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Sosyal Değişim Açısından Kur’ân’da Bedevilik ve Bedeviler

Belgede Kur'ân'da bedevilik (sayfa 121-127)

II. Araştırmanın Amacı ve Yöntemi:

2. KUR’ÂN’DA HZ PEYGAMBER DÖNEMĐNDEKĐ BEDEVĐLERĐN TUTUM VE

1.2. Sosyal Değişim Açısından Kur’ân’da Bedevilik ve Bedeviler

O presente tópico busca descrever como ocorre a contribuição do projeto de pesquisa para a monografia, para tanto, focalizamos a metodologia de orientação com base nas respostas às perguntas já informadas. Nesse sentido, apresentamos, a seguir, os discursos de professores que dizem dessa articulação do projeto de pesquisa com a monografia e do estabelecimento de contato entre orientador e orientando durante a elaboração do projeto de pesquisa.

Entendido que o direito de escolha do aluno sobre a orientação é um aspecto unanime entre os discursos dos professores e dos alunos, dizemos isso porque essa questão constitui uma premissa para compreender como se deu esse vínculo entre o projeto de pesquisa e a monografia, pois, uma vez reconhecido o direito de escolha do aluno, implica também compreender que essa articulação é mais que necessária para o andamento da monografia. Tal entendimento se deve ao fato de que muitas vezes o não-contato com o orientador durante a elaboração do projeto pode ser um aspecto de recusa pelo orientador da monografia no semestre seguinte, como também a necessidade de elaborar um outro projeto. Depreende disso a nossa preocupação e a busca da promoção de que a proposição de um vínculo entre orientador e orientando e entre projeto e monografia seja efetivada desde a elaboração do projeto, possibilitando um acompanhamento mais sistematizado de todo o processo de produção da monografia.

Vejamos alguns excertos que dizem sobre esse contato estabelecido entre o professor-orientador e o aluno em resposta à questão Você manteve

contato com seu professor-orientador na construção do projeto de monografia?

Excerto 32

Não. Porque o tempo utilizado foi mínimo, porém ocorreu que, ele lia o que eu escrevia, fazia as anotações e eu corrigia. (QP01)

Excerto 33

Sim. Embora nem sempre a gente possa acompanhar a elaboração do projeto, acho importante esse primeiro contato para facilitar o trabalho do aluno em algumas questões básicas, como delimitação mais precisa do tema, introdução bibliográfica etc. Esses contatos preliminares, ainda que não sistemáticos, podem evitar que o aluno faça um projeto apenas para o professor de seminário de monografia atribuir uma nota, e depois tenha que fazer outro projeto para o orientador. (QP02)

Excerto 34

Sim. Penso que seja interessante esse contato durante a construção do projeto. No meu caso em especifico, como professor da disciplina de Seminário de Monografia I, acompanhei todo o processo de construção do projeto. Nesse sentido, mantivemos contato, porque visamos dar um direcionamento do trabalho monográfico a ser realizado, sugerindo leituras de textos teóricos, acompanhando a elaboração da justificativa, da delimitação da temática e de tudo mais implicado na construção do projeto de monografia. (QP03)

Excerto 35

Excerto 36

Não. Por não ter sido ainda definido pelo departamento quem faria as devidas correções.

(QP05)

Excerto 37

Sim. Considero importante para que não seja preciso que o aluno mude o projeto depois de feito. (QP06)

A maioria dos discursos dos professores enunciados acima desvela sobre como esse contato inicial auxilia os alunos em diversos aspectos: na delimitação temática, nas indicações bibliográficas e em outros diferentes enfoques pertinentes para a construção do projeto. Especificamente, podemos dizer que o professor QP02, excerto 33, deixa evidente que esse acompanhamento nem sempre é possível, mas que é pertinente para os alunos, pois possibilita acesso ao campo de abrangência de estudo do orientador; além disso, diz que, mesmo não sendo sistematizados esses contatos, evitam que posteriormente o aluno venha a mudar de foco de pesquisa e ter que (re)fazer o projeto. No que tange ao comprometimento desse locutor, percebemos pelas marcas linguísticas como o verbo em primeira pessoa “acho”, expressão coloquial como “a gente” que há um engajamento, isto é, que o locutor assume o PdV do enunciado. De modo semelhante, o professor QP03, excerto 34, assume o PdV do enunciado, pois temos marcas como verbos em primeira pessoa do singular e plural “penso”, “acompanhei”, “visamos”, “mantivemos” e índices de pessoa como “meu”, denunciam que o locutor se responsabiliza pelo enunciado quando diz do vínculo mantido com os orientandos a partir do projeto de pesquisa, até porque esse professor constitui o professor das disciplinas Seminário de

