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Sistem Dinamikleri: Bir örgüt kültürü nasıl toksisiteye teşvik edebilir?

BULGULAR VE YORUM

4.1. Birinci Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorum

4.1.4. Toksik Örgütlerin Toksisite Kaynakları ve Nedenleri

4.1.4.1. Sistem Dinamikleri: Bir örgüt kültürü nasıl toksisiteye teşvik edebilir?

O método de funções de Green é utilizado na resolução de equações diferenciais. Em par- ticular na Mecânica Quântica, é possível definir uma FG para encontrar soluções perturbativas para a equação de Schrödinger de uma partícula (138). Para sistemas de muitos corpos, com partículas submetidas à interação Coulombiana, por exemplo, não é possível obter a função de onda completa, que contém toda a informação sobre o sistema. A técnica de FG também não consegue resolver a equação de Schrödinger neste caso, entretanto, permite-nos obter algumas informações relevantes sobre o sistema, como destacamos no decorrer deste capítulo.

Matematicamente, podemos definir as FG como médias termodinâmicas entre produtos de operadores ψ(r,t) e ψ†(r,t) (139). Um conceito comumente associado às FG é o de propaga-

dor: uma FG de uma partícula1, por exemplo, está relacionada diretamente com a amplitude de probabilidade do deslocamento dessa partícula de um ponto a outro no espaço real, em deter- minado tempo (ou, equivalentemente, dela se deslocar com certa energia e momento)2.

As seguintes FG serão utilizadas neste trabalho: cada uma traz consigo especificidades, vantagens e desvantagens, a depender das observáveis que se deseja obter:

Gr(rσt,r′σt) = −iθ(t − t)h{ψ σ(rt),ψ†σ′(r′t′)}i, Ga(rσt,r′σt) = +iθ(t− t)h{ψ σ(rt),ψ†σ′(r′t′)}i, G<(rσt,rσt) = +ihψ† σ′(r′t′)ψσ(rt)i, G>(rσt,r σ′t′) = −ihψσ(rt)ψ†σ′(r′t′)i, (3.1)

1 Se as partículas forem não-interagentes, as FG para um sistema de muitos corpos se tornam idênticas às FG

para um sistema de uma partícula.

2 FG são também denominadas "funções de correlação". A discussão sobre a terminologia destas funções é

onde r e r′são vetores posição, σ e σsão índices de spin e t e tde tempo.

O símbolo {, } denota operação de anticomutação entre operadores fermiônicos3. Gr(t,t)

define a FG Retardada que é diferente de zero sempre que t ≥ t′. A FG Avançada Ga pode

ser obtida tomando-se o complexo conjugado de Gr(t,t), com os índices temporais trocados.

Dessa forma, Ga(t,t) apenas é finita para tempos t ≤ t. Gr(t,t) e Ga(t,t) carregam in-

formações importantes sobre propriedades espectrais, densidade de estados, etc. Também são definidas na Eq. (3.1) as FG Menor e Maior, G<(t,t) e G>(t,t), respectivamente, que são

relacionadas a grandezas como densidade de partículas e corrente elétrica (140).

As funções de Green na Eq. (3.1) estão escritas no espaço real. Podemos relacioná-las com FG em uma outra base qualquer através da transformação:

(νσt, νσt) =X

νν′

ϕν(σr)Gη(rσt,r′σ′t′)ϕ∗ν′(σ′r′). (3.2)

Na Eq. (3.2) η = r, a, < ou >. O termo ϕν(σr) (e seu conjugado) é a função de onda em

primeira quantização. Com isso, as FG Gη(νσt, νσt) assumem as formas:

Gr(νσt, ν′σt) = −iθ(t − t)h{a νσ(t), a†νσ′(t′)}i, (3.3) Ga(νσt, ν′σt) = +iθ(t− t)h{a νσ(t), a†νσ′(t′)}i, (3.4) G<(νσt, νσt) = +iha† ν′σ′(t′)aνσ(t)i, (3.5) G>(νσt, ν

σ′t′) = −ihaνσ(t)a†νσ′(t′)i, (3.6)

onde aνσ e a†νσ′ são operadores fermiônicos de aniquilação e criação com dependência tem-

poral. Eles surgem a partir da definição dos operadores de campo ψ(r) = Pνϕν(r)aν e

ψ†(r) = Pνϕ∗ν(r)a†ν4.

