II. ORTAM OLUŞTURMAYA YARAYAN BELLİ BAŞLI UNSURLAR
8 Sistemde bir kusur bulunduğunu göstermekle birlikte özümse- nip sindirilmiştir. B u konu hakkında Marjinal Nesne Demek Eski
O conhecimento, na sociedade contemporânea, é consagrado como um recurso de grande relevância, caracterizando-se, ainda, como dinâmico, inovador e expansivo. Nesse sentido, sua produção ultrapassa os limites das universidades e se estende a todos os campos organizacionais a partir do momento em que os indivíduos agregam valor à informação.
Na economia baseada no conhecimento, as pessoas não se limitam a receber e a utilizar a informação externa dos ‘peritos’ das universidades e de outros locais. O conhecimento, a criatividade e a invenção são intrínsecos a tudo o que elas fazem (HARGREAVES, 2003, p. 33).
O mesmo autor define a sociedade do conhecimento como a sociedade da aprendizagem, o que coloca a escola em condição privilegiada nesse contexto. A escola que concentra seu foco no ensino e na aprendizagem propicia situações que constantemente instigam o pensamento reflexivo e a inovação permanente e incutam nos estudantes e demais membros da comunidade escolar, a vontade de aprender. Trata-se, portanto, de uma escola que pensa e que aprende. Logo, a criação de conhecimentos, através dos processos de aprendizagem, devem ser uma constante no ensino escolar, que não pode ser limitante e transmissivo, mas provocante e abrangente. Sobre isso, Hargreaves (2003, p. 54) coloca que,
O ensino na [e para a] sociedade do conhecimento demonstra interesse pela aprendizagem cognitiva complexa, por um repertório alargado e renovado de práticas de ensino informadas pela pesquisa, por uma aprendizagem profissional e por um auto avaliação contínuas, pelo trabalho em equipa, pelo estabelecimento de parcerias de aprendizagem com os pais, pelo desenvolvimento e utilização da inteligência coletiva e pelo cultivar de uma profissão que valorize a resolução de problemas, o espírito de risco, o lidar com a mudança, e o empenhamento num aperfeiçoamento contínuo.
No ambiente escolar, a construção de novos conhecimentos ocorre em todos os níveis e envolve, além do ensino em sala de aula, a promoção de atividades de pesquisa, as ações de planejamento e formação de professores, os processos de gestão que estimulam a interação
entre os sujeitos, o estabelecimento de parcerias com os pais e com os próprios estudantes, a realização de um trabalho em equipe e o desenvolvimento da capacidade mudar e buscar um aperfeiçoamento norteador para atuação dentro e fora do espaço institucional. Nesse sentido, a aprendizagem é um processo inacabado, que abrange o conhecimento tácito e o explícito em um ciclo que garante a criação constante de novos conhecimentos, como propõe a Espiral do Conhecimento, proposta por Nonaka e Takeuchi (2008, p. 69), a qual garante a inovação a partir de quatro modos de conversão: socialização, externalização, combinação e internalização, modelo de gestão do conhecimento norteador desta pesquisa.
Ao categorizar e analisar os dados oriundos das entrevistas realizadas com servidores e conselheiros da EREM Senador Nilo Coelho, teve-se o cuidado de voltar-se para a construção do conhecimento na escola, levando em consideração que o estudante não é mais um mero receptor de informações, ou um absorvedor de conteúdos transmitidos por professores, “ele tem de aprender a gerir e a relacionar informações para as transformar no seu conhecimento, no seu saber” (ALARCÃO, 2011, p. 16-17). Esse novo perfil de aluno impõe exigências ao professor, que, por sua vez, precisa atualizar-se e qualificar-se para atender às necessidades desse novo público. Nesse sentido, identificou-se nas falas dos professores entrevistados termos relacionados à construção de novos conhecimentos de modo recorrente, o que revela consciência de que o conhecimento precisa ser provocado e mobilizado a partir de um aperfeiçoamento contínuo. Os professores dizem:
A gente tem que ter um objetivo, a gente tem que ter uma meta, a gente tem que ter um norte teórico, tem que tá lendo, tem que tá buscando (EP1). Eu sempre busco aprender, pesquiso, quero entender (EP2).
Tenho convicção da necessidade de ser uma pesquisadora incansável e me considero uma pessoa aprendente, porque estou aberta a buscar dia a dia novas aprendizagens; de aprender com os colegas, aprender com os estudantes [...] (EP4).
Os discursos expõem claramente a predisposição para aprender, por parte dos entrevistados, reconhecendo na pesquisa e no estudo amparos para a construção de novos conhecimentos, mas não delimitam o papel da escola e da gestão nesse processo. É possível compreender, nas falas dos professores, que a iniciativa para construir novos conhecimentos parte deles próprios, em virtude de uma consciência clara da necessidade de aprender e construir novos conhecimentos. Nonaka e Takeuchi (2008, p. 71) esclarecem que a organização deve “promover o contexto apropriado para facilitar as atividades de grupo,
assim como a criação e o acúmulo de conhecimento em nível individual”, por acreditarem que a partir da interação entre os indivíduos, esses conhecimentos individuais integram-se ao conhecimento organizacional. A última fala amplia o campo da construção de conhecimentos para a vertente coletiva, para o aprender com o outro, o que remete a troca de conhecimentos entre sujeitos, indo ao encontro do primeiro modo de conversão do conhecimento proposto por Nonaka e Takeuchi: a socialização, através do qual os indivíduos compartilham o conhecimento tácito.
