BÖLÜM 2: SEYYİD KUTUP'UN DİN VE TOPLUM ANLAYIŞI
2.9. Seyyid Kutup'a Göre Din ve Modernleşme
A partir da década de 70, conforme Ribeiro (1997), a preocupação com o meio ambiente passou da escala local, envolvendo questões como lixo urbano, resíduos industriais e poluição do ar, para escalas nacional e regional, dados os efluentes industriais, defensivos agrícolas e poluição dos mares, rios e costas. Posteriormente, passou-se a analisar os problemas ambientais de dimensão internacional, como a propagação da nuvem radioativa em acidentes nucleares, a chuva ácida, a destruição da camada de ozônio e o efeito estufa.
O efeito estufa é um fenômeno natural que, ao não deixar a Terra ficar excessivamente fria, permite manter uma temperatura ambiente adequada à existência de seres vivos. Alguns gases emitidos em quantidades superiores àqueles naturais, podem, no entanto, intensificar o efeito, ou seja, aquecer demais a temperatura terrestre. Para evitar o aumento de emissão de gases provocado por atividades humanas, como indústrias, transporte, agricultura e desflorestamento, é necessário estabelecer medidas que limitem o volume de emissões.
Apesar de vários gases contribuírem para o efeito estufa, ver Tabela 7, o dióxido de carbono (CO2)8 é o gás com maior contribuição, 55%, para este efeito. Em seguida vem os
clorofluorcarbonos, contribuindo com 20%. Tabela 7 - Gases responsáveis pelo efeito estufa
Composto Fórmula Concentração em
1992 Taxa anual de crescimento Contribuição ao efeito estufa
Dióxido de Carbono CO 2 355 ppmv 0,4% 55% Metano CH 4 1,72 ppmv 1,0% 15% Clorofluor- carbonos CFC 13/CF2C12 0,20 ppbv/0,32 ppbv 7,0%/7,0% 20% Óxido de nitrogênio NOX 311 ppbv 0,25% 10% Fonte: Ribeiro (1997) 8
O dióxido de carbono (CO2 ) não é um gás tóxico e, por isso mesmo, não é considerado um poluente atmosférico
local. Embora não tóxico, o CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa, desta forma, considera-se
O CO2 é originário, principalmente, da queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e
gás natural, em ordem de importância), mas também pode ser gerado pelo desflorestamento e erosão do solo (Tabela 8).
Tabela 8 - Gases do efeito estufa e suas principais fontes antropogênicas
Gases Fontes antropogênicas
Dióxido de Carbono (CO2) Queima de combustível fóssil
Desflorestamento e uso do solo Fabricação de cimento
Metano (CH4) Cultivo de arroz
Criação de gado
Deterioração e queima de biomassa
Vazamento na produção de combustíveis fósseis.
Clorofluorcarbonos (CFCs) Fabricação de solventes, refrigerantes, aerossóis para
formação de espumas.
Óxido nitroso Fertilizantes
Queima de combustível fóssil Conversão de terra para agricultura.
Gases precursores Envolvidos no ozônio e na química do metano
Óxido de nitrogênio Queima de combustíveis fósseis
Hidrocarbonetos Evaporação de combustíveis e solventes
Monóxido de Carbono Queima de combustível fóssil e biomassa.
Fonte: Ribeiro (1997)
2.1.4.1 O protocolo de Quioto
Com relação ao meio ambiente, desde a Conferência Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), ocorrida em 1992, no Rio de Janeiro, o problema da poluição atmosférica global, associada às emissões de dióxido de carbono (CO2)9, ganhou importância na
pauta de negociações dos países participantes da conferência. Naquela ocasião decidiu-se pela prevenção dos riscos do efeito estufa, que poderia implicar em alterações climáticas com graves conseqüências para diversos países (MORAES, 1999).
Em Quioto, no Japão, realizou-se uma conferência entre as partes, na qual o Protocolo foi apresentado para a aprovação dos países, como proposta concreta de início do processo de estabilização das emissões de gases geradores do efeito estufa (TETTI et al., [200-]).
O Protocolo dividiu os países em dois grupos:
9
A preocupação com o aumento do teor de CO2 na atmosfera está relacionado ao aquecimento global do planeta,
devido ao “efeito estufa”, que pode provocar alterações do clima em diversas regiões, com impactos diferenciados em cada uma.
ANEXO 1- países mais industrializados, grandes emissores de CO2 e,
NÃO-ANEXO 1- países que para atender às necessidades básicas de desenvolvimento, precisam aumentar a sua oferta energética e, potencialmente, suas emissões.
De acordo com o Protocolo de Quioto, os países do ANEXO I ficam obrigados a reduzir suas emissões de gases geradores do efeito estufa para que elas se tornem 5,2% inferiores aos níveis de emissão de 1990. O Protocolo de Quioto estabeleceu ainda que essa redução deverá ser realizada entre 2008 e 2012 (fase definida como o primeiro período de cumprimento do Protocolo). Para possibilitar a implementação dos seus propósitos de redução de emissões e ao mesmo tempo assegurar uma transição economicamente viável para a adoção desse novo padrão.
Os 39 países que compõem o ANEXO I do Protocolo de Quioto devem promover, no período de 2008 a 2012, reduções diferenciadas, tomando por base as emissões registradas em 1990. Por exemplo, caso os Estados Unidos, ratificassem o Protocolo de Quioto, teriam de promover redução de 7% nas emissões de gases gerados do efeito estufa; os países da União Européia, teriam que promover redução de 8%; o Japão, redução de 6%, e assim sucessivamente, devendo a soma dos países do ANEXO I resultar em uma redução líquida de 5,2% no global.
Os principais países ou blocos geradores do efeito estufa são os Estados Unidos, o Japão e a União Européia (Tabela 9). Visualiza-se também a necessidade de redução de emissão de CO2 de
acordo com as emissões projetadas para 2010. Em relação aos valores projetados, os EUA deveriam reduzir em 32% a emissão de CO2 para se adequarem a meta, ao passo que o Japão
Tabela 9 - Redução necessária dos principais países emissores de CO2
Emissão
em 1990 Meta de Quioto permitidas Emissões diante da meta Emissões projetadas para 2010. Redução necessária para cumprir a meta de Quioto Porcentagem EUA 1.362 93% 1.267 1.838 571 32% Japão 298 94% 289 424 144 33% União Européia 822 92% 756 1.064 308 28% Outros países OECD 318 95% 300 472 171 36% Europa Oriental 266 104% 277 395 118 42% Ex-Rússia 891 98% 873 763 0 0% Total 3.957 3.753 4.956 1.312 26%
Fonte: Tetti et al. [200-]
Para entrar em vigor, o Protocolo de Quioto deve ser ratificado (ou seja, contar com a aprovação plena, inclusive dos respectivos Parlamentos Nacionais) por pelo menos 55% dos países signatários e, também, por países que representam, pelo menos, 55% das emissões globais do ano-base de 1990 (TETTI et al., [200-]). Com a ratificação da Rússia, em 2005, a primeira e a segunda condição foram atendidas.
O protocolo de Quioto passou legalmente a prevalecer a partir de 16 de fevereiro de 2005. A partir desta data, os países signatários passaram a ter uma obrigação legal de reduzir os gases causadores do efeito estufa. Além disto, este marco legal sinaliza favoravelmente para as empresas investirem em tecnologias menos poluentes (UNITED NATIONS CONVENTION ON CLIMATE CHANGE, 2004).