• Sonuç bulunamadı

Đnananları Đman ve Amel Bütünlüğüne Yönlendirmek

Belgede Kur'ân'da bedevilik (sayfa 134-136)

II. Araştırmanın Amacı ve Yöntemi:

2. KUR’ÂN’DA BEDEVĐLERDEN BAHSEDEN AYETLERDE GÖZETĐLEN

2.2. Đnananları Đman ve Amel Bütünlüğüne Yönlendirmek

As análises que realizamos ao longo das seções anteriores apontaram diversos aspectos sobre a produção da monografia e o trabalho de orientação, considerando desde a forma de desenvolvimento da produção até questões mais específicas como da articulação do projeto com a monografia. Com base nos discursos dos alunos arrolados anteriormente, buscamos traçar o papel por esse atribuído ao orientador e ao orientando.

Para tanto, essa seção tem como objetivo apresentar e discutir os diversos papeis que orientador e orientando podem assumir durante a produção da monografia, conforme depreendemos dos discursos de alunos. De acordo com Mazzilli (2009, p. 91), os papeis a serem adotados por orientador e orientando são os que melhor conciliem para elaborar e executar a produção da monografia, de modo que tudo que fuja a isso tende a se constituir em disfunção desses papeis.

Assim, diferentemente do que propõe Machado (2006), quando diz que a orientação é um papel tipicamente da pós-graduação, entendemos que, na

graduação, com as mudanças decorrentes das diretrizes da educação brasileira, hoje constitui um papel inerente ao professor e muito pertinente para a produção do conhecimento nesse nível de ensino.

Para ilustrar como esses papeis são apresentados em discursos de alunos, mostramos, a seguir, um quadro que expõe os diversos papeis dados ao orientador e orientando durante a produção da monografia.

Quadro 6 – O papel do orientador em discursos de alunos

O PAPEL DO ORIENTADOR EM DISCURSOS DE ALUNOS

CATEGORIA RECORRENCIA NOS DISCURSOS

Guia de passos 10

Leitor do trabalho 05

Interlocutor na orientação 07

Apontador de dúvidas 05

Revisor de texto 05

Responsável pelo trabalho 05

Indicador de leituras e aportes

teóricos 05

O quadro acima desvela sobre as diversas funções assumidas pelo orientador durante o processo de produção da monografia que perpassam atribuições diferenciadas a partir da elaboração do projeto de pesquisa. O gráfico mostra que 07 (sete) funções podem ser identificadas ao longo desse processo. Vale ressaltar que todas as funções são citadas com frequência nesses discursos, sendo a função guia de passos a mais recorrente entre os discursos do aluno. Acreditamos que isso se deve ao fato de que essa função é a que mais representa a orientação, dada o caráter de acompanhamento que é inerente à produção do texto acadêmico. Vejamos detalhadamente o que cada uma dessas funções exprime:

(i) guia de passos para execução da monografia – é uma das primeiras funções vislumbradas pelos alunos e que pode ser vista também no PPC (2006), pois esse guia constitui um pressuposto necessário para o orientador, de maneira que não existe orientação sem acompanhamento, sem esse se mostrar como alguém que estabelece a direção do caminho a ser percorrido durante o desenvolvimento da pesquisa, conforme assinala Mazzilli (2009), ao afirmar que esta é a primeira função do orientador;

(ii) leitor do trabalho – pode parecer de imediato somente como uma atribuição inerente ao trabalho de qualquer professor, mas os discursos marcam essa função em todos os momentos. Essa atribuição de leitor ao orientando é muito pertinente no trabalho do orientador, pois, conforme Perrota (2004), durante a produção da monografia o leitor do texto científico deve assumir diferentes atuações como amigo, inimigo, par-profissional. Sendo assim, ao se fazer presente o leitor-orientador deve assumir essas posturas diante do texto do aluno, assumindo uma atitude responsiva ativa perante o texto do orientando (BAKHTIN, 2006).

