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Kutup'a Göre Toplumların Çöküş Öncesi Belirtileri

BÖLÜM 2: SEYYİD KUTUP'UN DİN VE TOPLUM ANLAYIŞI

2.8. Seyyid Kutup'a Göre Din ve Sosyal Değişme

2.8.2. Kutup'a Göre Toplumların Çöküş Öncesi Belirtileri

Além do álcool utilizado como combustível e para fins industriais, o setor sucroalcooleiro brasileiro também atua no mercado doméstico e externo de açúcar, sendo importante caracterizar este mercado, pelo qual poderá trazer desdobramentos para a estratégia do setor sucroalcooleiro no mercado brasileiro de álcool combustível e na busca pela abertura de novos mercados no exterior.

Quanto ao mercado doméstico de açúcar, entre os anos de 1994 e 2001, o Brasil apresentou um dos maiores níveis de consumo de açúcar do mundo, Tabela 6. No ano de 2001, o consumo per capita brasileiro atingiu o patamar de 55 kg/ha/ano.Observando-se relativa estagnação do consumo de açúcar na Brasil. Ambas as constatações sinalizam para um baixo crescimento do consumo per capita de açúcar do brasileiro nos próximos anos.

O consumo per capita de açúcar em um nível mundial encontrou-se estagnado em 20 kg/açúcar/ano, entre os anos de 1994 e 2001. Observa-se ainda, uma estagnação do consumo de açúcar na maior parte dos países pesquisados. Apenas a Rússia demonstrou crescimento no consumo de açúcar. Desta forma, o mercado mundial cresce em um ritmo vegetativo.

Tabela 6 - Consumo per capita dos maiores consumidores mundiais de açúcar, período: 1994 até 2001

Consumo per capita (kg de açúcar/ano)

Países 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Mundo 20 21 21 21 21 21 21 21 Brasil 51 51 53 54 55 54 54 55 Rússia 33 34 35 31 34 42 47 48 México 48 45 46 45 46 46 46 46 Canadá 39 41 41 41 41 41 41 41 Argentina 38 39 38 41 42 42 40 39 UE 39 38 38 38 38 39 38 38 África do Sul 33 35 34 33 29 34 38 37 EUA 32 32 33 32 33 32 32 32 Colômbia 36 36 34 33 30 34 31 31 Turquia 30 31 31 32 32 31 29 29 Japão 20 20 19 18 18 17 18 18 Índia 15 16 17 17 17 17 18 18 Indonésia 14 15 15 15 14 15 16 16 China 7 7 7 7 7 7 7 7 Fonte: Costa (2004)

O grande impulso às exportações brasileiras de açúcar ocorreu na década de 1990 (Figura 10). Entre os anos de 1990 e 1994, as exportações do açúcar brasileiro passaram de 1,5 milhão de toneladas para 3,4 milhões. Entre os anos de 1995 e 1998 ocorreu uma nova mudança nos patamares do açúcar exportado, passando de 6,3 milhões de toneladas para 8,3 milhões de toneladas. A partir de 1999 ocorreu crescimento nos patamares exportados de açúcar, passando de 12,1 milhões de toneladas em 1999 e atingindo 12,9 milhões em 2003.

0 2 4 6 8 10 12 14 16 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 M ilh õe s d e to ne la da s

Exportação de açúcar ( vários tipos) Figura 10 - Exportações brasileiras de açúcar, período: 1990 até 2003

Fonte: Brasil (2005)

Bacchi; Alves; Silveira (2002) explicam este vertiginoso crescimento das exportações brasileiras através de alguns fatores: a liberalização das exportações em julho de 1994, que encerrou o então vigente regime de quotas tarifárias, quando se taxava em 40% os volumes exportados superiores aos estabelecidos como quota; o aumento da demanda mundial, que se refletiu em condições favoráveis no mercado internacional; e a extinção de acordos especiais de comércio entre governos, que propiciou a entrada do Brasil em mercados até então fechados. Podendo-se creditar o crescimento das exportações brasileiras de açúcar a motivos de origem interna e externa. Como de origem externa, cita-se o fim do acordo bilateral URSS-Cuba, que possibilitou ao Brasil ocupar, em parte, o lugar de Cuba no mercado da antiga URSS. No âmbito interno, destaca-se a mudança da política cambial brasileira, ocorrida em janeiro de 1999, quando foi extinto o chamado “regime de bandas cambiais”, que determinava os limites de flutuação do preço da moeda estrangeira, adotando-se o regime de câmbio flexível. A liberalização do câmbio foi acompanhada por uma progressiva desvalorização da moeda brasileira, estimulando a competitividade dos produtos nacionais exportáveis e favorecendo, entre outros, o setor exportador de açúcar.

Além da desvalorização cambial, ressalta-se a crescente participação das exportações oriundas de São Paulo, respaldadas pelos baixos custos de produção comparativamente a outras regiões do Brasil e do Mundo. Os custos de produção do açúcar no Estado de São Paulo e na Região Centro/Sul, da qual esse estado faz parte, apresentam-se como os mais baixos do mundo,

próximos a US$ 190,00/ton e US$ 240,00/ton, respectivamente. Na Região Norte/Nordeste, o custo foi estimado como próximos a US$ 300,00/t, respectivamente. Em relação aos demais países produtores de açúcar, a África do Sul possui um custo de produção de US$ 250,00/t, a Austrália de US$ 270,00/t, a Tailândia de US$ 310/t, a Argentina de US$ 364,00/t, a União Européia de US$ 480,00/t e os Estados Unidos da América US$ 525,00/t. O custo de produção de açúcar no México é de US$ 308,00/t. Embora esses custos de produção estimados sejam grandemente dependentes das taxas de câmbio utilizadas para a conversão dos valores expressos em moeda nacional para a moeda americana, limitando a capacidade de se efetuar uma análise mais precisa sobre a competitividade dos países produtores de açúcar (BACCHI; ALVES; SILVEIRA, 2002).

Deve-se considerar também como um dos fatores que propiciaram o aumento das exportações brasileiras de açúcar, a maior destinação da matéria-prima (cana-de-açúcar) para a produção dessa commodity, especialmente em função do menor consumo de álcool hidratado decorrente da pequena participação das vendas de carros a álcool nas vendas totais de veículos e do sucateamento da frota existente no país (BACCHI; ALVES; SILVEIRA, 2002).

Stalder (1997) destaca também a existência de grandes quebras de safras de tradicionais produtores mundiais, como Índia, China e Cuba nos anos de 1994 e 1995 propiciando uma elevação ainda maior dos preços internacionais no período, favorecendo o desvio de cana moída para a produção de açúcar em detrimento da produção de álcool.

Para os próximos anos, o setor sucroalcooleiro brasileiro pode obter um novo patamar de exportação de açúcar. Este novo patamar pode ser decorrência do fim dos subsídios aos produtores de açúcar na União Européia e o fim das quotas tarifárias americanas.

Estimando os impactos para as exportações brasileiras decorrentes do fim dos subsídios aos produtores de açúcar da União Européia e das cotas americanas. No primeiro caso, estimou- se que o fim dos subsídios concedidos pela União Européia pode significar em um incremento de aproximadamente 8.053 toneladas ano de açúcar refinado. No segundo caso, o fim do sistema de cotas a importação dos EUA desencadearia em um incremento de aproximadamente 1.440 toneladas/ano para esse país (COSTA; BURNQUIST, 2004).