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Serbestlik Ġlkesi

Belgede Seçim sistemleri ve Türkiye (sayfa 52-0)

C. SEÇME HAKKININ DEMOKRATĠK ĠLKELERĠ

5. Serbestlik Ġlkesi

Julgamos que não existem modelos estruturais ideais de suporte aos Clubes/SAD‘s de

futebol que atuam no alto rendimento, no entanto a ideia de que cada organização deve atuar de acordo com aqueles que são os seus processos mais eficientes e rentáveis Castro et al. (2011) assume alguma pertinência.

Maçãs (2006), afirma que são permanentes as alterações organizacionais na estrutura das organizações do futebol, com o intuito de implementar novas e melhoras dinâmicas que conduzam a uma operacionalização mais eficaz e consequentemente ao incremento da produtividade e rentabilidade de todo o contexto inerente ao espetáculo desportivo. Embora os clubes/SAD´s desportivos, sem fins lucrativos sejam liderados por uma AG

e um órgão de gestão denominado por Direção, as SAD‘s são geridas por um conselho

de administração, logo aqui, podíamos pensar que as diferenças seriam acentuadas entre ambas, mas, na realidade e em Portugal, não nos parece que isso suceda.

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Os interesses, designadamente económicos, que, atualmente acompanham o desporto profissional, não se compadecem com a existência de formas jurídicas menos exigentes,

evoluindo para a criação de novas formas jurídicas – as sociedades desportivas - com

obrigações e deveres análogos, entre participantes da mesma competição profissional. A reformulação do regime jurídico das sociedades desportivas, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 10/2013, de 25 de Janeiro, impõe que a participação em competições desportivas profissionais, (assim qualificadas pela Portaria n.º 50/2013, de 5 de Fevereiro) se concretize sob a forma jurídica societária - extinguindo-se o chamado ―regime especial de gestão‖.

A partir da época desportiva 2013/2014, as entidades desportivas podem optar entre a constituição de uma SAD ou de uma sociedade desportiva unipessoal por quotas (SDUQ, Lda.).

Ora, ainda que a estas sociedades continuem a aplicar-se - subsidiariamente - as regras aplicáveis às sociedades comerciais, o novo regime traz algumas inovações, nomeadamente quanto ao capital social mínimo e a sua forma de realização, o sistema especial de fidelização da sociedade ao clube desportivo fundador; a definição de regras específicas para a transmissão do património do clube fundador para a sociedade desportiva, e, por fim, a possibilidade de as Regiões Autónomas, os Municípios e as

Associações de Municípios poderem subscrever parte do seu capital social – limitado,

em todo o caso, a 50% dos capitais próprios.

Olhando para a grande maioria dos Clubes/SAD‘s em Portugal e, face ao atual enquadramento do Desporto no País, parece-nos que a sua organização está assente em estruturas departamentalizadas e preocupantemente estanques umas para as outras, apesar de na sua maioria se considerarem como profissionais.

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Neste enquadramento parece-nos ajustado considerar que as exigências e desafios colocados aumentam, aumentando consequentemente o grau de complexidade, expondo as organizações a contextos novos e diferenciados.

Segundo Almada et al. (2008), ―gerir é encontrar os equilíbrios mais favoráveis para

podermos atingir, determinado objetivo com custos menores ou, objetivos mais importantes com os mesmos custos‖ (pág. 134).

Ou seja, gerir poderá ser encontrar os melhores rendimentos em função de uma visão contextual, influenciadora de todo o processo.

Parece-nos que processos eficientes ao nível da macro gestão conduzirão à criação de dinâmicas que potenciarão uma melhor micro gestão. Daqui ressalta que os objetivos de uma organização devem estar bem definidos e clarificados para que todos os elementos e respetivos componentes se envolvam,independentemente dos objetivos de cada departamento, ou até e inclusive, os objetivos individuais de cada sujeito.

Estamos perante uma cadeia de responsabilização que parece ser de elevada complexidade, que exige da organização e de todo o seu contexto dinâmicas agregadoras e não segregadoras na sua gestão.

Apesar deste tronco comum demasiado generalista, parece óbvio que as estruturas dos

Clubes/SAD‘s variam em função dos seus objetivos, do seu investimento e dos seus

capitais, ou seja, parece-nos evidente que dentro de uma mesma competição existem vários tipos de competidores, todos eles com estratégias e objetivos diferenciados, em função do seu historial, da sua cultura, do valor da sua massa critica, do orçamento, do número de títulos conquistados, da sua expansão e conquistas nacionais e internacionais, etc.

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De acordo com Pires e Lopes (2001), as sociedades desportivas solicitam uma gestão por parte de intervenientes conhecedores de todo o processo. Trata-se de um contexto profissional com características, padrões e comportamentos próprios que implica de quem nele atua elevado conhecimento e competência.

Neste enquadramento parece que quer a macro como a micro gestão, sofrerão também investimentos diferenciados num processo de custo/benefício que rentabilize todo o investimento, e em função das diferenças e afinidades existentes entre os diversos clubes/SAD´s, ou não fosse para Almada et al. (2008) a macro e a micro gestão, duas dimensões antagónicas, mas que se complementam e que exigem evidentemente estratégias e formas de atuação também diferentes.

Neste quadro de análise, julgamos ser pertinente apresentar de forma esquemática e resumida (figura 5) a nossa visão acerca dos quadrantes operacionais estruturantes do clube/SAD.

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Naturalmente, que esta visão deve ser olhada, num contexto aberto e dinâmico, onde, desde o vértice estratégico até às áreas de produção, a comunicação faz-se de forma célere e eficiente, provavelmente em rede e onde as variáveis em jogo se entrelaçam de forma eficiente, conduzindo à resolução de problemas.

Os recursos humanos envolvidos estão imbuídos no objetivo comum, com espirito de grupo e onde as suas dinâmicas sucedem-se, céleres e eficazmente, consequência de uma liderança descentralizadora, com forte sentido de responsabilização entre os colaboradores e com os seus objetivos clarificados e exequíveis, interagindo de forma a aproveitar as janelas de oportunidade que o mercado e naturalmente a concorrência proporcionam.

Neste pressuposto, será necessário que os valores, missão e, a cultura de Clube/SAD, induzam comportamentos, que conduzam a atuações no fenómeno de forma intencional e eficiente, quebrando algum conservadorismo, próprio de algumas organizações.

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