Como, no questionamento anterior, solicitamos que as professoras falassem sobre o conceito de gêneros, nesse quinto pedimos para exporem se elas costumam
usar os gêneros em sala. Observemos a resposta de cada professora à pergunta e comparemos a sua prática.
A Professora 1 respondeu que sempre procura trabalhar com gêneros e em sua aula essas práticas estão presentes. Vejamos o que ela diz:
Procuramos trabalhar com os gêneros por meio de projetos e atividades sequenciadas que priorizem situações de produção, leitura e análise de textos relacionados a situações de uso. Projeto ler e escrever de verdade desenvolvido em outra escola. (Professora 1)
Como podemos ver, há, segundo a professora, a ênfase na produção, na leitura e análise de textos que estabeleçam relação com situações de usos da linguagem, ou seja, parece haver uma preocupação de que, na escola, os alunos tenham contato com gêneros que cotidianamente sejam utilizados por eles, seja produzindo-os, lendo-os ou analisando-os. Parece que tais aulas seriam planejadas tendo em vista a realidade do aluno e sua necessidade e que a professora tem um discurso próprio em sua aula.
A aula observada (Anexo A) dessa professora tinha como tema “artigo informativo” e “cordel”, ou seja, gêneros discursivos de esferas diferentes, um jornalístico e outro literário. A aula da professora tratava de caracterizar cada um dos gêneros para depois diferenciá-los. Durante a aula, a professora falou da função de cada gênero, dos portadores de textos, ou suportes textuais, e construiu coletivamente, com a participação dos alunos, na lousa, dois quadros cujos títulos eram “Semelhanças” e “Diferenças”. Nos quadros, ela apontava o que os gêneros tinham de parecido e de diverso.
Essa aula pautou-se totalmente no livro didático e a professora apenas transpôs o que propunha essa ferramenta. Sua aula era apenas a transposição do que estava posto no livro. Inclusive, a atividade descrita na aula, que era o último comando da atividade de estudo do texto.
Mesmo a professora demonstrando segurança do conteúdo que estava trabalhando em sala, fica evidente que ela apenas reproduziu os dizeres do livro, ou seja, apenas reorganizou o discurso com que os alunos já tinham mantido contato.
Não temos, na prática dessa professora, a pedagogização do conteúdo, mas a verbalização do que se apresentava escrito no livro didático. Dessa forma, podemos perceber quão influente é esse instrumento, pois de ferramenta de auxílio
ao professor, passou a ser o determinante da aula, pois é ele que determina o que e como determinada temática será abordada.
A Professora 2 afirmou (Anexo B) que trabalha as diferentes formas de gêneros textuais explorando de forma oral e escrita. O que, a nosso ver, seria mais adequado com uma atividade ao contrário, em que ela trabalhasse a oralidade e a escrita e os diferentes gêneros que emergem dessas modalidades.
Durante a aula observada, a docente desenvolveu as seguintes atividades: leitura do livro pela professora, leitura do resumo da história pelos alunos e um exercício proposto pela professora, o qual se dividia em interpretação do texto e em análise linguística (ANEXO B).
Pudemos perceber que a professora selecionou uma atividade de leitura para a aula porque acreditava que assim estava trabalhando com um gênero, nesse caso com a leitura de um conto. Sobre o trabalho com textos literários na escola, podemos observar que são muitas as críticas às formas como são desenvolvidas as leituras e às fichas que acompanham essas leituras.
Sobre o ato de ler, Antunes (2003) afirma que ele possibilita ao aluno acessar informações distintas, ou seja, a leitura dá acesso ao conhecimento produzido; dá acesso ao prazer estético, nesse contexto, o ato de ler é concebido como deleite, entretenimento; e possibilita a reflexão sobre as especificidades da escrita, pois, ao ler, o aluno tem contado com as mais variadas formas de escrever, com os diferentes gêneros.
No primeiro momento da aula, observamos a leitura como deleite, como forma de entretenimento. No entanto, no segundo momento, a aula que estava caminhando para a compreensão do texto de maneira interativa, foi encaminha para um modelo tradicional e desmotivador do ato de ler literatura, haja vista que a professora entregou um resumo da obra para que os alunos lessem.
A leitura compartilhada inicial e a proposta da recontação da história foi desfeita pela entrega do resumo já feito aos alunos. Aos alunos coube reler a história de maneira compilada, forma essa que desconstrói todo o valor estético do texto literário, ou seja, se o trabalho é com a arte literária, a leitura a ser realizada deve ser do texto em si e não de resumos ou comentários sobre o texto. Dessa forma, um projeto que aborde a literatura dever ser pautado na leitura de literatura.
Os projetos são situações em que linguagem oral, linguagem escrita, leitura e produção de textos se inter-relacionam de maneira contextualizada, pois quase sempre envolvem tarefas que articulam esses diferentes conteúdos. São situações linguisticamente significativas, em que faz sentido, por exemplo, ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não esquecer. (BRASIL, 2001, p. 62).
