4. İŞ TATMİNİNİ ARTIRMANIN YÖNTEMLERİ
5.2. Stresin Kaynakları
5.2.1. Bireysel stres kaynakları
3 Você já ouviu falar ou leu algo sobre gêneros discursivos? Quando e onde isso aconteceu?
O objetivo das duas questões é saber se as professoras tiveram contato com a teoria dos gêneros durante a graduação ou em qualquer outro lugar. Dessa forma, comparar os dizeres a respeito da graduação e a sua realidade de formação. Para continuarmos a análise da categoria “O dizer”, passemos às respostas às questões propostas. Traremos, assim, as respostas dadas às duas questões e as comentaremos.
Apesar de afirmar ter estudado a temática ainda na graduação, a Professora 1, ao responder aos questionamentos 2 e 3, se contradiz, pois afirma que
Questão 2
Na graduação a temática era tratada como tipos de texto e de forma superficial.
Tive oportunidade de aprender mais sobre a referida temática em curso de formação em serviço oferecido pelo MEC em parceria com a secretaria municipal de educação, o qual se chama Gestar 1 em Língua Portuguesa.
Questão 3
Sim. Por meio do curso Gestar 1 em Língua Portuguesa oferecido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Parnamirim em convênio com o MEC.
O curso utiliza módulos publicados pelo MEC, nos quais os gêneros são tratados um a um.
Participei também do curso “Parâmetros em Ação” porém considero que pelo fato de ser descontínuo e utilizar uma metodologia confusa, não trouxe grandes contribuições.
Como pode ser percebido, a professora, por acreditar saber dessa temática, afirma tê-la estudado ainda na graduação, como informa em sua resposta ao primeiro questionamento. No entanto, na segunda resposta ela apresenta que essa temática era tratada como tipos textuais, o que pode evidenciar certa proteção ao processo de formação inicial ou mesmo um conflito de teorias, ou seja, confunde a teoria das sequências tipológicas com a dos gêneros discursivos, teorias essas distintas, mas ambas relevantes para o ensino de Língua Portuguesa. Um ponto que merece destaque é que a discussão sobre o tema aconteceu somente em curso de sua formação continuada, já que essa professora se apresentou no primeiro questionamento como conhecedora da temática.
Nas respostas das professoras a seguir podemos constatar o quanto essa temática não é trabalhada nos cursos de formação inicial e quando trabalhada acontecem, muitas vezes, problemas teóricos, como vimos na resposta da Professora 1, afirmando que os gêneros eram trabalhados como “tipos” na graduação.
A resposta “Não” para a Questão 2 é muito frequente, assim como a resposta “Sim” é uma constante na Questão 3, ou seja, os gêneros não fizeram parte do processo de formação inicial das professoras e entraram em seu repertório de “saberes” a partir de outras iniciativas, principalmente em virtude do processo de formação continuada. Isso é o que podemos ver nas respostas que seguem das professoras.
Segundo a Professora 2, essa temática não foi tocada no período de formação inicial, ou seja, o seu saber não está vinculado à formação inicial, mas à permanente, formação essa normalmente oferecida pela instituição na qual trabalha. Foi em curso de formação e em leituras feitas por conta própria que a professora soube dos gêneros. Como vemos, as revistas são uma fonte de informação para o professor, pois a Nova Escola aparece na resposta a seguir com essa função de participante na formação continuada do docente.
Professora 2 Questão 2
Não. O que aprendi foi quando enfrentei a realidade da sala de aula e com estudos isolados e participando de treinamentos.
Questão 3
Sim. Sempre que encontro alguns textos que fale do assunto e em um curso chamada 08 escolas a mais de 10 anos atrás. Uma fonte de leitura muito boa que considero é a Nova Escola. [sic]
Para a Professora 3, essa temática só passou a existir quando o filho dela se preparava para o vestibular. Diferentemente da Professora 1, que procurou se informar a respeito do que era gêneros, a Professora 3 tomou consciência desse tema por meio do filho. Esse contato com o conceito por meio do filho, evidencia a necessidade da formação permanente, pois em cursos de formação em serviço, atualmente essa temática vem sendo abordada.
Professora 3 Questão 2
Muito superficialmente.
Questão 3
Sim ouvi falar quando o meu filho se preparava para o vestibular. Acontecia nas aulas de redação.
Segundo a Professora 4, ela não teve contato com o conceito de gêneros na formação inicial, mas em um curso da formação contínua. Somente quando já
estava atuando em sala de aula é que a professora teve contato com essa formulação.
Professora 4 Questão 2
Não. Cursei Língua Portuguesa I voltada para a prática de sala de aula, onde cada grupo teria um tema para elaborar um plano, aplicar e apresentar os resultados em sala (seminário).
Porém, nas exposições em grupo um grupo falou sobre gênero discursivo.
