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7 Geminin liman sahasından pilotu bırakarak ayrılması
Materiais
Foram utilizados protocolos impressos, canetas e gravador de áudio.
Instrumentos
• Para a seleção dos participantes :
Social Phobia Inventory - (SPIN) (Anexo B)
Traduzido para o português do Brasil, validado e adaptado por Osório et al. (2008) para a população universitária como Inventário de Fobia Social (SPIN), apresentou excelente avaliação quanto às qualidades psicométricas, tendo a consistência interna de 0,90 e a confiabilidade inter-avaliadores com índices entre 0,86 e 0,98.
Trata-se de um instrumento de auto-avaliação que objetiva examinar o medo, a evitação e os sintomas fisiológicos associados ao TAS por meio de 17 itens pontuados em uma escala tipo likert de quatro pontos. O instrumento foi proposto por Connor et al. (1999) que estudaram suas qualidades psicométricas, identificando bons indicadores de fidedignidade, consistência interna, validade convergente e validade divergente. Quanto à sensibilidade da escala, relataram capacidade em detectar a redução da sintomatologia após tratamento, mostrando a boa adequação para o uso na população clínica e não clínica.
Connor et al. (1999), com base em dados empíricos, propuseram uma forma reduzida da SPIN, denominada MINI-SPIN (MS), tendo por finalidade o uso como um instrumento de rastreamento. A forma reduzida do instrumento é composta pelos itens 6, 9 e 15 da SPIN,
sendo considerado indicativos de TAS a somatória maior ou igual a seis pontos. Esta forma reduzida do instrumento, apresentou boa sensibilidade e especificidade, além de boa capacidade de identificação do TAS.
Para a população de adolescentes, Vilete (2002) realizou um estudo de tradução e adaptação da SPIN para o português, encontrando valores aceitáveis de fidedignidade e bastante semelhantes aos obtidos com a versão original na língua inglesa.
Entrevista Clínica Estruturada para o DSM- IV (SCID- IV- versão clínica)
O instrumento foi proposto em 1997 por First et al., sendo traduzido e adaptado para o português do Brasil por Del-Ben et al. (2001). Tal instrumento é frequentemente utilizado para a elaboração de diagnósticos clínicos psiquiátricos baseados no DSM – IV, por meio de dez módulos que podem ser aplicados de forma independente ou combinada, conforme os objetivos almejados.
Nesse estudo foi utilizado, na entrevista por telefone, o Módulo F- Ansiedade do instrumento visando a confirmação diagnóstica do TAS ou Não TAS (grupo clínico e grupo de comparação). Este módulo e os outros nove módulos foram aplicados na entrevista por telefone para a avaliação das comorbidades associadas ao TAS.
• Para a avaliação relativa ao estudo propriamente dito
Estudo 1: Estudo de Comparação entre Grupos
Questionário de Saúde Geral-12 (QSG-12)-(Anexo C)
O QSG-12, proposto por Goldberg em 1972, foi traduzido e adaptado por Sarriera, Schwarcz e Câmara (1996). Trata-se de um instrumento de auto-avaliação, constituído por 12 itens, desenvolvido para detectar a gravidade de distúrbios psiquiátricos não psicóticos e
identificar casos potenciais destes distúrbios na população geral não clínica. Cada item da escala é respondido levando-se em conta o quanto a pessoa tem experimentado os sintomas descritos, sendo suas respostas dadas em uma escala de quatro pontos graduados entre “menos que o de costume” e “mais que o de costume”.
Vários estudos nacionais comprovaram os bons índices psicométricos deste instrumento. Destaca-se o estudo de Sarriera, Schwarcz e Câmara (1996) que identificou boa consistência interna (alfa de Cronbach de 0,80) para o conjunto total dos itens, o estudo de Borges e Argolo (2002) que confirmou a validade discriminativa e convergente e o estudo de Gouveia et al. (2003), que comprovou a validade convergente do instrumento para a avaliação de saúde mental.
A Disability Profile/ Clinician-Rated – (Instrumento Original- Anexo – D)
A Disability Profile/ Clinician-Rated proposta por Michael R. Liebowit no estudo original, foi avaliada quanto às qualidades psicométricas por Schneier et al. (1994). Foi traduzida e adaptada para o português do Brasil como parte dos objetivos deste estudo, sendo denominada “Escala de Liebowitz para Hetero-avaliação dos Prejuízos Funcionais” (ELHPF)- (apêndice C) (MORAIS et al., 2004)1.
