4. İŞ TATMİNİNİ ARTIRMANIN YÖNTEMLERİ
5.2. Stresin Kaynakları
5.2.2. Örgütsel stres kaynakları
5.2.2.1. İşin yapısına ilişkin stres kaynakları
autor do texto?
Nesse questionamento, pedimos que as professoras conceituassem o que são gêneros, solicitamos que expusessem suas possíveis leituras, suas próprias formulações. Nesse questionamento, observamos que as professoras, ao responderem, demonstraram desconforto. Isso pôde ser percebido a partir dos comentários feitos no momento em que as docentes estavam elaborando suas respostas. Vejamos alguns:
Tem recuperação? ...Acho que já estou em recuperação. (risos)... Quando será a prova de recuperação? Porque essa prova é muito difícil. (Professora 6)
Como é que eu vou responder isso? ... Posso dizer o que eu acho realmente? Você pode me responder uma pergunta sobre os gêneros? (Professora 5)
Os trechos apresentados anteriormente são fragmentos anotados durante a aplicação do questionário. A partir da leitura dos fragmentos acima, podemos perceber que há uma preocupação das professoras em tentar conceituar adequadamente os gêneros. Como pode ser constatado, as professoras sentiram dificuldade em responder, em definir o que são os gêneros do discurso.
Os questionamentos da citação anterior demonstram o quanto os sujeitos da pesquisa se incomodaram com o fato de acharem que não sabiam, por se sentirem avaliados, afinal, uma pesquisa que investiga conceitos, para as professoras, tem um teor de avaliação.
Mas a avaliação aqui proposta não é especificamente dos professores. A avaliação a ser feita, a partir da conceituação ou não, é dos cursos de formação, para observarmos se essa temática está contida nos currículos de formação docente e como é trabalhada. Na verdade, essa pesquisa se constitui como uma investigação acerca do trabalho com os gêneros na escola subsidiado pela formação inicial ou não. Vejamos os conceitos elaborados pelas professoras:
Para a Professora 1, os gêneros aparecem como “formas de apresentação de um texto”. Ela acredita que gênero tem a ver com a aplicação, a situação de elaboração nos contextos de produção, ou seja, gênero teria uma ligação com a prática comunicativa.
Entendo que os gêneros discursivos são as diferentes formas de apresentação do texto relacionado à situação de sua aplicabilidade, ou seja, que os textos são caracterizados pela situação de sua elaboração e aplicação real. Nunca li autores específicos que tratavam do assunto de forma aprofundada. As leituras a que tive acesso foram dos textos presentes nos módulos dos cursos de formação. (Professora 1)
Ela demonstra saber que os gêneros estão vinculados a práticas cotidianas, quando fala em “situação de elaboração real”, ou seja, ela compreende que a produção de um texto está ligada a seu contexto, a uma realidade vivida pelo interlocutor, pelo produtor.
A Professora 2 acredita que os gêneros são “tipos textuais”, o que pela nomenclatura nos levaria a crer que ela confunde tipologia textual com gênero textual/discursivo, confusão essa até bem comum na atualidade. No entanto, observando toda a resposta dada pela professora, podemos perceber que há um conflito até com relação ao que seria “tipo”. Os estudos relacionados aos tipos de textos, ou melhor, das sequências tipológicas, apresentam características a respeito das estruturas dos textos, dos aspectos lingüísticos de um determinado texto que o faz ser de um tipo ou de outro.
Gêneros discursivos são os diferentes tipos de textos (prosa, verso, acróstico e outros) que trabalhamos usando a oralidade e a escrita. Sim já li, no momento só lembro da revista Escola e não lembro o autor. E apenas textos isolados. (Professora 2)
A confusão teórica não se faz presente apenas com relação à tipologia, mas até sobre conceitos como “prosa e verso” sendo considerados como gêneros. A professora parece trazer as modalidades da linguagem oralidade e escrita como se expusesse algo que sabe. Poderíamos pensar que isso seria um indício de compreensão do que seriam gêneros, já que são nessas modalidades que podemos
perceber a realização, a concretização dos enunciados, dos gêneros. Outro fato que merece ser mencionado é que a professora afirma ter leitura sobre a temática e apenas não se lembrar dos nomes dos autores no momento de responder aos questionamentos.
Na resposta dada pela Professora 3, podemos ver a presença de uma definição muito parecida com a formulada por Bakhtin, quando define gêneros como tipos de enunciados. A professora diz:
Acredito que sejam as formas de produções textuais que abordam as várias temáticas discursivas. Não lembro se já li, mas penso que sim sem noção. (Professora 3)
Como podemos ver, ela fala de “formas” de produções textuais. Se consideramos essas produções textuais como a realização de qualquer texto/enunciado, poderíamos relacionar a definição dela com a dada por Bakhtin. No entanto, ela não fala das diferentes práticas discursivas, toca apenas nas diferentes temáticas, o que estaria no plano do conteúdo dos gêneros e não trata dos gêneros de uma forma mais geral.