Definimos ainda a FG com ordenamento temporal ou causal, denotada por Gc(tt):

Gc(rσt,r′σt) = −ihTψ

σ(rt)ψσ†′(r′t′)i. (3.7)

Na Eq. (3.7), T é o operador de ordenamento temporal. Sua função é mover o operador que possui o menor argumento de tempo para a direita. A aplicação deste operador em um produto de dois operadores A e B, com índices de tempo distintos, gera:

T A(t)B(t′) = θ(t − t) A(t)B(t) − θ(t− t)B(t) A(t), (3.8)

em que θ(t − t′) é a função Heaviside5.

A FG Gc(rσt,rσt), da equação (3.7), é escrita também em termos de operadores de

criação e aniquilação fermiônicos:

Gc(νσt, νσ′t) = −ihTa

νσ(t)a†νσ′(t′)i. (3.9)

3 {A, B} = AB + B A. As FG retardada e avançada para bósons, por outro lado, são definidas pela operação de

comutação [A, B] = AB − BA.

4 Como explicado (e demonstrado) na Ref. (138), para sistemas com invariância translacional, G(r,r) depende

apenas da diferença r − r′e, com isso, o índice ν pode ser substituído por k (na base de ondas planas). 5 O valor da função Heaviside é θ(t − t) = 0 se t>te 1 para t<t.

Podemos ainda especificar a forma das FG r, a, <, e > para o caso especial de elétrons livres. O operador Hamiltoniano que descreve esse sistema é:

H =X

εkσc†ckσ, (3.10)

onde εkσ é a energia cinética de um elétron com momento k e spin σ e c†(ckσ) é o operador

de criação (aniquilação) de elétrons. A FG menor para esse caso é6:

g<(tt′) = +ihc† (t′)ckσ(t)i. (3.11)

Utilizando a equação de Heisenberg ( ˙A(t) = +i/~[H, A(t)] + ∂tA), encontramos a depen-

dência temporal dos operadores de criação e aniquilação da Eq. (3.11):

ckσ(t) = ckσ(0)e−iεk σt, (3.12)

c†

kσ(t) = c†kσ(0)e+iεk σt. (3.13)

Substituindo os resultados das Eq. (3.12) e (3.13) na expressão da g<(tt) ficamos com:

g<(tt′) = +ihc

kσ(0)ckσ(0)ie−iεk σ(t−t

)

. (3.14)

É possível demonstrar também que, nessas condições, hc†

kσ(0)ckσ(0)i descreve a função

distribuição de Fermi-Dirac, que dá a ocupação de elétrons livres, ou seja (Ref. (141)):

f(εkσ) = hc†(0)ckσ(0)i, (3.15)

1 − f (εkσ) = hckσ(0)c†(0)i. (3.16)

Sendo assim, a FG menor para elétrons livres g<(tt) será descrita por:

g<(kσ,t − t′) = +i f (εkσ)e−iεk σ(t−t′). (3.17)

Similarmente, calculamos as demais FG para elétrons livres em função do tempo:

g>(kσ,t − t′) = −i(1 − f (εkσ))e−iεk σ(t−t′), (3.18)

gr(kσ,t − t′) = −iθ(t − t′)e−iεk σ(t−t′), (3.19)

ga(kσ,t − t′) = +iθ(t′− t)e−iεk σ(t−t′). (3.20)

Essas funções são importantes no contexto deste trabalho, pois descrevem o comportamento dos elétrons (em um nível k) nos reservatórios de carga (fonte), onde o efeito da interação entre estes é desprezado.

Diferente do caso de elétrons livres (não-interagentes) visto acima, em outros sistemas os hamiltonianos nunca são tão simples e a obtenção das FG não é direta. Em geral vamos recorrer à técnica de equação de movimento e fazer algumas aproximações.

