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İTKİLERİ DİNLEME EGZERSİZİ ÖNCESİ ÇALIŞMA: ÇİĞNEME-KAST ETME EGZERSİZİ

ÇETİN SARIKARTAL İTKİLERİ DİNLEME EGZERSİZİ

3.1. İTKİLERİ DİNLEME EGZERSİZİ ÖNCESİ ÇALIŞMA: ÇİĞNEME-KAST ETME EGZERSİZİ

1º passo - definição dos participantes: a primeira iniciativa foi definir o perfil dos participantes do GF. Para isto, estabeleceram-se os seguintes critérios: um número de cinco enfermeiros (as) que atuassem no ensino ou na assistência à puérpera em atenção básica de saúde. Ademais, esses participantes deveriam ter no mínimo dois anos de exercício profissional na área. Dessa forma, constituiu-se uma amostra por conveniência.

2º passo - contato com os participantes: os participantes foram contatados por telefone. Nesta ocasião, eles foram informados dos objetivos da pesquisa e do grupo focal, bem como sobre a disponibilidade para participarem da técnica.

3º passo - definição da data do GF: após o contato efetuado e a participação confirmada, as enfermeiras foram informadas da data, hora, local e das regras do GF. Anteriormente ao dia do encontro, confirmou-se, via telefone, o horário e o local da reunião, no sentido de lembrar e estimular a presença de cada participante.

4º passo - elaboração do roteiro norteador: como forma de operacionalizar as atividades, elaborou-se um roteiro com a conceituação das Necessidades Humanas de acordo com Benedet e Bub (2001), baseada em Horta (1979, 2011), a distribuição dos indicadores empíricos e sua relação com as necessidades humanas afetadas das puérperas proposta pela pesquisadora. Como parte da dinâmica do GF, foi elaborada a seguinte pergunta norteadora: No seu entendimento, os IES e as necessidades humanas afetadas apresentados nessa distribuição pela pesquisadora estão de acordo com a classificação e definição das necessidades humanas de Benedet e Bub (2001)? (APÊNDICE - E).

5º passo - preparação do ambiente: algumas providências foram tomadas antes do encontro, tais como agendamento prévio do local, preparo da sala (iluminação, ventilação, cadeiras estofadas, lanche, água e café), seleção e preparo antecipado do material específico e organização do ambiente (cadeiras dispostas em círculo, onde a moderadora permanecia no centro e a observadora ao lado). A formação do GF foi estruturada conforme apresentado na Figura - 6.

Figura 6 - Estrutura de formação do Grupo Focal

Moderador P1 P2 P3 P4 P5

6º passo – condução do GF: o GF foi realizado em dois encontros no mês de maio e um no mês de junho de 2013, perfazendo um total de 6 horas de duração. Este tempo extrapolou o estabelecido previamente – 3 horas - devido à profundidade das discussões, entre as enfermeiras, acerca das NHB e sua relação com os IES apresentados. Antecedendo o início das reuniões, realizou-se leitura do TCLE (APÊNDICE - D) e solicitou-se às participantes a concordância formal, conforme preconiza a Resolução CNS 466/12 do MS que regulamenta a pesquisa com seres humanos no Brasil. A fim de se obter os dados de identificação, utilizou- se uma ficha na qual as enfermeiras foram identificadas com a letra P, seguida de um número em ordem crescente. Esta estratégia teve como finalidade preservar a identidade e anonimato dos membros do GF.

Inicialmente, procedeu-se com breve introdução por parte do moderador/pesquisador, apresentando os objetivos da pesquisa e do GF, bem como as regras de condução da técnica. Em seguida, houve apresentação dos membros por meio de uma dinâmica de grupo, com o objetivo de promover interação entre os envolvidos no processo. Após esse momento, foi entregue a cada participante um roteiro com a definição das necessidades humanas, segundo Benedet e Bub (2001), e os IES levantados na literatura pela pesquisadora (APÊNDICE - E). Estes dados foram projetados por meio de equipamentos eletrônicos e assim permaneceram durante todo o transcurso do GF. À medida que as discussões ocorriam, o observador procedia com o registro da dinâmica do grupo e auxiliava na condução dos trabalhos como admite Backes (2011). No desenvolvimento do GF, os participantes discutiram entre si, falando um por vez até chegar ao consenso.

As necessidades humanas básicas e sua relação com os IES foram discutidas pelos participantes de forma exaustiva até haver concordância entre elas. Acredita-se que desse modo as questões tratadas deram consistência aos resultados. Sendo assim, o GF foi encerrado com apresentação da classificação dos IES das puérperas encontrados na literatura e as necessidades humanas afetadas relacionadas a esses indicadores pelo grupo. Neste sentido, as NHB da puérpera e os IES foram relacionados como pode ser observado nos quadros – 3 e 4.

Quadro 3 – Distribuição dos indicadores empíricos segundo as necessidades psicobiológicas afetadas das puérperas de acordo com o consenso do Grupo Focal. Natal, 2013.

