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III. ANADOLU MANİLERİNİN DİĞER TÜRLERLE OLAN İLGİSİ

III.XVI. Manilerin Halk Temaşasıyla İlgisi

1. ANADOLU TÜRK MANİLERİNİN TEMATİK AÇIDAN İNCELENMESİ

1.7. Sosyal Yapı ve Tenkit Kültürü

altos e tortuosos que circundam o Largo de Nossa Senhora do Ó. Agora, se concentram na via de fundo de vale da Avenida Inajar de Souza, canalização do córrego do Cabuçú que abriu frente para as típicas ocupações de espaços rodoviaristas (comércio de veículos, postos de gasolina, supermercados), até chegar ao terminal de ônibus construído na administração Erundina, no ponto em que se cruzam os caminhos que partem de N. S. do Ó (estrada Itaberaba), do Limão (av. Dep. Emílio Carlos) e de Santana (av. Imirim). Este cruzamento é o centro de Vila Nova Cachoeirinha, distrito da atual Subprefeitura da Casa Verde onde, segundo projeções do censo demográfico de 2000, residem mais de 150 mil pessoas.

O relato jornalístico de 1956 fala de aterros vorazes e depósitos de lixo clandestinos nas imediações de um Tietê há pouco retificado. Nos anos 80, estes pontos de agressão ambiental já tinham se deslocado mais ao norte do rio Tietê.

Uma queda d’água marcava a região da cabeceira do córrego do Cabuçu e é provável que nos anos 1960 ainda fosse um ponto de lazer da pequena população das redondezas. Foi em torno desta cachoeira que se constituiu a gleba de terras dominiais da prefeitura da São Paulo [84].

Hoje, a queda d’água e o córrego não existem mais. Os moradores mais antigos das redondezas só se lembram deste talvegue seco por seu uso como aterro de material inerte administrado de forma precária pela empresa de limpeza pública municipal Limpurb. Muito do material retirado das movimentações de terra na calha do Tietê foi lá depositado. Outro uso, fartamente tolerado pelo governo municipal, foi o de lixão clandestino. Mais adiante se compreenderá as conseqüências desta prática.

Segundo a impressão de Paulo Sérgio Souza e Silva no começo dos anos 90,

A drenagem natural é bastante comprometida pela ação antrópica, não havendo sequer indícios da queda d’água que teria dado nome à área e à avenida João dos Santos Abreu na sua denominação primitiva: estrada da Cachoeirinha. As águas convergem para uma galeria subterrânea, obstruída e subdimensionada, que corre grosso modo paralela à divisa sul do terreno [...] Inexiste no local vegetação relevante ou outros elementos notáveis no que se refere à paisagem. Sua aparência é medíocre” (Souza e Silva, 1991: 150).

A desapropriação desta gleba nos anos 1960 por parte da Prefeitura Municipal de São Paulo não aconteceu por uma motivação ambiental, fosse ela a preservação da cachoeira ou a criação do aterro sanitário. Ela se destinava a implantar o cemitério de Vila Nova Cachoeirinha, equipamento que até hoje

84 “A cachoeira era onde está hoje a maternidade do bairro” (Ponciano, 2004: 323).

Imagem 39: Largo do Japonês

Local da convergência de caminhos da Zona Norte de São Paulo, popularmente conhecida como “Largo do Japonês”.

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parece superdimensionado [85]. O cemitério nunca ocupou mais do que a metade da gleba ao norte,

mais alta e mais próxima do centro urbano do distrito.

Ao longo da década de 1970, a canalização do córrego do Cabuçu criou a Avenida Inajar de Souza, que se tornaria a principal ligação viária e de transporte público entre a região central da cidade e Vila Nova Cachoeirinha. A área mais à oeste da gleba, lindeira à avenida Dep. Emílio Carlos no trecho em que se comunica com a avenida Inajar de Souza, foi reservada para a implantação da Maternidade-Escola da Prefeitura Municipal de São Paulo, construída em etapas, seguindo um consagrado projeto do Arq. Sigbert Zanettini. Na década seguinte, parte desta área, antes reservada para a expansão da Maternidade-Escola, foi destina à construção de um Hospital Geral, que hoje funciona sob gestão estadual. Ambos equipamentos estão indicados no mapa da Imagem 40.

A área restante ao sul do cemitério será chamada por Paulo Sérgio Souza e Silva de “Complexo Vila Nova Cachoeirinha”. Do ponto de vista urbano, o Complexo, tão próximo de centros dinâmicos do distrito, se encontra confinado pelas extensas divisas de fundo do cemitério e dos hospitais, resultando num conjunto de 1100 metros na direção leste-oeste e 250 metros na direção norte-sul cujo arruamento serve apenas a trânsito local.

Em dezembro de 1982, assim que foi concluída a casa-modelo do “projeto Vila Nova Cachoeirinha”, a Câmara Municipal de São Paulo autoriza a doação desta área municipal para a Cohab/SP, formalizada pela Lei Municipal 9.577 de 6 de janeiro de 1983: “Art. 1º - Fica o Executivo autorizado a doar à Cohab- SP área de propriedade municipal situada à av. João dos Santos Abreu [...] destinada à implantação de um conjunto habitacional e lotes urbanizados em conformidade com as diretrizes da Secretaria da Família e Bem-Estar Social - Fabes”. O decreto 19.243 de 17 de novembro de 1983 estabelece que os memoriais descritivos do programa Promorar seriam considerados “normas especiais para implantação de habitação de interesse social” a prevalecer sobre o antigo Código de Edificações de 1975.

Na foto aérea de 2005 que integra a Imagem 41, é possível verificar a seguinte associação entre a topografia da região e o arruamento que circunda a gleba: a rua Mendonça Jr, à oeste, é um divisor de águas e sua inflexão na rua Joaquim de Souza marca a crista dos sucessivos aterros que destruíram a queda d’água do terreno; a av. João dos Santos Abreu é uma linha de drenagem para o córrego do Cabuçu, que corre abaixo da av. Inajar de Souza. A numeração de 1 a 4 junto às fotos panorâmicas permite identificar na foto aérea o ângulo em que foram feitas.

85 “O Complexo de Vila Nova Cachoeirinha constitui parte de gleba maior, objeto de desapropriação pelo município para implantação de cemitério.” (Souza e Silva, 1991: 149). Situação semelhante aconteceu na gleba desapropriada pela Prefeitura Municipal de São Paulo para a construção do cemitério São Luís, na zona sul da cidade. Um importante conjunto do Promorar foi construída em parte destas terras dominiais.

Imagem 40: Acesso a Vila Nova Cachoeirinha

Acesso à gleba de Vila Nova Cachoeirinha pela av. Inajar de Souza, em mapa elaborado por Paulo Sérgio Souza e Silva, cuja orientação vertical, como se pode ver pelo desenho do rio Tietê, é Leste-Oeste.