1.2. Temsil Kavramı ve Siyasal Temsil
1.2.3. Siyasal Temsil Türleri
O percurso histórico da Igreja Católica no Brasil inicia-se com a chegada dos Portugueses neste então chamado Novo Mundo ou Índias Ocidentais, e junto a eles os primeiros representantes Cristãos, coincidindo, deste modo, com a história da Igreja na Bahia, que vê seus primórdios relatos já nesse período.
No Maranhão, esta história efetivamente inicia-se no século XVII, visto que mesmo com o estabelecimento das capitanias hereditárias no século XVI e da lendária formação da ilha de Nazaré, o território estaria sob o domínio estrangeiro185 até 1615186.
Em Minas, a formação católica inicia-se com as primeiras tentativas de exploração do interior da colônia no final do século XVII, mas construindo sua história efetivamente no século XVIII, percorrendo durante seu desenvolvimento diferentes fases de governo e atividades locais, no entanto, sempre coligada às sedes do Maranhão, da Bahia e do Rio de Janeiro.
No Nordeste encontramos os dois principais focos de difusão da Igreja Católica: a Diocese Primaz Principal, em Salvador, e a Diocese Primaz Secundária, em São Luís. A criação de duas únicas Dioceses Primazes no século XVII ocorreu devido à divisão do Brasil, em 1621, em dois Estados, pela ausência de unidade político-administrativa colonial: o Estado do Brasil, com capital em Salvador até 1763, e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, com capital em São Luís até 1751.
Desta forma organizada, a política adotada pela Igreja Católica no Brasil buscou promover a partir de São Salvador da Bahia e São Luís do Maranhão (núcleos centralizadores) a difusão da fé, visando o fortalecimento da Igreja no Brasil, garantindo a criação de novos focos irradiadores, controlando e assegurando um amplo território até o século XIX, quando as diversas situações políticas impuseram novas mudanças e reestruturação da Igreja.
A territorialidade da Igreja no Brasil até o século XIX era caracterizada por áreas amplas, mal ou nulamente delimitadas e dotadas de esporádicos e escassos meios de ação,
185 MEIRELES (1977, p.5-20) coloca que os primeiros a chegarem à região foram os espanhóis, após a
descoberta de Cristóvão Colombo (1492) e o acordo firmado pelo Tratado de Tordesilhas (1494), a partir da viagem de Vicente Yanez Pinzon em 1499, não tomando posse, respeitando o Tratado (p.5). No entanto, antes do domínio português, deu-se a formação da França Equinocial, em 26 de julho de 1612. O primeiro registro de padres portugueses (Miguel Gomes e Diogo Nunes) é visto na expedição de Jerônimo de Albuquerque e Diogo de Campos, sobre a realização da primeira missa em Guaxenduba em 28 de outubro de 1613.
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A situação de conflito entre a França e Portugal mudou completamente com as negociações do casamento de Luis XIII (França) e D. Ana d’Áustria (Espanha), visto que Portugal estava sob o domínio dos Filipes.
visto que, a vinda de bispos e a criação de dioceses eram processos lentos. Segundo ROSENDAHL & CORRÊA (2003), esse processo gerou a escassez de bispos e de dioceses em áreas extremamente amplas, reproduzindo, assim, o processo de ocupação colonial, com dioceses no litoral e, posteriormente, no interior.
Pode-se apontar uma razão primordial pela qual a Igreja encontrou dificuldades e lentidão em delimitar seus territórios ao final de três séculos de colonização e evangelização: sua subordinação ao poder da Metrópole através do Regime do Padroado, dependendo diretamente dos Reis e não dos Papas. A análise desse Regime é de suma importância para o entendimento da situação da Igreja no Brasil perante a Coroa Portuguesa e o Vaticano.
Partindo desta análise, propomo-nos percorrer a história das atuais Arquidioceses de São Luis do Maranhão e de Mariana, buscando o encontro da formação e amadurecimento da Igreja católica no Brasil, onde os paramentos sagrados foram instrumentos primordiais de apresentação, doutrinação e conquista.