Questão 3
Sim. Ao ingressar na rede municipal do município de Baía Formosa, fiz inscrição No pró-letramento de Língua Portuguesa. Havia uma unidade que trazia orientações de como trabalhar gêneros discursivos em sala de aula. Foi em 2007. À partir daí compreendi melhor (ou um pouco melhor). [sic]
Nas respostas da Professora 5 é possível evidenciar que há ainda professores que sequer ouviram falar dos gêneros, pois ela diz que está ouvindo falar durante a entrevista.
Professora 5 Questão 2
Em nossa vida acadêmica, como educadoras buscamos sempre participar de eventos, mesa redonda, seminários que certamente irão subsidiar nosso trabalho.
Acredito que com o passar do tempo, teorias vão se aperfeiçoando, estudos novos são feitos e surgem novos conhecimentos sobre todo e qualquer tema.
Creio ter participado também de discussões sobre esta temática, talvez com outro nome.
Questão 3
Estou ouvindo agora e penso sobre alguns nomes como: dissertações, crônicas e outros, mas não consigo identificar com este título.
A Professora 5 apresenta algumas incoerências ao tentar modalizar o seu discurso, o que causa incompreensão de seu dizer, pois na primeira resposta ela não fala especificamente de Língua Portuguesa, na segunda ela não responde e na terceira ela afirma estar ouvindo falar sobre essa temática no momento da entrevista, o que demonstra, talvez, o desejo de defender o seu processo de formação ou a sua face enquanto profissional que não teve uma formação adequada para o trabalho com a Língua Portuguesa.
Nas respostas das professoras 6 e 7 tanto para a Questão 2, quanto para a Questão 3, há a presença do “Sim”, o que demonstra uma coerência com as respostas dadas à primeira questão.
Professora 6 Questão 2
Sim.
Questão 3
Sim, já ouvi falar sobre gêneros discursivos tanto no curso de graduação, quanto no Profa (Programa de Formação de Professores Alfabetizadores), e no próprio ambiente escolar, isto é, na escola que trabalho.
Professora 7 Questão 2
Sim.
Questão 3
O primeiro contato foi de forma inconsciente... através do meio onde convivo. O segundo contato foi de forma consciente... durante o curso de graduação, justamente em discussões, estudos e em aulas expositivas. Foi possível perceber a relevância de se trabalhar com os gêneros discursivos.
Como é possível observar, há uma parcela pequena de professoras que tiveram o contado com a teoria dos gêneros discursivos ainda na graduação e outra em que essa aproximação só aconteceu posteriormente à formação inicial, no processo de formação continuada. Podemos dizer que as professoras tiveram contato com a temática em casa, durante a graduação, no Pró-Letramento, no curso Oito escolas, na escola, no Gestar 1, no Parâmetros em Ação e no Profa. Desse modo, é possível observar que o ato de conhecer não se dá em ambientes específicos, pois a aprendizagem se dá de maneira constante. No entanto, isso
também deixa evidente que a formação inicial não tem subsidiado de maneira adequada os profissionais.
Assim, é possível observar que o saber disciplinar está sendo deixado à margem do processo de formação dos professores e isso tem ocasionado a não adequação do trabalho com a Língua Portuguesa aos parâmetros atuais, principalmente às concepções e conceitos que norteiam esse ensino na atualidade.
Assim corroboramos com o dizer de Oliveira (2001, p. 159)
De nosso ponto de vista, portanto, consideramos fundamental, para que os profissionais do ensino possam intervir na realidade, ou mais especificamente na sala de aula, o domínio de conhecimentos teóricos, vez que só com o domínio da técnica não iremos muito longe, pelo contrário, entramos na roda viva das eternas substituições, sem saber o que se deixou de fazer, nem o que se está fazendo e, muito menos, por que se está fazendo [...].
Assim, é de suma importância essa formação teórica ainda na formação inicial de modo que em formações posteriores seja possível repensar certos conceitos e práticas a fim de aperfeiçoar o trabalho docente de maneira consciente, sabendo o que está sendo feito, por que e para quê. Dessa forma o professor não somente assimila teorias, mas questiona a sua funcionalidade e o porquê de um trabalho sob o viés de uma determinada abordagem teórica, deixando de ser um mero reprodutor para ser um produtor de conhecimento.
4. 2 O SABER: A CATEGORIA CIENTÍFICA
A categoria “O saber” tratará do saber que as professoras têm sobre a temática em questão, ou seja, investigará quais as formulações feitas por essas profissionais sobre o tema abordado. Para tanto, levaremos em consideração o quarto questionamento, que tem como objetivo analisar qual o conceito de gêneros usado pelo professor e se esse corresponde ao indicado pelos PCN. Eis o questionamento:
4 Você poderia falar um pouco do que você entende sobre gêneros