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ġarkın Ġlk Cumhuriyeti, Bağımsız Azerbaycan Cumhuriyeti

I. BÖLÜM

1.3. ġarkın Ġlk Cumhuriyeti, Bağımsız Azerbaycan Cumhuriyeti

É pratica comum que países adotem regras sobre normas técnicas e regulamentos aplicados sobre produtos nacionais e importados. No Acordo TBT, reconhece-se que os países podem adotar, baseados em evidências científicas, seus próprios padrões para, dentre outros fins, (i) atender a requisitos de segurança nacional, (ii) proteger a vida ou a saúde de humanos, animais e vegetais, prevenir a utilização de práticas enganadoras, (iii) proteger o meio ambiente, (iv) garantir a qualidade de suas exportações e (v) estabelecer medidas próprias para comprovação de que os seus padrões estão são sendo respeitados (WTO, 1994).

Nesse Acordo, entende-se que regulamentos técnicos54, normas técnicas55 e procedimentos de avaliação de conformidade56 exercem uma importante contribuição no aumento da eficiência produtiva e na condução do comércio internacional, mas busca-se assegurar que esses temas não criem obstáculos desnecessários ao comércio internacional. Nesse sentido, normas

54Regulamento técnico é um documento técnico, de cumprimento obrigatório, que enuncia as características de

um produto ou os processos e métodos de produção a ele relacionados, incluídas as disposições administrativas aplicáveis,. Pode incluir ou tratar, de forma exclusiva, de terminologia, símbolos, requisitos de embalagem, marcação ou rotulagem aplicáveis a um produto, processo ou método de produção (WTO, 2004, p.132).

55 Normas técnicas são documentos de cumprimento não-obrigatório, aprovados por um órgão reconhecido que

fornece, para uso comum e repetido, regras, orientação ou características para produtos ou métodos de processo ou produção. Normas preparadas pela comunidade internacional são baseadas em consenso, mas o Acordo TBT cobre também normas não baseadas em consenso (WTO, 2004, p.132).

56 Procedimentos de avaliação de conformidade são usados, direta ou indiretamente, para determinar que as

exigências relevantes dos regulamentos e normas técnicas estejam sendo satisfeitas. Incluem: procedimentos de amostragens, testes e inspeção, avaliação e verificação de conformidade, registro e aprovação (WTO, 2004, p.132).

técnicas baseadas em padrões e regulamentos internacionais dificilmente são caracterizadas como barreiras comerciais (THORSTENSEN, 2003).

O Acordo estipula ainda um Código de Boa Conduta para a Preparação, Adoção e Aplicação de Normas que deve ser aceito pelos órgãos de normalização centrais dos governos. O Código, dentre outros procedimentos, ressalta que os processos de decisão sobre a conformidade de um produto aos padrões nacionais devem ser justos e eqüitativos.

Considerando-se que PEDs podem encontrar dificuldades na formulação e aplicação de regulamentações técnicas e procedimentos de avaliação de conformidade, entende-se que a padronização internacional, ou harmonização, pode apoiar a transferência de tecnologia para países em desenvolvimento (WTO, 1994).

Mas ao mesmo tempo em que recomenda a utilização de padrões internacionais e sua ampla harmonização, o Acordo TBT incentiva também as práticas como a equivalência e o reconhecimento mútuo (CORRÊA, 2004).

Através da equivalência, o Acordo TBT estimula os Membros a reconhecerem como equivalentes os regulamentos e normas técnicas adotadas por parceiros comerciais, desde que se comprove que atingem o mesmo objetivo final. Já através do reconhecimento mútuo, o Acordo TBT estimula os Membros a reconhecerem os procedimentos de avaliação utilizados por seus parceiros comerciais para garantirem a compatibilidade às normas, uma vez convencidos da credibilidade das instituições que realizam as avaliações de conformidade (WTO, 1994).

Os princípios de equivalência e reconhecimento mútuo do Acordo TBT são bastante úteis às práticas de rotulagem, à medida que parceiros comerciais de diferentes países podem aceitar diferentes programas, desde que se comprove que resultam no mesmo objetivo. No caso dos rótulos de produção orgânica, as práticas de equivalência e de reconhecimento mútuo têm papel relevante no acesso de produtos de PEDs aos mercados de PDs.

Métodos e processos de produção (process and production methods, PPM)

O Acordo TBT aplica-se a todos os bens produzidos, dentre eles, os industriais e agrícolas, e, na interpretação vigente, está restrito, na interpretação vigente, às características do produto. Assim, barreiras técnicas são aceitas desde que baseadas em métodos e processos de produção relacionados às características do produto (product-related PPM requirements). Barreiras baseadas em especificações circunscritas às externalidades da produção (non-product-related PPM requirements) não são, atualmente, reconhecidas como compatíveis a esse Acordo (ALMEIDA, 2002).

Membros têm direito, portanto, a definir critérios para PPMs que refiram-se a possíveis rastros de substâncias no produto final, como por exemplo, a ocorrência de resíduos de pesticidas no algodão por conta da utilização desse produto químico no cultivo da lavoura, ou a utilização de chumbo na composição da gasolina, que afeta a característica do produto final ao gerar um impacto ambiental no momento do consumo. Nesses casos, a barreira técnica seria compatível com o Acordo TBT, por ser baseada em product-related PPM requirements (WTO, 2004).

Casos opostos se dariam ao se discriminar o acesso ao mercado de um algodão produzido com pesticidas “proibidos”, mas que não apresenta traços da substância indesejada no produto final ou na exigência de utilização de uma fração de papel reciclado na produção de um tipo de papel. Em ambos os casos, não há alteração dos impactos ambientais pós-produção (ALMEIDA, 2002).

PEDs temem que padrões baseados em non-product-related PPM requirements afetem o acesso de seus produtos aos mercados internacionais. Como conseqüência dessa interpretação, a exigência de rótulos ambientais que apresentem esse tipo de abordagem deve ser considerados inconsistentes com o Acordo TBT, ou seja, uma barreira técnica não justificável (WTO, 2004).

Esty (2001, p. 125) afirma que

[…] a relutância em distinguir padrões de produtos impostos à importações (geralmente aceitáveis) e restrições de processos e métodos de produção (geralmente não aceitáveis) faz pouco sentido num mundo ecologicamente interdependente. A forma como se faz as coisas faz diferença. Externalidades relacionadas aos processos produtivos não podem ser desconsideradas.

Dificilmente algum produtor que possui rótulos ambientais discordaria dessa afirmação, como se poderá perceber na parte experimental deste trabalho de pesquisa.

Sobre essa discussão, o Comitê sobre Barreiras Técnicas, em conjunto com o Comitê Sobre Comércio e Meio Ambiente vêm examinando se o Acordo TBT aplica-se ou não aos PPM que extrapolam padrões e normas referentes ao produto, e, em se referindo, se permite ou não a adoção desse tipo de medida. A urgência da resolução dessa discussão está na crescente utilização (não apenas na área ambiental) de regulamentos e padrões baseados em processos, o que requer reflexões em relação às regras de equivalência e reconhecimento mútuo do Acordo TBT, como forma de resolução de problemas referentes aos diferentes padrões adotados pelos países (WTO, 2004).

2.2.3.2. Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (Acordo SPS)