Outros entrevistados ainda reiteram a relação com o outro nos processos de construção de conhecimentos, apresentando notadamente a atitude do aluno enquanto construtor de suas aprendizagens, que é capaz de pensar criticamente, inovar e, assim, contribuir com a aprendizagem do próprio professor. A esse respeito, Alarcão (2011, p. 27) afirma que “se a ênfase hoje em dia é colocada no saber e na sua utilização em situação, é fundamental que os alunos abandonem os papéis de meros receptores e os professores sejam muito mais do que simples transmissores de um saber acumulado”. A fala a seguir expressa a ideia supracitada.
É na troca de conhecimentos. Às vezes, na sala, a gente está resolvendo alguma questão, até assim, me dirijo à matemática mesmo; às vezes, a maneira como eu estou resolvendo aquela questão, um aluno faz por um caminho mais rápido e melhor do que eu; aí, naquele momento, eu estou aprendendo, né? (EP3).
O relacionamento professor e aluno é tratado nessa fala com maturidade, apresentando um professor mediador do conhecimento que respeita os saberes prévios trazidos pelos alunos e aprende com eles. O gestor coloca a parceria como grande aliada na construção de novos conhecimentos, o que se confirma a seguir.
[...] estreitando os laços , a parceria é uma palavra que eu uso muito, quem tá no nosso colegiado escuta muito eu falar, é uma palavra que eu bato na tecla, parceiro, nós somos parceiros [...]. Nós temos que estreitar esses laços e estreitar essa parceria nessa construção do conhecimento (EG1).
Os sujeitos entrevistados percebem a aprendizagem além de um norte teórico de um estudo formalizado, fazendo da escola um movimentado espaço de construção de conhecimentos, no qual já despontam, mesmo que de modo tímido e não sistematizado, como um modelo planejado, ações de gestão do conhecimento através da socialização, claramente expressa nas falas, como também de outros modos de conversão do conhecimento implícitos nos discursos.
As falas citadas, no tocante à construção de conhecimentos, até o momento, são de professores e gestão. Ao analisar os discursos de outros seguimentos, procurou-se atentar para os pontos comuns e as possíveis discrepâncias, já que se pretende ter uma visão do todo da instituição e os processos de gestão do conhecimento de modo que abranjam toda a comunidade.
Eu acho que qualquer profissional, em qualquer área, tem que ter ensinamento, porque as coisas não costumam ser estáticas, elas vão modificando com o tempo; pode perdurar por algum tempo, pode permanecer algumas coisas iguais, só que quando chega um tempo elas começam mudar (EF1).
No dia a dia, consulta às leis e normativas, preenchimento de planilhas e dados, o atendimento direto ao público, tudo isso proporciona uma gama de conhecimentos, de informações (EF2).
As possibilidades de construção de novos conhecimentos são criadas na escola a partir do momento em que, como eu já lhe falei, na criação de projetos que envolva não só a escola, mas também, a comunidade (EC2).
É importante notar que, embora os entrevistados expressem a necessidade de construir conhecimentos e reconheçam possibilidades para tanto no espaço escolar, não há um planejamento sistematizado nesse sentido, e o processo ocorre em âmbito mais restrito do que com professores e gestão. A afirmação da última fala se aproxima de uma sugestão de ampliação dessas possibilidades para criação de novos conhecimentos.
Ainda no tocante à construção do conhecimento na escola, a Instrução Normativa nº 03/2013, do Estado de Pernambuco, trata do estímulo à qualificação dos professores e estipula normas e orientações para algumas ações formativas no âmbito escolar, entre elas:
I construção de sequências didáticas, projetos e jornadas pedagógicas para abordagem dos conteúdos propostos para as áreas do conhecimento;
II construção coletiva de intervenção pedagógica para reforço e apoio aos estudantes que se encontram com rendimento abaixo da média;
III discussão coletiva e planejamento de avaliações conjuntas, quando possível, atendimento às diversas áreas do conhecimento;
IV criação de grupos de discussão acerca dos resultados das avaliações de larga escala no âmbito estadual e nacional;
V realização de seminários, palestras, rodas de diálogo e atividades afins, atualização docente nas diversas áreas do conhecimento (SEDUC-PE, 2013, p. 1).
O texto da Instrução Normativa prevê carga-horária definida para que o professor participe de atividades coletivas que promovam a atualização e formação profissional, assim como de formas de construir conhecimentos que melhorem a qualidade das práticas escolares, de modo a garantir que a gama de informações que chega à escola seja contextualizada e refletida, transformando-se em geração de novos conhecimentos e garantindo, assim, um aperfeiçoamento contínuo.