Sobre a leitura do conto, podemos observar que ela foi realizada de maneira adequada, pois a leitura compartilhada é uma das formas de leitura que podem se tornar presentes na sala de aula. Já com relação à entrega dos resumos aos alunos, tal prática não é indicada, pois não retoma e nem explicita a estética do texto original.
A Professora 3 acredita que trabalhar com gêneros é ocupar-se em usar uma linguagem clara e culta, pensa que o grau de formalismo, a maneira interdisciplinar e intertextual é lidar com gêneros discursivos.
Bem acredito que no nosso dia-a-dia usamos em nossa prática. Costumo introduzir as minhas aulas de forma interdisciplinar e intertextual resgato sempre o que já vimos usando uma linguagem clara porém culta. (Professora 3)
Dessa forma ela reafirma a falta de formação para dar aula sobre a Língua Portuguesa e principalmente sobre gêneros, mesmo que esses estejam presentes na aula, porque sem eles não haveria interação, não seria possível a realização da aula.
A aula dessa professora foi o preenchimento de um “autoditado” e em seguida a criação de frases sobre as palavras do autoditado. Uma atividade que enfatizava a escrita de palavras soltas e frases desconexas. Não trabalhou gêneros, pois, como vemos na forma que ela mesma explica como trabalha essa temática, ela não aparenta ter informações sobre esse saber. Na aula dessa professora, é possível observar que não há o trabalho com a linguagem, o que aparecem são palavras e frases desconexas.
Uma prática de escrita artificial e inexpressiva, realizada em “exercícios” de criar listas de palavras soltas ou, ainda, de formar frases. Tais palavras e frases isoladas, desvinculadas de qualquer contexto comunicativo, são vazias de sentido e das intenções com que as pessoas dizem as coisas que têm de dizer. Além do mais, esses exercícios de formar frases soltas afastam os alunos daquilo que eles fazem, naturalmente, quando interagem com os outros, que é “construir peça inteiras”, ou seja, textos, com unidade, com começo, meio e fim, para expressar sentidos e intenções.
Assim, a partir do que nos diz a autora, podemos perceber que os procedimentos usados pela professora não dialogam com a forma de trabalho apresentada nos documentos oficiais, tendo em vista que tal prática não permite ao aluno usar a linguagem para dizer algo a alguém, pois são atividades que não dizem nada.
A Professora 4 afirmou que
Não faço planejamentos específicos da língua materna, mas ela está incorporada em tudo que realizamos em sala de aula. Estou no 5º ano atualmente e iniciamos o ano letivo abordando os variados tipos de texto. Durante as aulas é comum comentarmos sobre os gêneros discursivos. (Professora 4)
No discurso dessa professora podemos perceber que a aula de Língua Portuguesa não tem um espaço reservado no horário da turma. O que vai de encontro com as determinações nacionais, pois se não fosse necessário um horário específico para o ensino de Língua Portuguesa, o Ministério da Educação (MEC) não teria publicado os PCN específicos para o trabalho com a língua, com a linguagem.
A resposta da Professora 4 ao questionamento cinco se confirma na aula, pois a aula foi de leitura e de discussão acerca do texto lido. Embora a aula ministrada tivesse a configuração de uma aula de leitura, uma das competências a ser desenvolvida nos discentes, a professora a conduziu o tempo todo como se naquele momento os alunos não estivessem tendo uma aula de Língua Portuguesa. Para a professora, a aula realizada era de temas já trabalhados, ou seja, ela não concebe que a leitura é uma das competências a ser desenvolvida nos alunos e que faz parte do trabalho com a linguagem.
Segundo Antunes (2003, p. 28), uma das características da leitura em contexto escolar é que essa prática toma a forma de “uma atividade incapaz de suscitar no aluno a compreensão das múltiplas funções sociais da leitura”, pois se lê apenas para ler, não se atribui um sentido a esse ato. Afinal, o ato de ler não acontece no vazio e não é mera decodificação, vai além da decifração de signos, faz parte da vida social do aluno, pois
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir de seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema da escrita, etc. (BRASIL, 2001, p. 53)
Por meio da leitura o aluno adquire novos conhecimentos, se diverte e ainda reflete sobre o uso da linguagem. No entanto, essa prática não pode acontecer de qualquer forma, nem tão pouco utilizar quaisquer textos.
Segundo a Professora 5, dar aulas considerando os gêneros, é estimular a oralidade, contar histórias para os alunos ou explicar tipologias.
