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KONTEYNER TERMİNALLERİNDE LOJİSTİK SÜREÇLERE İLİŞKİN PERFORMANS ÖLÇÜMÜ VE SİMÜLASYON YÖNTEMİ

2.1. LİMAN SİSTEMİ VE ANALİZ YÖNTEMİ

Problemas característicos do TAS como o distanciamento das relações pessoais, as dificuldades na participação em atividades profissionais, acadêmicas, de lazer, de auto- cuidado e sociais, constituem-se os prejuízos que são foco de estudo e de assistência da terapia ocupacional enquanto prática de saúde.

Dado o impacto das dificuldades vivenciadas na vida cotidiana para os portadores do TAS, em geral, pessoas jovens, em etapa de importantes aquisições escolares e profissionais, consideram-se como relevantes, as intervenções que tenham por finalidade minimizar tais prejuízos. É neste contexto que se inserem as proposições de assistência em terapia ocupacional.

Parte integrante da área de conhecimento da Saúde, a Terapia Ocupacional tem sua população alvo constituída por sujeitos excluídos de uma parte significativa das atividades sociais, onde, por diferentes motivos, suas ações cotidianas foram alteradas, interrompidas ou prejudicadas devido a doenças e suas repercussões (BENETTON, 1994).

Sob a perspectiva da terapia ocupacional, o conceito de cotidiano têm sido incorporado para descrever as inúmeras atividades que compõem o dia-a-dia e que estão relacionadas à organização e participação no trabalho, na vida privada, no lazer e descanso, nas ações e relações sociais, inseridas em um determinado meio e momento histórico.

Entende-se ainda que as ações do cotidiano tem uma coerência que é própria e individual, tendo em vista as práticas para manutenção da vida pessoal, mas também têm coerência coletiva na medida em que estas práticas são realizadas em um contexto terapêutico, visando a inclusão social. O desenvolvimento da cotidianidade é apresentado como um processo dinâmico de envolvimento do homem com as atividades de realização profissional, afetivas e sociais, recreativas e de lazer. (BENETTON; FERRARI, TEDESCO, 2003; GALHEIGO, 2003; TAKATORI, 2001; TEDESCO et al., 2003).

Visando identificar as terminologias usadas na Terapia Ocupacional para referir a participação nas atividades diárias e os distúrbios relacionados a tal participação, procedeu-se a uma breve revisão na literatura desta área, verificando uma diversidade de nomenclaturas usadas para identificar a participação em atividades cotidianas. Esta diversidade, parece refletir uma busca pelo uso de conceitos que mais se adequem aos procedimentos próprios da terapia ocupacional.

Em um estudo sobre os conceitos que fundamentam a Terapia Ocupacional, Reed e Sanderson (1999) descrevem o uso de diferentes terminologias por diferentes autores. Neste estudo, apresentam a definição proposta em 1981 por Mosey e em 1992 por Fisher, onde a habilidade de se engajar confortavelmente em atividades e tarefas diárias relacionadas ao auto-cuidado e auto-manutenção, trabalho, jogos e lazer apropriadas ao nível de habilidade em um determinado contexto sócio-cultural, abarcam o conceito denominado como função.

Baum e Edward (1995) em um artigo sobre a definição do conceito de função para a Terapia Ocupacional, ressaltam que as terminologias função ou função ocupacional, desempenho ou desempenho ocupacional são, em geral, usadas de maneira intercambiável, visto que os terapeutas ocupacionais focalizam em sua prática a função das pessoas em seus papéis ocupacionais. Para os autores, tais expressões refletem a experiência dinâmica vivida pelo indivíduo nas ocupações do dia-a-dia, no ambiente onde vivem.

Nesta direção, a Associação Canadense dos Terapeutas Ocupacionais (ACTO) (1999, p.40) nomeia “as ocupações usuais e requeridas pelo indivíduo” como função ocupacional. Neste contexto, a ocupação é entendida como sendo todas as coisas que as pessoas fazem para se ocupar, incluindo auto-cuidado, lazer, atividades produtivas e sociais em sua comunidade.

Para Kielhofner (2002), o envolvimento ou a participação em atividades desejadas e/ou necessárias para o indivíduo e que fazem parte do seu contexto sócio-cultural, abarca o conceito de participação ocupacional.

Em resposta às necessidades práticas e buscando delinear, unificar a linguagem e os construtos que descrevem o foco da Terapia Ocupacional, a Associação Americana de Terapia Ocupacional (AOTA) em 2002, desenvolveu um documento no qual define o escopo e o domínio da profissão, sugerindo terminologias para tal área. Para a AOTA, o envolvimento em ocupações da vida diária relacionadas ao auto-cuidado, a auto-mautenção, as atividades educacionais, jogos, lazer e a participação social é identificado como desempenho ocupacional.

Por sua vez, as dificuldades e limitações na participação e no envolvimento com as atividades do dia-a-dia em um determinado contexto, tem sido identificadas nos estudos de Terapia Ocupacional como disfunção, disfunção ocupacional, disfunção no desempenho ocupacional, limitação funcional, prejuízo funcional ou ainda desorganização cotidiana.

Constata-se, ao verificar toda essa literatura que os termos função, função ocupacional, participação ocupacional, desempenho ocupacional e ação cotidiana, guardam aproximações quanto ao conteúdo descritivo e suas diferenças quanto à nomenclatura, parecem refletir as diferentes abordagens teóricas que estão implícitas à prática dos terapeutas ocupacionais.