Este percurso histórico apresenta um limite temporal que permeia a história das arquidioceses aqui tratadas, do litoral para o interior, do século XVI ao século XIX, abrangendo três fases: de Formação, Colonial e Imperial-Republicana. Manteremos nossa atenção entre o século XVII e o início do século XIX.
Resumidamente, a Fase Colonial é marcada pelo controle do Estado, dentro do Regime do Padroado, estando a Igreja submetida à Coroa, mas exercendo funções significativas, onde podemos perceber a extensão do Estado, administrativa e politicamente. A Igreja é um braço da Coroa. Segundo BOXER (2002), o Padroado português é definido
como uma combinação de direitos, privilégios e deveres concedidos pelo papado à Coroa de Portugal como patrona das missões e instituições eclesiásticas católicas romanas em vastas regiões da África, da Ásia e do Brasil. Esses direitos e deveres advinham de uma série de bulas e breves pontificais, tendo começado com a Inter Caetera de Calisto III em 1456 e culminado com a Praecelsae devotionis de 1514. (BOXER, 2002, p.243)
O Padroado régio, nas palavras de HOORNAERT (2006, p. 12), só pode ser entendido no contexto da história medieval187, baseando-se no fato de o rei, a partir de 1551, ser o grão- mestre de três tradicionais ordens militares e religiosas de Portugal: a de Cristo, a de São Tiago da Espada e a de São Bento. Sua origem está no sistema de Regalismo, onde o poder civil permeava o poder eclesiástico. Os monarcas portugueses poderiam administrar e cobrar
187 Segundo DORNAS FILHO (1983, p. 46), a base da fundação do princípio do padroado, era ter sido dada à
Ordem de Cristo, que foi criada pelo papa João XXIII, a pedido do rei, para impedir que os bens dos Templários de Portugal e Algarves, ordem que estava em ruína, passassem à Ordem dos Hospitaleiros, em prejuízo do Rei, além da vontade de formar um corpo de bravos combatentes sob a bandeira da cruz para vencer os inimigos da fé.
os dízimos eclesiásticos, devendo apresentar ao Papa os nomes daqueles que ocupariam os governos eclesiásticos, tendo o dever de construir e conservar os locais de culto, pagar o clero e expandir a fé católica. “Para controlar a Igreja, o Estado dispunha da Mesa da Consciência e da Ordem” (DORNAS FILHO, 1983, p. 247).
Nomeado o representante episcopal desejado pelo rei e confirmado pelo Papa, em seguida, definida a nomeação e aceite, o titular eclesiástico tomaria posse direta ou por procuração, até que pudesse se instalar em seu novo governo. Uma vez na colônia portuguesa, o clero secular deveria atender às necessidades dos sacramentos, que eram considerados obrigatórios. Através de suas ações e pregações, disseminaria o modelo de comportamento cristão, que na colônia significava, efetivamente, adotar os costumes portugueses (dos cristãos por nascimento e direito).
No Brasil Colonial, a evangelização foi iniciada por ordens religiosas dependentes do Padroado de Lisboa, sendo elas, os jesuítas, os franciscanos, os carmelitas e os beneditinos, além dos capuchinhos e oratorianos, que dependiam da De Propaganda Fide de Roma. No entanto, no governo de Pombal, a Igreja estará estreitamente ligada ao Estado, sendo “as paróquias (...) organizadas a partir da chamada legislação pombalina de 1755” (HOORNAERT, 2006, p. 14), que resultará na expulsão dos jesuítas e no rompimento de relações diplomáticas com o Vaticano, reatado em 1770.
Neste período de rompimento com a Santa Sé, os bispos residentes no Brasil não podiam corresponder-se diretamente com Roma e “na prática nunca viajavam para lá a fim de realizar a tradicional visita ad limina, por causa da distância e custos” (HOORNAERT, 2006, p. 67). Praticamente não houve comunicação entre Roma e a Igreja do Brasil, sendo que “tudo deveria passar por Lisboa a fim de preservar a hegemonia comercial do Estado português” (HOORNAERT, 2006, p. 67).
