• Sonuç bulunamadı

5. SONUÇ VE ÖNERİLER

5.1 Sonuç ve Tartışma

Além de presidir o processo de escolha dos conselheiros tutelares, o Conselho Municipal dos Direitos é o principal órgão para formulação, deliberação e controle da política municipal de proteção integral à criança e ao adolescente. O Conselho Tutelar, no entanto, é aquele que trabalha com as denúncias de violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Desta forma, este eixo temático busca analisar a integração entre os dois Conselhos.

Alguns membros consideram a importância da cooperação e acreditam que existe uma atuação articulada entre eles:

“(...) Como nós nascemos juntos – Conselho de Direitos e Conselho Tutelar – o compromisso entre os conselheiros era assim muito grande. Além de grande, era um pacto que acabou se estabelecendo, pra poder fazer com que o Conselho crescesse e efetivamente definisse a que veio (...)” CMDCA1 “(...) A integração era muito boa mesmo! (...)” CMDCA1

“(...) nós tínhamos um trabalho muito interessante e integrado, haja vista este Conselho Tutelar participar praticamente de todas as reuniões do Conselho da Criança (...)” CMDCA1

“(...) Então essa dupla, ela tinha que estar constantemente junta, ambos tinham que estar juntos com muita freqüência e articulados porque se não o Conselho Tutelar detém a informação e não consegue passar pro Conselho de Direitos e o Conselho de Direitos não consegue fazer intervenções necessárias pra criar serviços pra poder dar retaguarda para o Conselho Tutelar (...)” CMDCA1

“(...) Então na ocasião a integração era muito rica, eu inclusive durante o primeiro e o segundo Conselho Tutelar, eu me reunia praticamente toda semana com os conselheiros, pra poder discutir casos e trocar idéias com relação aos encaminhamentos dos casos que chegavam no Conselho Tutelar. Praticamente uma supervisão, então a gente fazia essa troca de informações, eles traziam as dificuldades, discutíamos bastante até a gente encontrar uma solução de encaminhamento e resolução pro caso, porque o Conselho Tutelar veio para isso. Mas sem esses parceiros fica muito difícil ele decidir, qual a melhor maneira dele encaminhar os casos (...)” CMDCA1

“(...) a gente participa de reuniões. Me convidaram várias vezes pra participar de reuniões do CMDCA, embora o Conselho Tutelar não faça parte do CMDCA. Então eu avalio como positiva a atuação do CMDCA neste sentido, que eles tem contribuído com o Conselho Tutelar na medida do possível, também porque a verba é limitada, mas no que é possível eles contribuem (...)” CT2

“(...) Eu acho que é integrado sim, principalmente por esse fato deles terem convidado o Conselho Tutelar para participar de reuniões, coisa que não existe no Regulamento, Regimento Interno, na Lei. O Conselho Tutelar ele é um órgão à parte mas eles convidam pra participar , pra opinar, dão sugestões, críticas, tem críticas construtivas de alguns conselheiros. Quando me convidam eu vou (...)” CT2

“(...) O entrosamento nosso ta ficando cada vez melhor, também por conta dessa experiência, como membro do Conselho dos Direitos, eu acho que poderia existir uma parceria muito maior entre eles - o Conselho de Direitos e o Conselho Tutelar (...)” CMDCA2

“(...) Hoje, e já a algum tempo, a mais de um ano, o nosso relacionamento também melhorou muito e eu posso dizer que o CMDCA tem contribuído muito pro Conselho Tutelar, desde a aquisição de equipamentos, um computador novo por exemplo, que já era uma reivindicação antiga do Conselho, nós conseguimos através do CMDCA há alguns meses. Então eles tem atendido, dado esse o suporte que a gente precisa pra internação de adolescentes quando a gente precisa custear uma mensalidade, a gente pede. Tem aquela demora da burocracia que manda ofício, tem que ser aprovado, tem que estar reenviando, mas eles sempre atendem desde que a gente comprove de que realmente precisa, da necessidade, de que foi avaliada aquela situação (...)” CT2

Mesmo a integração sendo sensivelmente percebida pelos conselheiros, algumas falas apontam que os órgãos não estão suficientemente integrados, fato que acaba por comprometer a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente em sua plenitude.

“(...) A gente fala muito do Estatuto da Criança e do Adolescente, e quando ele foi criado, ele queria criar essa articulação entre o Conselho de Direitos e o Conselho Tutelar, só que é aquela história, existe um percurso a ser percorrido entre o Conselho de Direitos e o Conselho Tutelar, falta muito ainda, poderiam ser dois órgãos muito interligados, porque afinal de contas a função deles é muito parecida, mas eu vejo que ainda tem um caminho muito longo pra gente aplicar o Estatuto da Criança e do Adolescente na prática também naquilo que ele pede (...)” CMDCA2

“(...) Eu acho que deveria ter uma integração maior. O CMDCA é muito afastado do Conselho Tutelar. A nossa relação é quando nós necessitamos de verba pra enviar um garoto pra uma viagem, pra uma clínica de recuperação, pelo Fundo e que você tem que passar pelo CMDCA, então a relação é mais formal. Mas eu acho que deveria haver uma relação mais próxima, ou seja, reuniões quinzenais, pra que nós pudéssemos discutir os principais problemas que afligem essa questão dos menores, o que não acontece. Infelizmente, essa relação entre os dois órgãos que deveria ser próxima, não acontece, eu acho que deixa muito a desejar (...)” CT1

A articulação entre estas instâncias tem se mostrado como um poderoso instrumento de ação e diagnóstico, podendo fornecer dados para implantação de políticas públicas na área da infância e juventude:

Deve-se notar aqui a importância do Conselho Tutelar para que os conselheiros dos direitos tenham acesso ao conhecimento da situação da criança e do adolescente no município. Além de fornecer as bases para o diagnóstico, como será ressaltado adiante, os Conselhos Tutelares são também considerados realizadores de diagnóstico. (PESQUISA CONHECENDO A REALIDADE, 2007, p.60)