Monografia I e II e, por isso, a presença dele foi constante em todos os

momentos para o aluno, o que indica o quanto esse contato no decorrer da elaboração do projeto é proveitoso e valioso para ambos. Os professores QP04, QP05 e QP06, excertos 35, 36, 37, respectivamente, são mais sintéticos em colocar como foi esse contato; o primeiro diz que só ocorreu nos momentos finais do projeto, o segundo diz que esse contato não foi estabelecido, em função do departamento; enquanto que o terceiro esclarece que esse vínculo configura-se em uma maneira de o aluno não ter que

(re)fazer o projeto em virtude de uma possível não-aprovação por parte do orientador e assim tenha que mudar o foco de trabalho. As proposições enunciados acima denunciam, de imediato, a assunção da responsabilidade enunciativa, principalmente, pela afirmação categórica do “sim” ou pela posição contrária dada pelo “não”, marcas essas que já denotam o total engajamento do locutor. Podemos perceber outras marcas que indicam essa assunção, como, por exemplo, a presença da colocação verbal em primeira pessoa do singular “penso”, “corrigia”; o uso do índice de pessoa “minha”, o que caracteriza ainda que o locutor assume o PdV enunciado.

Em termos gerais, ilustramos pelo o gráfico abaixo o estabelecimento de contato com orientando durante a construção do projeto.

Como vemos, o gráfico acima vem corroborar com o que anunciamos anteriormente, mostrando o quanto esse contato constitui uma premissa comum nos discursos de professores e alunos. Assim, esse percentual de 83% de professores que dizem manter contato com o aluno indica que existe por parte deste uma preocupação para que esse contato seja estabelecido desde os primeiros passos do projeto de pesquisa. Ademais, esse contato quando não se restringe a apenas uma confirmação da orientação, pode ser muito valioso para os direcionamentos do projeto de pesquisa, pois, ao longo das observações e registros na nota de campo, era comum percebemos que através desse contato o aluno conseguia estabelecer os rumos do trabalho de

5; 83%

1; 17%

Gráfico 2 - Contato com o orientando na construção do projeto

Sim Não

maneira mais segura, já que tinha o aval não só do professor da disciplina, mas, principalmente, do professor-orientador.

O fato de 17% dos professores afirmar não ter estabelecido esse contato, também é indicativo importante de que poucos são os que ainda não mantêm esse contato inicial. Apesar disso, acreditamos que esse dizer de não ter tido esse contato, não desvela tudo, pois pelas observações pudemos evidenciar que, mesmo nos momentos finais da produção do projeto ou até para o convite da orientação, alguma aproximação existiu entre o aluno e o professor orientador.

Abrimos espaço, a seguir, para compreender quais os passos adotados pelo professor-orientador quanto à metodologia utilizado para a elaboração da monografia, pois acreditamos que esse aspecto diz também da relevância da articulação entre projeto e monografia. Tais discussões têm como ponto de partida as resposta à questão: Que metodologia que você utiliza para o

processo de orientação?

Excerto 38

Procuro seguir o que está posto no cronograma de execução, fazendo os acertos e adequações quando necessário. (QP01)

Excerto 39

Não sou muito metódico. Em geral o trabalho consiste em: definição de algumas leituras básicas para o aluno; encontros para discussão de alguns textos; elaboração e acompanhamento de um roteiro do trabalho (não elaboro previamente um “sumário)”; a leitura e correção das partes do trabalho. (QP02)

Excerto 40

Primeiramente, solicito do orientando uma cópia do projeto de pesquisa, para fazer uma leitura prévia antes do primeiro encontro e para planejar uma proposta de sumário e selecionar os textos de leitura obrigatória para o orientando. No primeiro encontro, procuro escutar do próprio orientando a proposta de trabalho que pretende realizar, discutir pontos controversos, apontar alguns direcionamentos, encaminhar as leituras e solicitar uma proposta de sumário. Depois desse encontro, mantemos encontro presencial para entrega e recebimento de partes do texto do orientando e para discutir os rumos da pesquisa e de escritura do trabalho. (QP03)

Excerto 41

Como primeiro passo, é importante discutir o projeto do orientando, percebendo os itens importantes, as articulações possíveis e o referencial teórico e metodologia adequados ao objeto proposto. como no momento que se inicia a orientação, geralmente, o aluno já tem o corpus definido, recomendo que leia o referencial para tentar abstrair as categorias que foram formuladas nas hipóteses. (QP04)

Excerto 42

Depende muito do ritmo de leitura e escrita do aluno-orientando. Há diferenças entre um orientando e outro. Entendemos que a mais utilizada é o agendamento de encontros por datas fixadas em encontros presenciais. A troca de textos para leitura e revisão, reescritura. (QP05)

Excerto 43

Não existe uma metodologia. Tudo que falei foi com base numa orientação com harmonia e sintonia onde a metodologia é uma. Quando passamos para uma orientação conflituosa não existe metodologia mesmo, porque nada dar certo. (QP06)

É interessante observar, nos excertos, que os professores estabelecem cronogramas de execução de etapas como metodologia para a orientação da monografia. De acordo com Mazzilli (2009) e com Schnetzler e Oliveira (2010) não tem uma proposta de metodologia para o trabalho de orientação, o que irá determinar a condução da orientação pelo orientador são as experiências e as referencias adquiridas com seus ex-orientadores, ou seja, cada orientador obedece a uma metodologia de acordo com o que foi atribuído a ele quando estava na condição de orientando. Isso é o que percebemos em todos os excertos acima, pois o que os professores estabelecem como primeiro passo é a retomada do projeto, essa é a condução em comum em todos os discursos.