(iii) interlocutor na orientação – é uma maneira do aluno colocar que, para ser orientador, é preciso se fazer presente durante todo o processo. Isso também indica que a orientação perpassa desde a produção do projeto de monografia, etapa essa que, muitas vezes, conforme vimos nos discursos de alunos e professores, não é realizada quando da produção desse gênero. Ademais, ao deixar evidenciar essa função, o aluno denuncia a existência de uma orientação não presente, ou seja, o orientador que faz poucos encontros, sem estabelecer os caminhos da pesquisa;

(iv) apontador de dúvidas – essa função pressupõe a presença do orientador em todos os momentos, pois a dúvida durante o processo de escritura do texto acadêmico é algo constante na produção, mas isso também revela e supõe o orientador somente como alguém para tirar dúvida, o que restringe muito o trabalho do professor quando da orientação da monografia, pois, conforme Bianchetti e Machado (2006), a orientação é uma atividade constante na vida do professor universitário e requer que esse assuma formas diversas no decorrer da produção aluno.

(v) revisor do texto – essa função é uma constante na escrita universitária, advinda da compreensão da escrita enquanto atividade processual, tomada por varias etapas até chegar à versão final (SCHENEWLY & DOLZ, 2004). Além de ser uma função do orientador, revisar o texto é uma etapa da produção que deve ser cumprida não só pelo professor, mas também é uma função inerente para o produtor de texto, especialmente na academia, onde a produção é uma prática constante e que, pela própria

natureza do texto científico, exige a revisão constantemente. (REIS & BAGNO, 2010);

(v) ser responsável pelo trabalho – essa função diz respeito à necessidade de o aluno poder compartilhar a responsabilidade pelo texto com o professor-orientador, já que esse é quem acompanha o processo de desenvolvimento do texto e, por isso, precisa também se mostrar como responsável pela produção do texto. De acordo com Marques (2006), essa responsabilidade é também uma maneira de dá credito ao trabalho executado pelo orientador, mas não deve ser confundido com a autoria do texto;

(vi) indicador de leituras e aportes teóricos e metodológicos – essa função é presumida pelo próprio caráter da orientação, já que apontar esses direcionamentos é tarefa a ser realizada desde a escolha da orientação, que deve ser direcionada também pelo prisma teórico e metodológico da pesquisa, de maneira que ao mencionar essas bases tem-se revelado também a opção de orientação. Outra questão é que essa função perpassa todo o processo de escritura da monografia desde a constituição do projeto. Essa função pode ser confundida quando diz dos aportes metodológicos com o que propõe os manuais de metodologia, conforme estipula Bianchetti (2006), deixando a entender que a orientação da monografia vai muito além do que simplesmente traçar a metodologia de execução de uma pesquisa, como faz esses manuais.

Como vemos, essas são as funções do orientador que emergem dos discursos dos alunos, que nos indicam o quanto a tarefa de orientação deve ser realizada com comprometimento e engajamento do professor para com o aluno e consequentemente com a produção da monografia.

Outros papeis não evidenciados no gráfico são atribuídos ao orientador só que com menos frequência, como é o caso do aluno QA02, quando diz que esse deve oferecer dicas com base em exemplos de outras monografias. De forma semelhante, o aluno QA10 aponta que o orientador pode ter a função de amigo mantendo uma relação com o orientando que se estenda além do profissional e possa ser um pouco pessoal, de acordo com Viana e Veiga (2011). Esse tipo de relação é muito presente na academia, pois a orientação

costuma ultrapassar os limites acadêmicos. Ademais, vimos que não há no papel exercido pelo orientador uma visão de autoridade diante do aluno e sua produção, mas há funções em que orientador e orientando exercem os mesmos papeis, como é o caso de revisor de texto.

