II. Araştırmanın Amacı ve Yöntemi:
3. ARAP YARIMADASINDA BEDEVĐLĐK
1.3. Kur’ân’ın Nüzulü Dönemindeki Đki Bedevi Karakteri
As discussões arroladas nessa seção buscam colocar a orientação de gêneros acadêmicos da graduação, especialmente a monografia como centro de debate. Para tanto, respaldamo-nos nas reflexões realizadas por Bianchetti e Machado (2006), Mazzilli (2009), Schnetzler e Oliveira (2010), Chassot (2006), dentre outros. Nesse sentido, as reflexões sobre orientação perpassam o seguinte contorno: (i) orientação enquanto elemento obrigatório em cursos de graduação; (ii) como se define o orientador; (iii) a função de orientador (iv) tipos de orientação;, dentre outros aspectos que permeiam a orientação no contexto acadêmico.
Diferentemente dos cursos de pós-graduação, em que a orientação constitui um elemento curricular, na graduação, a orientação de monografia no Curso de Letras do CAMEAM é um requisito que até bem pouco tempo não existia, isso porque o trabalho de conclusão de curso de graduação não era uma exigência e, por isso, a questão do orientador não era posta como elemento desse âmbito de ensino. Assim, com a obrigatoriedade desse trabalho para concluir um curso de licenciatura ou bacharelado que, ocorreu inicialmente no Curso de Economia através da instituição da monografia pela Resolução CNE/CSE nº 04/2007, os cursos de graduação, aos poucos, passaram a contemplar em seus projetos pedagógicos de curso um tipo de trabalho final e que necessitava de um processo de orientação mais sistemático e individual.
Desse modo, uma vez estabelecida tal exigência, através dessa mesma resolução (Res. CES/CNE nº 4/2007; Art. 10 e seu Parágrafo único) tem-se a obrigatoriedade da orientação, atribuindo ao docente o acompanhamento individual. Essa obrigatoriedade inicial em Cursos de Economia passou a ser
também em outros cursos, como é o caso do Curso de Letras de algumas IES (Universidade Federal do Maranhão, Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Católica de Brasília, Universidade Federal de São Carlos, Universidade de Santa Cruz do Sul), entre outras, cujo trabalho de conclusão de curso é a monografia. Apesar de muitas IES já terem aderido à monografia como TCC, ainda é comum o relatório de estágio como TCC, o que também não dispensa a orientação de um professor, no entanto, essa orientação não é desenvolvida individualmente como no caso da monografia, conforme veremos no tópico seguinte.
Uma vez instituída a necessidade de orientação em caso de TCC, abre- se uma outra discussão: o que é a orientação na graduação? Há uma diferença em relação à orientação da pós-graduação? Tais perguntas são pertinentes, se considerarmos que a orientação já se faz presente em programas de pós-graduação há mais tempo, principalmente com a implantação do Plano Nacional de Pós-Graduação, então, significa dizer que temos, na orientação da graduação, os mesmos parâmetros estipulados para a pós-graduação. Com base nas discussões empreendidas por Mazzilli (2009), podemos dizer que, em parte, sim, já que a orientação em termos gerais diz respeito ao acompanhamento do processo de criação intelectual de caráter metodológico e com pesquisa empírica.
A orientação passa a inserir o contexto do professor universitário como uma nova função a ser acrescida às demais tarefas atribuídas a esse profissional, que passa a “iniciar estudantes de graduação no aprendizado da pesquisa através [...] da orientação de trabalhos de conclusão de curso”. (MASSILLI, 2009, p. 62). Isso significa atribuir uma tarefa que antes só cabia à pós-graduação, agora passa a permear os fazeres dos profissionais no âmbito da graduação. “A educação se deve agora realizar pela pesquisa, transformando-se aquele professor que transmitia aos alunos seus saberes em orientador dos estudos de cada um”. (MARQUES, 2006, p. 228)
Assim, em muitos momentos, a tarefa do orientador é confundida e resumida ao que propõe os manuais de metodologia, de modo que não se discute sobre o trabalho de orientação, já que se supõe que essa ação seja
contemplada por esses livros de metodologia. Sobre isso Bianchetti (2006, p. 14-15), afirma que:
É escassa a referência à função do orientar [...] os livros de metodologia de pesquisa aparentemente muito próximo ao do orientador, desempenhando a função de auxiliar, [...] ficando o processo de criação intelectual-científico circunscrito ao campo da metodologia. [...] Já o orientador, diferentemente do “livro que orienta”, é um personagem que entretém uma relação singular e intersubjetiva com seu orientando, de peculiar riqueza e complexidade. O orientador, juntamente com o orientando e suas páginas, constituem um trio único e original.