Assim, vemos que os professores do QP01, QP02, excertos 38 e 39, deixam claro que não seguem uma metodologia específica que leve em conta o gênero, apenas segue um roteiro e/ou cronograma de execução que parte da definição de algumas leituras e encerra com a leitura e correção de partes do trabalho, levando em conta as operações de produção textual proposta por Dolz et al (2010). O professor QP03, excerto 40, assume o PdV do conteúdo enunciado, especialmente, pelo uso de verbos em 1ª pessoa do singular e plural tais como “solicito, procuro, mantemos”. Esses verbos são utilizados para apontar os procedimentos tomados durante o processo de orientação. O locutor assume o PdV quando coloca que a revisão do projeto é o ponto inicial da orientação e, consequentemente, da elaboração da monografia por parte do aluno, depois segue em direção ao estabelecimento das bases teóricas e definição de objeto de estudo, o que é feito através de duas etapas, em cada uma tem-se a definição de alguns aspectos: (i) saber as opções teóricas e metodológicas do orientando em busca de estabelecer

outros encaminhamentos e, quando de controvérsias, propor outros direcionamentos; (ii) estabelecer cronograma para entrega e recebimento de partes do trabalho.

Já o professor QP04, excerto 41, inicia com a retomada do projeto de pesquisa, destacando aspectos relativos ao referencial teórico, metodologia, objeto de estudo; depois de definido esses aspectos e com o corpus, o professor dá encaminhamentos sobre como retirar categorias desse e começar a escritura do texto que passará por revisões. Nessa proposição- enunciado, percebemos, pelo o uso do verbo “ser” flexionado na 3ª pessoa do singular, que o locutor garante a impessoalidade no discurso, o que poderia indicar um PdV anônimo, contudo, essa expectativa é quebrada, pois logo na sequencia o locutor utiliza-se do verbo na 1ª pessoa do singular “recomendo”, ao indicar os passos a serem seguidos pelo orientando.

O excerto 42, QP05, acima indica que o locutor revela a assunção da responsabilidade enunciativa marcada pela flexão do verbo entender na 1ª pessoa do plural. Conforme pontua Rodrigues (2010), caracteriza-se como uma forma de assumir o conteúdo da proposição. Ao flexionar o verbo em primeira pessoa do plural, o locutor engaja-se com o dizer, ou seja, no caso da proposição, vemos que esse locutor reconhece como metodologia de orientação o agendamento, o que pode indicar que ele faz uso desse tipo de metodologia por ser comum no meio acadêmico.

A proposição-enunciado QP06, excerto 40, acima revela um conflito quanto à pessoa da enunciação, pois no estágio inicial da proposição o locutor aparece em primeira pessoa do singular, na flexão do verbo falar, logo em seguida, o locutor se coloca em primeira pessoa do plural. Embora haja esse conflito, o enunciado revela que o locutor assume a responsabilidade enunciativa pelo conteúdo veiculado, mesmo que com o uso do conector de acordo, que pode anunciar uma possível fonte de saber para fundamentar o dizer do locutor, no entanto, esse conector apenas auxilia o locutor ao estabelecer respaldo para sua metodologia de orientação, que estar baseada na sua própria prática.

Apesar de não fazerem explicitamente menção aos manuais de metodologia e às normas institucionais, a todo tempo vemos, nos discursos

de professores, ao assumirem o dizer, menção as suas práticas e a termos e nomenclaturas que indicam implicitamente as vozes das normas, o que acreditamos estarem diretamente vinculadas ao que dizem as normas e os manuais, nas quais o professor universitário parece fundamentar as atividades desenvolvidas em sala de aula, especificamente o trabalho de produção da monografia.

Podemos dizer, com base nesses discursos, que não há um consenso quanto ao processo de orientação, já que cada professor obedece a uma sequencia de ações que, supomos, com base em Haguete (2006), advir de suas próprias experiências de orientação. Apesar disso, ressaltamos que o projeto de pesquisa é tomado como ponto de partida, o que revela que, mesmo não se tendo uma base metodológica de trabalho para a orientação, o que vem a ser comum é o projeto.

4.3.2 Os discursos de alunos sobre a articulação do projeto de pesquisa e a

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