A história da criação e desenvolvimento da Diocese de São Luis do Maranhão acompanha a história da ocupação da parte norte do Brasil Colonial, incluindo as relações e contatos com as colônias espanholas, próximas ao seu território. Nela vemos de forma significativa a presença das Ordens Religiosas, principalmente os Jesuítas.
Por Carta Régia, de 13 de junho de 1621, a coroa criou o Estado Colonial do Maranhão, incluindo a região do Grão-Pará, cuja capital era São Luis. Sua efetivação se deu com a posse do governador em 1626. Em seu poder temporal (político-administrativo) esta capitania estava subordinada ao Governo Geral do Brasil, situado em Salvador.
A administração eclesiástica (poder espiritual) da Igreja do Maranhão, dependente da Prelazia de Pernambuco188, foi constituída a 15 de julho de 1614 pela Bula In Super Eminente Militanti Ecclesiae, do Papa Paulo V. No entanto, a Diocese de São Luís do Maranhão foi criada a 30 de agosto de 1677189, pela Bula Super Universas Orbis Ecclesias (em cuja redação se garante o regime do padroado), do Papa Inocêncio XI, mas como Diocese Primaz Secundária, sufragânea do Patriarcado de Lisboa.
Referido documento retratava São Luis, a capital do Estado do Maranhão e Grão-Pará, como uma cidade que “era freqüentada e comercial, com conventos de Religiosos insignes, com habitantes nobres de sangue, letras, armas”, numa imagem completamente oposta à sua realidade, “uma vila pequena e pobre (...) ainda no fim do século XVII.” (MEIRELES, 1977, pag.61)
Considerar os habitantes “cidadãos” (já na prática pela anterior provisão de 1655, de D. João IV, concedida em reconhecimento pela defesa feita contra os holandeses, com o foro de “infanção” (SIC)) implicava no reconhecimento de fidalguia, que cabia aos filhos dos nobres, dando a estes privilégios diversos, que nos dizeres de MEIRELES (1977), principalmente o direito
“ (...) de não poderem ser postos a ferro ou em prisão comum, (...) não sofrerem a pena de tormento (...), de ficarem isentos do serviço militar (...) do direito de usarem armas em qualquer tempo e hora, inclusive espadas com bainha de veludo, terços dourados e punhos de fio de ouro, de trajarem seda e usarem metais e pedras preciosas como adornos.” (MEIRELES, 1977, pag.63)
No entanto, de alegada nobreza, ainda segundo referido autor, “mais valia as das armas que a de sangue, e muitíssimo menos a de letras”. Estes reconhecidos nobres cidadãos de São Luis,
“enfatuados de sua nobreza, igualmente pungidos pelo orgulho e pela miséria, e tão ávidos de riqueza como incapazes de granjeá-las pelos meios lícitos e ordinários, eles só honravam a ociosidade, as guerras, as matanças e as espoliações, isto porque (...) viviam à sombra de uma generalizada ignorância, visto como a educação e a instrução civil e moral do povo era nenhuma; a da classe dos nobres e cidadãos quase nula.” 190
188 A Prelazia de Pernambuco foi criada a 15 de julho de 1614 pela Bula Fasti novi orbis do Papa Paulo V.
Somente com o Papa Urbano VIII, através da Bula Romanus Pontifex, de 6 de julho de 1624 é constituída sufragânea da então Diocese de São Salvador da Bahia.
189 Depois da criação do Estado do Maranhão em 1621, onde se incluía o Grão-Pará, este se dividiu
eclesiasticamente e administrativamente em 1719, passando a serem denominados por Estados do Maranhão e do Grão-Pará, sendo que em 1753, a capital é transferida de São Luis para Belém, visto que a sede administrativa ali já permanecia, e o Estado passa a ser denominado do Grão-Pará e Maranhão.