O que é expresso acima pode ser entendido também como uma prática comum nas universidades, que é a tarefa solitária de orientação, em muitos casos, restrita ao que dizem esses manuais de metodologia. Conforme vimos na seção anterior, esses livros não avançam nas discussões, vemos apenas orientações de caráter meramente técnico. Fica evidente nessa reflexão que a essência da orientação, enquanto tarefa de discussão individual entre orientador e orientando, é deturpada e restrita a esses livros. Em outros termos, é como se a relação orientador/orientando e o processo de escrita limitasse a escolha e utilização de livros de metodologia.
Depreendemos disso que o orientador precisa ser visto como uma função que não se limita ao simples acompanhamento, mas que auxilie o orientando na descoberta da literatura especifica da área objeto de estudo, do discernimento sobre esse objeto, na execução da pesquisa, na escolha do método, na revisão e reflexão sobre a produção escrita. (cf, SCHNETZLER E OLIVEIRA, 2010).
Ressaltamos, conforme Machado e Bianchetti (2006), que, da década de 1970 até meados dos anos noventa, existiam quatro modalidades de orientação em nível de pós-graduação, as quais são pertinentes para a discussão, porque permitem que compreendamos a graduação: (i) sem orientação – em que o trabalho era realizado sozinho em nível de doutorado, sem que houvesse a participação de um orientador; (ii) orientação individual – em que o orientando tinha um número muito pequeno de encontros entre o
orientador e o orientando, estabelecia por ambos uma “confiança depositada pelo orientador em seu trabalho e da sua autonomia” (MACHADO e BIANCHETTI, 2006, p. 06); (iii) orientação sistemática – em que alguns programas estabeleciam um prazo para conclusão do trabalho do curso, em função da conjuntura política da época da ditadura militar e (iv) orientação coletiva – em que se fazia seminário para que a orientação fosse dada a um grupo de orientandos.
Tendo em vista essas modalidades de orientação, o trabalho de Chassot (2006) diz sobre a forma como essa orientação, seja individual ou coletiva, pode ocorrer, considerando o espaço, ou seja, o local. É preciso destacar que, para a condução da orientação, é estabelecida pelos projetos pedagógicos dos cursos uma carga-horária para a efetivação desses encontros. Sobre formas de acompanhamento, destacamos duas: (i) a presencial – em que o orientando tem o acompanhamento com encontros marcados na instituição de ensino ou em outro lugar conveniente para ambos, de acordo com a carga-horária semanal estabelecida; (ii) a virtual – em que o orientando tem o acompanhamento através da troca de e-mail, mensagens por site de relacionamento – essa modalidade se fez necessária com as novas tecnologias de comunicação, permitindo que os encontros não se limitem à presença real dos sujeitos, mas sejam realizados através da internet com trocas de e-mails, envio do material escrito, dentre outros.
Vale frisar que a orientação é uma tarefa marcada/determinada, muitas vezes, por relações pessoais, já que há um envolvimento emocional por ambas as partes orientador/orientando. No entanto, conforme destaca Zilberman (2006), a orientação deve ser tida como uma aventura compartilhada em que orientador e orientando assumem-se como protagonistas do espetáculo da produção textual, especialmente da monografia, já que os dois precisam se reconhecer nas suas reais funções.
Com base nas colocações apontadas acima sobre a orientação no ensino superior, passamos a abordar especificamente como se dá a orientação da monografia, considerando os seguintes pontos: (i) como se define o orientador na graduação; (iii) a função de orientador e orientando na produção da monografia (iv) as modalidades de orientação realizadas para
esse gênero, dentre outros, aspectos que caracterizam a orientação no âmbito da produção da monografia.