Indicadores Empíricos das necessidades psicobiológicas afetadas das puérperas de acordo com o Grupo Focal

Necessidades Psicobiológicas Indicadores Empíricos

Oxigenação Gripe/resfriado

Hidratação Hemorragia

Alimentação Dificuldade em manter uma dieta saudável

Inapetência

Mudanças significativas no apetite e no peso

Eliminação Incontinência urinária

Sono e Repouso Cansaço/fadiga

Sono prejudicado

Atividade física Algumas limitações físicas da puérpera para

executar atividades

Dificuldade em se exercitar

Sexualidade Desinteresse sexual

Falta de intimidade conjugal Insatisfação com o casamento

Ter acesso à escolha de métodos contraceptivos Segurança física/ meio ambiente Abuso sexual e violência física pelo parceiro

Estresse

Loquiação purulenta Mastite

Risco de suicídio e infanticídio

Ter meio ambiente adequado, transporte, boas condições de vida

Uso de fumo,bebidas alcoólicas e café à noite

Cuidado corporal Déficit do autocuidado

Integridade física Episiotomia

Eritema, deiscência espontânea, abcesso, endurecimento na ferida cirúrgica

Fissura mamilar

Hiperemia e equimose na região perineal Ingurgitamento mamário

Laceração perineal Mastite

Regulação vascular Anemia

Edema

Exsudato seroso ou purulento Hemorragia

Involução uterina prejudicada Loquiação purulenta

Regulação térmica Hipertermia

Regulação neurológica Atividade psicomotora

Capacidade intracraniana (cefaleia) Função cognitiva

Nível de consciência Percepção dos órgãos dos sentidos Cefaleia

Dispareunia Dor abdominal Dor lombar

Dor na incisão cirúrgica Dor na região perineal Dor no corpo

Mastalgia

Sensibilidade uterina aumentada

Terapêutica Alteração na saúde do bebê

Diabetes gestacional (precisam de acompanhamento e avaliação)

Falta de aconselhamento e acompanhamento profissional no pós-parto

Hemorragia Hipertensão

Incapacidade de controlar o peso corporal

Necessidade de exame físico para avaliação da saúde da mãe e do bebê

Necessidade de avaliação do estado emocional, flutuação de humor, preocupações, desânimo, fadiga, choro, irritabilidade, insônia, pesadelos, dificuldade de concentração, condições de apoio social e familiar, vínculo mãe-filho

Necessidade de informação a respeito do retorno da atividade sexual/métodos contraceptivos; da prevenção de DST/HIV/Aids; direitos sociais e trabalhistas

Necessidade de orientações à família quanto às mudanças fisiológicas e psicológicas da puérpera Ter acesso a um serviço de saúde/contrarreferência

Quadro 4 – Distribuição dos indicadores empíricos segundo as necessidades psicossociais afetadas das puérperas de acordo com o consenso do Grupo Focal. Natal, 2013.

Indicadores Empíricos das necessidades humanas afetadas das puérperas de acordo com o Grupo Focal

Necessidades Psicossociais Indicadores Empíricos

Comunicação Tomar decisões com respeito a sua opinião

Gregária Ciúmes dos filhos mais velhos com a chegada do

bebê

Desconfiança de todos

Falta de apoio familiar, social e de amigos Introversão

Necessidade de uma reformulação nos papéis e nas regras de funcionamento familiar devido à chegada de um novo membro

Participar de grupos de educação e/ou informação em saúde

Recreação e Lazer Ausência de prazer em realizar atividades que antes eram agradáveis

Segurança emocional Conflitos da identidade como mãe

Depressão pós-parto anterior ou atual

Instabilidade emocional, lágrimas imotivadas, tristeza súbita e transitória, introversão

Quadros agudos de sofrimento

Sensação de mal-estar: ansiedade, inquietação Sentimentos de desvalia, culpa, tristeza, fracasso, desamparo, desesperança, falta de energia e motivação

Sentimentos de inutilidade e culpa, indecisão, capacidade diminuída de pensar, de se concentrar, pensamentos recorrentes de morte

Sofrimento emocional relativo à família Violência física e psicológica

Amor, Aceitação Desapontamento com o nascimento

Desprendimento da criança e do mundo

Falta de suporte do marido durante o período pós- parto

Insatisfação com o casamento Marido com outras parceiras sexuais

Liberdade e Participação Necessidade de ser alguém com direito à diferença

Tomar decisões com ligação entre o saber e o fazer Educação para a saúde/ aprendizagem Conhecimento adquirido por meio de orientações do

senso comum quanto às questões ligadas ao puerpério

Déficit de conhecimento sobre aleitamento exclusivo Déficit de conhecimento quanto ao aleitamento cruzado

Déficit de conhecimento quanto ao autocuidado e cuidado com o recém-nascido

Desmame precoce

Diabetes gestacional (precisam de acompanhamento e avaliação)

Falta de aconselhamento e acompanhamento profissional no período pós-parto

Falta de orientações para cuidar do filho

Autorrealização Alteração da rotina e da estrutura familiar

Conflitos da identidade como mãe Marido desempregado

Precárias condições socioeconômicas Tristeza pela gravidez não ter sido planejada

Espaço Compartilhamento da cama com o parceiro e filhos

Ter direito à moradia

Na categoria das necessidades psicobiológicas, foram selecionadas as necessidades de oxigenação, hidratação, alimentação, eliminação, sono e repouso, atividade física, sexualidade, segurança física e meio ambiente, cuidado corporal, integridade física, regulação vascular, regulação térmica, regulação neurológica, percepção dos órgãos dos sentidos, terapêutica e de prevenção.

Nas necessidades psicossociais, foram categorizadas as necessidades de comunicação, gregária, recreação e lazer, segurança emocional, amor e aceitação, autoestima, autoconfiança, autorrespeito, liberdade e participação, educação para a saúde/ aprendizagem, autorrealização e espaço. Nesta fase, não houve a identificação do indicador empírico na necessidade psicoespiritual.

4.1.3. Resultado da 3ª etapa: Estruturação do instrumento mediante a