordo entre as (os) enfermeiras (os) sobre um conjunto de dados que seja
claro, definido, validado, confiável e padronizado (SILVEIRA; MARIN, 2006; MARIN; BARBIERE; BARROS, 2010).
Nesse sentido, foi empreendido um esforço com o objetivo de estimular os enfermeiros quanto à informatização de dados e dos serviços de enfermagem. Para isso, em 1977, na Escola de Enfermagem da Universidade de Illinois, em Chicago, foi realizada uma conferência de Enfermagem sobre Sistemas de Informação. Na época, não houve interesse do grupo em prosseguir com a iniciativa. Porém, mais tarde, em 1985, o assunto foi novamente abordado em uma Conferência denominada Nursing Minimum Data Set - NMDS (Conjunto Internacional de Dados Essenciais em Enfermagem- CIDEE) na Escola de Enfermagem da Universidade de Wisconsin-Milwaukee. Participaram do referido evento um grupo de consenso constituído de 64 enfermeiros especialistas em várias áreas; especialistas em políticas de saúde; especialistas em registros de dados em saúde e sistema de informação; proprietários de instituições privadas ou públicas, bem como profissionais com conhecimento anterior sobre desenvolvimento do conjunto de dados essenciais de saúde (WERLEY et al., 1991).
A partir do conceito de Conjunto de Dados Mínimos Uniformes em Saúde, construiu-se a definição do CIDEE: conjunto mínimo de elementos de informação, categorias e definições uniformes, relacionadas à dimensão específica da enfermagem, que atende às necessidades de informação de vários usuários no sistema de saúde (WERLEY, et al. 1991, p. 422). A proposta do CIDEE tem por objetivos: estabelecer um mecanismo que facilite a comparação dos dados de enfermagem entre populações, clínicas e diversos contextos; descrever os cuidados de enfermagem prestados aos seus clientes e familiares; projetar ou demonstrar tendências dos cuidados de enfermagem com a finalidade de aprovisionar recursos para indivíduos ou populações. Além disso, fornecer dados sobre cuidados de enfermagem de maneira que influencie e facilite as tomadas de decisões em políticas de saúde, bem como estimular a pesquisa (WERLEY, et al. 1991).
O CIDEE é composto por 16 itens, divididos em três categorias: Itens demográficos dos pacientes ou clientes (identificação pessoal, data de nascimento, sexo, raça, etnia, residência); itens do cuidado de enfermagem (diagnóstico, intervenção, resultados e intensidade do cuidado prestado); e itens do serviço (número da agência do serviço de saúde, número do registro único de saúde do cliente ou paciente, número do registro único do profissional que prestou o cuidado
de enfermagem, data de admissão, data da alta, dados de encaminhamento do paciente ou cliente, dados sobre o tipo de pagamento pelo serviço prestado).
São notórios os benefícios oriundos da utilização do CIDEE para a profissão de enfermagem. Tais benefícios se dão por meio do aperfeiçoamento de dados visando à avaliação da qualidade do cuidado, da assistência prestada, do gerenciamento, da pesquisa, da educação e da política dos cuidados em saúde (WERLEY et al., 1991; SILVEIRA; MARIN, 2006; MARIN; BARBIERE; BARROS, 2010). Um resumo esquemático na Figura - 2 descreve como se caracterizam as categorias do CIDEE.
Figura 2 - Resumo esquemático da caracterização das categorias do CIDEE de acordo com Werley e Lang, 1988
Elementos demográficos do paciente ou cliente
•São caracterizados pela identificação dos aspectos individuais e da população a que pertence.
Elementos do cuidado de enfermagem
•Diagnóstico de Enfermagem: são documentados pela resposta real ou potencial do paciente ou cliente a problemas de saúde nas dimensões biológica, sociológica, psicológica e espiritual.
•Intervenção de Enfermagem: incluem as ações para beneficiar o paciente ou cliente, pelas quais o trabalho do enfermeiro pode ser medido ou quantificado.
•Resultados de Enfermagem: incluem os aspectos do estado de saúde do paciente ou cliente que são influenciados pela intervenção de enfermagem.
•Intensidade: compreendem o total de horas do cuidado de
enfermagem e a equipe envolvida, bem como os recursos materiais consumidos pelo paciente ou cliente durante o cuidado prestado.
Elementos do serviço
•São aquelas informações que ligam o profissional ao cuidado com o local do serviço de saúde, e que resultam as informações específicas ao longo do tratamento.
Diante da importância do uso do CIDEE no cotidiano dos profissionais e no cuidado ao paciente ou cliente, faz-se necessário, na sua implantação, o uso de uma terminologia comum à prática de enfermagem. Nessa perspectiva, é imprescindível a organização dos dados essenciais com o objetivo de facilitar a documentação de enfermagem e a construção de um banco de dados organizados (MARIN, BARBIERE, BARROS, 2010).
O Conselho Internacional de Enfermeiros (CIE), com a finalidade de descrever o elemento cuidado de enfermagem, desenvolveu uma linguagem padronizada para a profissão denominada de CIPE®. Essa classificação é um sistema fundamentado numa linguagem comum, vinculados aos elementos centrais da prática de enfermagem: diagnóstico, intervenções e resultado. Para o estudo em apreço, utilizou-se a classificação baseada na CIPE® de acordo com Garcia e Cubas (2012) e a terminologia proposta pela Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem em Saúde Coletiva (CIPESC®), tendo em vista se tratar da assistência à puérpera no âmbito da atenção básica.