É neste contexto sócio-econômico que se desenvolverá o Bispado do Maranhão, cuja história se caracteriza por diversas conturbações e conflitos, visto sua localização (a aproximação de locais de aporto de corsários estrangeiros, freqüentes tentativas de invasão espanhola, grande quantidade de diferentes tribos indígenas), a presença de diversas Ordens Religiosas, governos eclesiásticos turbulentos.
No século XIX, em 05 de junho de 1827, passou à sufragância da Arquidiocese de Salvador (seguida em 01 de maio de 1906, pela diocese de Belém). No dia 02 de dezembro de 1921, por Decreto da Sagrada Congregação Consistorial, foi elevada a Arquidiocese e no dia 10 de dezembro de 1922, pela bula Rationi Congruit do Papa Pio XI, a sede Metropolitana, representando, no século XX, o foco difusor de unidades católicas nas regionais denominadas pela igreja como Nordeste 4, Nordeste 5 e Norte do Brasil.
Em sua história (de 1679 a 1921), contou com 23 Bispos no Governo “in spiritualibus” da Diocese, dos quais, no período por nós contemplado, vemos a presença de 10 representantes espirituais presenciais, que governaram entre 1679 a 1813: Dom Gregório dos Anjos (1679/1689) secular; Dom frei Francisco de Lima (1692/1695) regular; Dom Timóteo do Sacramento (1697/1714) regular; Dom José Delgarte (1717/1724) regular; Dom frei Manuel da Cruz (1739/1747) regular; Dom Francisco de São Tiago (1747/1752) regular; Dom Antonio de São José (1757/1778) regular; Dom Antonio de Pádua e Belas (1784/1789), regular; Dom Joaquim de Carvalho (1796/1801) secular e Dom Luis de Brito (1804/1813) secular.
Após a criação do Bispado do Maranhão em 1621, tem-se como primeira Matriz, a Igreja Nossa Senhora da Vitória, inaugurada em 1622, hoje não mais existente. Posteriormente, no governo de Dom José Delgarte (1717/1724), com o não cumprimento da Carta Régia de 18/05/1718 que determinara a construção da nova Sé de São Luis, visto a decadência da então existente “de 4 paredes de taipa, nem ladrilhada, de telha vã e ameaçando ruína, muito escura e imunda” (MEIRELES, 1977, p.114), referido bispo solicita à Coroa, em 1720, os recursos necessários já anteriormente autorizados.
Referido pedido foi respondido em 1721, mandando El-Rei que o então Governador e Capitão-Geral, Bernardo Pereira de Berredo e Castro (1718/1722), providenciasse a planta e o orçamento. No entanto, não se cumpriu o determinado, sendo as cerimônias maiores e mais solenes realizadas “na Igreja de Nossa Senhora da Luz, dos Jesuítas, que ficava defronte àquela.” (MEIRELES, 1977, p.114)
Quando da expulsão dos Jesuítas do Maranhão, por Alvará Régio de 11/06/1761, o governador Melo e Póvoas, manda demolir a Sé velha e entrega ao Bispado a Igreja de Nossa
Senhora da Luz, para sua Catedral e o colégio contíguo para seu Palácio Episcopal (FIG.19). A nova Sé, desde então, sofreu inúmeras transformações externas e internas ao longo de três séculos, sendo seu atual aspecto, conseqüência da reforma de 1922, realizada no governo de Dom Helvécio Gomes de Oliveira.
FIGURA 19: Catedral Metropolitana (1760) da Arquidiocese de São Luis. Antiga Igreja reformada Nossa Senhora da Luz, erigida pelos Jesuítas.
FONTE: Soraya Coppola, 2009
Dom Gregório dos Anjos (1679/1689) foi o primeiro bispo, que tomou posse por procuração, chegando dois anos após a criação da diocese. A partir de 1681 começa a apresentar atitudes não condizentes com sua posição, infringindo o Alvará de 1680, que vedava ao Governador e Bispo a prática da mercancia, abusando do poder temporal e da força armada, empregando índios nas plantações de cravos que exportava sob poder de ameaça. Foi descrito com as seguintes características: “pouco escrúpulo na repartição dos índios, excesso de jurisdição contra a autoridade civil e desavenças com jesuítas.” (MEIRELES, 1977, p. 78). Morre no Maranhão, sendo sucedido por Dom frei Francisco de Lima (1692/1695), carmelita calçado, mas que não chegou ao Maranhão, governando por procuração dada a Frei Antônio da Piedade, até ser transferido para o Bispado de Pernambuco em 1695.