6 Embora alguns autores utilizem a notação Gη

0(tt′), para uma separação mais clara das funções para elétrons

3.1.1 Formalismos de Keldysh e Kadanoff-Baym

As funções de Green são um método extremamente eficiente para calcular propriedades de transporte em sistemas quânticos, tanto em situações de equilíbrio como fora do equilíbrio. O regime fora do equilíbrio pode ser induzido, por exemplo, pelo acoplamento do sistema a reservatórios de carga com diferentes potenciais químicos. No contexto de não-equilíbrio, L. V. Keldysh introduziu o conceito de função de Green ordenada no contorno em 1965 (142):

GC(t1,t2) = −ihTcψ(t1)ψ†(t2)i. (3.21)

Na equação 3.21, TC é o operador de ordenamento temporal no contorno C, que vai de t0,

passa pelos tempos (t1, t2) e retorna a t0, conforme a Fig. 22. Os operadores ψ(t1) e ψ(t2) estão

na representação de Heisenberg e são ordenados pelo operador TC de acordo com:

TCψ(t1)ψ†(t2) ≡

ψ(t1)ψ†(t2), t1>C t2,

−ψ†(t2)ψ(t1), t1<C t2,

onde assumimos operadores fermiônicos. As desigualdades >C e <C indicam maior e menor

ao longo do contorno.

Figura 22 – Representação do contorno temporal de Keldysh.

Fonte: Autores (2017).

Contorno temporal C utilizado na definição da função de Green da Eq. (3.21). t0é o instante em que a

perturbação é introduzida no sistema, dando início ao regime fora do equilíbrio.

Uma das formas de se calcular a função de Green ordenada no contorno é pela técnica de equação de movimento (ver Ref. (138)), na qual se utiliza a equação de Heisenberg para calcu- lar a evolução temporal dos operadores ψ(t). A partir da função de Green ordenada no contorno poderemos obter as funções de Green Gr, Ga, G< e G>, que vão nos permitir calcular obser-

váveis físicos de interesse como a corrente elétrica. Para tanto é utilizado o procedimento de continuação analítica, que vai deformar o contorno C para permitir a aplicação do teorema de Langreth7. Na continuação deste texto, na seção 3.2, durante a obtenção da equação da corrente elétrica, damos um exemplo prático da utilização da continuação analítica para aplicação das regras de Langreth. Demonstrações e discussões mais aprofundadas sobre esse procedimento podem ser encontradas em referências como (140) e (143) e (144).

No estudo do transporte eletrônico em regime temporal, estamos interessados principal- mente na obtenção da função de Green G<(tt), que está diretamente relacionada ao cálculo de

ocupações eletrônicas e correntes elétricas. Para tanto, introduzimos a equação de Dyson (Ref. (143)): GC(τ1, τ2) = G0C(τ1, τ2) + Z C dτ′Z C dτ′′G0 C(τ1, τ′)ΣC(τ′, τ′′)GC(τ′′, τ2), (3.22)

em que os índices temporais τisão utilizados para indicar que a integral é feita ao longo do con-

torno e Σ é chamada auto-energia, que está relacionada com a função de Green de reservatório. Se aplicarmos o procedimento de continuação analítica sobre a equação de Dyson (Eq. (3.22)) e, sabendo pelo teorema de Langreth que uma integral de um produto de três funções de Green (G = R

ABC) pode ser reescrita na forma G< = R

ArBrC< +R

ArB<Ca+R

A<BaCa,

podemos encontrar a equação de Keldysh: G< = (1 + Gr

Σr)G<0(1 + ΣaGa) + GrΣ<Ga, (3.23) onde omitimos as integrais temporais nos produtos de funções.

Similarmente, pode ser definida uma outra equação para a função de Green menor, a partir da forma diferencial da equação de Dyson. Sua expressão é:

[G−1

0 ,G<] = ΣrG<+ Σ<Ga− GrΣ<− G<Σa, (3.24)

onde G−1

0 = i∂t − h0. h0 é a matriz composta pelos termos de equilíbrio. Do lado direito da

equação, os produtos entre FG pelos termos de auto-energia Σηestão integrados no tempo8.

A equação (3.24) é chamada equação de Kadanoff-Baym. As duas abordagens, versão inte- gral de Keldysh (142) e a versão diferencial de Kadanoff e Baym (139), são equivalentes e foram desenvolvidas independentemente, praticamente de forma simultânea. Neste trabalho optamos pela utilização do formalismo de Kadanoff-Baym, com resolução numérica dos conjuntos de equações diferenciais.

A função de Green retardada também tem expressões diferenciais e integrais que podem ser obtidas a partir da equação de Dyson, como discutimos na seção 3.3.