Tendo em vista que a literatura sobre o TAS tráz as terminologias funcionalidade e prejuízos na funcionalidade ou disfunção para identificar o impacto do transtorno nas

atividades do dia-a-dia, faz-se necessário identificar tais terminologias, também na literatura da terapia ocupacional, traçando assim um paralelo que possibite explicitar as terminologias adotadas no presente estudo.

As expressões função e disfunção, aparecem na literatura de Terapia Ocupacional isoladas ou associadas a outras palavras, como pode ser observado nas expressões função/disfunção ocupacional, função, prejuízo funcional, funcionalidade, limitação funcional, status funcional, entre outras.

Para Reed e Sanderson (1999), o conceito de função expressa, na literatura da Terapia Ocupacional, dois conceitos distintos, ora descrevendo a habilidade e o engajamento do indivíduo nas tarefas diárias necessárias e requeridas, ora descrevendo a ação relacionada à partes do corpo ou de estruturas corporais, como nas expressões: função sensorial, função motora, função manual, função psíquica, função nas atividades de vida diária. Os autores discutem ainda que o uso ambíguo e indiscriminado da palavra função, pode levar à confusão de conceitos, tornando difícil a definição e consequentemente sua compreensão.

Considera-se, tendo por base os métodos ou teorias da técnica em terapia ocupacional, que os termos função e funcionalidade quando não são utilizados para referir o funcionamento físico e as atividades do cotidiano, podem ser utilizados com mais independencia nas pesquisas, especialmente quando são definidos de modo a contextualizar a aplicação e o uso. a exemplo do que ocorre nos protocolos de avaliação de TAS.

De forma mais específica, como proposto por BENETTON; TEDESCO; FERRARI (2003) sob a perspectiva do Método Terapia Ocupacional Dinamica, considera-se que as atividades que organizam a vida cotidiana se constituem no objeto central de estudo e prática da terapia ocupacional. Dentro do campo de conhecimento teórico, focalizam a relação do indivíduo com as atividades do dia-a-dia e a qualidade de sua sustentação social. Na prática clínica, propõem o uso de atividades, privilegiando a ampliação de espaços mentais, físicos ou

sociais mais saudáveis. Tal Método, não prevê uma classificação de dificuldades ou imposibilidades em termos de função e disfunção específica, valorizando o diagnóstico situacional descritivo, de tal forma que se possa perceber em que aspectos acontecem os prejuízos do dia-a-dia.

Corroborando com essa linha de pensamento, em um estudo sobre o raciocínio clínico dos terapeutas ocupacionais, Mattingly (1991) ressalta que o conceito de disfunção vem sendo modificado, passando de uma compreensão fisiológica à compreensão da experiência do indivíduo frente a doença e todos os significados pessoais que tal experiência envolve. A autora observa ainda que as condições fisiológicas têm sido colocadas em segundo plano, ficando a compreensão da disfunção relacionada a algo que interrompe e altera de forma irreversível a história de vida do indivíduo.

Para Mattingly (1991), é fundamental para o terapeuta ocupacional compreender como o indivíduo está convivendo com sua disfunção e qual a sua experiência com a doença, visando oferecer oportunidades para a reconstrução de sua história de vida, visto que esta se modifica após a vivência da disfunção.

Quanto à experiência e a convivência com a disfunção, considera-se que os portadores de TAS, por apresentarem dificuldades quanto a participação social e as restrições de um cotidiano empobrecido de projetos pessoais, de amigos, de passeios, de estudos e trabalho, constituem-se em uma população alvo que pode se beneficiar de práticas assistenciais da terapia ocupacional. Para tal faz-se necessário a utilização de instrumentos validados para a avaliação dos prejuízos funcionais, independentemente de terem sido construídos no contexto da terapia ocupacional, como é o caso dos instrumentos utilizados no estudo em questão para a avaliação de casos de TAS.

Em relação à assistência especializada para pessoas com TAS, Connor et al. (1999) observam que apesar destas pessoas vivenciarem intensas limitações nas atividades diárias,

elas têm dificuldades de procurar e obter ajuda, por evitarem as situações de interação social e pelo medo da avaliação negativa de suas atitudes, se sentindo envergonhadas e ansiosas diante da situação de consulta com o profissional da saúde. O medo de serem criticados ou avaliados negativamente faz com que muitos indivíduos com TAS procurem ajuda especializada somente quando os sintomas já se intensificaram, as comorbidades apareceram e as atividades da vida cotidiana foram gravemente prejudicadas.

Neste sentido, para o diagnóstico clínico e tratamento dos prejuízos relacionados ao TAS, faz-se necessário a identificação de indicadores de tais prejuízos no desempenho de atividades que sustentam a organização cotidiana, de modo a planejar e aplicar práticas de saúde, dentre estas as de terapia ocupacional. Para tal, as escalas de avaliação de prejuízos funcionais, por fornecerem medidas aferidas e sistemáticas, têm uma relevante contribuição por permitirem a comparação de grupos contrastantes quanto à presença de sintomas de ansiedade social e, das mesmas pessoas em momentos diversos, em pesquisas que focalizam a intervenção. Em nosso meio considera-se que há uma carência de instrumentos que avaliem de forma confiável os prejuízos funcionais associados ao TAS.

1.4 Escalas de Avaliação dos Prejuízos Funcionais Relacionados ao Transtorno de