D. Timóteo do Sacramento (1697/1714), segundo governante, foi transferido do bispado de São Tomé e Príncipe, na África, e seu governo é caracterizado por autoritarismo e excessivo zelo na moralização dos costumes. Partiu para Portugal deixando no Maranhão um vicariato trino, nomeando os padres José Gonçalves Goulart, André Lopes Coelho e Inácio Roiz Távora que, em 1701 por uma pastoral, normalizaram a situação. Não retornou à
diocese, nem por recomendação do Núncio Apostólico em Lisboa, Monsenhor Conti, que comunicou o fato à Santa Sé, e nem renunciou, continuando como titular do Bispado do Maranhão, nomeando após a junta trina, o frade mestre Manuel Correa Pestana (1708), o padre Inácio Martins Barreiros (1711) e o padre Antônio Maciel Parente (1713). Faleceu em 1714 em Setúbal.
Em seguida, Dom José Delgarte (1717/1724) em seu governo buscou restituir a diocese, promovendo de início uma grande cerimônia, iniciada com uma procissão a qual deu encerramento com “absolvição plena a toda a cidade (...) no repicar festivo dos sinos de todas as igrejas (...) virando-se sucessivamente para cada um dos quatro pontos cardeais, traçou nos ares, com a destra levantada, o Sinal da Cruz, abençoando aos campos e aos mares.” (MEIRELES, 1977, p.112-113). Durante seu governo foi criado o Bispado do Pará, através de Bula Copiosus in Misericórdia em 1719, por sua sugestão, devido ao reconhecimento da necessidade da presença episcopal e ao tamanho do território, “separando eclesiasticamente as duas capitanias-gerais em que já se dividia administrativamente o Estado”. (MEIRELES, 1977, p. 113). Segundo Meireles, 1977, para compensar esta separação, o Piauí, subordinado ao Bispado de Pernambuco, passa para a jurisdição da Diocese do Maranhão em 1724, no mesmo ano em que falece Dom José Delgarte em São Luis, após agravo de uma doença, visto não ter recebido permissão do Procurador Régio de ir tratar-se no Reino.
Dom Manuel da Cruz (1739/1747) veio a suceder Dom José Delgarte, “com desusada pompa” (MEIRELES, 1977, p. 124), depois de 14 anos de vacância, devido aos conflitos entre a Coroa e Roma, que não concedia certeza de aceitação sem restrição na indicação do novo bispo. Neste período de vacância, ficou o bispado do Maranhão entregue aos representantes designados, interinamente, pelo Cabido provisório anteriormente instituído por D. Delgarte e pelo Cabido Metropolitano de Lisboa.
Nomeado pelo Papa Clemente XII, da Ordem Cistercirciense de São Bernardo, encontra um clima desrespeitoso e indisciplinado, onde sofre insultos e desacatos por parte do Cura da Sé, o padre Pedro Gonçalves da Cruz, que desacatando o secretário do bispo, por ter sido substituído pelo representante escolhido por D. Manuel para representá-lo nas cerimônias de comemorações religiosas de 1740, ainda sumiu com as alfaias e paramentos, missais e cálices necessários para a missa da ocasião. Sendo processado pelo bispo, foi severamente condenado em 1743 pelo Conselho Ultramarino, juntamente com o padre Vicente de Souza, seu patrocinador e instigador, ao recolhimento no Reino e à prisão em Lisboa dos dois mesteres do povo (Manuel Gonçalves Pereira e Matias Poderoso Vidigal), vereadores que apadrinharam o Cura na Câmara.