Em muitas aulas eu costumo, incentivar a oralidade, quando conto uma história ou explico os textos informativos ou outros. (Professora 5)
Essa professora acredita que as aulas que abordam a temática em questão são pautadas na oralidade, no falar do aluno; na contação de histórias, na oralidade do professor ao ler um livro; e na exposição oral explicativa. E foi exatamente assim que ela executou a aula observada. Inicialmente, a docente leu o conto O reizinho
mandão, em seguida discutiu sobre a temática do texto e, logo depois, distribuiu
uma folha de “interpretação do texto”.
Vemos a atividade de responder a uma folha de questionamentos novamente se repetindo. A aula de Língua Portuguesa se resumiria, então, à prática de leitura e preenchimento de uma folha de resposta? Acreditamos que não, mas na observação realizada, para a professora essa seria uma das configurações da aula de língua, pois tratou da questão da leitura, da compreensão do texto e ainda de gramática, haja vista que no exercício era solicitado que os alunos encontrassem palavras que qualificavam o reizinho.
Podemos observar na atividade de leitura realizada pela professora,
Uma atividade de leitura puramente escolar, sem gosto, sem prazer, convertida em momento de treino, e avaliação, ou em oportunidade para futuras “cobranças”; leitura que é, assim, reduzida a momentos de exercícios, sejam aqueles da “leitura em voz alta” realizados, quase sempre, com interesses avaliativos, sejam aqueles que têm de culminar com elaborações das conhecidas “fichas de leitura”; (ANTUNES, 2003, p. 28)
Isso porque dentre as funções que poderiam ser atribuídas à aula observada, a leitura para a resposta da ficha foi a que ficou mais em evidência, pois mesmo a professora discutindo com os alunos sobre o texto, ela não concebeu a atividade de leitura como encerrada e passou a responder a atividade relacionada ao texto, fazendo da leitura uma técnica para se responder a questionamentos, apenas.
Para a Professora 6,
Durante as aulas de língua materna é indispensável o uso dos gêneros discursivos. Geralmente, uso os gêneros discursivos para trabalhar os diferentes tipos de texto, para produzir textos, para informar, para alfabetizar, para a apropriação da escrita e da leitura. Um exemplo disso e quando trabalho com a narrativa de um livro, após a leitura coletiva ou individual, discutimos sobre o texto, os personagens, a recontação de história, dentre outros fatores. Também quando trabalho com um texto informativo. [sic] (Professora 6)
Como vemos, nas primeiras linhas da resposta a professora diz que usa os gêneros para trabalhar diferentes tipos de texto e logo informa o que, para ela, seriam outras atribuições dos gêneros: informar, alfabetizar, apropriar-se da escrita e da leitura. Para exemplificar uma aula na qual trabalha com gênero, enfatiza a leitura como uma prática com gêneros, o que não deixa de ser.
Essa professora, no entanto, na aula observada (Anexo F), apresenta uma forma totalmente diversa de seu discurso, pois dá uma aula específica sobre o gênero “convite”. No primeiro momento, ela perguntou aos alunos se eles tinham feito a pesquisa do que vinha no convite e se eles haviam trazido alguns exemplares. Então, a professora pegou os convites trazidos pelos alunos e entregou uma atividade sobre o convite.
Nesse momento, ela promoveu a leitura de textos autênticos, de textos que circulam cotidianamente nas práticas sociais que vivenciam os alunos. Para Antunes (2003, p. 79), “Nada poderá justificar uma leitura que não seja a leitura de textos autênticos, de textos em que há claramente uma função comunicativa, um objetivo interativo qualquer”. A autora defende que os textos a ser lidos em sala tenham autoria, data de publicação, e apareçam em um suporte da comunicação social, ou seja, sejam textos situados sócio-historicamente. E foi dessa forma que a professora iniciou a aula.
Depois desse momento, ela falou sobre os variados convites, sobre os diversos conteúdos desse gênero, e sua função. Logo em seguida, listou no quadro como deve ser estruturado o convite, ou seja, como se organiza a sua forma composicional. Além disso, a docente entregou papéis aos alunos e pediu para que eles fizessem seus próprios convites, o que evidencia o trabalho com o estilo e também com a escrita de gêneros socialmente relevantes.
A esse respeito, Antunes (2003) afirma que as propostas de produção textual na sala de aula devem se articular aos diferentes usos da escrita na sociedade, “devem corresponder àquilo que, na verdade, se escreve fora da escola – e, assim sejam textos de gêneros que têm uma função social determinada, conforme as práticas vigentes na sociedade.” (2003, p. 62-63).
Como o último momento da aula, a professora entregou um convite para que os alunos entregassem às mães, pois a escola as estava convidando a participar da festa do dia das mães.
Na aula desenvolvida por essa professora, ela didatiza o gênero convite de maneira que os alunos participem e construam seus próprios convites, de maneira efetiva. Ela trabalhou em uma perspectiva interacionista da linguagem e as produções dos alunos não tiveram como interlocutor o professor, pelo contrário, dirigiram-se a alguns alunos ou mesmos a interlocutores de fora da escola.
