BULGULAR VE YORUM
3. Çelişkiler: örgütteki söylentilere neden olan etkenlerden biri de çelişkilerdir
4.3. Üçüncü Alt Problemi İlişkin Bulgular ve Yorum
4.3.2. Toksik Kültür ve Değişime Karşı Tutumlar
O mercado de trabalho é hoje reestruturado a partir das modificações no modo de organização capitalista. As relações estabelecidas são marcadas por mudanças no setor, principalmente pelo aumento do número de desempregados ou do subemprego. As economias mundiais não conseguem fornecer respostas satisfatórias que iniba a perspectiva de uma taxa de 10% de desempregados na População Economicamente Ativa.
Hoje o mercado de trabalho é marcado pelo desemprego, pelo mercado do não- trabalho, pelo crescimento do mercado informal. Assim,
aparentemente o desemprego é “apenas o resultado natural de um ajuste estrutural”, produzido pela introdução de tecnologias poupadoras de força de trabalho. Ou seja, o desemprego é visto apenas como um fenômeno “natural” do atual processo de reestruturação capitalista. Essa obviedade conceitual, contudo, esconde as condições históricas em que se apóia a contraditória tendência do desemprego massivo no mundo. (NETO, 1998, p.76).
Mészáros (2003) nos aponta que o desemprego é visto hoje de forma significativamente alterada de outros períodos históricos de desenvolvimento do capitalismo.
Ele já não é limitado a um “exército de reserva” à espera de ser ativado e trazido para o quadro da expansão produtiva do capital, como aconteceu durante a fase de ascensão do sistema, por vezes numa extensão prodigiosa. Agora a grave realidade do desumanizante desemprego assumiu caráter crônico, reconhecido até mesmo pelos defensores mais acríticos do capital como “desemprego estrutural”, sob forma de autojustificação, como se ele nada tivesse que ver com a natureza perversa do seu adorado sistema (MÉSZÁROS, 2003, p. 22, grifo do autor).
A reestruturação por que passa o mercado de trabalho é marcado pela flexibilidade e a emergência da heterogeneidade nas relações de trabalho que é acompanhada pelo crescimento dos empregos precários e pela diminuição de empregos estáveis. A ação do Estado também tem sido acompanhada pela necessidade de uma menor intervenção nas relações sociais e econômicas e, segundo Dedecca (1997), a ação estatal possui três objetivos básicos:
I. romper o processo de concorrência entre os setores públicos e privados pela repartição da poupança existente, que expressa um acrescente disfunção do gasto público e um encarecimento dos investimentos do setor privado provocado pelo aumento sistemático da remuneração (taxa de juros) dos títulos públicos; II. contrair os gastos públicos no sentido de permitir uma redução dos custos salariais indiretos do setor privado; III. reduzir a regulação pública sobre as relações de trabalho para que as empresas possam restabelecê-las em bases mais compatíveis com a nova situação econômica (DEDECCA, 1997, p. 57).
Ainda segundo o autor, a flexibilização das relações de trabalho está relacionada às características que marcam a atuação na crise econômica como a financeirização do capital em um contexto de crescente instabilidade econômica e de globalização financeira; e a disponibilidade de novas tecnologias e métodos organizacionais que desestabilizaram os padrões de concorrência intercapitalista vigentes nos mercados nacionais e internacionais. Passou a ser exigido uma atuação suficientemente ágil para enfrentar as novas condições de concorrência.
A racionalização econômica esta voltada para a obtenção de maior flexibilidade na utilização do capital e do trabalho, visando a “[...] máxima redução dos custos, da ociosidade dos fatores produtivos e dos riscos impostos pela instabilidade e mutação dos mercados” (DEDECCA, 1997, p. 58) Assim, exige-se novas relações de trabalho, mais flexíveis as novas demandas, não pautadas nas negociações coletivas e sim no relacionamento direto entre capital e trabalho.
A racionalização produtiva exige novas relações de trabalho. As empresas necessitavam transformar o padrão de relações de trabalho estabelecido, objetivando a flexibilidade do uso do trabalho. Duas dificuldades emergenciais neste processo: I os sistemas de relações de
trabalho nacionais (SRT) haviam se consolidado a partir do desenvolvimento das negociações coletivas, em especial no final dos anos 60. Como conseqüência, várias conquistas obtidas pelos sindicatos seriam contestadas pela racionalização; II estes SRT’s articulavam-se a toda uma rede de normas pública de ordenação dos mercados de trabalho nacionais, que necessitavam ser modificados (DEDECCA, 1997, p. 59.)
Segundo o autor, as empresas na fase de instabilidade, com acirramento da concorrência e com rompimento das fronteiras nacionais, buscaram ganhar autonomia no processo de contratação da força de trabalho com o objetivo de ajustar o mais rapidamente possível seu nível de emprego às flutuações do mercado. A partir da flexibilização, as empresas querem maior autonomia em contratar e demitir; querem negociar diretamente com os trabalhadores sobre as condições de trabalho. Esta autonomia, porém, não ocorre de forma indiscriminada, mas de forma desigual como aponta o autor
Os contratos por tempo determinado ou parcial são, via de regra, adotados para trabalhadores menos qualificados, pertencentes ao denominado mercado geral de trabalho. Para os trabalhadores mais qualificados, as empresas tendem a lançar mão de outros mecanismos de flexibilização das relações de trabalho. O incentivo para que parte destes trabalhadores se demitam e formem empresas que prestam serviços ao seu antigo empregador é uma das vias adotadas. A outra vincula-se a certa modificações na forma de uso e remuneração da força de trabalho, em especial na gestão do tempo (horário) de trabalho. As empresas pressionam, cada vez mais, as negociações sobre a jornada de trabalho no sentido de fazer a transferência da esfera pública para as negociações diretas empresa-trabalhadores dos critérios ordenadores da extensão e gestão da jornada de trabalho (DEDECCA, 1997, p. 61).
