II. Araştırmanın Amacı ve Yöntemi:
2. KUR’ÂN’DA HZ PEYGAMBER DÖNEMĐNDEKĐ BEDEVĐLERĐN TUTUM VE
2.2. Medine’ye Uzak Bölgelerde Yaşayan Bedevilerin Tutum ve Davranışları
2.2.1. Îtikâdî Açıdan Tutum ve Davranışları
Assim como no tópico anterior, as discussões que empreendemos parte de nossas observações do campo de pesquisa, mais especificamente, da sala de aula da disciplina Seminário de Monografia II, do semestre 2008.2, que corresponde ao momento da produção da monografia. Diferentemente do que ocorre em Seminário de Monografia I, aqui a atuação do PSM219 é como um coordenador da disciplina, já que a orientação da produção da monografia cabe ao professor-orientador, de maneira que, nesse momento, o aluno dispõe de dois interlocutores: o PSM2 e o orientador da monografia.
Nesse sentido, propomo-nos, nessa seção, descrever e refletir acerca dos bastidores que compreendem a produção da monografia no espaço de sala de aula de Seminário de Monografia II. Para tanto, guiamos nossos apontamentos a partir dos seguintes pontos: (i) a escritura da monografia sob o olhar do PSM2 e (ii) o acompanhamento sistemático da monografia, considerando as sessões de orientação.
Assim, ao longo de todo o semestre 2008.2, o PSM2 acompanha a execução da monografia, procurando conhecer o andamento do processo de orientação, sem adentrar no espaço de orientador/orientando. Conforme pontuamos, alguns dos aspectos que são verificados pelo referido professor, a saber: (i) encontros de orientação por parte de cada aluno; (ii) ao
19 PSM2= a letra P significa professor, a letra S significa Seminário, a letra M significa
acompanhamento da escritura do trabalho no que diz respeito à quantidade de capítulos que faltam para escrever; (iii) conhecer o andamento dos encontros, se estão obedecendo às horas destinadas ao orientador; (iv) a relação orientador/orientando;
O professor esclarece que as orientações devem ser realizadas semanalmente e que pede aos alunos que quando os encontros não estiverem acontecendo que isso seja informado. (Nc26)
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O meu trabalho na disciplina não permite que adentre no espaço de orientação, por isso o que exponho aqui sobre a monografia deve ser consultado pelo orientador, de maneira que não quero e nem posso entrar na orientação. (Nc27)
Os excertos acima demonstram que o PSM2 preocupa-se com a condução da orientação, reafirmando que não cabe a ele a tarefa de orientação da monografia, de modo que sua função pode ser vista mais como a de um coordenador. Percebemos que o PSM2 ressalta que não é relevante adentrar no espaço de orientação, em que o orientador atua como figura principal, portanto, as orientações dadas pelo PSM2 devem ser sempre consultadas antes de acatadas e firmadas no texto.
Além disso, podemos dizer que o PSM2 durante os momentos de sala de aula procura apresentar conteúdos de caráter mais formal, no que diz respeito às normas da ABNT e também às questões de organização de formatação do texto. Em alguns casos, o referido professor também discute algumas questões de ordem metodológica, focalizando o método, elaboração de questionário e de notas de campo, organização da monografia, dentre outros. Como vemos, são aspectos de ordem técnica que não diz respeito ao trabalho de pesquisa e ao objeto e sim a organização do texto, apontando normas e regras propostas por manuais de metodologia e pela própria ABNT. Apesar de não termos acompanhado sistematicamente as sessões de orientação20, iremos discutir um pouco sobre o assunto com base em nossas observações de sala de aula, quando o PSM2 descrevia como essas sessões deveriam ocorrer ao longo do semestre.
20 As sessões de orientação não foram acompanhadas porque não houve permissão por
O PPC (2006) deixa evidente que são destinadas duas horas semanais para a orientação da monografia com vistas à para elaboração da monografia pelo aluno. Apesar desses encontros semanais serem firmados pelo PPC (2006), o que se observa na prática é que eles não acontecem conforme prevê o documento; muita justificativa é exposta, seja pelo orientando, seja pelo orientador. E o PSM2 é quem tem a função de acompanhar o andamento dessas sessões, sem adentrar no trabalho de orientação, pois, como afirma Quixadá-Viana e Veiga (2011), a relação entre orientador e orientando é um espaço que não pode ser invadido, já que cabe aos dois a decisão sobre o processo de escritura da monografia, ficando reservado apenas o acompanhamento sobre a execução dos encontros a cargo do professor da disciplina.
O que observamos ao longo do espaço de sala de aula dessa disciplina foram encontros destinados a aspectos de caráter mais burocrático do andamento da disciplina. Os alunos viam esses encontros com o professor PSM2 como momento de tirar as dúvidas de caráter geral do texto e nos encontros com o orientador podiam compartilhar dúvidas sobre o objeto de pesquisa com foco em aspectos mais específicos da monografia.
Nessa dinâmica, as funções desempenhadas pelo professor PSM2 e pelo orientador estão bem claras, de maneira que não percebemos nenhum adentrar no espaço do outro, deixando evidentes as funções que cabe a cada um durante o processo de escritura da monografia. Assim, vemos começar a serem delineadas as funções de cada um dos atores envolvidos no processo de escritura da monografia, são eles: (i) de um lado o PSM1, a quem cabe a tarefa de orientar o projeto a ser executado na monografia; (ii) de outro, o PSM2, a quem cabe a coordenação da produção da monografia, acompanhando os encontros e a execução das tarefas e, por último, (iii) o orientador, a quem cabe a orientação da monografia, levando em conta o objeto de estudo e os aspectos teórico-metodológicos da pesquisa.
Em geral, podemos dizer que, dentro do espaço de sala de aula, a produção da monografia é uma prática que segue os preceitos das normas propostas por manuais de metodologia e pelas normas internas do Projeto
Pedagógico do Curso, cada uma atuando de forma diferenciada para a produção da monografia de maneira satisfatória.