Nessa aula foi possível observar que há uma diferença entre o dizer e o fazer, e que nem sempre um dizer adequado possibilita uma aula adequada e que uma aula adequada nem sempre está vinculada a um dizer apropriado.
No meu entendimento, sim. Costumo trabalhar com contos, com poesias, textos jornalísticos, textos científicos, recados, textos que possam se aproximar da realidade dos alunos. Peço que os alunos (durante a rotina de realizar uma leitura no início de cada aula) que identifiquem o tipo de texto que li para eles. Costumo pedir que pesquisem textos que fazem parte de suas vidas. Costumo usar textos que gere discussão acerca do problema apresentado, como também textos que possam apresentar aos alunos outra forma de apresentação da língua, diferentemente da que costumam falar e ouvir. [sic] (Professora 7)
Vemos que a professora em seus exemplos de gêneros fica entre o que se refeririam às esferas e aos nomes dos gêneros. Ela também aponta a atividade de leitura como uma atividade com gênero, mas não indica exatamente como essa atividade se pauta nessa temática.
Ela afirma que trabalha considerando os gêneros, mas ao passo que se refere às esferas em que utilizaria os gêneros, traz o “recado” como se estivesse no mesmo nível das demais palavras da lista feita por ela. A partir disso, torna-se perceptível que essa docente não tem conhecimento do tema abordado pela pesquisa.
A aula dessa professora abordou o gênero “bilhete” e foi realizada da seguinte forma: apresentação da temática da aula “gênero bilhete”, leitura de um bilhete sobre a realização de uma festa, escrita de um bilhete-resposta e correção dos bilhetes.
Essa aula, apesar de tratar especificamente de um gênero, não abordou de maneira adequada o tema, pois a professora não tratou da função social desse gênero, não auxiliou os alunos na produção dos mesmo e a ainda indicou que o bilhete fosse escrito no caderno e em resposta a um bilhete fictício. Direcionamentos esses que nos fazem perceber que a professora diz saber como desenvolver o trabalho, entretanto sua prática é permeada de dúvidas e ações equivocadas, haja vista que gênero é prática.
Ainda sobre a prática dessa professora, ela pedagogiza o conteúdo bilhete e realiza uma produção textual da qual ela é o único interlocutor possível dos alunos, pois os bilhetes são escritos apenas para que ela os leia. Não houve um direcionamento em relação à percepção do bilhete como um gênero, como uma prática social, ou seja, não houve a orientação dessa função social do bilhete.
Essa atitude da professora nos remete à reflexão feita por Britto (2006) sobre o processo de interlocução em ambiente escolar. Esse autor afirma que a escola/professor se tornou o grande interlocutor dos textos produzidos.
Na situação escolar existem ralações muito rígidas e bem definidas. O aluno é obrigado a escrever dentro dos padrões previamente estipulados e, além disso, o seu texto será julgado, avaliado. O professor, a quem o texto é remetido, será o principal – talvez o único – leitor da redação. (BRITTO, 2003, p. 120)
Dessa forma, o professor assume um papel de interlocutor que não deveria ser seu, pois a escrita não é uma prática de um interlocutor fixo. Socialmente, escrevemos para diferentes interlocutores e com objetivos diferentes. Essa relação entre locutor e interlocutor determina o uso da linguagem, viabiliza a sua adequação.
Podemos observar, a partir das análises realizadas, que todas as professoras se dizem utilizadoras dos gêneros discursivos em sala de aula. Isso é bem verdade, pois, segundo Bakhtin (2006, p. 282) não há nada que falemos que não seja configurado em gênero. E realmente, elas os utilizam, mas de maneira inconsciente, afinal, “Falamos apenas através de determinados gêneros do discurso, isto é, todos os nossos enunciados são formas relativamente estáveis e típicas de construção do todo”. O falar, o produzir discurso é uma característica humana e como ser social tais enunciados são construídos a partir da relação estabelecida entre o locutor e o interlocutor em um determinado contexto, em uma determinada situação social.
No entanto, o uso do texto como unidade básica para o ensino se configura como uma forma interativa do trabalho com a Língua Portuguesa, se configura no trabalho com a língua a partir do conceito de linguagem como interação, uma linguagem real e usada no cotidiano tanto dos professores quanto dos alunos, ou seja, uma linguagem que se dá em forma de gêneros, afinal, é por meio dos gêneros que os alunos devem fazer as suas reflexões em relação ao uso da língua e não por meras palavras ou frases que nada dizem, por que no convívio social os sujeitos não usam palavras soltas e desconexas, não usam frases de qualquer forma. Na vida cotidiana, os enunciados são construídos sempre direcionados a um interlocutor e esse determina como a linguagem deverá ser usada. Como vemos, as professoras demonstram uma carência teórica a esse respeito.