I. BÖLÜM
2.1. Siyasi Politikalar
2.1.2. Sovyet Rusya Tarafından Azerbaycan’da oluĢturulan
A maioria dos PDs apresenta padrões nacionais e sistemas de inspeção e certificação de produtos orgânicos, característica que não se aplica aos PEDs. Os órgãos de regulamentação nacionais encontram-se num processo de adoção de regras mais simples que resultem em reconhecimento mútuo entre os vários programas nacionais de rotulagem ambiental. Isso não quer dizer, contudo, que os para facilitar o comércio internacional, busca-se aplicar os mesmos padrões para os diferentes países, pois seus contextos de produção diferem, assim como seus atributos e problemas ambientais (UNCTAD, 2005)
Em fevereiro de 2006, eram 43 as regulamentações nacionais implementadas em todo o mundo. Exemplos: Austrália, Nova Zelândia, dia, Japão, Filipinas, Coréia do Sul, Formosa, Tailândia, Argentina, Costa Rica, Estados Unidos, Israel e Tunísia. O Brasil é considerado como país com regulamentação finalizada, porém não totalmente implementada (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2006).
Isso se explica porque a norma brasileira para produção e comércio de produtos orgânicos é descrita pela Lei 10.831, sancionada em 23 de dezembro de 2003: Entretanto, apesar de avanços na discussão de temas relacionados à produção orgânica no país, o MAPA não havia obtido êxito, até dezembro de 2006, em obter a homologação do decreto que regulamenta a Lei 10.831, definindo as normas técnicas para a produção orgânica, e sua gestão nos âmbitos federal, estadual e municipal.
A mais abrangente regulamentação é a da União Européia, válida para todos os países pertencentes ao grupo. O Regulamento EU 2092/91, válido desde 2003, estabelece regras
78 Uma nota importante é que o IBS não contém requisitos de inspeção e certificação, uma vez que esses são
mínimas para produção, processamento, armazenagem e importação de produtos orgânicos, além de procedimentos de inspeção, rotulagem e vendas, incidindo sobre produtos de origem animal e vegetal. Essa regulamentação protege os produtores orgânicos de competição desleal e de produtos pseudo-orgânicos, ao só permitir a concessão de rótulos orgânicos que estejam em total conformidade com o EU 2092/91 (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2004).
Há ainda a marca (logotipo) da União Européia para produtos orgânicos, criada em 2002 pela Comissão Européia. Pode ser usada por todos os produtores cujas operações estejam de acordo com o Regulamento EU 2092/91, tendo como limitação que 95% dos ingredientes sejam originários da União Européia e tenham sido processados, embalados e rotulados na região ou que tenham sido importados de países que tenham um sistema de inspeção equivalente. O uso da marca é voluntário e foi adotado por poucas empresas, em especial da Europa Ocidental, sem apresentar, contudo, impactos significativos em suas vendas (IFOAM, 2004).
Os países da União Européia podem ainda desenvolver regulamentações nacionais, desde que não conflitantes com a regulamentação do bloco econômico. Já o fizeram: Reino Unido, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, França e Grécia, dentre outros (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2004).
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A regulamentação da União Européia para importações de alimentos orgânicos de países que estejam fora do bloco econômico, permite dois caminhos: (i) aprovação de terceiras partes, que instaura a necessidade de avaliação e aprovação, por parte de autoridade da União Européia, dos padrões orgânicos do país exportador, além do reconhecimento de seus sistemas de inspeção, o que corresponde a uma lista de países reconhecidos com base em equivalência, e (ii) aprovação de terceiras partes através de órgão de inspeção aprovado pela União Européia, ou seja, um certificador que trabalhe em conformidade plena com os requisitos da União Européia (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2006).
A regulamentação dos Estados Unidos (USDA National Organic Program, USDA-NOP) apresenta três caminhos para importação de produtos orgânicos: (i) autorização direta do Departamento de Agricultura através de órgão de certificação reconhecido pelo USDA-NOP (ii) autorização direta do USDA a partir de demanda de um governo estrangeiro que tenha realizado uma análise de conformidade em relação ao USDA-NOP e queira seu
reconhecimento, permitindo contudo que um órgão de certificação reconhecido pelo USDA também verifique essa adequação, e (iii) através de equivalência (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2006).
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A regulamentação do Japão (Japanese Agricultural Standards of Organic Agricultural Products, JAS) permite três opções de importação de produtos orgânicos: (i) a certificação do produto a ser importado, em seu país de origem, por órgão reconhecido pelo JAS, no país de origem do produto a ser importado, (ii) processo semelhante ao anterior, porém com certificação do produto no Japão, com possível demanda a algum órgão reconhecido pelo JAS, no país de origem, para que se faça uma inspeção na empresa produtora e (iii) o processo de re-certificação, válido para importações de insumos, em que se certifica a produção e o processamento da matéria-prima no país de origem, e o processador do insumo, no Japão (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2006).
Nesse cenário em que a credibilidade do sistema repousa sobre a confiança em um órgão de certificação baseado num país estrangeiro, a Norma ISO/IEC 65, que estipula os requisitos para órgãos que operam sistemas de certificação de produtos, é uma diretriz que apresenta alto impacto na harmonização internacional da análise de conformidade. Os programas de reconhecimento dos Estados Unidos e da União Européia, bem como do IFOAM, incorporaram a Norma ISO/IEC 65 como requisito para avaliação de conformidade por órgãos de credenciamento parceiros, que operem em outros países (UNCTAD, 2004).
A IFOAM, contudo, apontou que sendo a ISO/IEC 65 baseada em requisitos PR-PPM e o processo de certificação orgânica baseado em requisitos NPR-PPM, faz-se necessário adaptar a Norma para sistemas orgânicos (UNCTAD, 2004).
Tanto as regulamentações dos Estados Unidos, como da União Européia e do Japão prevêem a equivalência entre os sistemas de regulamentação governamentais de outros países, através de uma espécie de acordo bilateral (UNCTAD, 2004).
Os Estados Unidos reconheceram os regulamentos do Reino Unido, Dinamarca e Nova Zelândia. A União Européia reconheceu como fornecedores fidedignos de alimentos orgânicos: Argentina, Austrália, Costa Rica, Israel, Nova Zelândia e Suíça. E, por fim, o
Japão reconheceu os regulamentos nacionais da Austrália, União Européia e Estados Unidos. (UNCTAD, FAO, IFOAM, 2006).
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Nesse cenário interconectado de mercados orgânicos, percebe-se o quanto o fato de o Brasil não ter uma regulamentação nacional implementada transfere aos exportadores brasileiros a incumbência de obter, caso a caso, o reconhecimento ou a equivalência necessária a adentrar os mercados europeu, norte-americano e japonês, o que acaba elevando consideravelmente o custo de transação para operar nesses mercados.