Trata-se de uma escala de hetero-avaliação dos prejuízos funcionais, aplicada como guia para uma entrevista de avaliação clínica conduzida por profissional de saúde mental. O profissional avalia a presença de prejuízos vivenciados pelos sujeitos nas últimas duas semanas e no curso da vida, em conseqüência da presença do TAS. A escala é constituída por oito domínios: escola, trabalho, família, casamento/namoro, amizade, outros interesses, atividades da vida diária e comportamento suicida. Os itens são avaliados em uma escala tipo Likert, onde os prejuízos são graduados de 0 a 4 pontos, tendo por referência a pontuação zero
1
MORAIS, L.V.; VILLARES, C.; PINHO, M.; CRIPPA, J. A. S; LOUREIRO, S. R. Escala de Liebowitz para
quando da ausência de comprometimento associado ao TAS e a pontuação quatro, quando da avaliação de extremo comprometimento associados ao TAS.
A validação do instrumento original foi realizada por Schneier et al. (1994) com base em um estudo com pacientes portadores de TAS e sujeitos sem desordens psiquiátricas. Neste estudo, a consistência interna (alfa de Cronbach) foi de 0,87 para a avaliação nas duas últimas semanas e de 0,90 para a avaliação no curso da vida. Quanto à validade concorrente, a escala demonstrou correlação significante com a Sheeran Disability Scale (SDS) com o coeficiente r variando de 0,56 a 0,79, sugerindo que a escala avaliada foi similar à SDS na capacidade de avaliar prejuízo funcional.
Liebowitz Disability Self-Rating Scale – (Instrumento Original- Anexo E)
A Liebowitz Disability Self-Rating Scale proposta por Michael R. Liebowitz no estudo original, foi avaliada quanto às qualidades psicométricas por Schneier et al. (1994). Foi traduzida e adaptada para o português do Brasil como parte dos objetivos deste estudo, sendo denominada “Escala de Liebowitz para Auto-Avaliação dos Prejuízos Funcionais (ELAPF)- (apêndice D) (MORAIS et al., 2004).
Trata-se de um instrumento de auto-avaliação dos prejuízos funcionais vivenciados nas duas últimas semanas e no curso da vida, em conseqüência da presença de TAS. A escala é constituída por onze domínios: abuso de álcool, abuso de drogas, distúrbios do humor, escola, trabalho, família, casamento/namoro, amizade, outros interesses, atividades da vida diária, comportamento suicida. Os itens são avaliados em uma escala tipo Likert, onde os prejuízos são graduados de 0 a 3 pontos, tendo por referência a pontuação zero quando da ausência de limite associado ao TAS e pontuação três, quando da avaliação de grave limite prejuízo associado ao TAS.
A validação do instrumento original foi realizada por Schneier et al. (1994) por meio de um estudo com pacientes portadores de TAS e sujeitos sem desordens psiquiátricas. Neste estudo, a consistência interna (alfa de Cronbach) foi de 0,92 para a avaliação nas duas últimas semanas e para a avaliação no curso da vida. Quanto à validade concorrente, a escala demonstrou correlação significante com a Sheeran Disability Scale (SDS) com o coeficiente r variando de 0,56 a 0,73, sugerindo que a escala avaliada foi similar à SDS na capacidade de avaliar prejuízos funcionais. A validade concorrente foi confirmada pela avaliação de condições favoráveis e desfavoráveis para o desenvolvimento de atividades da vida cotidiana e pela identificação de casos e não-casos.
Estudo 2: Estudo de casos
Entrevista Semi-estruturada (apêndice E)
Construída para os objetivos do estudo, trata-se de uma entrevista semi-estruturada, constituída por três perguntas-guia, a saber: 1- Fale-me sobre como é conviver com a timidez; 2- Fale-me sobre os seus projetos/planos que tem para sua vida e 3-Fale-me sobre a sua saúde e a sua timidez exagerada. Tendo por eixo tais perguntas, buscou-se focalizar o impacto da timidez exagerada para: a vida cotidiana, para os planos futuros e para a saúde. Contou-se com o suporte de perguntas auxiliares, visando abranger de forma mais ampla o funcionamento quanto: a) a vida cotidiana de forma geral ; b) os relacionamentos; c) as atividades acadêmicas e de trabalho; d) os projetos e planos quanto a vida pessoal, afetiva, profissional e social; e) a influência na saúde física e mental e f) a necessidade de ajuda especializada.
Questionário de Saúde Geral -12 (QSG-12) – já apresentado e descrito no Estudo 1;
Escala de Liebowitz para Hetero-avaliação do Prejuízo Funcional (ELHPF)- já apresentado e descrito no Estudo 1;
Escala de Liebowitz para Auto-Avaliação do Prejuízo Funcional (ELAPF) – já apresentado e descrito no Estudo 1;