Passemos a visualizar, mais a frente, quais as funções atribuídas ao orientando, nos discursos dos alunos. Vejamos o quadro abaixo:

Quadro 7 – O papel do orientando em discursos de alunos

O PAPEL DO ORIENTANDO EM DISCURSOS DE ALUNOS

CATEGORIA RECORRENCIA NOS DISCURSOS

Anotador de informações 08

Corretor e revisor do texto 08

Apontador de dúvidas 08

Executor de tarefas 06

Ser responsável pelo trabalho 05

Apesar de não direcionarmos uma questão para o aluno sobre qual a função que ele deve assumir quando da produção da monografia, muitas funções emergiram dos discursos desses alunos e dizem um pouco sobre como é a tarefa de produzir texto acadêmico pelo olhar do aluno, já que, muitas vezes, esse olhar é negligenciado ou não anunciado em discussões da área. Isso pode ser visualizado pelo quadro, quando deixa enunciar algumas das várias atribuições, que muitas vezes não estão expostas no PPC de Letras (2006) e também explicitadas nos estudos de Marques (2006) e Haguette (2006). Ademais, muitas funções realizadas durante a produção, conforme pontua Dolz et al (2010) pouco são anunciadas, o que deixa a entender que o aluno compreende que seu papel é apenas de executar as orientações do professor.

Assim, vejamos, a partir do gráfico, quais papeis o aluno diz que o orientando assume durante o processo de produção da monografia, sendo 05 (cinco), a saber:

(i) fazer anotações na orientação – essa é uma ação que pode ser transformada em um papel, ou seja, o orientando é por excelência um anotador de questões da orientação. Esse papel é inerente a ele, enquanto

aquele que recebe as orientações e, depois de discutí-las, pode ou não realizar a proposição colocada pelo orientador.

(ii) corretor e revisor do trabalho – essa função é atribuída tanto ao orientador quanto ao orientando; ambos devem participar conjuntamente na condição de revisor da produção da monografia. Isso significa entender que a produção é processual e contempla diferentes tarefas para aqueles que se envolvem no processo (cf. BUNZEN, 2009). Essa função também pode ser encontrada como uma das sequencias didáticas de produção de textos estipuladas por Schneuwly e Dolz (2004), que corresponde a uma das etapas finais de escritura do texto.

(iii) apontador dúvidas – se por um lado o orientador tem a função de tirar dúvidas, o orientando tem a função de apontar os possíveis questionamentos no decorrer da produção do texto. Essa função é bem comum no caso de orientação de trabalhos acadêmicos, já que partimos do princípio de que o gênero monografia constitui em uma produção nova para o aluno, fazendo emergir muitas questões que precisam ser esclarecidas e, por isso, ambos exercem os papeis de identificador e extrator de dúvidas na elaboração da monografia.

(iv) executor de tarefas – ao denunciar essa função, no discurso do aluno, vemos entrever uma questão que assola a orientação e, consequentemente, aos que se envolvem nesse processo de escritura, que é de alguém que está na posição de mandar e alguém que está na posição de realizar aquilo por quem foi mandado. Mesmo denunciando esse entendimento nos discursos dos alunos, acreditamos, pelas outras funções, que o trabalho de orientação e a função do orientando não devem ser resumidos a executador de tarefas, já que a produção envolve sujeitos com atribuições diversas.

(v) ser responsável – aqui, conforme foi apontado pelos discursos dos alunos, entende-se o orientando como responsável pelo trabalho da monografia e, aqui, diferentemente do que foi dito anteriormente no papel do orientador, o orientando é responsável e essa responsabilidade é transferida para a autoria do texto.

Esses foram os papeis que pudemos verificar nos discursos dos alunos, o que deixa a entender que o orientando não compreende muito bem qual(is) a(s) função(ões) a ser(em) exercida(s) durante a produção do texto monográfico, o que, em alguns momentos, podem ser compreendidas com fases/etapas da produção textual, como é o caso de revisor de texto.

4.5 Estabelecendo relações entre discursos de professores e alunos

Belgede Kur'ân'da bedevilik (sayfa 134-136)