Na definição da Professora 4, é como forma de identificação que os gêneros aparecem. Identificação do que trata o texto e qual o seu objetivo. Essa professora define os gêneros e se diz em dúvida com relação ao que seriam “tipos textuais”. E, ao definir o que seria “tipo”, questiona se gênero e tipo seriam a mesma coisa.
Entendo gêneros discursivos como uma forma de identificar do que o texto se trata, com qual propósito foi feito. O que me deixa na dúvida é os tipos textuais. Acredito que tipo textual é relacionado a jornalístico, informativo, etc. Mas o que seria gênero discursivo? A mesma coisa? (Professora 4)
Vejamos que ela exemplifica o que seriam “tipos” usando “jornalístico” e “informativo”, palavras essas que estão vinculadas a áreas de estudos diferentes. A primeira estaria ligada aos estudos das esferas discursivas, campos discursivos, e a segunda aos estudos da funcionalidade do texto, ou mesmo da composição linguística do texto, como por exemplo, as sequências textuais expositivas/informativas.
A Professora 5 evidencia que não sabe e que também não está disposta a tentar definir, mesmo tendo modalizado todo o seu discurso para que emergisse em sua resposta certa compreensão do assunto. Nessa resposta, podemos ver o desgaste de toda a defesa feita pela educadora ao seu curso de formação, pois no questionamento-chave da pesquisa sua resposta foi “Não”, simplesmente, ou melhor, inquestionavelmente. Afinal, diante de um “Não”, a discussão da resposta dessa professora será feita somente mais adiante.
Segundo a Professora 6,
Gêneros discursivos são textos que apresentam diferentes aspectos: narrativos, argumentativos, descritivos. Sim, já li textos sobre essa temática, mas no momento só lembro dos PCNS de Língua Portuguesa de 1ª a 4ª série. (Professora 6)
Como podemos observar, para ela, os gêneros são “tipos”, são as sequências textuais “narrativas”, “argumentativas” e “descritivas”. Vejamos que essa professora retoma a maneira atualmente considerada incompleta da classificação das sequências tipológicas. Isso é possível de ser percebido pelo fato de ela exemplificar apenas com os três tipos de textos que até pouco tempo eram as únicas classificações existentes para as formas de textos existentes e produzidos cotidianamente. Ela ainda informa que leu sobre o assunto e indica os PCN como fonte.
Para finalizarmos esta parte da análise, vejamos o que nos fala a Professora 7:
Eu entendo que gêneros discursivos é todo um leque de textos que oportuniza ao aluno identificá-los funcionalmente em seu convívio. Por exemplo: Nós entramos em contato com textos jornalísticos, científicos, poéticos, contos, crônicas... Esses textos estão contribuindo com todos os setores, públicos leigos, públicos esclarecidos... (Professora 7)
Nessa resposta vemos que a professora tem consciência da funcionalidade dos variados textos, entretanto enfatiza o ato de identificação como “oportunizado” pelos gêneros do discurso. Os gêneros não seriam práticas sociais, mas uma
ferramenta que viabilizaria o reconhecimento de textos e suas funcionalidades. Vemos que ela também confunde esferas discursivas com gêneros, pois quando trata de elencar os gêneros como “jornalísticos”, “científicos” e “poéticos”, na verdade, está adjetivando-os segundo as esferas jornalística, científica e artística. Assim, essa professora elenca esferas e gêneros como se fossem a mesma coisa, como se estivessem em um mesmo plano discursivo. No entanto, os gêneros se realizam cotidianamente, nas diferentes situações sociais, são práticas discursivas que se organizam em esferas.
Como podemos ver, são conceituações distintas, pontos de vistas diversificados e uma problemática evidente, haja vista que na atualidade o ensino pautado nos gêneros está embasado em uma perspectiva teórica desconhecida pelos professores, pois todas elas apresentaram problemas na definição. Passemos ao quinto questionamento e à terceira categoria da pesquisa: o fazer.
4.3 O FAZER: UMA CATEGORIA DA PRÁTICA
4.3.1 O fazer no questionário e na sala de aula
A categoria “O fazer” analisará as respostas que tratam de como as professoras desenvolvem essa temática em sala. Dessa forma, levaremos em consideração as respostas à quinta pergunta do questionário e a observação realizada em sala de aula. Nesta categoria, faremos uma análise comparativa entre o que elas dizem fazer e o que fazem em sala de aula. Assim, passemos ao questionamento:
5 Você costuma usar os gêneros discursivos nas aulas de língua materna?