Portanto, o papel do Estado na regulação do mercado abriu espaço para a negociação direta e reduziu seu poder de manter, alterar ou criar regras e normas do mundo do trabalho. Além de sofrer pressão para diminuir os encargos sociais, muitas vezes, esses são usados para justificar o baixo índice de contratação por parte da empresa que gastariam muito para manter um trabalhador, o que impediria a contratação de novos trabalhadores. Alegam que os altos encargos sociais prejudicam a contratação, desconsiderando que o aumento do nível de contratação no mercado de trabalho passa por outros caminhos. No entanto, esta pressão não conseguiu rebaixar os encargos sociais. “O Estado permite, portanto, uma maior liberdade nos processos de contratação
e dispensa dos trabalhadores, mas tem dificuldade em reduzir os encargos sociais decorrentes” (DEDECCA, 1997, p. 63).
Nesse sentido, as novas relações de trabalho são mais flexíveis para permitir que as empresas reduzam os custos e aumentem a agilidade no processo de tomada de decisões de produção e de investimento. Qualquer discurso contrário a flexibilização é visto como reacionário, visto que nos moldes atuais o trabalhador não deve apenas vender sua força de trabalho, mas se sentir agradecido por ter um emprego, pois ir contra as decisões da empresa é não dar valor ao próprio emprego, pois o fantasma do desemprego ronda constantemente os trabalhadores.
[...] a situação de desemprego prolongado tende a ser sucedido por aquela de pobreza. Para muitos, o desemprego se constitui em uma transição para a situação de exclusão social. [...] Contudo, dois aspectos da manifestação do desemprego lhe dão um caráter ainda mais complexo que aquele mostrado pelas estatísticas oficiais. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que ele se manifesta de modo heterogêneo, sendo que o desemprego aberto e o de longa duração constituem somente sua face mais visível. È progressivamente recorre às formas de desemprego oculto. Em segundo lugar, ele se manifesta diferencialmente nos espaços nacionais, criando ou reforçando as disparidades regionais (DEDECCA, 1997, p. 76).
Segundo Pochamann (2002) é unamine a gravidade do desemprego, porém as causas ou soluções não são, para o BM, as causas principais do desemprego se assentarem na ausência plena de liberdade comercial e na ampla difusão tecnológica, a OCDE identifica além dos fatores conjunturais, a falta de empregos para todos como decorrência de uma forte regulamentação trabalhista e proteção social inadequados para o mercado de trabalho.
O aumento do desemprego é associado, de um lado ao comportamento do mercado de trabalho, decorrentes do incremento tecnológico que tem tirado milhares de postos de trabalho, e de outro do comércio exterior. O comércio exterior tem sido responsável nos países avançados pelo deslocamento geográfico de empresas para as economias periféricas que oferecem força de trabalho com salários irrisórios. Ao passo que, estaria o custo de trabalho muito elevado com excessiva quantidade de trabalhadores com baixa qualificação profissional com contratos de trabalhos rígidos e ampla proteção social, o que levaria a um menor nível de emprego.
No entanto, Pochamann (2002) não considera o debate tão simples. As inovações tecnológicas têm sido acompanhadas de um cenário de baixo crescimento
econômico, com desregulada concorrência e profundas incertezas da economia mundial. E aponta que as análises sobre a temática devem ser ampliadas.
É necessário romper com as análises limitadas quase que exclusivamente às variáveis endógenas do mercado de trabalho, pois estas abstraem explicita ou implicitamente as variáveis exógenas, justamente as principais responsáveis pela atual crise do emprego no capitalismo contemporâneo. Por tratarem as variáveis exógenas não como variáveis, mas como cenários fechados sem espaços para situações alternativas, as avaliações tradicionais tendem a empobrecer e a reduzir demasiadamente a problemática do emprego (POCHAMANN, 2002, p. 47).
O desemprego se torna uma variável estratégica do capital, como se rebelar contra condições precárias de trabalho se existe a chantagem do desemprego. Segundo Neto (1998), o contexto desse mercado de (des) emprego é marcado pelo:
• Desemprego crescente, com desregulamentação do mercado de trabalho e aumento da incerteza.
• Aumento das mulheres na PEA.
• O aumento dos trabalhadores em tempo parcial com contratos de trabalho não-padronizado e/ou precários.
• Queda da taxa de sindicalização e o não-reconhecimento dos sindicatos. • Expansão do individualismo e declínio da ação coletiva.
• Desemprego juvenil crescente, informalidade e economia subterrânea marginal.
Ainda segundo Neto (1998), o desemprego é uma precondição para a
reestruturação da economia, para tanto propõe que o exército industrial de reserva necessita ser repensando por meio da reprodução de uma nova ideologia, não pelo
fordismo que entra em crise no fim dos 1970, assim o ajuste proposto pelo neoliberalismo do mercado de trabalho pretende resgatar a autonomia das empresas que estavam presas nas políticas pactuadas das relações fordistas de produção. Portanto, EIR precisa ser reposto para recuperar o grau de liberdade perdido, quando o desemprego é crescente o medo de perder o emprego faz com que os trabalhadores sejam mais passivos e legitime discursos de qualificação profissional como forma de se manter no emprego.