Apesar das dificulda em seu governo proveu a di Bento XIV, em 1740, confi Lisboa. Antes de partir, real sacerdotes seculares e regu aquele da Sé de Belém, que
Foi transferido para sucessor, saindo do Maran outubro de 1748, após longa Bahia e Minas Gerais até ch
Após Dom frei Man em meio à mudança da cap denominada Província do G Governadores Gerais: Com Francisco Xavier de Mendo Lobo (1751/1752).
FIGURA 20: Pombal, Paulo d Governador e Capitão Gera
FO
ldades entre o bispo e a Câmara de São Luis, s diocese de muitos feitos, sendo por Bula Salv nfirmado a Diocese do Maranhão como sufragâ ealizou Visita Pastoral a sua diocese, em 1742, egulares, instituiu o Cabido da Sé em 1745, ue serviu de regimento à de São Luis do Maran ara o bispado de Mariana, esperando, no enta anhão em 03 de agosto de 1747 e chegando nga viagem pelo interior da colônia, atravessand
chegar à sua capital.
anuel da Cruz, Dom Francisco de São Tiago (1 capital, em 1753, de São Luis para Belém, pa o Grão-Pará e Maranhão. Coincide seu governo
omendador Francisco Pedro de Mendonça de donça furtado (1751/1759), visto na FIG.20, e
o de Carvalho (Inquisidor Geral) e Francisco Xavier de M eral da Capitania do Grão-Pará e Maranhão). Afresco do
FONTE: SOARES & FERRÃO, 2005, vol. I, p.19
s, segundo D. Francisco, alvatoris Nostri, do papa gânea do Patriarcado de 2, e após a ordenação de 5, tendo como estatuto anhão.
tanto a chegada de seu do a Mariana em 15 de ando o Maranhão, Piauí,
(1747/1752) governará passando a região a ser rno com o mandato dos de Gurjão (1746/1751), , e Luis de Vasconcelos
e Mendonça Furtado (Ex- do Palácio de Oieiras.
Os governos eclesiásticos seguintes se darão de forma irregular e conturbada, com grandes períodos de vacâncias, no qual a capital em Belém seria o centro das atenções quanto às questões concernentes ao comércio e aos interesses políticos da Província.
Dom Antonio de São José (1757/1778), regular, pertencia à ordem dos eremitas calçados de Santo Agostinho, tomando posse por procuração substabelecida pelo Bispo do Pará, D. Miguel de Bulhões, ao Arcipreste Dr. João Rodrigues Covete, diretor da diocese desde a morte do bispo precedente. De sua retirada compulsória, por não ter renunciado e por não poder indicar nenhum substituto, a sede ficou vacante por 12 anos até a sua morte em 1779. Seus sucessores, D. Jacinto Carlos da Silveira (1779/1780) e D. fr. José do Menino Jesus (1781/1783), não chegaram a embarcar para o Maranhão, tomando posse por procuração e renunciando em seguida, deixando a sede vacante por mais 4 anos, sem um bispo em seu governo.
Após estes eventos, finalmente chega D. fr. José do Menino Jesus Dom Antonio de Pádua e Belas (1784/1789), da ordem dos franciscanos menores reformados, que devido às incidências de problemas políticos e eclesiásticos (por seu temperamento e por questões políticas a que tomou partido), solicitou sua renuncia e voltou a Lisboa, se desligando da diocese em 1794. É sucedido por D. Joaquim de Carvalho (1796/1801), secular, que toma posse por procurador, o Arcediago José Maciel Aranha, chegando à diocese em 1799, mas falecendo no Maranhão, vítima de epidemia. Em seguida, D. Luis de Brito (1804/1813), secular e bispo de Angola, toma posse por procuração dada a Dr. Antonio Zuzarte em 1801, chegando ao Brasil em 1804, governando por 10 anos e falecendo no Maranhão.
A diocese de Mariana foi criada em 1745, sendo para ela nomeado o primeiro bispo, Dom frei Manoel da Cruz, transferido da Diocese do Maranhão. No entanto, referido bispo ali permanece até meados de 1747, para transmitir pessoalmente a mitra ao seu sucessor, visto as